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Retinopatia: saiba os riscos para a visão do diabético

16 fev 2011 por Lotten Eyes    3 Comentários    Postado em: Retinopatia

Diabetes é uma doença crônica que tem se tornado mais frequente com o envelhecimento da população e a adoção de hábitos de vida pouco saudáveis.

O olho é umas das estruturas do nosso organismo que sofre as consequências da diabetes, quando esta não é bem cuidada.

A retina é a região vascularizada do fundo do olho que pode apresentar hemorragias, alterações dos vasos e inchaço no centro da visão, o que vai gerar sintomas de baixa acuidade visual quando houver um comprometimento importante. Mas quando bem monitoradas, as alterações podem ser detectadas de forma precoce e passamos a cuidar delas mais de perto. Ou seja, uma consulta com um oftalmologista periodicamente deve fazer parte da rotina de uma pessoa que tem diabetes, mesmo sem nenhum sintoma na visão.

As alterações no fundo do olho devido ao diabetes são conhecidas como Retinopatia Diabética. Existem dois tipos:

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP): é a forma inicial da doença. É detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causando hemorragia e vazamento de líquido na retina, que é conhecido como Edema de Mácula Diabético. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da RDNP e podem até não apresentar nenhum sintoma visual.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP): apresenta grande risco de perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer os nutrientes para o fundo do olho e, por consequência, há a formação de vasos anormais que causam o sangramento.

Os estágios inicias da Retinopatia Diabética normalmente não apresentam sintomas visuais. Somente o exame com a pupila dilatada pode detectar se há alguma alteração no fundo do olho antes mesmo que os sintomas apareçam. Quanto mais cedo forem tratadas as alterações, maiores serão as chances de preservar a visão. Os pacientes com diabetes devem realizar pelo menos um exame de fundo de olho por ano e, caso apresentem alguma alteração da Retinopatia Diabética, são necessárias consultas mais frequentes. Os sintomas (nos estágios moderado e avançado da doença) são: perda de visão central e periférica, vista embaçada e distorcida, além de manchas na visão.

O controle cuidadoso da diabetes deve ser feito com uma dieta adequada, uso de medicamentos hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista e que são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética.

Os pacientes diabéticos têm uma maior predisposição de apresentar outras doenças oftalmológicas, como catarata, glaucoma, desvios oculares, doenças da córnea e susceptibilidade a infecções. Portanto, o acompanhamento periódico com o oftalmologista é importante para a prevenção, o controle e o tratamento de quem possui diabetes.

Dra. Erika Sayuri Yazaki, especialista em retina.

Você sabe o que é Glaucoma?

23 ago 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Glaucoma

Tal como o diabetes ou a hipertensão arterial sistêmica, o glaucoma é uma doença crônica onde a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce são o melhor remédio.

O glaucoma é um grupo de doenças que envolve danos ao nervo óptico, responsável por transmitir sinais visuais ao cérebro, onde são processados e se convertem em imagens.

Não se sabe ao certo o que causa estes danos, mas já está provado que o aumento da pressão intra-ocular é um dos principais fatores de risco associados ao glaucoma.

O glaucoma pode atingir pessoas de todas as raças, sexo, nacionalidade. Porém em algumas pessoas este risco é maior do que em outras.

São fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma:
• História familiar da doença
• Pressão intra-ocular alta
• Raça negra
Miopia
• Uso crônico e prolongado de corticosteróides
• Trauma ocular

Muitos pacientes não sabem que tem glaucoma até que perdem uma boa parte da visão periférica, levando a uma visão tubular. A doença se desenvolve lentamente, isto explica porque muitos portadores vivem muitos anos antes de notar algum sintoma. Tal perda , infelizmente e irreversível.

O seu oftalmologista pode diagnosticar se você tem glaucoma ou risco para tal, antes de aparecerem os sintomas. Muitas vezes, exames complementares periódicos e seguimento são necessários para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

O tratamento do glaucoma se baseia na diminuição da pressão intra-ocular. A pressão alvo a ser atingida para cada paciente deve ser individualizada caso a caso. Na maioria dos casos, o tratamento é inicialmente feito com colírios. Se não houver êxito seu médico pode indicar um procedimento cirúrgico ou a laser.

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é realizar exames periódicos que permitirá o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado.

Dra. Ruth Rosenhek Schor
Especialista em Glaucoma.

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