A tecnologia a favor da visão

8 nov 2010 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Cirurgias

São necessários mínimos 30 segundos para aposentar os óculos ou abandonar as lentes de contato. As cirurgias de correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo – problemas oculares – oferecem uma técnica de sucesso, com baixo índice de erro. A liberdade visual, porém, não é tão democrática. Nem todos os olhos podem ser corrigidos mecanicamente.

O mercado brasileiro oferece três opções de procedimentos. O laser não é novo. A novidade na área nacional, ainda incorporada por poucos hospitais, é a utilização de um aparelho mais moderno, que utiliza dois tipos de laser. É este procedimento o responsável por corrigir o grau dos pilotos da Força Aérea Americana, revela Ana Luiza Hofling de Lima, chefe da equipe de oftalmologia do Hospital 9 de Julho de São Paulo.

“A técnica eleva o custo do procedimento tradicional, feito com apenas um laser, mas minimiza as imperfeições da córnea e diminui os riscos do pós-operatório. Em geral, essas cirurgias não apresentam problema na aplicação, mas sim no processo de cicatrização.”

A tecnologia do aparelho a laser, utilizado para modelar a córnea e eliminar as imperfeições – o grau – garante precisão e diminui a possibilidade de erro. Os especialistas alertam, entretanto, que a cegueira ou perda de visão, embora raras, são sequelas provocadas pela má avaliação do especialista antes da cirurgia, ou pela falta de cuidados do próprio paciente após o procedimento.
“As complicações ocorrem quando a avaliação pré-operatória foi mal feita, ou por falta de higiene, proteção e controle do paciente”, revela Claudio Lottenberg, oftalmologista e presidente do Hospital Albert Einstein de São Paulo.

O procedimento é rápido, mas deve demandar tempo e clareza dos ganhos e possibilidades. Entender o que a sua córnea permite e quais os resultados que a cirurgia proporcionará é fundamental, ressalta o médico.

Para Lottenberg, o coeficiente de risco é elevado quando esse diálogo não existe, ou quando a expectativa do paciente é incompatível com as possibilidades reais da cirurgia. “Muitos pacientes querem zerar o grau. Nem sempre é possível corrigir 100% do problema. O objetivo é proporcionar um conforto visual, diminuir o grau. Os óculos passam a ser usados para descanso, mas a cirurgia não o inutiliza.”

Janela limpa

Inflamações ou infecção nos olhos após a cirurgia são consequências da falta de higiene, descuido com a medicação e falha no acompanhamento. O presidente do Einstein explica que o procedimento equivale a uma janela limpa. O relapso do paciente altera a transparência dessa janela.

“O pós-operatório e tão fundamental quanto a avaliação correta do médico. O paciente precisa seguir à risca as orientações do especialista. Nesta etapa, pode ocorrer uma inflamação e modificar a cicatrização da córnea, comprometendo o resultado.”

Laser ou implante?

Para quem usa lentes de contato, e quer investir no método de correção permanente, os médicos alertam que é preciso resgatar os óculos da gaveta ao menos uma semana antes de realizar os exames. A lente altera o formato da córnea e não permite que a análise ou o mapeamento dos olhos seja feito com precisão, explica Lottenberg. A recomendação já é exigida pelos médicos em consultas de rotina, para medir possiveis alterações na graduação, mas nem sempre encarada com seriedade pelos pacientes.

O tempo de preparo deve ser longo e cauteloso. Cabe ao médico avaliar a estabilidade do grau, identificar se a córnea tem limites de curvatura normais – não pode ser muito curva, nem muito plana – e, principalmente, analisar a espessura. “A cirurgia é uma espécie de polimento da córnea. Modelamos para que as medidas finais do olho correspondam a uma visão sem grau. Se ela for muito fina, inviabiliza o procedimento”, ensina Ana Luiza, do 9 de Julho.

Tais pré-requisitos, embora fundamentais, não garantem o perfil compatível ao procedimento. “Alguns pacientes, apesar de cumprirem com todas as exigências iniciais, não são bons candidatos. Aqueles que apresentam graus muito elevados, acima de nove, devem optar por implantes de lentes”, completa o médico do Einstein.

Para implantar a lente nos olhos, é preciso menos de um minuto de cirurgia. O material é maleável, com dimensões estabelecidas e do tamanho dos olhos do paciente. Ana Holfilng explica que é feito um corte mínimo, de aproximadamente 2 milímetros, para que as lentes sejam colocadas. O procedimento, embora mais agressivo, é seguro, reversível e com ótimos resultados. “A cicatrização é até mais rápida. Em poucos dias o paciente está apto a trabalhar, retomar as atividades”, garante a médica.

