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Neurite Óptica: saiba o que é e qual o tratamento adequado

29 ago 2011 por Lotten Eyes    17 Comentários    Postado em: Neurite Óptica

Neurite óptica (NO) é uma inflamação do nervo óptico que leva à diminuição – geralmente temporária – da visão. Muitos casos dessa doença estão associados ao aparecimento de outra, a Esclerose Múltipla. Porém, ela também pode ocorrer isoladamente. Nos casos onde há associação com Esclerose Múltipla, comumente a NO é a primeira manifestação dessa doença. Ocasionalmente, a NO pode ocorrer também após infecções envolvendo a órbita, os seios paranasais, ou infecções virais sistêmicas.

Sua incidência é maior em brancos do que em negros, além de afetar duas vezes mais mulheres do que homens. Geralmente aparece a primeira vez em adultos jovens, dos 20 aos 45 anos de idade. Há ainda casos em que afetam crianças – esses casos raramente progridem para Esclerose Múltipla. Estima-se que 75% das mulheres e 35% dos homens que apresentam o primeiro episódio de NO vão apresentar Esclerose Múltipla no futuro.

Pacientes com NO têm uma rápida perda da acuidade visual em um olho, e raramente nos dois olhos ao mesmo tempo. A queda visual pode ser discreta, em apenas uma parte do campo visual, ou até ocorrer a perda total da visão. Geralmente, a diminuição da visão está associada a uma dor retro orbitária durante a movimentação ocular e alteração da visão de cores. Também pode ocorrer queda de visão devido ao calor ou atividade física.

O diagnóstico da Neurite Óptica é realizado através do exame físico feito por um oftalmologista, exames laboratoriais,Campimetria VisualPotencial Evocado VisualRessonância Nuclear Magnética, que é também um instrumento importante para avaliar a existência ou a chance de se desenvolver Esclerose Múltipla.

Apesar de todos os estudos sobre esta doença, seu tratamento é atualmente controverso. Desse modo, desde a simples observação sem medicação, até a internação e o uso de medicação intravenosa podem ser o tratamento correto. A gravidade e o tempo de aparecimento dos sintomas vão direcionar o tratamento mais adequado. A melhora da visão é comumente gradual ao longo de algumas semanas. Porém, pode haver déficit residual, principalmente na visão de cores e de contraste, independente do tratamento escolhido.

O acompanhamento precoce e conjunto entre um oftalmologista e um neurologista é o mais indicado para prevenir ou amenizar as sequelas e a conversão para Esclerose Múltipla, tendo em vista preservar a qualidade de vida do paciente.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Retinopatia: saiba os riscos para a visão do diabético

16 fev 2011 por Lotten Eyes    3 Comentários    Postado em: Retinopatia

Diabetes é uma doença crônica que tem se tornado mais frequente com o envelhecimento da população e a adoção de hábitos de vida pouco saudáveis.

O olho é umas das estruturas do nosso organismo que sofre as consequências da diabetes, quando esta não é bem cuidada.

A retina é a região vascularizada do fundo do olho que pode apresentar hemorragias, alterações dos vasos e inchaço no centro da visão, o que vai gerar sintomas de baixa acuidade visual quando houver um comprometimento importante. Mas quando bem monitoradas, as alterações podem ser detectadas de forma precoce e passamos a cuidar delas mais de perto. Ou seja, uma consulta com um oftalmologista periodicamente deve fazer parte da rotina de uma pessoa que tem diabetes, mesmo sem nenhum sintoma na visão.

As alterações no fundo do olho devido ao diabetes são conhecidas como Retinopatia Diabética. Existem dois tipos:

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP): é a forma inicial da doença. É detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causando hemorragia e vazamento de líquido na retina, que é conhecido como Edema de Mácula Diabético. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da RDNP e podem até não apresentar nenhum sintoma visual.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP): apresenta grande risco de perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer os nutrientes para o fundo do olho e, por consequência, há a formação de vasos anormais que causam o sangramento.

Os estágios inicias da Retinopatia Diabética normalmente não apresentam sintomas visuais. Somente o exame com a pupila dilatada pode detectar se há alguma alteração no fundo do olho antes mesmo que os sintomas apareçam. Quanto mais cedo forem tratadas as alterações, maiores serão as chances de preservar a visão. Os pacientes com diabetes devem realizar pelo menos um exame de fundo de olho por ano e, caso apresentem alguma alteração da Retinopatia Diabética, são necessárias consultas mais frequentes. Os sintomas (nos estágios moderado e avançado da doença) são: perda de visão central e periférica, vista embaçada e distorcida, além de manchas na visão.

O controle cuidadoso da diabetes deve ser feito com uma dieta adequada, uso de medicamentos hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista e que são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética.

Os pacientes diabéticos têm uma maior predisposição de apresentar outras doenças oftalmológicas, como catarata, glaucoma, desvios oculares, doenças da córnea e susceptibilidade a infecções. Portanto, o acompanhamento periódico com o oftalmologista é importante para a prevenção, o controle e o tratamento de quem possui diabetes.

Dra. Erika Sayuri Yazaki, especialista em retina.

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