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Blefarite: o que é, quais os sintomas e como tratar

13 set 2011 por Lotten Eyes    73 Comentários    Postado em: Blefarite, Olho seco

Com a umidade relativa do ar em São Paulo tão baixa estes dias, as queixas de olho seco são muito frequentes, e em quem apresenta blefarite os sintomas costumam ser mais intensos.

A Blefarite é a alteração ocular mais comum no mundo, geralmente relacionada com a colonização exagerada das pálpebras por bactérias da flora normal da pele. Esta colonização é exacerbada na presença de aumento de oleosidade dessa região devido disfunções das glândulas de meibômio – que produzem a parte oleosa da lágrima.

Pode apresentar-se de diversas maneiras, como olho seco, conjuntivite, hordéolos e calázios, e em casos avançados  triquíase e até úlcera de córnea. Está intimamente ligada a alterações sistêmicas como rosácea, dermatite seborreica e síndrome de Sjögren.

Geralmente os pacientes apresentam queixas não específicas como irritação, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, pálpebras ou olhos vermelhos, alterações dos cílios, fotofobia e até dor e diminuição da visão. É uma doença crônica que alterna fases de piora com períodos assintomáticos. Nos casos avançados é comum ver alterações palpebrais devido as pequenas cicatrizem que se formam ao longo dos anos, podendo mudar a posição dos cílios e causando desconforto.

A base do tratamento é um comprometimento de longo prazo com a higiene palpebral. Compressas mornas seguidas de limpeza com uma mistura de água e shampoo neutro uso de pomadas antibióticas são usualmente usados. Algumas vezes há a necessidade de medicação oral por um certo período. Além disso o uso de lágrimas atificiais para mais conforto até a melhora do quadro, e também o tratamento das alterações sistêmicas relacionadas devem ser consideradas. Quem usa lente de contato deve ter mais atenção aos cuidados de higiene e armazenamento das lentes, uma vez que a uma chance maior de contaminação.

Apesar de trabalhoso o tratamento para a blefarite é simples. Disciplina do paciente é essencial para a melhora da qualidade vida. Por ser uma doença crônica é muito importante o acompanhamento periódico com um oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Olho seco: o que é, tipo de tratamento e como evitar

19 ago 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Olho seco

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Este distúrbio no filme lacrimal e na superfície ocular pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e a córnea, o que facilita o aparecimento de lesões. Os sintomas são de ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia, principalmente após muita leitura. Casos graves podem evoluir para úlcera e perfuração de córnea.

A doença pode ser causada pela exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, clima seco, etc.), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres, conjuntivite, pós cirurgia refrativa, diabetes, uso de determinadas drogas, doenças que causem infiltração ou inflamação da glândula lacrimal (como síndrome de Sjoegren), tuberculose, leucemia e Aids.

O diagnóstico é baseado, sobretudo, na história clínica e no exame oftalmológico através de testes específicos: medição da produção e evaporação das lágrimas (teste de Schirmer e tempo de ruptura do filme lacrimal).

O tratamento é basicamente sintomático. Recentemente, novas modalidades de tratamento com objetivo de atingir a causa do olho seco têm sido introduzidas. São elas:

Suplementação da lágrima: lágrimas artificiais para aumentar a umidade da superfície ocular e melhorar a lubrificação. A apresentação pode ser na forma de colírio ou gel.

Preservação da lágrima: a oclusão temporária ou definitiva dos pontos lacrimais.

Estimulação da produção da lágrima: existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento, como a pilocarpina. Porém, possuem uma série de efeitos colaterais que limitam a sua utilização.

Terapia anti-inflamatória: uso de colírio de corticóide tópico ou de imunomoduladores, como a ciclosporina tópica. A idéia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular.

Ácidos graxos essenciais: a suplementação alimentar com ácidos graxos, na forma de óleo de linhaça ou óleo de peixe, é uma alternativa útil no tratamento de olho seco. Eles possuem ação anti-inflamatória e melhoram a qualidade da porção lipídica da lágrima.

Algumas medidas gerais podem ser tomadas para evitar a evaporação excessiva da lágrima, como o uso de óculos especiais com proteção lateral, umidificadores de ar e o fechamento adequado dos olhos durante o sono. Evite correntes de ar oriundas de aparelhos de ar condicionado, leques, ventiladores ou aparelho de calefação. Masque chicletes sem açúcar para estimular a produção de saliva. Além disso, é muito importante proteger os olhos, evitando a exposição ao vento e ao sol, com protetores adequados.

Dra. Fabiana Bogossian Marangon – Médica Oftalmologista

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