Marcados com " astigmatismo"

Problemas de visão: Dr Claudio Lottenberg dá dicas no Programa Bem Estar

30 jun 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Na manhã desta quinta-feira, dia 30 de junho, o Dr. Claudio Lottenberg participou do Programa “Bem Estar”, da Rede Globo, que trata de assuntos ligados à saúde.

Durante o programa, o Dr. Claudio Lottenberg falou sobre os principais problemas de visão, como miopia, astigmatismo, hipermetropia, presbiopia e catarata, além de responder perguntas feitas através da internet por telespectadores.

Ele também deu dicas sobre os cuidados com os olhos que as pessoas devem ter no dia-a-dia, como a importância de lavá-los sempre, com atenção especial para as pálpebras, o que ajuda a evitar problemas como a conjuntivite.

Veja abaixo a entrevista na íntegra ao Programa Bem Estar sobre problemas com a visão:

Saiba mais sobre a entrevista do Dr Claudio Lottenberg e sobre os problemas de visão, clicando aqui.

Retinoblastoma: O que é?

23 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Retinoblastoma

Retinoblastoma é o câncer ocular mais comum da infância. Ele ocorre nas células da retina que se localizam no fundo do olho. Acomete bebês entre 06 e 24 meses, apesar de aparecer em idades mais precoces, ou então mais tardias. É um tumor raro, ocorre em 01 entre 15 mil crianças, e estima-se que afeta de 250 a 300 crianças a cada ano nos Estados Unidos. No mundo, aproximadamente 5 mil crianças são acometidas por ano.

O retinoblastoma afeta igualmente meninos e meninas, de todas as raças. A doença afeta apenas um olho, em 70% dos casos, e ambos os olhos em 30% das crianças. Em algumas situações, há uma história familiar em um parente ou mesmo os próprios pais já foram acometidos. Mas na maioria dos casos não há outro membro da família que tenha o tumor.

A causa do retinoblastoma é desconhecida. Não parece estar relacionada à nutrição, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas ou qualquer outra doença materna na gravidez. Não está relacionada, também, a toxinas do ambiente. O tumor pode surgir em uma criança saudável, que tenha nascido com boas condições de saúde.

O retinoblastoma surge de uma célula única da retina doente e é invisível no início do desenvolvimento. Mais tarde, uma pequena lesão branca é observada na retina, mas não é visível aos pais e também não afeta a criança nesta fase. Com o passar do tempo, o tumor cresce e forma uma lesão branca vascularizada, o que leva a baixa de visão e pode se manifestar por um desvio nos olhos (estrabismo) ou então num reflexo branco da pupila, conhecido como leucocoria. Outras doenças também podem causar a leucocoria. Portanto, nem sempre é indicativo do retinoblastoma.

Uma vez que há a suspeita de retinoblastoma, é necessário realizar uma avaliação oftalmológica completa, sob dilatação da pupila, que inclui o exame de fundo de olho. É necessária, também, uma avaliação clínica feita pelo pediatra ou oncopediatra, que inclui: exame físico, tomografia ou ressonância cerebral e de órbitas, exames de sangue, análise da medula óssea, entre outros, com o objetivo de detectar sinais de câncer que possa ter espalhado pelo organismo da criança.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico, seguido de estadiamento através do exame sob narcose. O exame de ultrassom ocular confirma o diagnóstico do retinoblastoma e determina sua espessura ou altura.

A escolha do tratamento é individualizada para cada criança e vai depender da avaliação médica, do tamanho da lesão, da localização, da idade, se o olho contralateral também está comprometido e das condições sistêmicas. Os tratamentos disponíveis são: quimiorredução, radioterapia com placa, radioterapia com feixe externo, enucleação, termoterapia, fotocoagulação com laser e crioterapia. O principal objetivo do tratamento é salvar a vida da criança, assim como manter a estrutura do olho, preservar a visão e também manter o aspecto estético do olho.

Para qualquer doença ocular, o diagnóstico precoce e o tratamento realizado no melhor momento, por um oftalmologista experiente, é a melhor abordagem. É importante trazer a criança no primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina, para detectar alterações que são relativamente comuns, como erros refrativos (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), estrabismo, ambliopia (visão preguiçosa), alterações do canal da lágrima e, muito raramente, um tumor ocular.