Fonte: Lívia Machado, iG São Paulo | 29/10/2010 12:52

Botox® e Restylane®

5 out 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Estética em oftalmologia

A área periocular é uma das primeiras regiões do nosso corpo a evidenciar os efeitos do “envelhecimento”. Até recentemente, a única esperança era uma cirurgia plástica. Agora combinando dois produtos, Restylane® e Botox® é possível conseguir significativas mudanças na face e principalmente na área periocular sem cirurgia e com resultados muito naturais.

O Restylane® é um preenchimento injetável que aumenta o volume da pele proporcionando redução na aparência das rugas e linhas, aumento do volume dos lábios, definição do contorno facial, além de hidratar a pele dando a ela uma aparência mais saudável. Mas não é somente preencher rugas e lábios, o Restylane® injetado de maneira correta na região periocular, pode reduzir significantemente a aparência das bolsas sob os olhos (nas pálpebras inferiores) e definir o contorno do supercílio. Para muitos pacientes este é o único tratamento necessário para uma aparência descansada e jovem.

BOTOX® é um tratamento não cirúrgico que atenua linhas e rugas na região frontal (testa), na glabela (entre os supercílios) e ao redor dos olhos (”pés de galinha”). O tratamento consiste em injetar pequenas quantidades do produto em músculos específicos da face, causando uma paralisia temporária dos mesmos e com isto as rugas e linhas de expressão tornam-se mais suaves. Os resultados aparecem em poucos dias e o procedimento pode ser repetido a cada quatro meses para a sua manutenção.

Ambos os procedimentos são simples, rápidos e realizados no consultório. Não causam mudanças permanentes e oferecem um resultado natural sem cirurgias. Os tratamentos descritos são extremamente bem documentados em relação a segurança do uso dessas substancias e ao alto grau de satisfação dos pacientes. A mudança na aparência física para a maioria das pessoas leva ao aumento do bem estar, da autoconfiança e melhora da qualidade de vida.

A Dra Claudia Faria, oftalmologista da minha equipe e especialista em oculoplastica, tem realizado um excelente trabalho com o uso dessas substancias. A escolha de um profissional capacitado é o primeiro passo para um bom resultado.

Dr. Claudio Lottenberg.

Bebida alcoólica através dos olhos: uma estranha e perigosa combinação

16 set 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades


Um dos assuntos desta semana que chamaram a atenção da maioria foi o uso (abuso) da vodka, que tem sido utilizado pelos jovens para ser “ingerida” através dos olhos.

O fato é que este hábito traduz algo já praticado por jovens frequentadores dos Pubs londrinos e pelas garçonetes que trabalham nos bares de Los Angeles em busca de generosas gorjetas.

Os praticantes desta anormalidade de consumo já o fazem em certas condições sobre as quais estão sob efeito do Álcool. As bebidas alcoólicas atuam sobre o sistema nervoso central, causando um estado de euforia que tira a pessoa de seu grau de comportamento normal, e também trazem um certo grau de analgesia. Frente a isso, sem um domínio pleno de suas faculdades e com sensibilidade diminuída e, portanto, mais tolerante à dor, o cidadão inocula álcool diretamente sobre o olho imaginando que isto acelere os efeitos da bebida alcoólica. Os desdobramentos acerca do álcool e seus efeitos sistêmicos são por demais conhecidos, mas aqui a proposta é a de entender o que pode ocorrer nos olhos.

A superfície externa ocular é revestida por um tecido chamado conjuntiva e que na região próxima à córnea apresenta um tipo de célula vital para a transparência corneana. É da transparência da córnea que depende grande parte da visão. Uma vez colocado bebida alcoólica em contato com a conjuntiva e, consequentemente, com estas células (pela mudança de ph), ocorre uma queimadura que, na dependência da concentração de álcool e do tempo de contato, pode levar desde queimaduras leves até queimaduras graves. No caso de lesão destas células, a consequencia é ainda mais danosa, pois uma vez lesada, a transparência da córnea é fortemente prejudicada. E mais, em alguns casos o transplante de córnea pode ser necessário e é o de pior prognóstico, pois as células caliciformes têm papel fundamental na nutrição tecidual.

Evidentemente que isto chama a atenção não só daqueles que se preocupam com a saúde dos olhos, mas também de todos aqueles que concentram sua atenção nas questões da violência. Tratar da questão dos olhos tem suas aptidões técnicas, mas a abordagem do álcool depende de todo um processo sociológico.

