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Consultas Oftalmológicas: veja a importância de realizar regularmente

31 mar 2011 por Lotten Eyes    9 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão


Muito se questiona a respeito da necessidade e do melhor momento para se fazer uma consultaavaliação oftalmológica.

Ainda na infância, ajudados pelo médico pediatra, os pais devem obrigatoriamente prestar atenção no desenvolvimento ocular e tomar as devidas providências quando algum sinal anormal surge. Numa fase mais avançada, o menor necessita de avaliação pré-escolar e ainda consulta anualmente, quando já cursando os primeiros anos de educação formal. Portanto, cabe aos pais interagir com os pediatras e alinhar avaliações de acordo com conhecimento adquirido.

Os jovens já são mais orientados e para estes os sintomas passam a ser uma prerrogativa que os motiva a procurar um médico. Nas fases de maturidade, uma atenção maior deve ser dada em função de possíveis problemas ligados ao Glaucoma, que é uma doença degenerativa do nervo óptico e que leva a cegueira irreversível, podendo ou não cursar com pressão intraocular elevada.

Em minha clínica oftalmologica diáriamente vários são os pacientes submetidos a cirurgias refrativas, isto é, procedimentos que por meio de laser fazem a correção de grau. Nestes casos, no pós- operatório são prescritos colírios a base de corticóide e mesmo que temporariamente estes têm efeitos colaterais indesejáveis, podendo levar ao glaucoma e à catarata. Uma vez findado o período válido para a prescrição dos colírios, o uso deve ser eliminado e em momento algum estas medicações devem voltar a serem utilizadas sem orientação médica. Portanto, colírio é um nome genérico de um veículo de instilação médica mentosa ocular e que só pode ser usado se acompanhado por médico oftalmologista.

Temos recomendado aos nossos pacientes que façam seus retornos de consulta de maneira regular. No período mais precoce as consultas devem ocorrer mensalmente, sendo que em fases mais avançadas fica a critério médico determinar a frequência dessas consultas. Entretanto, um paciente submetido a um procedimento cirúrgico ocular, seja ele da natureza que for, deve ser revisto pelo menos entre uma e duas vezes ao ano. Muitas vezes vemos que isso não ocorre e, portanto, é vital que os pacientes sejam muito zelosos no sentido de conciliar suas agendas com o cuidado a saúde dos olhos.

Dr. Claudio Lottenberg

Conjuntivite: São Paulo vive surto e fica em alerta

21 mar 2011 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias

A capital paulista está passando por uma epidemia de conjuntivite viral desde o mês passado. De acordo com informações do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, em 45 dias foram registrados 50.405 casos da doença na cidade. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não procuram auxílio médico para tratar a conjuntivite. A epidemia foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelo litoral até chegar à capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia – o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas (HC) são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês.

A conjuntivite é uma doença cuja causa pode ser infecciosa, nesse caso ela costuma ser transmitida por vírus ou bactéria e pode ser contagiosa; alérgica, que costuma ocorrer em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), geralmente afetando os dois olhos, e não é contagiosa; e tóxica, que é causada por contato direto com algum agente tóxico, como colírios, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

No caso da conjuntivite contagiosa, a transmissão da doença se dá pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas infectadas, o uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas que estejam com a doença, ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite. Os casos desse surto em São Paulo foram associados à forma viral da doença, que é contagiosa e provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa nos olhos.

Para se prevenir da conjuntivite, é muito importante lavar as mãos com frequência. Para os que já estão com a doença, é fundamental tomar outros cuidados, como não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação e evitar coçá-los para diminuir a irritação na região, lavar as mãos antes e depois de aplicar algum medicamento, não encostar o frasco do medicamento nos olhos, além de suspender o uso de lentes de contato. E é imprescindível também que quem esteja com conjuntivite procure sempre um oftalmologista para o devido diagnóstico e tratamento.

Saúde ocular infantil: cuidados com a visão no volta às aulas

8 fev 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Oftalmologia Pediátrica

O início do ano letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.
Algumas crianças são míopes e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal.
A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.
Ultimamente tem aumentado muito o número de escolas que exigem exame oftalmológico no início do ano letivo. Esta medida contribui bastante para identificar problemas na visão e deveria se tornar rotina em todos os colégios.
A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.

