Marcados com " médico oftalmologista"

Dr. Claudio Lottenberg visita o Papa Bento XVI

23 mai 2012 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias
Foto Dr. Claudio Lottenberg e Papa Bento XVI

Prezados pacientes!

Nesse mês de maio, em visita ao Vaticano, tive a oportunidade de encontrar com sua Santidade, o Papa Bento XVI.

Durante a audiência, entreguei a ele, uma pequena lembrança, em formato de uma mão presa a uma haste que é usada nas leituras da Torá, o velho testamento.

Em minhas palavras ao Papa disse que as tábuas da lei foram escritas com as mãos de Deus e, que esta mão , que ali lhe entregava , tinha este simbolismo, pois usada para leitura da Torá, a qual os católicos se referem como sendo o Primeiro testamento, associava algo que temos em comum entre nós : Deus e o Velho Testamento. Enfatizei ainda que ,catolicos e judeus,  somos todos seres humanos e temos  cada vez estar mais unidos. Sua Santidade expressou um sorriso muito afetuoso , comovente, encantador, algo meio inexplicável e, que me remeteu ao encontro que tive há mais de vinte anos com um Rabino dos mais conhecidos e carismáticos em Nova York, Lubavitch Rebe. Senti proximidade com Deus sendo que desta vez apoiado por um líder que não de minha religião.

Fui educado em uma escola cristã. Nas missas de final de ano, era o único aluno que não se ajoelhava por não ser católico. Portanto, aprendi desde o inicio de minha educação , que era diferente na forma de me relacionar com Deus mas sobretudo aprendi a ser semelhante ao conviver junto a  diversidade que para mim se cristalizou em um sentimento que me permite preservar meus princípios e valores, mas mantendo a interlocução entre os demais como sendo um instrumento de vida. Não sei ou não imagino o que possa ser a vida sem o dialogo e julguei que deveria socializar com todos vocês este momento.

O Brasil é um país que soube como construir um caminho de respeito à diversidade. O entendimento entre os diferentes é o próprio exercício do viver e o sentido da compreensão em relação ao próximo é a própria aceitação do convivio em uma comunidade.

O Papa fez menção ao bom convivio que os católicos mantêm com os judeus na America Latina . Lamentou atos discriminatórios e reconheceu que hoje a própria igreja é alvo de radicalismos que afrontam o direito às escolhas individuais.

O meu desejo ao ouví-lo era de poder compartilhar toda esta energia com todos vocês.

Claudio Lottenberg

Catarata: lentes e suas tecnologias

31 out 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Catarata

A catarata caracteriza-se como um quadro no qual o cristalino natural torna-se opaco, prejudicando a qualidade da imagem que é transmitida ao interior dos olhos.

Diante desta condição, este cristalino deve ser removido e substituído por um cristalino artificial que é a lente intra-ocular.

No momento em que ocorre a remoção cirúrgica do cristalino a sua substituição é feita por este implante e na dependência de suas características poderão ter melhores ou piores resultados em relação à multifocalidade. Isto significa dizer que pelas tecnologias atuais existem alternativas que podem ajudar o paciente a ter visão útil tanto para longe quanto para perto. Neste sentido, as lentes são classificadas como de dois tipos: as monofocais e as multifocais.

As lentes monofocais ofertam visão que traz nitidez para uma distancia fixa. As lentes multifocais pelas características de sua construção trazem a possibilidade que esta nitidez seja melhor em diferentes distancias. Evidentemente que cada caso é um caso, sendo que hoje existem alternativas de misturarem-se os dois tipos de lentes e o fato é que tudo visa maior conforto por parte do paciente.

Recomendo que o paciente sempre converse longamente com seu médico oftalmologista e tirem sempre todas as dúvidas para que possa entender não somente os ganhos, mas principalmente as limitações destas lentes intra-oculares.

Abraços,

Claudio Luiz Lottenberg
CRM-SP: 49.892

Ergoftalmologia: a visão, o trabalho e as novas tecnologias

26 jul 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Ergoftalmologia

A Ergoftalmologia é uma área da ciência que estuda o sistema de trabalho, propondo o melhor relacionamento entre o trabalho e a visão. O objetivo principal é a prevenção e a administração de desconforto e doenças oculares em relação ao trabalho, visando máxima eficácia com máxima eficiência da função visual.