O fato é que qualquer substância que possa atingir nossos olhos tem papel que pode ser altamente nocivo. Na dúvida, a orientação é a de lavar copiosamente e, uma vez que se imaginar que a lavagem não foi suficiente, repeti-la, utilizando-se de água natural. Uma vez tratado desta forma o assunto emergencial, o paciente deve ser encaminhado ao médico especialista.

Claudio Lottenberg.

Você sabe o que é Glaucoma?

23 ago 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Glaucoma

Tal como o diabetes ou a hipertensão arterial sistêmica, o glaucoma é uma doença crônica onde a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce são o melhor remédio.

O glaucoma é um grupo de doenças que envolve danos ao nervo óptico, responsável por transmitir sinais visuais ao cérebro, onde são processados e se convertem em imagens.

Não se sabe ao certo o que causa estes danos, mas já está provado que o aumento da pressão intra-ocular é um dos principais fatores de risco associados ao glaucoma.

O glaucoma pode atingir pessoas de todas as raças, sexo, nacionalidade. Porém em algumas pessoas este risco é maior do que em outras.

São fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma:
• História familiar da doença
• Pressão intra-ocular alta
• Raça negra
Miopia
• Uso crônico e prolongado de corticosteróides
• Trauma ocular

Muitos pacientes não sabem que tem glaucoma até que perdem uma boa parte da visão periférica, levando a uma visão tubular. A doença se desenvolve lentamente, isto explica porque muitos portadores vivem muitos anos antes de notar algum sintoma. Tal perda , infelizmente e irreversível.

O seu oftalmologista pode diagnosticar se você tem glaucoma ou risco para tal, antes de aparecerem os sintomas. Muitas vezes, exames complementares periódicos e seguimento são necessários para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

O tratamento do glaucoma se baseia na diminuição da pressão intra-ocular. A pressão alvo a ser atingida para cada paciente deve ser individualizada caso a caso. Na maioria dos casos, o tratamento é inicialmente feito com colírios. Se não houver êxito seu médico pode indicar um procedimento cirúrgico ou a laser.

A melhor maneira de prevenir o glaucoma é realizar exames periódicos que permitirá o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado.

Dra. Ruth Rosenhek Schor
Especialista em Glaucoma.

Eliminando alguns mitos

2 ago 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades


É fato que o papel do oftalmologista vem se ampliando graças à tecnologia e em função do envelhecimento da população brasileira, mas julgo importante esclarecer, no velho capítulo dos óculos e lentes de contato, alguns mitos e alguns pontos de curiosidade.

Uma das principais razões pelas quais nossos pacientes nos procuram é para verificação e prescrição de lentes corretivas. O uso de lentes, corretivas ou não, não tem papel definidamente estabelecido no fato do grau aumentar ou não aumentar. Alguns estudos em macacos demonstraram que o uso dos óculos para miopia, em se tratando de jovens em fase de crescimento, poderia no caso do uso frequente na leitura aumentar a miopia, mas nem isso é definitivo. O fato é que quem não faz uso de correção refrativa adequada pode vir a apresentar inúmeros sintomas qualificados como astenopia, e que
se manifestam na forma de vermelhidão, lacrimejamento e dor de cabeça. Em resumo, isto significa dizer que não usar óculos traz sintomas desagradáveis, mas não aumenta e nem diminui o grau.

Outra pergunta que nos fazem sistematicamente diz respeito ao uso de óculos escuros e sua procedência. E aqui vale ressaltar que os óculos escuros têm, desde que manufaturados com material de boa qualidade, papel de filtro que protege os olhos do aparecimento de doenças que tem correlação com a radiação ultravioleta. Com o prolongamento da expectativa de vida, isso passa a ser importante, especialmente nos quadros de degeneração macular e catarata e, portanto, aqui fica também a recomendação positiva para seu uso. A origem destes óculos deve ser adequada e isto evidentemente dependerá da confiança em quem os vende.

Muito nos é questionado ainda sobre a leitura e a evolução dos graus refrativos e o pós-operatório de uma cirurgia ocular. A leitura não prejudica a visão e pode ser feita sempre. Logicamente que isso tem melhor efeito se realizado de forma adequada. Portanto, ler com grau inadequado, no escuro e ou com baixa luminosidade, em pós-operatório recente, não traz conforto, mas pode ser feito. Existem consequências momentâneas em forma de desconforto, mas que efetivamente não trazem prejuízos a médio e longo prazo.