Dra. Erika Yasaki – Especialista em Retina

Dra. Claudia Faria – Oftalmopediatra

Cirurgia com laser: operações nas córneas mais precisas

6 dez 2010 por Lotten Eyes    12 Comentários    Postado em: Novas tecnologias

Embora seja frágil e praticamente imperceptível, a córnea, aquela camada transparente que cobre a pupila e a íris dos olhos, carrega a importante missão de proteger a visão. Dependendo de suas condições, ela nos permite ou não enxergar com nitidez. Quando comprometida por traumas ou doenças, faz com que o mundo fique embaçado ou totalmente escuro. Danos a essa membrana são a segunda maior causa de cegueira reversível no planeta. Para muitos pacientes, o transplante representa a única chance de voltar a enxergar. De alguns anos para cá, a tecnologia tem contribuído para que o procedimento seja realizado com menos risco. O laser vem proporcionando cirurgias mais precisas e planejadas para os olhos que necessitam de novas córneas. No entanto, além do recurso que trouxe mais segurança para o transplante, os pacientes também dependem do ato de amor de pessoas que acabaram de perder um familiar.

O laser de femtosegundo — pulso ultrarrápido com cerca de um milésimo de bilionésimo de segundo aplicado com altíssima potência — é o mais novo aliado de pacientes que precisam do transplante de córnea. A energia já era usada em cirurgias de miopia, astigmatismo e implantes de anéis intracorneanos. De acordo com o oftalmologista Cláudio Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o femtosegundo vem proporcionando ótimos resultados. Ele explica que esse recurso permite um planejamento milimétrico do transplante. “Com o auxílio de um software, fazemos um mapeamento detalhado dos pontos da córnea onde serão feitas as incisões para a sua retirada. O corte com o laser pode ser feito em diversos formatos, minimizando o risco dos flaps, que são camadas finas de tecido. Com isso, o encaixe da nova córnea é bem mais preciso, o que minimiza o risco de rejeição”, pontua.

A aplicação do laser femtosegundo em transplante de córneas deve chegar a Brasília no primeiro semestre de 2011. O recurso será disponiblizado em algumas clínicas particulares. A cirurgia convencional de transplante de córnea é feita com um instrumento chamado trépano. “O corte é circular e pode ser feito manualmente ou a vácuo. Ele é seguro, mas o femtosegundo representa, sem dúvida, uma evolução”, reforça o oftalmologista especialista em córnea da Oftalmed Sérgio Elias Saraiva. Ele lembra que o transplante é sempre a última opção em tratamento para doenças como ceratocone, perda de transparência da córnea, endotéliopatias, traumatismos que provocam cortes ou furos que geram leucomas e úlceras. “São doenças que levam à cegueira. O transplante é sempre feito para salvar a visão do paciente. Hoje, os riscos de rejeição giram em torno de 8% a 10%”, acrescenta.

O pós-operatório exige repouso nos 15 dias que seguem o transplante. Os índices de complicações são baixos, mas existem. O paciente pode ser acometido por infecções, cataratas e glaucoma, por exemplo. Mas, segundo Saraiva, as condições da cirurgia convencional são boas e as perspectivas futuras, melhores ainda. “A evolução também contempla outros elementos fundamentais para o transplante, como fios de sutura, agulhas e conservantes, que preservam a córnea até que ela seja implantada”, observa.

Pesquisadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, conduziram nos últimos dois anos uma pesquisa com córneas sintéticas em 10 pacientes. Membranas produzidas com colágeno artificial foram implantadas com leveduras e sequências de DNA humano. Os resultados do estudo, publicados na revista científica Science Translational Medicine, indicam que depois do transplante células e nervos cresceram dentro da estrutura pré-fabricada, melhorando a visão e não sendo rejeitados por nenhum dos voluntários.

Realidade brasileira
No Brasil, foram realizados, em 2009, quase 13 mil transplantes de córneas. A quantidade supera significativamente o número de transplantes de outros órgãos por diversos motivos. As córneas podem ser captadas até seis horas após a morte do doador, enquanto os órgãos sólidos precisam ser retirados de doadores em morte encefálica — coração batendo e respiração auxiliada por máquinas. As membranas duram até 14 dias nos bancos de olhos, enquanto que coração e pulmão, por exemplo, podem ficar somente seis horas fora do corpo. A cirurgia de córnea também tem a vantagem de ser realizada em ambulatórios, sem demandar internação.

No Distrito Federal, o candidato a receber uma córnea aguarda, em média, de dois a quatro meses na fila. Embora seja a unidade da Federação com maior média de procedimentos do país, totalizando 147 para cada um milhão de habitantes, o DF ainda não conseguiu zerar a fila. Atualmente, existem 33 pacientes preparados para o transplante e na expectativa de voltar a enxergar com nitidez. A espera pode chegar a três anos em regiões que não contam com boa estrutura de captação. Em compensação, São Paulo já conseguiu praticamente quitar a diferença entre oferta e demanda. O estado é responsável por metade dos procedimentos realizados no país.

