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O Cigarro e os Olhos

29 ago 2012 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Um dos melhores investimentos que podemos fazer para nossa saúde é largar ou, melhor ainda, evitar de fumar. E os nossos olhos agradecem. Afinal são mais de 4000 toxinas presentes no cigarro que agem no olho por mecanismos isquêmicos e oxidativos.

Os malefícios do cigarro para o olho já são conhecidos há muito tempo. E quanto mais se fuma, maior a chance de desenvolver catarata, degeneração macular relacionada a idade e glaucoma, doenças essas hoje consideradas as maiores causas de cegueira no mundo.

Mas não para por aí: a fumaça do cigarro é um irritante que piora os sintomas de olho seco não só para para o fumante ativo mas para o passivo também. Isso causa sintomas que vão desde uma leve irritação dos olhos até lacrimejamento excessivo, queimação, prurido, entre outros.

Existem ainda vários indícios que o cigarro pode agravar a Oftalmopatia de Graves, que é uma doença dos olhos relacionada ao hipertireoidismo no qual um ou os dois olhos se projetam anteriormente nas órbitas.

Até as crianças podem ser afetadas pelo cigarro, principalmente pela exposição delas em ambientes onde se fuma (dentro de casa ou do carro, por exemplo). Além do risco de desenvolver a conjuntivite alérgica, as crianças filhas de mães fumantes tem risco maior de desenvolver estrabismo.

Vamos cuidar dos nossos olhos ?

Dr. Luis Paves

Médico Oftalmologista

Pterígio: saiba quais são as causas, os sintomas e as formas de tratamento

28 jun 2012 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Pterígio

Popularmente chamado de “carne crescida” ou equivocadamente chamado de “catarata”, o Pterígio é uma pequena membrana avermelhada na superfície do olho que  avança em direção à córnea.

A causa exata até hoje não é bem conhecida.

Pode ser provocado por fatores hereditários ou ambientais, tendo maior incidência nas regiões tropicais. Sabe-se que provavelmente está relacionado com exposição prolongada ao sol, sobretudo aos raios ultravioletas (UVA e UVB).

Os sintomas principais são irritação, olhos vermelhos, sensação de cisco e fotofobia (sensibilidade à luz).

O tratamento pode ser cirúrgico nos casos em que o pterígio cresce ameaçando chegar a pupila, quando pela mudança na córnea leva a astigmatismos altos, nos casos de irritação frequente ou hiperemia (vermelhidão) constante em que haja motivação estética. Nos casos de menor sintomatologia ou pacientes muito jovens pode ser feito apenas acompanhamento clínico.

Recomendações importantes são proteção adequada dos olhos como uso de óculos escuros e lágrimas artificiais, evitar exposição prolongada ao sol, locais secos e poluídos.

Consulte seu oftalmologista para saber a melhor indicação de tratamento para o seu caso.

Tomografia de coerência óptica (OCT)

5 jun 2012 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Exames

O que é o OCT?
A tomografia de coerência óptica (OCT) é um exame de imagem não invasivo que produz imagens de corte seccional das estruturas oculares in vivo com alta resolução e reprodutibilidade.

Qual o aparelho que está na Lotten?
O aparelho que temos na Lotten é o Cirrus HD – OCT da Zeiss

Vantagens do exame:
- Utiliza tecnologia Spectral Domain, ou seja, excelente resolução e velocidade de escaneamento, permitindo rastrear em poucos segundos a área de estudo;
- Possui imagens 3D;
- Comparação com exames anteriores, sendo possível detectar pequenas alterações inexistentes anteriormente ou pequena melhora;
- É possível capturar imagens com pouca midríase (2mm);
- Podemos avaliar precisamente retina e nervo óptico.
- Nos casos de pacientes que não podem se submeter a exames de contraste, possui a vantagem, em relação à angiografia, de não necessitar de injeção endovenosa para avaliação da retina.

Indicações para exame:

Podemos diagnosticar e acompanhar alterações como: degeneração de mácula, buraco de mácula, edema macular, membrana epirretiniana, retinopatia diabética, tração vítreo – retiniana, distrofias retinianas, entre outras.
É possível fazer análise de progressão do glaucoma e auxiliar no diagnóstico precoce da doença.

Preparo para o Exame:

É necessário dilatar a pupila para realização do exame. O paciente se sentir mais confortável pode levar um acompanhante.

Local de exame:

Lotten Eyes unidade Morumbi

Entrega do Resultado:

O laudo é liberado em até 7 dias. Enviado para unidade mais próxima do paciente.