Pacientes usuários nos questionam sobre os procedimentos refrativos e o uso de lentes de contato. A adaptação de uma lente de contato requer a supervisão médica e problemas momentaneamente inaparentes podem trazer consequências ruins a médio e longo prazo. Não é incomum vermos pacientes misturando produtos de manutenção de suas lentes de contato, que efetivamente são comprados desnecessariamente, levando a quadros irritativos. Afora isso, entendo que lentes podem ser usadas desde que as pessoas conheçam adequadamente os sintomas que possam significar que algo não está bem, e saibam manipular adequadamente o produto. Em havendo bom esclarecimento e bom entendimento, são recursos úteis e que proporcionam visão em muitos casos até superior aos próprios óculos.

Transplante de córnea à laser: mais rápido e seguro

7 jun 2010 por Lotten Eyes    12 Comentários    Postado em: Transplante de córnea

Há anos estamos nos dedicando à realização de transplantes de córnea. Havia um tempo em que a obtenção de tecido doador era extremamente difícil. Hoje, graças a uma maior sensibilidade por parte dos doadores e uma melhor organização do sistema publico na captação de órgãos, o quadro melhorou, e muito. Agora quem sabe tenha chegado a hora do pulo na esfera da tecnologia.

Temos trabalhado há mais de um ano com o laser de femtosegundo. Iniciamos pelas cirurgias refrativas e, em seguida, adotamos o recurso para implantação de anéis em ceratocone. Agora passaremos a utilizá-lo também para os transplantes de córnea, com o intuito de termos maior segurança e precisão no transplante.

Realizei recentemente no Hospital Albert Einstein o primeiro transplante de córnea assistido por um laser de última geração, chamado femtosegundo (mais rápido que o nanosegundo e que concentra altíssimas quantidades de energia no plano da córnea cortando-a com precisão e reprodutibilidade). Trata-se de um laser ultra-rápido e aplicado com altíssima potência, permitindo que o corte seja realizado de maneira extremamente focada e com baixa lesão dos tecidos circundantes à área trabalhada. Neste caso, o grande ganho é que a precisão oferecida pelo laser femtosegundo permite um encaixe mais preciso da córnea doada com a do receptor. Esse encaixe faz com que a área de contato entre os tecidos receptor e doador seja maior, diminuindo o risco de rejeição e garantindo uma recuperação mais rápida.

Sem dúvida tudo que foi exposto acima pode ser considerado uma inovação. O laser femtosegundo oferece muito mais precisão e previsibilidade, ou seja, além de oferecer mais segurança aos nossos pacientes, conseguimos prever os riscos e os resultados de cada cirurgia antes mesmo da sua realização. Antes da cirurgia, uma análise da córnea do paciente é realizada e alimenta um software que auxilia no planejamento de toda a operação, com foco nos locais exatos de onde devem ser realizadas as incisões.

Durante a cirurgia, além de o médico contar com o mapeamento preciso dos pontos a serem trabalhados com o laser, a rapidez e a potência do equipamento permitem que as incisões sejam realizadas em poucos segundos, praticamente sem riscos. Durante esses segundos, o olho do paciente é mantido imóvel- por um sistema de vácuo e o foco da aplicação é coordenado pelo cirurgião mediante o planejamento dos parâmetros da cirurgia. Além de rápido, o procedimento é possível de ser realizado com anestesia por colírio, o que também oferece mais segurança para o paciente, já que não há necessidade de anestesia geral.

Riscos

Os maiores riscos relacionados às cirurgias refrativas eram os chamados flaps – finas placas de tecido –, que antes eram obtidos por meio de lâminas. Com o laser de femtosegundo esse risco foi minimizado. Os flaps passaram a ser obtidos sem cortes, apenas com a separação dos tecidos por meio de bolhas de CO2 emitidas pela incisão do laser.

Esse aspecto do novo procedimento também oferece mais segurança ao paciente. Essas bolhas são absorvidas pelos tecidos em 24 horas. Portanto, se a incisão for inadequada ou realizada em local errado, o procedimento pode ser abortado – enquanto o organismo absorve as bolhas sem sofrer nenhum dano – e efetivado em outro dia.

Além disso, durante a cirurgia o médico conta com um monitor com imagens digitalizadas que conseguem programar as incisões do laser. É possível visualizar a sua ação antes mesmo das próprias aplicações, possibilitando qualquer correção, caso seja necessária, imediatamente.

Novos formatos de cortes

Durante cerca de 30 anos, os cortes em cirurgias de córnea eram feitos sempre em formato cilíndrico. Com o laser femtosegundo, os cortes podem ter vários formatos. Esta possibilidade é exatamente o que permite um encaixe perfeito dos tecidos no caso dos transplantes.

