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Olho seco: o que é, tipo de tratamento e como evitar

19 ago 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Olho seco

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Este distúrbio no filme lacrimal e na superfície ocular pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e a córnea, o que facilita o aparecimento de lesões. Os sintomas são de ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia, principalmente após muita leitura. Casos graves podem evoluir para úlcera e perfuração de córnea.

A doença pode ser causada pela exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, clima seco, etc.), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres, conjuntivite, pós cirurgia refrativa, diabetes, uso de determinadas drogas, doenças que causem infiltração ou inflamação da glândula lacrimal (como síndrome de Sjoegren), tuberculose, leucemia e Aids.

O diagnóstico é baseado, sobretudo, na história clínica e no exame oftalmológico através de testes específicos: medição da produção e evaporação das lágrimas (teste de Schirmer e tempo de ruptura do filme lacrimal).

O tratamento é basicamente sintomático. Recentemente, novas modalidades de tratamento com objetivo de atingir a causa do olho seco têm sido introduzidas. São elas:

Suplementação da lágrima: lágrimas artificiais para aumentar a umidade da superfície ocular e melhorar a lubrificação. A apresentação pode ser na forma de colírio ou gel.

Preservação da lágrima: a oclusão temporária ou definitiva dos pontos lacrimais.

Estimulação da produção da lágrima: existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento, como a pilocarpina. Porém, possuem uma série de efeitos colaterais que limitam a sua utilização.

Terapia anti-inflamatória: uso de colírio de corticóide tópico ou de imunomoduladores, como a ciclosporina tópica. A idéia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular.

Ácidos graxos essenciais: a suplementação alimentar com ácidos graxos, na forma de óleo de linhaça ou óleo de peixe, é uma alternativa útil no tratamento de olho seco. Eles possuem ação anti-inflamatória e melhoram a qualidade da porção lipídica da lágrima.

Algumas medidas gerais podem ser tomadas para evitar a evaporação excessiva da lágrima, como o uso de óculos especiais com proteção lateral, umidificadores de ar e o fechamento adequado dos olhos durante o sono. Evite correntes de ar oriundas de aparelhos de ar condicionado, leques, ventiladores ou aparelho de calefação. Masque chicletes sem açúcar para estimular a produção de saliva. Além disso, é muito importante proteger os olhos, evitando a exposição ao vento e ao sol, com protetores adequados.

Dra. Fabiana Bogossian Marangon – Médica Oftalmologista

Conjuntivite: São Paulo vive surto e fica em alerta

21 mar 2011 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias

A capital paulista está passando por uma epidemia de conjuntivite viral desde o mês passado. De acordo com informações do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, em 45 dias foram registrados 50.405 casos da doença na cidade. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não procuram auxílio médico para tratar a conjuntivite. A epidemia foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelo litoral até chegar à capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia – o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas (HC) são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês.

A conjuntivite é uma doença cuja causa pode ser infecciosa, nesse caso ela costuma ser transmitida por vírus ou bactéria e pode ser contagiosa; alérgica, que costuma ocorrer em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), geralmente afetando os dois olhos, e não é contagiosa; e tóxica, que é causada por contato direto com algum agente tóxico, como colírios, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

No caso da conjuntivite contagiosa, a transmissão da doença se dá pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas infectadas, o uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas que estejam com a doença, ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite. Os casos desse surto em São Paulo foram associados à forma viral da doença, que é contagiosa e provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa nos olhos.

Para se prevenir da conjuntivite, é muito importante lavar as mãos com frequência. Para os que já estão com a doença, é fundamental tomar outros cuidados, como não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação e evitar coçá-los para diminuir a irritação na região, lavar as mãos antes e depois de aplicar algum medicamento, não encostar o frasco do medicamento nos olhos, além de suspender o uso de lentes de contato. E é imprescindível também que quem esteja com conjuntivite procure sempre um oftalmologista para o devido diagnóstico e tratamento.

Você sabe o que é Glaucoma?

23 ago 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Glaucoma

Tal como o diabetes ou a hipertensão arterial sistêmica, o glaucoma é uma doença crônica onde a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce são o melhor remédio.

O glaucoma é um grupo de doenças que envolve danos ao nervo óptico, responsável por transmitir sinais visuais ao cérebro, onde são processados e se convertem em imagens.

Não se sabe ao certo o que causa estes danos, mas já está provado que o aumento da pressão intra-ocular é um dos principais fatores de risco associados ao glaucoma.

O glaucoma pode atingir pessoas de todas as raças, sexo, nacionalidade. Porém em algumas pessoas este risco é maior do que em outras.

São fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma:
• História familiar da doença
• Pressão intra-ocular alta
• Raça negra
Miopia
• Uso crônico e prolongado de corticosteróides
• Trauma ocular

Muitos pacientes não sabem que tem glaucoma até que perdem uma boa parte da visão periférica, levando a uma visão tubular. A doença se desenvolve lentamente, isto explica porque muitos portadores vivem muitos anos antes de notar algum sintoma. Tal perda , infelizmente e irreversível.

O seu oftalmologista pode diagnosticar se você tem glaucoma ou risco para tal, antes de aparecerem os sintomas. Muitas vezes, exames complementares periódicos e seguimento são necessários para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

O tratamento do glaucoma se baseia na diminuição da pressão intra-ocular. A pressão alvo a ser atingida para cada paciente deve ser individualizada caso a caso. Na maioria dos casos, o tratamento é inicialmente feito com colírios. Se não houver êxito seu médico pode indicar um procedimento cirúrgico ou a laser.

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é realizar exames periódicos que permitirá o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado.

Dra. Ruth Rosenhek Schor
Especialista em Glaucoma.

Presbiopia: fadiga visual

7 jul 2008 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Presbiopia

Certamente um dos maiores desafios que a oftalmologia apresenta na busca pela melhoria da qualidade visual sem uso de óculos e, após os avanços das cirurgias de catarata e de correção das ametropias, reside na questão da presbiopia.

A partir dos 40 anos de idade, as pessoas passam a apresentar, em quase 100% das vezes, diminuição da capacidade acomodativa, isto é, apresentam dificuldade para enxergar de perto. Isto é fruto do endurecimento do cristalino e/ou da menor flexibilização dos músculos ciliares responsáveis por esta mecânica. Existem condições especificas, como no caso dos míopes, que simplesmente retiram seus óculos para longe e enxergam para perto, mas o fato é que o conforto visual desaparece na visão para todos.

A primeira resposta para isso se deu com o surgimento dos óculos que podem simplesmente ter grau para perto ou associar na mesma armação graus para longe e perto simultaneamente. Entretanto, as pessoas cada dia tornam-se mais exigentes, buscando na tecnologia e nos médicos ações inovatórias.

Uma opção não-cirúrgica seria a adaptação de lentes de contato. A partir daí, uma série de possibilidades se abrem, que vão desde as que apresentam visão para longe e para perto simultaneamente, até a técnica da monovisão, onde um dos olhos fica corrigido para longe e o outro para perto. Neste ultimo caso e mesmo nos demais, o paciente tem que se esforçar no sentido de haver uma adaptação a este novo “modo de enxergar”, se assim podemos dizer.

A exigência fez com que a tecnologia avançasse e certamente aquilo que aconteceu com as lentes de contato também aconteceria no sentido da busca corretiva cirúrgica. Inicialmente, começaram a ser feitas cirurgias corretivas a laser deixando um olho com boa acuidade visual para longe e o outro para perto. Podemos considerar esta técnica (conhecida como monovisão) satisfatória e de relação custo-efetividade adequada.

Porem, novas perspectivas surgiram com a possibilidade do uso das lentes intraoculares quando da substituição do cristalino em casos de catarata e que também apresentam em suas propriedades a multifocalidade. É sim um método invasivo, pois incorre em remoção de cristalino com sua substituição, mas esta técnica vem se demonstrando, nos casos de boa indicação, uma satisfatória resposta ao desejo de se ter boa visão para perto e para longe simultaneamente.

O avanço mais recente e justamente aquele que se mostra mais promissor, embora ainda restrito a pacientes presbitas e que apresentem um pouco de hipermetropia, é o do presbilsaik. Neste procedimento corrige-se o grau para longe e cria-se, por meio da programação do laser, uma pequena alteração esférica chamada “aberração”, que permite trabalhar-se na profundidade de foco conjuntamente com o olho contra-lateral, fazendo com que na visão bilateral exista melhora na sua qualidade para perto. Não são todos os lasers que tem este dispositivo, mas em nossa experiência (com mais de 50 casos operados) podemos dizer que os resultados, se bem orientados, frente as expectativas do paciente, são bastante promissores. Com boa iluminação a visão melhora e o prejuízo para longe se torna mínimo.

O fato é que este processo de diminuição da acomodação afeta a todos nós e as tecnologias deverão buscar respostas cada vez mais eficientes e seguras para seu tratamento cirúrgico. Cabe ao paciente entender que nenhum deles é perfeito, mas que trazem melhorias na qualidade visual. Cabe ao médico analisar criteriosamente, explicar as vantagens e desvantagens de cada um dos métodos e, dentro disso, de maneira criteriosa, decidir qual a melhor alternativa. Nada que possa ser buscado como informação escrita supera o diálogo do médico com o paciente e, portanto, sempre antes de se submeter a qualquer procedimento, esteja seguro de que suas dúvidas foram devidamente esclarecidas.

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