Catarata: lentes e suas tecnologias

31 out 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Catarata

A catarata caracteriza-se como um quadro no qual o cristalino natural torna-se opaco, prejudicando a qualidade da imagem que é transmitida ao interior dos olhos.

Diante desta condição, este cristalino deve ser removido e substituído por um cristalino artificial que é a lente intra-ocular.

No momento em que ocorre a remoção cirúrgica do cristalino a sua substituição é feita por este implante e na dependência de suas características poderão ter melhores ou piores resultados em relação à multifocalidade. Isto significa dizer que pelas tecnologias atuais existem alternativas que podem ajudar o paciente a ter visão útil tanto para longe quanto para perto. Neste sentido, as lentes são classificadas como de dois tipos: as monofocais e as multifocais.

As lentes monofocais ofertam visão que traz nitidez para uma distancia fixa. As lentes multifocais pelas características de sua construção trazem a possibilidade que esta nitidez seja melhor em diferentes distancias. Evidentemente que cada caso é um caso, sendo que hoje existem alternativas de misturarem-se os dois tipos de lentes e o fato é que tudo visa maior conforto por parte do paciente.

Recomendo que o paciente sempre converse longamente com seu médico oftalmologista e tirem sempre todas as dúvidas para que possa entender não somente os ganhos, mas principalmente as limitações destas lentes intra-oculares.

Abraços,

Claudio Luiz Lottenberg
CRM-SP: 49.892

Neurite Óptica: saiba o que é e qual o tratamento adequado

29 ago 2011 por Lotten Eyes    17 Comentários    Postado em: Neurite Óptica

Neurite óptica (NO) é uma inflamação do nervo óptico que leva à diminuição – geralmente temporária – da visão. Muitos casos dessa doença estão associados ao aparecimento de outra, a Esclerose Múltipla. Porém, ela também pode ocorrer isoladamente. Nos casos onde há associação com Esclerose Múltipla, comumente a NO é a primeira manifestação dessa doença. Ocasionalmente, a NO pode ocorrer também após infecções envolvendo a órbita, os seios paranasais, ou infecções virais sistêmicas.

Sua incidência é maior em brancos do que em negros, além de afetar duas vezes mais mulheres do que homens. Geralmente aparece a primeira vez em adultos jovens, dos 20 aos 45 anos de idade. Há ainda casos em que afetam crianças – esses casos raramente progridem para Esclerose Múltipla. Estima-se que 75% das mulheres e 35% dos homens que apresentam o primeiro episódio de NO vão apresentar Esclerose Múltipla no futuro.

Pacientes com NO têm uma rápida perda da acuidade visual em um olho, e raramente nos dois olhos ao mesmo tempo. A queda visual pode ser discreta, em apenas uma parte do campo visual, ou até ocorrer a perda total da visão. Geralmente, a diminuição da visão está associada a uma dor retro orbitária durante a movimentação ocular e alteração da visão de cores. Também pode ocorrer queda de visão devido ao calor ou atividade física.

O diagnóstico da Neurite Óptica é realizado através do exame físico feito por um oftalmologista, exames laboratoriais,Campimetria VisualPotencial Evocado VisualRessonância Nuclear Magnética, que é também um instrumento importante para avaliar a existência ou a chance de se desenvolver Esclerose Múltipla.

Apesar de todos os estudos sobre esta doença, seu tratamento é atualmente controverso. Desse modo, desde a simples observação sem medicação, até a internação e o uso de medicação intravenosa podem ser o tratamento correto. A gravidade e o tempo de aparecimento dos sintomas vão direcionar o tratamento mais adequado. A melhora da visão é comumente gradual ao longo de algumas semanas. Porém, pode haver déficit residual, principalmente na visão de cores e de contraste, independente do tratamento escolhido.

O acompanhamento precoce e conjunto entre um oftalmologista e um neurologista é o mais indicado para prevenir ou amenizar as sequelas e a conversão para Esclerose Múltipla, tendo em vista preservar a qualidade de vida do paciente.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Ergoftalmologia: a visão, o trabalho e as novas tecnologias

26 jul 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Ergoftalmologia

A Ergoftalmologia é uma área da ciência que estuda o sistema de trabalho, propondo o melhor relacionamento entre o trabalho e a visão. O objetivo principal é a prevenção e a administração de desconforto e doenças oculares em relação ao trabalho, visando máxima eficácia com máxima eficiência da função visual.