Esta área da ciência traz um maior entendimento sobre queixas de nossos pacientes que não apresentam correlação clinica, mas que têm sua causa no ambiente de trabalho. Com a popularização das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, os médicos oftalmologistas vêm recebendo pacientes com queixas comuns.  A pessoa começa a ter sensação de corpo estranho, fotofobia, intolerância à luz e olhos vermelhos. Vários pacientes apresentam disfunções na visão devido ao uso do computador.

Problemas como esse podem ser classificados como “astenopia ocupacional”, que se caracterizam por distúrbios oculares, irritativos ou funcionais, apresentados quando o aparelho visual tenta se superar através de mecanismos estressantes, excedendo sua própria capacidade fisiológica, e caracterizada por sintomas multiformes (superfície ocular, refração, motilidade ocular). Entre os sintomas oculares encontram-se ardência, lacrimejamento, algia periorbital, hiperemia conjuntival.  Já os visuais incluem visão ofuscada, diplopia e cansaço visual durante a leitura. As condições de iluminação de interiores, natural ou artificial, desenvolvem uma relação essencial no desenvolvimento da “astenopia ocupacional”.

O uso prolongado do computador pode causar, ainda, um cansaço visual conhecido como Síndrome do Uso do Computador. Os sintomas incluem  olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade á luz, sensação de peso nas pálpebras ou da fronte  e dificuldade  em conseguir foco. Outros sintomas são enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.

A visão não foi criada para encarar uma tela de computador durante muitas horas. Os monitores são compostos por pixels, nos quais o olho não consegue foco, resultando em tensão da musculatura ocular. Há ainda uma diminuição na frequência de piscar, o que provoca olhos secos e doloridos. Qualquer pessoa que passa pelo menos duas horas por dia em um computador está em risco de desenvolver essa síndrome.

AS CAUSAS  DESTES SINTOMAS SÃO UMA COMBINAÇÃO DOS SEGUINTES FATORES:

-Problemas visuais (miopia, hipermetropia, presbiopia);

-Condições inadequadas de uso (iluminação, posição, etc.);

-Hábito de uso do computador impróprio (horas de uso, sem descanso).

MEDIDAS PREVENTIVAS QUE PODEM REDUZIR O CANSAÇO VISUAL:

-Posicionar o monitor a uma distância de 50 a 60 cm dos olhos;

-O topo do monitor deve estar na altura dos olhos;

-Sala do computador bem iluminada; -Minimizar reflexos na tela;

-Filtro anti-reflexo na tela do computador;

-Descansos periódicos;

-Uso de óculos quando necessários (óculos têm grau adaptado pelo oftalmologista para a distância do monitor).

LUZ AZUL

Uma das causas da degeneração macular, a luz azul está presente no espectro luminoso, dentro de uma faixa de 380 a 520 mm. A exposição  a ela causa lesões nas células melanocíticas do epitélio pigmentar da retina, dependendo do tempo de exposição e intensidade.

A prevalência de a degeneração macular senil é menor que 2% até os 55 anos, entre 10 e 12% entre 55 e 65 anos, e maior que 30% acima de 75 anos. A incidência, entretanto, está aumentando. Estudos revelam que ela triplicará  nos próximos 25 anos, levando-se em conta uma vida média de 75 anos.

A luz azul está presente nas lâmpadas de halogênio metálicas, cujo uso tem sido muito difundido devido à maior durabilidade e baixo custo.

