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Cuidados com os olhos no verão

22 fev 2012 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Nessa época do ano é muito importante lembrarmos-nos de proteger e cuidar de nossos olhos.

A exposição aos raios solares aumenta a chance de doenças na retina e de catarata precoce. A Degeneração Macular Relacionada à idade é uma causa importante de piora da qualidade de vida das pessoas de mais idade e pode ser prevenida com o uso de óculos escuros de boa qualidade (que tenham proteção UVA e UVB).

Óculos de Sol - Proteção para seus olhos no verão

Além disso, a exposição excessiva pode causar queimaduras oculares, com sensação de ardor, lacrimejamento e olho vermelho.

Vale lembrar que a exposição não precisa ser direta como quem faz kitesurf ou empina pipa, mas quem surfa ou esquia na neve também está sujeito ao reflexo do Sol na superfície.

Estão comuns queixas de corpo estranho, como areia, folhagens ou poeira. Nesses casos o melhor é não coçar os olhos, pois se o corpo estranho está alojado atrás da pálpebra o coçar pode machucar mais. Lave os olhos com água corrente e se ainda assim o incomodo persistir mantenha o olho fechado e procure um especialista.

Os consultórios e pronto-socorros costumam ver um aumento nos casos de conjuntivite nessa época, para se prevenir evite levar as mãos aos olhos sem lavá-las antes. Dificilmente não contaminamos de outra forma que no seja com nossas próprias mãos.

Dr. Hallim Feres neto

Oftalmologista

CRM: 117.127

Blefarite: o que é, quais os sintomas e como tratar

13 set 2011 por Lotten Eyes    73 Comentários    Postado em: Blefarite, Olho seco

Com a umidade relativa do ar em São Paulo tão baixa estes dias, as queixas de olho seco são muito frequentes, e em quem apresenta blefarite os sintomas costumam ser mais intensos.

A Blefarite é a alteração ocular mais comum no mundo, geralmente relacionada com a colonização exagerada das pálpebras por bactérias da flora normal da pele. Esta colonização é exacerbada na presença de aumento de oleosidade dessa região devido disfunções das glândulas de meibômio – que produzem a parte oleosa da lágrima.

Pode apresentar-se de diversas maneiras, como olho seco, conjuntivite, hordéolos e calázios, e em casos avançados  triquíase e até úlcera de córnea. Está intimamente ligada a alterações sistêmicas como rosácea, dermatite seborreica e síndrome de Sjögren.

Geralmente os pacientes apresentam queixas não específicas como irritação, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, pálpebras ou olhos vermelhos, alterações dos cílios, fotofobia e até dor e diminuição da visão. É uma doença crônica que alterna fases de piora com períodos assintomáticos. Nos casos avançados é comum ver alterações palpebrais devido as pequenas cicatrizem que se formam ao longo dos anos, podendo mudar a posição dos cílios e causando desconforto.

A base do tratamento é um comprometimento de longo prazo com a higiene palpebral. Compressas mornas seguidas de limpeza com uma mistura de água e shampoo neutro uso de pomadas antibióticas são usualmente usados. Algumas vezes há a necessidade de medicação oral por um certo período. Além disso o uso de lágrimas atificiais para mais conforto até a melhora do quadro, e também o tratamento das alterações sistêmicas relacionadas devem ser consideradas. Quem usa lente de contato deve ter mais atenção aos cuidados de higiene e armazenamento das lentes, uma vez que a uma chance maior de contaminação.

Apesar de trabalhoso o tratamento para a blefarite é simples. Disciplina do paciente é essencial para a melhora da qualidade vida. Por ser uma doença crônica é muito importante o acompanhamento periódico com um oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Conjuntivite: dicas sobre cuidados e transmissão

30 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Conjuntivite

A conjuntivite é um processo inflamatório nos olhos que demanda alguns cuidados quanto à transmissão e o tratamento desta doença ocular. Saiba algumas dicas abaixo:

SE VOCÊ ESTÁ COM CONJUNTIVITE

  • A conjuntivite viral pode levar de uma até três semanas em média para se resolver completamente.
  • A transmissão da conjuntivite se dá pelo CONTATO, com a secreção ou lágrimas. Por isso, não se deve nunca colocar a mão nos olhos.
  • Cuidado para não deixar a casa contaminada. Atenção para não pegar em maçanetas, controles-remotos, teclados, etc. antes de lavar as mãos.
  • Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização.
  • Lave sempre as mãos ou use álcool em gel se colocar a mão nos olhos.
  • Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados.
  • Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias.
  • Use apenas o colírio indicado pelo seu médico oftalmologista e água filtrada ou tratada.
  • Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível.
  • Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista.

SE VOCÊ ESTÁ PERTO DE ALGUÉM COM CONJUNTIVITE

  • Não existe remédio para prevenir a conjuntivite.
  • Não coloque a mão nos seus olhos NUNCA. O vírus não vai voar e alcançá-los sozinho.
  • Não divida toalhas, travesseiros ou qualquer objeto que possa estar contaminado.
  • A qualquer sinal de olho vermelho ou irritado, procure seu oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Conjuntivite: São Paulo vive surto e fica em alerta

21 mar 2011 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias

A capital paulista está passando por uma epidemia de conjuntivite viral desde o mês passado. De acordo com informações do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, em 45 dias foram registrados 50.405 casos da doença na cidade. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não procuram auxílio médico para tratar a conjuntivite. A epidemia foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelo litoral até chegar à capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia – o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas (HC) são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês.

A conjuntivite é uma doença cuja causa pode ser infecciosa, nesse caso ela costuma ser transmitida por vírus ou bactéria e pode ser contagiosa; alérgica, que costuma ocorrer em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), geralmente afetando os dois olhos, e não é contagiosa; e tóxica, que é causada por contato direto com algum agente tóxico, como colírios, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

No caso da conjuntivite contagiosa, a transmissão da doença se dá pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas infectadas, o uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas que estejam com a doença, ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite. Os casos desse surto em São Paulo foram associados à forma viral da doença, que é contagiosa e provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa nos olhos.

Para se prevenir da conjuntivite, é muito importante lavar as mãos com frequência. Para os que já estão com a doença, é fundamental tomar outros cuidados, como não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação e evitar coçá-los para diminuir a irritação na região, lavar as mãos antes e depois de aplicar algum medicamento, não encostar o frasco do medicamento nos olhos, além de suspender o uso de lentes de contato. E é imprescindível também que quem esteja com conjuntivite procure sempre um oftalmologista para o devido diagnóstico e tratamento.

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