Dra. Claudia Faria
Oftalmologista

Verão e férias: cuide bem dos seus olhos

5 jan 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

O verão não pode ser um obstáculo na qualidade de sua saúde ocular. Caso alguns cuidados sejam tomados, você evitará muitas das razões que lhe fazem procurar um médico oftalmologista em condições de emergência.

1-Uso de óculos com filtro solar (óculos escuros)

Muitos pacientes nos procuram por queimadura solar em suas córneas, o que efetivamente poderia ser evitado caso estivessem fazendo uso de óculos com proteção a radiação ultravioleta, além da utlização criteriosa de lubrificante ocular (lágrima artificial). Quadros desta natureza são denominados genericamente como ceratite e a dor é muito forte. Afora isto vale lembrar que a velocidade da evolução da catarata é muito maior em pacientes que não usam óculos escuros quando comparados aos que os utilizam

2-Proteção dos olhos nas tarefas caseiras

Não menos freqüente, o fato de nossos pacientes nos procurarem em função de acidentes domésticos é fruto de tarefas que normalmente não realizamos e que nas férias são objeto inclusive de recreação. Trata-se de um trabalho manual de carpintaria, uma soldadura e que exigem de TODOS óculos de proteção de maneira rotineira.

3-Proteção dos olhos em praticas esportivas

Há um aforisma que diz quanto maior a bola menor a consequência do trauma. Quem sabe por isto que cada vez mais nos procuram pacientes em função de traumas com paintball, bola de tênis, afora os demais que podem ter riscos menores, mas que efetivamente existem. Portanto, importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.

4-Contato com substâncias químicas

Muito cuidado na utilização imprópria de colírios. Recebemos muitos pacientes, que por falta de organização dos frascos similares aos de colírios, utilizam indevidamente substâncias para outras finalidades, o que podem ocasionar infamações, lesões oculares. Além disto, não é infrequente que nas piscinas entremos em contato com substâncias irritativas, infecciosas ou não , mas que causam forte desconforto. Em ambas situações, a conduta é a de lavar intensamente com água corrente e no máximo utlizar-se lubrificante tópico ocular. Recomenda-se que o paciente seja examinado por um médico especialista.
Cuidado com mordidas de insetos, pois a região ao redor dos olhos é altamente infectante, além disto, é uma região onde não podemos colocar repelente.

5-Outros cuidados

Recomendo ainda cuidado com uso de “armas de brinquedo” que possam conter materiais que eliminem algum tipo de detrito e que possam invadir as estruturas oculares mesmo que externas. Cuidados com arame farpado, líquidos de baterias velhas e minha especial recomendação para os cuidados extras que devem ter os pacientes que tenham sido submetidos previamente a cirurgias oculares e cirurgia refrativa em particular.

Bebida alcoólica através dos olhos: uma estranha e perigosa combinação

16 set 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades


Um dos assuntos desta semana que chamaram a atenção da maioria foi o uso (abuso) da vodka, que tem sido utilizado pelos jovens para ser “ingerida” através dos olhos.

O fato é que este hábito traduz algo já praticado por jovens frequentadores dos Pubs londrinos e pelas garçonetes que trabalham nos bares de Los Angeles em busca de generosas gorjetas.

Os praticantes desta anormalidade de consumo já o fazem em certas condições sobre as quais estão sob efeito do Álcool. As bebidas alcoólicas atuam sobre o sistema nervoso central, causando um estado de euforia que tira a pessoa de seu grau de comportamento normal, e também trazem um certo grau de analgesia. Frente a isso, sem um domínio pleno de suas faculdades e com sensibilidade diminuída e, portanto, mais tolerante à dor, o cidadão inocula álcool diretamente sobre o olho imaginando que isto acelere os efeitos da bebida alcoólica. Os desdobramentos acerca do álcool e seus efeitos sistêmicos são por demais conhecidos, mas aqui a proposta é a de entender o que pode ocorrer nos olhos.

A superfície externa ocular é revestida por um tecido chamado conjuntiva e que na região próxima à córnea apresenta um tipo de célula vital para a transparência corneana. É da transparência da córnea que depende grande parte da visão. Uma vez colocado bebida alcoólica em contato com a conjuntiva e, consequentemente, com estas células (pela mudança de ph), ocorre uma queimadura que, na dependência da concentração de álcool e do tempo de contato, pode levar desde queimaduras leves até queimaduras graves. No caso de lesão destas células, a consequencia é ainda mais danosa, pois uma vez lesada, a transparência da córnea é fortemente prejudicada. E mais, em alguns casos o transplante de córnea pode ser necessário e é o de pior prognóstico, pois as células caliciformes têm papel fundamental na nutrição tecidual.