Dr. Fernando Paulo Maia – Médico Oftalmologista

Conjuntivite: dicas sobre cuidados e transmissão

30 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Conjuntivite

A conjuntivite é um processo inflamatório nos olhos que demanda alguns cuidados quanto à transmissão e o tratamento desta doença ocular. Saiba algumas dicas abaixo:

SE VOCÊ ESTÁ COM CONJUNTIVITE

  • A conjuntivite viral pode levar de uma até três semanas em média para se resolver completamente.
  • A transmissão da conjuntivite se dá pelo CONTATO, com a secreção ou lágrimas. Por isso, não se deve nunca colocar a mão nos olhos.
  • Cuidado para não deixar a casa contaminada. Atenção para não pegar em maçanetas, controles-remotos, teclados, etc. antes de lavar as mãos.
  • Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização.
  • Lave sempre as mãos ou use álcool em gel se colocar a mão nos olhos.
  • Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados.
  • Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias.
  • Use apenas o colírio indicado pelo seu médico oftalmologista e água filtrada ou tratada.
  • Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível.
  • Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista.

SE VOCÊ ESTÁ PERTO DE ALGUÉM COM CONJUNTIVITE

  • Não existe remédio para prevenir a conjuntivite.
  • Não coloque a mão nos seus olhos NUNCA. O vírus não vai voar e alcançá-los sozinho.
  • Não divida toalhas, travesseiros ou qualquer objeto que possa estar contaminado.
  • A qualquer sinal de olho vermelho ou irritado, procure seu oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Oftalmopatia de Graves: saiba o que é

12 mai 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Oftalmopatia de Graves

Oftalmopatia de Graves (OG) é a alteração da órbita provocada por uma doença da glândula tireóide, na maioria das vezes o hipertireoidismo. A presença do hipertireoidismo é um importante fator para o surgimento da doença ocular, mas existem outros que também estão ligados ao desencadeamento dessas alterações, como o stress e o fumo. Aliás, este último é um fator responsável tanto para a piora do quadro ocular, como da falha na resposta ao tratamento clínico.

A Oftalmopatia de Graves caracteriza-se por um deslocamento do globo ocular para frente (chamado de proptose) de um ou dos dois olhos. Isso ocorre devido a um aumento dos músculos oculares, que se tornam mais espessos, mas pode também ser causado por um acúmulo anormal de gordura na porção orbitária atrás dos olhos. Como a órbita é uma caixa óssea que não se distende, esse aumento do músculo e/ou da gordura provoca o deslocamento do globo ocular para fora. Essa é a alteração mais frequente, em menor ou maior grau, e que pode ser acompanhada por retração ou um leve edema da pálpebra superior, desconforto atrás do olho na forma de dor ou peso, lacrimejamento e/ou sintomas de olho seco. Nos casos mais graves, além de todos esses acima, ainda pode surgir diplopia (“visão dupla”), úlcera de córnea e baixa de visão.

O diagnóstico da OG é realizado através de exames laboratoriais e de imagem, quando necessários. A dosagem de hormônios da tireóide e de anticorpos relacionados a ela ajuda no diagnóstico da doença tireoidiana. Usualmente o T4 está elevado e o TSH está baixo. Os anticorpos anti-tireoperoxidase, anti-tireoglobulina e TRAB (anticorpo anti-receptor de tireoglobulina) estão elevados. Embora não seja tão frequente, alguns casos de OG podem cursar com hipotireoidismo e em outros os exames podem estar normais. Ou seja, os sintomas oculares precedem o aparecimento da doença da tireóide.

O desenvolvimento dos exames de imagem facilitou nosso entendimento da evolução da doença e contribuiu para o estadiamento e planejamento do tratamento. Um dos métodos mais simples, baratos e com bons resultados quando executado por profissionais especializados é a ultrassonografia de órbita. Além de detectar a presença do espessamento do músculo, ela avalia se há ou não inflamação no mesmo.

A tomografia é um exame mais complexo e envolve o uso de radiação. Portanto, não está indicado para todos os pacientes. Além de medir o espessamento dos músculos, a tomografia avalia a posição do globo ocular e do nervo óptico, enquanto que a ressonância fornece informação mais detalhada dessas estruturas e tem ajudado a estadiar a fase em que se encontra a doença.

O tratamento da OG deve ser sempre em conjunto. Cabe ao oftalmologista e ao endocrinologista, em conjunto, a escolha do melhor tratamento.

