Catarata: lentes e suas tecnologias
A catarata caracteriza-se como um quadro no qual o cristalino natural torna-se opaco, prejudicando a qualidade da imagem que é transmitida ao interior dos olhos.
Diante desta condição, este cristalino deve ser removido e substituído por um cristalino artificial que é a lente intra-ocular.
No momento em que ocorre a remoção cirúrgica do cristalino a sua substituição é feita por este implante e na dependência de suas características poderão ter melhores ou piores resultados em relação à multifocalidade. Isto significa dizer que pelas tecnologias atuais existem alternativas que podem ajudar o paciente a ter visão útil tanto para longe quanto para perto. Neste sentido, as lentes são classificadas como de dois tipos: as monofocais e as multifocais.
As lentes monofocais ofertam visão que traz nitidez para uma distancia fixa. As lentes multifocais pelas características de sua construção trazem a possibilidade que esta nitidez seja melhor em diferentes distancias. Evidentemente que cada caso é um caso, sendo que hoje existem alternativas de misturarem-se os dois tipos de lentes e o fato é que tudo visa maior conforto por parte do paciente.
Recomendo que o paciente sempre converse longamente com seu médico oftalmologista e tirem sempre todas as dúvidas para que possa entender não somente os ganhos, mas principalmente as limitações destas lentes intra-oculares.
Abraços,
Claudio Luiz Lottenberg
CRM-SP: 49.892
Ergoftalmologia: a visão, o trabalho e as novas tecnologias
A Ergoftalmologia é uma área da ciência que estuda o sistema de trabalho, propondo o melhor relacionamento entre o trabalho e a visão. O objetivo principal é a prevenção e a administração de desconforto e doenças oculares em relação ao trabalho, visando máxima eficácia com máxima eficiência da função visual.
Esta área da ciência traz um maior entendimento sobre queixas de nossos pacientes que não apresentam correlação clinica, mas que têm sua causa no ambiente de trabalho. Com a popularização das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, os médicos oftalmologistas vêm recebendo pacientes com queixas comuns. A pessoa começa a ter sensação de corpo estranho, fotofobia, intolerância à luz e olhos vermelhos. Vários pacientes apresentam disfunções na visão devido ao uso do computador.
Problemas como esse podem ser classificados como “astenopia ocupacional”, que se caracterizam por distúrbios oculares, irritativos ou funcionais, apresentados quando o aparelho visual tenta se superar através de mecanismos estressantes, excedendo sua própria capacidade fisiológica, e caracterizada por sintomas multiformes (superfície ocular, refração, motilidade ocular). Entre os sintomas oculares encontram-se ardência, lacrimejamento, algia periorbital, hiperemia conjuntival. Já os visuais incluem visão ofuscada, diplopia e cansaço visual durante a leitura. As condições de iluminação de interiores, natural ou artificial, desenvolvem uma relação essencial no desenvolvimento da “astenopia ocupacional”.
O uso prolongado do computador pode causar, ainda, um cansaço visual conhecido como Síndrome do Uso do Computador. Os sintomas incluem olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade á luz, sensação de peso nas pálpebras ou da fronte e dificuldade em conseguir foco. Outros sintomas são enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.
A visão não foi criada para encarar uma tela de computador durante muitas horas. Os monitores são compostos por pixels, nos quais o olho não consegue foco, resultando em tensão da musculatura ocular. Há ainda uma diminuição na frequência de piscar, o que provoca olhos secos e doloridos. Qualquer pessoa que passa pelo menos duas horas por dia em um computador está em risco de desenvolver essa síndrome.
AS CAUSAS DESTES SINTOMAS SÃO UMA COMBINAÇÃO DOS SEGUINTES FATORES:
-Problemas visuais (miopia, hipermetropia, presbiopia);
-Condições inadequadas de uso (iluminação, posição, etc.);
-Hábito de uso do computador impróprio (horas de uso, sem descanso).
MEDIDAS PREVENTIVAS QUE PODEM REDUZIR O CANSAÇO VISUAL:
-Posicionar o monitor a uma distância de 50 a 60 cm dos olhos;
-O topo do monitor deve estar na altura dos olhos;
-Sala do computador bem iluminada; -Minimizar reflexos na tela;
-Filtro anti-reflexo na tela do computador;
-Descansos periódicos;
-Uso de óculos quando necessários (óculos têm grau adaptado pelo oftalmologista para a distância do monitor).
LUZ AZUL
Uma das causas da degeneração macular, a luz azul está presente no espectro luminoso, dentro de uma faixa de 380 a 520 mm. A exposição a ela causa lesões nas células melanocíticas do epitélio pigmentar da retina, dependendo do tempo de exposição e intensidade.
A prevalência de a degeneração macular senil é menor que 2% até os 55 anos, entre 10 e 12% entre 55 e 65 anos, e maior que 30% acima de 75 anos. A incidência, entretanto, está aumentando. Estudos revelam que ela triplicará nos próximos 25 anos, levando-se em conta uma vida média de 75 anos.
A luz azul está presente nas lâmpadas de halogênio metálicas, cujo uso tem sido muito difundido devido à maior durabilidade e baixo custo.
Dr. Fernando Paulo Maia – Médico Oftalmologista
Oftalmologia pediátrica: cuidados com a visão nas férias escolares
A chegada das férias escolares é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças, através da oftalmologia pediátrica. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.
Algumas crianças são míopes (pessoa que tem miopia) e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal. A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.
A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.
Além disso, durante as férias é preciso ter alguns cuidados especiais com os olhos das crianças. Por exemplo, na prática de atividades esportivas. É comum que pacientes nos procurem devido a traumas com bolas de paintball, tênis, entre outros esportes que têm riscos menores. Portanto, é importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.
É importante, também, ter atenção em outras atividades, como as que utilizam “armas de brinquedo” que possam conter materiais com algum tipo de detrito e que podem invadir as estruturas oculares, mesmo que externas. Cuidado, também, com arame farpado, líquidos de baterias velhas, etc.
Saúde ocular infantil: cuidados com a visão no volta às aulas
O início do ano letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.
Algumas crianças são míopes e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal.
A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.
Ultimamente tem aumentado muito o número de escolas que exigem exame oftalmológico no início do ano letivo. Esta medida contribui bastante para identificar problemas na visão e deveria se tornar rotina em todos os colégios.
A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.
Dra. Claudia Faria
Oftalmologista
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