Evidentemente que isto chama a atenção não só daqueles que se preocupam com a saúde dos olhos, mas também de todos aqueles que concentram sua atenção nas questões da violência. Tratar da questão dos olhos tem suas aptidões técnicas, mas a abordagem do álcool depende de todo um processo sociológico.

O fato é que qualquer substância que possa atingir nossos olhos tem papel que pode ser altamente nocivo. Na dúvida, a orientação é a de lavar copiosamente e, uma vez que se imaginar que a lavagem não foi suficiente, repeti-la, utilizando-se de água natural. Uma vez tratado desta forma o assunto emergencial, o paciente deve ser encaminhado ao médico especialista.

Claudio Lottenberg.

Alerta 3D!

19 mai 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Imagem tridimensional

Visão alterada, tontura, movimentos oculares involuntários, confusão, náuseas, enjôos, perda de consciência, convulsões, espasmos, desorientação, etc.

Se você sentir qualquer um desses sintomas, antes de só parar de assistir as imagens em 3D, quem sabe seja a hora de consultar um médico especialista.

Entrando em uma nova era, onde as maiores organizações estão apostando nesta nova tecnologia de imagem tridimensional, eu, como profissional da área da saúde, tenho visto em meu consultório, pacientes com estas e outras queixas, como dores de cabeça e no globo ocular, ardência, cansaço, que classificamos como astenopia. Sem contar aqueles que não conseguiram aproveitar o melhor do 3D, assistindo o filme inteiro com a visão embaçada e, portanto, sem colher os frutos desta inovação tecnológica. Isso tudo se acentua em pacientes estrábicos, com doenças neurológicas, como paralisias e perdas visuais severas em um dos olhos e até mesmo com muita diferença de grau de um olho para o outro que estão propensos a ter esses sintomas de forma ainda mais acentuada.

Para obter uma boa percepção do filme 3D é necessária boa acuidade visual em ambos os olhos e que haja fusão dessas imagens no cérebro.

Em uma sessão em 3D, é exibida na tela uma imagem com a sobreposição de duas imagens díspares horizontalmente. É como se fosse uma imagem do olho direito e outra do olho esquerdo. Os óculos polarizados fazem os olhos convergir, unificando as imagens, tornando-as nítidas e assim fazendo com que as imagens pareçam “saltar” da tela.

Se o expectador não consegue realizar esse movimento de convergência de maneira plena, é possível que venha a ter vários sintomas, como os descritos acima.

Sinto-me na obrigação, como médico oftalmologista, de levar até a população informações estas que julgo serem importantes e podem ser ainda melhor desfrutadas por cada um de vocês.

Tomo remédios: meus olhos podem ser afetados

28 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

É comum os pacientes nos procurarem com queixas de sintomas oculares na vigência do uso de medicamentos sistêmicos. Quem sabe por isso vale a pena falarmos sobre este assunto.

A proposta não é a de causar qualquer clima alarmista, mas a de orientar para determinadas queixas que muitas vezes se mostram presentes e que, podem ou não ter significado, podem ou não colocar em risco a saúde de seus olhos, mas efetivamente merecem ser esclarecidas.

Os olhos são estruturas ricamente vascularizadas e com pouca massa tecidual. Assim não é infreqüente que drogas sistêmicas tragam efeitos colaterais nos olhos.

A amiodarona utilizada nas arritmias cardíacas pode se acumular na córnea e ainda causar opacidade de cristalinos, isto é, catarata. Os antimaláricos, utilizados hoje também no tratamento das colagenóses podem afetar a córnea e a retina. Os corticóides, importante recurso utilizado como anti-inflamatório e como coadjuvante de inúmeros tratamentos, merecem um destaque na relação entre estes e o aumento da ocorrência da catarata e do glaucoma. As drogas fotossensibilizantes como o psoraleno utilizado para tratamento de vitiligo e psoriase pode também aumentar as chances de se desenvolver Catarata.

Existem drogas que afetam as pálpebras, a conjuntiva e a esclera levando a lacrimejamento, alteração da tonalidade do branco do olho e até a vermelhidão. É o caso da clorpromazina, das sulfinamidas e até das tetraciclinas que em oftalmologia são frequentemente utilizadas para o controle de blefarite crônica.