O tratamento é direcionado primeiro para o controle endocrinológico, através do uso de medicações, do iodo radioativo ou mesmo a completa remoção da glândula tireóide.

Na maioria dos casos de OG, o uso de lubrificantes oculares (colírio ou gel) para o olho seco é o único tratamento necessário para as pequenas alterações da superfície ocular. O tratamento é direcionado se há inflamação ou não na órbita. Reservamos o tratamento cirúrgico para os casos em que não houver melhora do quadro ocular com o tratamento clínico.

Dr. Luis Paves

Médico Oftalmologista

Consultas Oftalmológicas: veja a importância de realizar regularmente

31 mar 2011 por Lotten Eyes    9 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão


Muito se questiona a respeito da necessidade e do melhor momento para se fazer uma consultaavaliação oftalmológica.

Ainda na infância, ajudados pelo médico pediatra, os pais devem obrigatoriamente prestar atenção no desenvolvimento ocular e tomar as devidas providências quando algum sinal anormal surge. Numa fase mais avançada, o menor necessita de avaliação pré-escolar e ainda consulta anualmente, quando já cursando os primeiros anos de educação formal. Portanto, cabe aos pais interagir com os pediatras e alinhar avaliações de acordo com conhecimento adquirido.

Os jovens já são mais orientados e para estes os sintomas passam a ser uma prerrogativa que os motiva a procurar um médico. Nas fases de maturidade, uma atenção maior deve ser dada em função de possíveis problemas ligados ao Glaucoma, que é uma doença degenerativa do nervo óptico e que leva a cegueira irreversível, podendo ou não cursar com pressão intraocular elevada.

Em minha clínica oftalmologica diáriamente vários são os pacientes submetidos a cirurgias refrativas, isto é, procedimentos que por meio de laser fazem a correção de grau. Nestes casos, no pós- operatório são prescritos colírios a base de corticóide e mesmo que temporariamente estes têm efeitos colaterais indesejáveis, podendo levar ao glaucoma e à catarata. Uma vez findado o período válido para a prescrição dos colírios, o uso deve ser eliminado e em momento algum estas medicações devem voltar a serem utilizadas sem orientação médica. Portanto, colírio é um nome genérico de um veículo de instilação médica mentosa ocular e que só pode ser usado se acompanhado por médico oftalmologista.

Temos recomendado aos nossos pacientes que façam seus retornos de consulta de maneira regular. No período mais precoce as consultas devem ocorrer mensalmente, sendo que em fases mais avançadas fica a critério médico determinar a frequência dessas consultas. Entretanto, um paciente submetido a um procedimento cirúrgico ocular, seja ele da natureza que for, deve ser revisto pelo menos entre uma e duas vezes ao ano. Muitas vezes vemos que isso não ocorre e, portanto, é vital que os pacientes sejam muito zelosos no sentido de conciliar suas agendas com o cuidado a saúde dos olhos.

Dr. Claudio Lottenberg

Conjuntivite: São Paulo vive surto e fica em alerta

21 mar 2011 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias

A capital paulista está passando por uma epidemia de conjuntivite viral desde o mês passado. De acordo com informações do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, em 45 dias foram registrados 50.405 casos da doença na cidade. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não procuram auxílio médico para tratar a conjuntivite. A epidemia foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelo litoral até chegar à capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia – o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas (HC) são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês.

A conjuntivite é uma doença cuja causa pode ser infecciosa, nesse caso ela costuma ser transmitida por vírus ou bactéria e pode ser contagiosa; alérgica, que costuma ocorrer em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), geralmente afetando os dois olhos, e não é contagiosa; e tóxica, que é causada por contato direto com algum agente tóxico, como colírios, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

No caso da conjuntivite contagiosa, a transmissão da doença se dá pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas infectadas, o uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas que estejam com a doença, ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite. Os casos desse surto em São Paulo foram associados à forma viral da doença, que é contagiosa e provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa nos olhos.