Esta área da ciência traz um maior entendimento sobre queixas de nossos pacientes que não apresentam correlação clinica, mas que têm sua causa no ambiente de trabalho. Com a popularização das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, os médicos oftalmologistas vêm recebendo pacientes com queixas comuns.  A pessoa começa a ter sensação de corpo estranho, fotofobia, intolerância à luz e olhos vermelhos. Vários pacientes apresentam disfunções na visão devido ao uso do computador.

Problemas como esse podem ser classificados como “astenopia ocupacional”, que se caracterizam por distúrbios oculares, irritativos ou funcionais, apresentados quando o aparelho visual tenta se superar através de mecanismos estressantes, excedendo sua própria capacidade fisiológica, e caracterizada por sintomas multiformes (superfície ocular, refração, motilidade ocular). Entre os sintomas oculares encontram-se ardência, lacrimejamento, algia periorbital, hiperemia conjuntival.  Já os visuais incluem visão ofuscada, diplopia e cansaço visual durante a leitura. As condições de iluminação de interiores, natural ou artificial, desenvolvem uma relação essencial no desenvolvimento da “astenopia ocupacional”.

O uso prolongado do computador pode causar, ainda, um cansaço visual conhecido como Síndrome do Uso do Computador. Os sintomas incluem  olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade á luz, sensação de peso nas pálpebras ou da fronte  e dificuldade  em conseguir foco. Outros sintomas são enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.

A visão não foi criada para encarar uma tela de computador durante muitas horas. Os monitores são compostos por pixels, nos quais o olho não consegue foco, resultando em tensão da musculatura ocular. Há ainda uma diminuição na frequência de piscar, o que provoca olhos secos e doloridos. Qualquer pessoa que passa pelo menos duas horas por dia em um computador está em risco de desenvolver essa síndrome.

AS CAUSAS  DESTES SINTOMAS SÃO UMA COMBINAÇÃO DOS SEGUINTES FATORES:

-Problemas visuais (miopia, hipermetropia, presbiopia);

-Condições inadequadas de uso (iluminação, posição, etc.);

-Hábito de uso do computador impróprio (horas de uso, sem descanso).

MEDIDAS PREVENTIVAS QUE PODEM REDUZIR O CANSAÇO VISUAL:

-Posicionar o monitor a uma distância de 50 a 60 cm dos olhos;

-O topo do monitor deve estar na altura dos olhos;

-Sala do computador bem iluminada; -Minimizar reflexos na tela;

-Filtro anti-reflexo na tela do computador;

-Descansos periódicos;

-Uso de óculos quando necessários (óculos têm grau adaptado pelo oftalmologista para a distância do monitor).

LUZ AZUL

Uma das causas da degeneração macular, a luz azul está presente no espectro luminoso, dentro de uma faixa de 380 a 520 mm. A exposição  a ela causa lesões nas células melanocíticas do epitélio pigmentar da retina, dependendo do tempo de exposição e intensidade.

A prevalência de a degeneração macular senil é menor que 2% até os 55 anos, entre 10 e 12% entre 55 e 65 anos, e maior que 30% acima de 75 anos. A incidência, entretanto, está aumentando. Estudos revelam que ela triplicará  nos próximos 25 anos, levando-se em conta uma vida média de 75 anos.

A luz azul está presente nas lâmpadas de halogênio metálicas, cujo uso tem sido muito difundido devido à maior durabilidade e baixo custo.

Dr. Fernando Paulo Maia – Médico Oftalmologista

Glaucoma: saiba o que é e os principais tipos de tratamento

19 jul 2011 por Lotten Eyes    15 Comentários    Postado em: Glaucoma

O Glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro.  Se não for tratada, a doença pode levar ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

O objetivo de qualquer tratamento para o glaucoma é reduzir ou estabilizar a pressão intra-ocular. Quando este objetivo é atingido, o dano as estruturas oculares, principalmente o nervo óptico, pode ser prevenido.

A maioria dos casos de glaucoma pode ser tratada clinicamente com colírios. Alguns pacientes podem necessitar de cirurgia ou laser para reduzir a sua pressão para níveis mais baixos.

Todos os procedimentos cirúrgicos para glaucoma tem como objetivo diminuir a produção do humor aquoso  (Fluido intra-ocular que nutre a parte anterior do olho) e/ou aumentar o fluxo de drenagem do mesmo.

Um deles é a trabeculoplastia, que é um procedimento realizado com laser e tem como objetivo facilitar o escoamento do humor aquoso. Pequenos furos são criados no ângulo de drenagem. Pode ser considerada como um tratamento primário nos pacientes que apresentam dificuldade na aderência ao tratamento com colírios.