Queixa freqüente e, principalmente em idosos é a de diminuição da lágrima e olho secos com sensação de areia. Nesta categoria de queixas vale ressaltar os anticolinérgicos, dos bloqueadores beta-adrenergicos utilizados para tratar a hipertensão arterial, e, até mesmo dos anti-histaminicos utilizados em quadros alérgicos.

Outra modalidade de apresentação destas manifestações está na pupila. Assim não é incomum que pacientes que façam uso de medicamentos que contenham atropina apresentarem-se com a pupila dilatada valendo o registro para a chance de se desenvolver glaucoma em pacientes com câmara anterior rasa quando fazem uso de estimulantes do sistema nervoso central como as anfetaminas. Os ansiolíticos (drogas moderadoras de apetite) também têm efeito sob a dilatação da pupila.

Drogas usadas para uso sistêmico como diuréticos, sulfinamidas e inibidores da anidrase carbônica podem causar quadros de agudização de miopia.

Os achados aqui descritos tem mérito na orientação de nossos pacientes. Como muitos dos termos são técnicos, caso haja alguma dúvida, aconselho que você procure seu médico e as esclareça. Vale lembra que, em conjunto com o seu clinico, alguns destes medicamentos podem ser substituídos, já outros simplesmente merecem ser monitorados.

Um abraço,

Claudio Lottenberg.

Trauma ocular-hifema e seus cuidados

27 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Trauma ocular

A estrutura da face e olhos tem a finalidade de proteger os olhos contra lesões. O globo ocular está localizado em uma cavidade circundada por uma borda óssea forte, isto é, a órbita e as pálpebras podem fechar rapidamente para formar uma barreira contra objetos estranhos fazendo com que o olho consiga suportar um impacto leve sem ser lesado.

Nas primeiras 24 horas após uma lesão ocular, o sangue que extravasa para o interior da pele em torno do olho normalmente produz uma equimose, comumente denominada “olho preto”. Quando ocorre a ruptura de um vaso sangüíneo da superfície do olho, esta se torna vermelha. Este sangramento comumente é de pequena intensidade. A lesão interna do olho, quando ocorre, é freqüentemente mais grave que a lesão superficial. O sangramento na câmara localizada na parte anterior do olho (hemorragia da câmara anterior, hifema traumático) é potencialmente grave e exige a atenção de um oftalmologista.

O sangramento recorrente e o aumento da pressão no interior do olho podem tornar a córnea manchada de sangue, o que pode reduzir a visão, como a catarata, e aumentar o risco de glaucoma durante o resto da vida. O sangue pode extravasar para o interior do olho, a íris (a parte colorida do olho) pode ser lacerada ou o cristalino pode ser deslocado. Podem ocorrer hemorragias na retina, a qual pode descolar da superfície subjacente, na parte posterior do olho. No início, o descolamento da retina pode gerar imagens com formas irregulares flutuantes ou flashes de luz e pode tornar a visão borrada, mas, a seguir, a visão reduz acentuadamente. Nas lesões graves, o globo ocular pode romper.

Hifema é uma apresentação freqüente em trauma ocular. Ocorre mais comumente em jovens do sexo masculino e quando tratado de forma adequada pode não deixar seqüelas severas. Porém, complicações como aumento da pressão intra-ocular e impregnação hemática da córnea podem resultar em baixa acuidade visual final. A intensidade e o mecanismo do trauma estão diretamente relacionados ao prognóstico visual. Caracteriza-se por um sangramento ocular localizado na câmara anterior do olho.

A preocupação inicial por parte de quem examina o paciente é a de classificar a quantidade de sangramento e avaliar o nível de pressão intraocular. Estes parâmentros são mandatórios para o acompanhamento do quadro clinico e seus desdobramentos terapêuticos. A maior preocupação por parte de quem cuida do paciente é a de evitar o ressangramento e isto se faz à custa de minimizar os esforços físicos com repouso, decúbito elevado no leito e monitoramento sistemático de aspectos biomicroscopicos como impregnação da córnea pelas células do sangue e acompanhamento da pressão. Exames que pressionem o olho são evitados na medida que isto pode precipitar ou levar a um novo sangramento. Ingestão liquida abundante é prescrita.