Para se prevenir da conjuntivite, é muito importante lavar as mãos com frequência. Para os que já estão com a doença, é fundamental tomar outros cuidados, como não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação e evitar coçá-los para diminuir a irritação na região, lavar as mãos antes e depois de aplicar algum medicamento, não encostar o frasco do medicamento nos olhos, além de suspender o uso de lentes de contato. E é imprescindível também que quem esteja com conjuntivite procure sempre um oftalmologista para o devido diagnóstico e tratamento.

Dr. Claudio Lottenberg no “Marília Gabriela Entrevista”

14 fev 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

No último domingo de Fevereiro, dia 13, o Dr. Claudio Lottenberg foi o convidado do programa “Marília Gabriela Entevista”, no canal GNT. A entrevista fez parte da programação dedicada à saúde durante o mês de fevereiro. Ao longo da conversa com a apresentadora, o Dr. Claudio falou de temas como o comando do Hospital Albert Einstein, a criação de um complexo hospitalar sustentável, o seu trabalho no período em que foi Secretário Municipal da saúde, e até a questão do aborto.

Veja no vídeo abaixo um trecho da entrevista:

Fonte: http://gnt.globo.com/mariliagabrielaentrevista/Noticias/Medico-fala-sobre-a-legalizacao-do-aborto-no–Marilia-Gabriela-Entrevista-.shtml
Se você quiser ver o programa na íntegra, ele será reapresentado pelo GNT nos seguintes horários:
Terça (15), às 22h30
Quarta (16), às 5h00, 10h30 e 14h00
Sábado (19), às 14h00

Verão e férias: cuide bem dos seus olhos

5 jan 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

O verão não pode ser um obstáculo na qualidade de sua saúde ocular. Caso alguns cuidados sejam tomados, você evitará muitas das razões que lhe fazem procurar um médico oftalmologista em condições de emergência.

1-Uso de óculos com filtro solar (óculos escuros)

Muitos pacientes nos procuram por queimadura solar em suas córneas, o que efetivamente poderia ser evitado caso estivessem fazendo uso de óculos com proteção a radiação ultravioleta, além da utlização criteriosa de lubrificante ocular (lágrima artificial). Quadros desta natureza são denominados genericamente como ceratite e a dor é muito forte. Afora isto vale lembrar que a velocidade da evolução da catarata é muito maior em pacientes que não usam óculos escuros quando comparados aos que os utilizam

2-Proteção dos olhos nas tarefas caseiras

Não menos freqüente, o fato de nossos pacientes nos procurarem em função de acidentes domésticos é fruto de tarefas que normalmente não realizamos e que nas férias são objeto inclusive de recreação. Trata-se de um trabalho manual de carpintaria, uma soldadura e que exigem de TODOS óculos de proteção de maneira rotineira.

3-Proteção dos olhos em praticas esportivas

Há um aforisma que diz quanto maior a bola menor a consequência do trauma. Quem sabe por isto que cada vez mais nos procuram pacientes em função de traumas com paintball, bola de tênis, afora os demais que podem ter riscos menores, mas que efetivamente existem. Portanto, importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.

4-Contato com substâncias químicas

Muito cuidado na utilização imprópria de colírios. Recebemos muitos pacientes, que por falta de organização dos frascos similares aos de colírios, utilizam indevidamente substâncias para outras finalidades, o que podem ocasionar infamações, lesões oculares. Além disto, não é infrequente que nas piscinas entremos em contato com substâncias irritativas, infecciosas ou não , mas que causam forte desconforto. Em ambas situações, a conduta é a de lavar intensamente com água corrente e no máximo utlizar-se lubrificante tópico ocular. Recomenda-se que o paciente seja examinado por um médico especialista.
Cuidado com mordidas de insetos, pois a região ao redor dos olhos é altamente infectante, além disto, é uma região onde não podemos colocar repelente.

5-Outros cuidados

Recomendo ainda cuidado com uso de “armas de brinquedo” que possam conter materiais que eliminem algum tipo de detrito e que possam invadir as estruturas oculares mesmo que externas. Cuidados com arame farpado, líquidos de baterias velhas e minha especial recomendação para os cuidados extras que devem ter os pacientes que tenham sido submetidos previamente a cirurgias oculares e cirurgia refrativa em particular.