Outro procedimento a laser é a iridotomia, que tem como objetivo criar uma comunicação entre o humor aquoso que fica atrás da íris (na câmara posterior) e o anterior a mesma. Com isso, evita o fechamento do ângulo de drenagem em olhos com ângulo estreito. Se uma iridotomia é realizada antes de ocorrer qualquer bloqueio do dreno com a íris, o paciente fica protegido de ter uma crise de glaucoma agudo. Ocasionalmente, será necessária medicação ou outro procedimento. Como podem ocorrer mais tarde na vida outros tipos de glaucoma além do glaucoma de ângulo fechado, continuam a ser necessários exames periódicos do olho.

A cirurgia convencional chamada de trabeculectomia cria um pequeno buraco de drenagem para escoamento do humor aquoso na esclera (parte branca do olho). Na maioria dos casos, a cirurgia é feita sob anestesia local.

Embora a taxa de sucesso da trabeculectomia seja alta, algumas vezes um único procedimento não é capaz de evitar a progressão da doença. Outra cirurgia e/ou tratamento com colírios podem ser necessários.

Em algumas condições, tais como olhos que não respondem a trabeculectomia e/ou medicação tópica, glaucoma neovascular, glaucoma pós transplante de córnea, pos-uveite, entre outros, a cirurgia de implante de válvula de drenagem (tubo) é indicada.

Em casos extremos, onde não houve sucesso com outros procedimentos, pode ser realizada a ciclofotocoagulação. Um laser de diodo é aplicado no corpo ciliar (estrutura responsável pela produção do humor aquoso) para cauterizá-lo e destruir parte do seu tecido. A quantidade de redução na produção aquosa é proporcional à quantidade do corpo ciliar destruído pelo laser.

E no futuro, o que esperar? Muitos novos procedimentos, tem sido desenvolvidos para melhorar a taxa de sucesso da cirurgia para glaucoma e reduzir as complicações associadas a cirurgia convencional. Alguns deles são: Ex-Press mini-shunt, trabectome,canaloplastia, esclerectomia profunda não penetrante. Embora cada uma destas técnicas tem vantagens potenciais, não há dados suficientes para apoiar a eficácia a longo prazo. Mais estudos serão necessários para comprovar sua superioridade em relação aos procedimentos atualmente realizados.

Ruth Rosenhek Schor

Médica Oftalmologista

Saúde ocular infantil: cuidados com a visão no volta às aulas

8 fev 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Oftalmologia Pediátrica

O início do ano letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.
Algumas crianças são míopes e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal.
A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.
Ultimamente tem aumentado muito o número de escolas que exigem exame oftalmológico no início do ano letivo. Esta medida contribui bastante para identificar problemas na visão e deveria se tornar rotina em todos os colégios.
A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.

Dra. Claudia Faria
Oftalmologista

Bebida alcoólica através dos olhos: uma estranha e perigosa combinação

16 set 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades


Um dos assuntos desta semana que chamaram a atenção da maioria foi o uso (abuso) da vodka, que tem sido utilizado pelos jovens para ser “ingerida” através dos olhos.

O fato é que este hábito traduz algo já praticado por jovens frequentadores dos Pubs londrinos e pelas garçonetes que trabalham nos bares de Los Angeles em busca de generosas gorjetas.

Os praticantes desta anormalidade de consumo já o fazem em certas condições sobre as quais estão sob efeito do Álcool. As bebidas alcoólicas atuam sobre o sistema nervoso central, causando um estado de euforia que tira a pessoa de seu grau de comportamento normal, e também trazem um certo grau de analgesia. Frente a isso, sem um domínio pleno de suas faculdades e com sensibilidade diminuída e, portanto, mais tolerante à dor, o cidadão inocula álcool diretamente sobre o olho imaginando que isto acelere os efeitos da bebida alcoólica. Os desdobramentos acerca do álcool e seus efeitos sistêmicos são por demais conhecidos, mas aqui a proposta é a de entender o que pode ocorrer nos olhos.

A superfície externa ocular é revestida por um tecido chamado conjuntiva e que na região próxima à córnea apresenta um tipo de célula vital para a transparência corneana. É da transparência da córnea que depende grande parte da visão. Uma vez colocado bebida alcoólica em contato com a conjuntiva e, consequentemente, com estas células (pela mudança de ph), ocorre uma queimadura que, na dependência da concentração de álcool e do tempo de contato, pode levar desde queimaduras leves até queimaduras graves. No caso de lesão destas células, a consequencia é ainda mais danosa, pois uma vez lesada, a transparência da córnea é fortemente prejudicada. E mais, em alguns casos o transplante de córnea pode ser necessário e é o de pior prognóstico, pois as células caliciformes têm papel fundamental na nutrição tecidual.