O fato é que a grande maioria destes pacientes tem boa evolução desde que sigam a risca a orientação médica. O maior risco é o de ressangramento que pode ocorrer em uma porcentagem que varia entre 1 e 38% de acordo com a literatura. Este risco é maior em pessoas de raça negra e traz piora no prognostico visual. Logicamente que este prognóstico não se encontra relacionado de forma direta somente ao tamanho do hifema, mas também ao grau de lesão de estruturas intraoculares. Pacientes submetidos ao trauma ocular e que tenham lesão de segmento ocular posterior (retina) apresentam pior prognóstico. O tratamento é realizado à base de repouso, administração de medicação antiinflamatória tópica (corticóide) e intervenção cirúrgica nos casos de falta de controle da pressão intraocular ou impregnação da córnea por sangue. O uso de antifibrinoliticos é discutivel na literatura. O ressangramento tem maior incidência entre o segundo e quinto dia quando ocorre a retração do coagulo e neste sentido é que se discute o uso de agentes fibrinolíticos.

Torna-se mandatório na avaliação de pacientes portadores de hifema traumático avaliar condições da retina que pode em função do trauma ser acometida e apresentar numa fase inicial ou tardia implicações importantes no prognostico visual.

Projeto “De olho na saúde dos seus olhos”: check-up oftalmológico nas empresas

8 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Check-up empresarial

Assim como qualquer área médica, em oftalmologia a prevenção é atualmente não só um instrumento que detecta doenças mais precocemente, mas é através dela que é possível trabalhar o conceito de qualidade de vida.

O uso permanente de computador e a quantidade de informações visuais obrigam a utilização do “grau” dentro da mais alta conformidade. Os procedimentos refrativos também são avanços tecnológicos que tornam o nosso dia-a-dia mais prazeroso.

Isso sem falar na importância de medir a pressão intra-ocular, fundamental na detecção e prevenção de glaucoma. Um outro quadro que chama muito a atenção dos pacientes e dos médicos é a catarata. A prevenção de todas essas ocorrências tem seu foco na qualidade de vida. Afinal, com aumento da sobrevida das pessoas, é possível viver mais e melhor.

Com equilíbrio e, sobretudo, a vigilância permanente de nossa saúde, estamos contribuindo para o sentido amplo de viver com qualidade.

Por esta razão que você, o responsável pela área de recursos humanos, ou um funcionário dedicado que se preocupa com a qualidade de vida de seus colegas, poderá avaliar a necessidade da realização do Check Up Oftalmológico – “DE OLHO NA SAUDE DOS SEUS OLHOS” que estamos oferecendo e dos benefícios que ele irá trazer a equipe de funcionários de sua empresa.

A avaliação oftalmológica representa muito mais que uma mera troca de óculos, ela procura dados e fatos que possam prevenir lesões irreversíveis, como por exemplo, o Glaucoma.

Para maiores informações sobre esse serviço, entre em contato com: checkup@lotteneyes.com.br

Lotten Eyes: de olho na saúde dos seus olhos

15 ago 2008 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Check-up empresarial

Um dos serviços prestados pela Lotten Eyes que mais cresceu nos últimos meses foi nosso Check-up empresarial. Sendo assim, resolvi dedicar um pouco do meu tempo para falar a respeito dele.

Com o objetivo de oferecer um diagnóstico preciso sobre a situação intra-ocular dos funcionários das empresas, bem como detectar possíveis problemas, a Lotten Eyes passou a realizar, dentro do ambiente da empresa, um Check-up oftalmológico.

De maneira eficiente e, principalmente, sem atrapalhar o andamento das atividades laborais dos funcionários, vamos com nossa equipe até o local desejado e atendemos aqueles que têm interesse em passar por uma avaliação oftalmológica.

Sabemos hoje que a prevenção de doenças é um dos principais fatores que contribuem para aumentar a expectativa e a qualidade de vida das pessoas. Sendo assim, nosso Check-up presta um importante serviço na medida em que atua no sentido de prevenir doenças intra-oculares, diagnosticando-as com antecedência. Além disso, nosso Check up contribui indiretamente para uma sensível melhora das atividades laborais já que uma visão saudável é peça fundamental no “quebra-cabeça” da produtividade.

Saiba mais sobre o Check-up empresarial na página inicial do nosso site.

Forte abraço,

Claudio Luiz Lottenberg

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