Trauma ocular-hifema e seus cuidados

27 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Trauma ocular

A estrutura da face e olhos tem a finalidade de proteger os olhos contra lesões. O globo ocular está localizado em uma cavidade circundada por uma borda óssea forte, isto é, a órbita e as pálpebras podem fechar rapidamente para formar uma barreira contra objetos estranhos fazendo com que o olho consiga suportar um impacto leve sem ser lesado.

Nas primeiras 24 horas após uma lesão ocular, o sangue que extravasa para o interior da pele em torno do olho normalmente produz uma equimose, comumente denominada “olho preto”. Quando ocorre a ruptura de um vaso sangüíneo da superfície do olho, esta se torna vermelha. Este sangramento comumente é de pequena intensidade. A lesão interna do olho, quando ocorre, é freqüentemente mais grave que a lesão superficial. O sangramento na câmara localizada na parte anterior do olho (hemorragia da câmara anterior, hifema traumático) é potencialmente grave e exige a atenção de um oftalmologista.

O sangramento recorrente e o aumento da pressão no interior do olho podem tornar a córnea manchada de sangue, o que pode reduzir a visão, como a catarata, e aumentar o risco de glaucoma durante o resto da vida. O sangue pode extravasar para o interior do olho, a íris (a parte colorida do olho) pode ser lacerada ou o cristalino pode ser deslocado. Podem ocorrer hemorragias na retina, a qual pode descolar da superfície subjacente, na parte posterior do olho. No início, o descolamento da retina pode gerar imagens com formas irregulares flutuantes ou flashes de luz e pode tornar a visão borrada, mas, a seguir, a visão reduz acentuadamente. Nas lesões graves, o globo ocular pode romper.

Hifema é uma apresentação freqüente em trauma ocular. Ocorre mais comumente em jovens do sexo masculino e quando tratado de forma adequada pode não deixar seqüelas severas. Porém, complicações como aumento da pressão intra-ocular e impregnação hemática da córnea podem resultar em baixa acuidade visual final. A intensidade e o mecanismo do trauma estão diretamente relacionados ao prognóstico visual. Caracteriza-se por um sangramento ocular localizado na câmara anterior do olho.

A preocupação inicial por parte de quem examina o paciente é a de classificar a quantidade de sangramento e avaliar o nível de pressão intraocular. Estes parâmentros são mandatórios para o acompanhamento do quadro clinico e seus desdobramentos terapêuticos. A maior preocupação por parte de quem cuida do paciente é a de evitar o ressangramento e isto se faz à custa de minimizar os esforços físicos com repouso, decúbito elevado no leito e monitoramento sistemático de aspectos biomicroscopicos como impregnação da córnea pelas células do sangue e acompanhamento da pressão. Exames que pressionem o olho são evitados na medida que isto pode precipitar ou levar a um novo sangramento. Ingestão liquida abundante é prescrita.

O fato é que a grande maioria destes pacientes tem boa evolução desde que sigam a risca a orientação médica. O maior risco é o de ressangramento que pode ocorrer em uma porcentagem que varia entre 1 e 38% de acordo com a literatura. Este risco é maior em pessoas de raça negra e traz piora no prognostico visual. Logicamente que este prognóstico não se encontra relacionado de forma direta somente ao tamanho do hifema, mas também ao grau de lesão de estruturas intraoculares. Pacientes submetidos ao trauma ocular e que tenham lesão de segmento ocular posterior (retina) apresentam pior prognóstico. O tratamento é realizado à base de repouso, administração de medicação antiinflamatória tópica (corticóide) e intervenção cirúrgica nos casos de falta de controle da pressão intraocular ou impregnação da córnea por sangue. O uso de antifibrinoliticos é discutivel na literatura. O ressangramento tem maior incidência entre o segundo e quinto dia quando ocorre a retração do coagulo e neste sentido é que se discute o uso de agentes fibrinolíticos.

Torna-se mandatório na avaliação de pacientes portadores de hifema traumático avaliar condições da retina que pode em função do trauma ser acometida e apresentar numa fase inicial ou tardia implicações importantes no prognostico visual.

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