Para receber uma nova córnea, o candidato precisa se inscrever no banco de olhos de seu estado. Os doadores devem deixar claro para a família o desejo de doar. Somente as córneas de pacientes com Aids, câncer ou hepatite B não podem ser aproveitadas. “Ao contrário do que pensam algumas famílias, a retirada das córneas não causa nenhuma deformação no corpo do doador”, explica Élcio Sato, oftalmologista e coordenador do departamento de tecidos da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (Abto).

O analista de suporte Giscard Camilo de Oliveira, 35 anos, vê o mundo com novas córneas desde o ano passado, quando fez o transplante no olho direito. A indicação da cirurgia veio em decorrência do ceratocone, doença que o obrigou a usar uma lente rígida para corrigir a deficiência visual — que chegou a 16 graus nesse olho. Giscard esperou um ano e meio na fila. Há três meses, foi a vez de o olho esquerdo receber uma nova córnea. “Vivi com uma lente muito incômoda nos olhos desde a adolescência. Tinha uma vida limitadíssima. Enxergar bem novamente foi uma conquista. A cirurgia foi muito tranquila, assim como o pós-operatório. Não ficou qualquer resquício de grau. Devo isso à generosidade de uma família que, em um momento difícil, soube pensar no próximo”, considera.

“Presente”
O segundo transplante da recepcionista Laís Crispim, 19 anos, foi feito no último dia 2. Ainda com os pontos na córnea, ela conta que o procedimento foi inevitável porque a vista foi ficando cada dia mais opaca. “Operei o olho direito em 2007, o grau do esquerdo não estava tão alto e o médico achou melhor aguardar. O ceratocone avançou e eu cheguei a usar uma lente de 20 graus. A sensação de voltar a enxergar é única. O transplante foi um presente”, desabafa a jovem.

As córneas doadas passam por um rigoroso processo de avaliação até chegarem aos olhos do receptor. Um recente levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária revelou que 51% das membranas captadas pelos bancos de olhos são descartadas. “Pode parecer muito, mas é uma questão de segurança. As córneas captadas são liberadas somente depois de passarem por uma triagem detalhada. A média mundial de descarte gira em torno de 40% a 50%. É uma medida preventiva. Não adianta trocar uma córnea doente por outra que não apresenta boas condições”, explica Sato.

Fuja dos óculos com a ajuda do Ilasik

23 mar 2010 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Astigmatismo, Hipermetropia, Miopia

O procedimento refrativo de I-lasik é, hoje, o que existe de mais moderno na correção dos vícios de refração, isto é: miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Neste procedimento são utilizados dois lasers guiados por computador. O primeiro, Famtonlaser – ultra-rápido e baseado no principio da fotodisrupção óptica – cria um disco na córnea que é dobrado para trás permitindo que o segundo, Excimerlaser – baseado no princípio da fotoablação óptica – corrija a visão, pautado por especificações dos olhos de cada paciente.

Habitualmente é um procedimento indolor, rápido e com grande segurança. A NASA e a Força Aérea Americana o aprovaram para seus astronautas e pilotos, pois concluíram, por meio de estudos, que o produto destas tecnologias combinadas oferece melhor resultado se comparado à tecnologia disponível até agora, isto é: o Lasik tradicional e o PRK.

Esta aplicabilidade depende fundamentalmente de uma avaliação completa por parte de seu médico. Dados como estabilidade de grau, olhos saudáveis e boa saúde, idade em geral superior a 21 anos e desejo verdadeiro em diminuir sua necessidade de uso de óculos e ou lentes de contacto são fatores importantes na avaliação pré-operatória. Aspectos técnicos como curvatura e espessura corneanas também devem também ser validados, isto sem falar em aspectos relacionados à pressão intraocular, transparência de cristalino e mesmo dados acerca da retina.

Cabe salientar que o disco óptico criado tem espessuras da ordem de 100 micra e os que tradicionalmente são criados no Lasik tradicional tem espessura que varia entre 130 a 180 micra, o que demonstra que agressividade do procedimento é muito menor no ilasik. Afora isto esta espessura é uniforme em toda sua extensão permitindo uma maior regularidade na superfície criada. A recuperação é mais rápida quando comparado a técnica de PRK.

Esta associação de uso de lasers não é algo recente. Vem sendo utilizada desde 2001 com mais de 2 milhões de procedimentos realizados ao redor do mundo e tem sido hoje nossa primeira opção para os pacientes candidatos à cirurgia refrativa.

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