Evidentemente que isto chama a atenção não só daqueles que se preocupam com a saúde dos olhos, mas também de todos aqueles que concentram sua atenção nas questões da violência. Tratar da questão dos olhos tem suas aptidões técnicas, mas a abordagem do álcool depende de todo um processo sociológico.

O fato é que qualquer substância que possa atingir nossos olhos tem papel que pode ser altamente nocivo. Na dúvida, a orientação é a de lavar copiosamente e, uma vez que se imaginar que a lavagem não foi suficiente, repeti-la, utilizando-se de água natural. Uma vez tratado desta forma o assunto emergencial, o paciente deve ser encaminhado ao médico especialista.

Claudio Lottenberg.

Os segredos das imagens 3D

8 mar 2010 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Imagem tridimensional

A Estereoscopia ou visão de profundidade, ou ainda imagem 3D, é um fenômeno natural que ocorre quando uma pessoa observa uma cena qualquer. Trata-se da simulação de duas imagens da cena que são projetadas nos olhos em pontos de observação ligeiramente diferentes, que uma vez fundidos no cérebro fornecem informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma sensação de visão tridimensional.

A percepção de imagem estereoscópica pode ser obtida naturalmente através da disparidade na retina, que é o tecido sensível do olho humano. Outra forma disso ser obtido é aquilo que ocorre nos computadores onde imagens estéreas são geradas em forma de disparidade conhecida como efeito paralaxe.

Justaposição dos termos gregos stereo, relativo a dois (duplo), e scopos, relativo à visão (observador), estereoscopia diz respeito à visualização de um mesmo foco por dois mecanismos de captação de imagens. Em linhas gerais, é a imagem percebida pelo cérebro como resultado da combinação de duas imagens captadas por cada olho. Este par de imagens recebe o nome de par estereoscópico (do inglês stereo image pair), podendo ser captado por meio de máquinas fotográficas e câmeras filmadoras para posterior reprodução ou ser produzido por meio de softwares para modelagem virtual, como SkechtUp e 3DStudio MAX.

Os óculos 3D são óculos com filtros polarizantes e que criam imagens ligeiramente diferentes em cada olho, o que leva ao fenômeno de percepção de três dimensões.

A proposta da observação da trimidensionalidade no cinema e nos filmes de forma geral consiste na criação de imagens semelhantes que trazem ao cérebro a percepção acima descrita. Existem vários sistemas para que se obtenha a sensação de tridimensionalidade:

Anáglifo (óculos a duas cores): utilizam-se filtros de cores complementares, como vermelho e azul ou vermelho e verde. A imagem apresentada, por exemplo, em vermelho não é vista pelo olho que tem um filtro da outra cor. Este sistema, por seu baixo custo, emprega-se, sobretudo em publicações e também em monitores de computador e no cinema. Apresenta o problema da alteração das cores, perda de luminosidade e cansaço visual após uso prolongado. Normalmente o filtro vermelho é usado no olho esquerdo e o azul no olho direito.

Polarização: utiliza-se luz polarizada para separar as imagens da esquerda e da direita. O sistema de polarização não altera as cores, ainda que ocorra uma certa perda de luminosidade. Usa-se tanto em projeção de cinema 3D como em monitores de computador com telas de polarização alternativa. Hoje em dia é o sistema mais econômico para uma qualidade de imagem aceitável.

Alternativo: com este sistema se apresentam em sequência e alternativamente as imagens esquerda e direita, sincronizadas com óculos dotados de obturadores de cristal líquido, de forma que cada olho vê somente sua imagem correspondente. A uma freqüência elevada, a piscada de olhos torna imperceptível o truque. A técnica é utilizada em monitores de computador, TV e cinemas 3D de última geração.

Para que estas mecânicas funcionem, as pessoas devem ter um sistema visual bem desenvolvido, onde ambos os olhos trabalhem com boa visão de forma independente. Os erros refracionais devem estar corrigidos e a visão deve ter tido um processo de amadurecimento na infância que permita este tipo de trabalho de sinergia entre ambos os olhos. Existem pessoas que jamais terão percepção de profundidade adequada, valendo-se da experiência para sua atividade diária.

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