Recuperação

Com a nova técnica, a recuperação pós-operatória é mais rápida e menos desconfortável para o paciente, porque se reduz a necessidade de suturas (pontos). A qualidade refrativa é melhor com menor indução de astigmatismo no pós-operatório.
Sem duvida um ganho.

Alerta 3D!

19 mai 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Imagem tridimensional

Visão alterada, tontura, movimentos oculares involuntários, confusão, náuseas, enjôos, perda de consciência, convulsões, espasmos, desorientação, etc.

Se você sentir qualquer um desses sintomas, antes de só parar de assistir as imagens em 3D, quem sabe seja a hora de consultar um médico especialista.

Entrando em uma nova era, onde as maiores organizações estão apostando nesta nova tecnologia de imagem tridimensional, eu, como profissional da área da saúde, tenho visto em meu consultório, pacientes com estas e outras queixas, como dores de cabeça e no globo ocular, ardência, cansaço, que classificamos como astenopia. Sem contar aqueles que não conseguiram aproveitar o melhor do 3D, assistindo o filme inteiro com a visão embaçada e, portanto, sem colher os frutos desta inovação tecnológica. Isso tudo se acentua em pacientes estrábicos, com doenças neurológicas, como paralisias e perdas visuais severas em um dos olhos e até mesmo com muita diferença de grau de um olho para o outro que estão propensos a ter esses sintomas de forma ainda mais acentuada.

Para obter uma boa percepção do filme 3D é necessária boa acuidade visual em ambos os olhos e que haja fusão dessas imagens no cérebro.

Em uma sessão em 3D, é exibida na tela uma imagem com a sobreposição de duas imagens díspares horizontalmente. É como se fosse uma imagem do olho direito e outra do olho esquerdo. Os óculos polarizados fazem os olhos convergir, unificando as imagens, tornando-as nítidas e assim fazendo com que as imagens pareçam “saltar” da tela.

Se o expectador não consegue realizar esse movimento de convergência de maneira plena, é possível que venha a ter vários sintomas, como os descritos acima.

Sinto-me na obrigação, como médico oftalmologista, de levar até a população informações estas que julgo serem importantes e podem ser ainda melhor desfrutadas por cada um de vocês.

Tomo remédios: meus olhos podem ser afetados

28 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

É comum os pacientes nos procurarem com queixas de sintomas oculares na vigência do uso de medicamentos sistêmicos. Quem sabe por isso vale a pena falarmos sobre este assunto.

A proposta não é a de causar qualquer clima alarmista, mas a de orientar para determinadas queixas que muitas vezes se mostram presentes e que, podem ou não ter significado, podem ou não colocar em risco a saúde de seus olhos, mas efetivamente merecem ser esclarecidas.

Os olhos são estruturas ricamente vascularizadas e com pouca massa tecidual. Assim não é infreqüente que drogas sistêmicas tragam efeitos colaterais nos olhos.

A amiodarona utilizada nas arritmias cardíacas pode se acumular na córnea e ainda causar opacidade de cristalinos, isto é, catarata. Os antimaláricos, utilizados hoje também no tratamento das colagenóses podem afetar a córnea e a retina. Os corticóides, importante recurso utilizado como anti-inflamatório e como coadjuvante de inúmeros tratamentos, merecem um destaque na relação entre estes e o aumento da ocorrência da catarata e do glaucoma. As drogas fotossensibilizantes como o psoraleno utilizado para tratamento de vitiligo e psoriase pode também aumentar as chances de se desenvolver Catarata.

Existem drogas que afetam as pálpebras, a conjuntiva e a esclera levando a lacrimejamento, alteração da tonalidade do branco do olho e até a vermelhidão. É o caso da clorpromazina, das sulfinamidas e até das tetraciclinas que em oftalmologia são frequentemente utilizadas para o controle de blefarite crônica.

Queixa freqüente e, principalmente em idosos é a de diminuição da lágrima e olho secos com sensação de areia. Nesta categoria de queixas vale ressaltar os anticolinérgicos, dos bloqueadores beta-adrenergicos utilizados para tratar a hipertensão arterial, e, até mesmo dos anti-histaminicos utilizados em quadros alérgicos.

Outra modalidade de apresentação destas manifestações está na pupila. Assim não é incomum que pacientes que façam uso de medicamentos que contenham atropina apresentarem-se com a pupila dilatada valendo o registro para a chance de se desenvolver glaucoma em pacientes com câmara anterior rasa quando fazem uso de estimulantes do sistema nervoso central como as anfetaminas. Os ansiolíticos (drogas moderadoras de apetite) também têm efeito sob a dilatação da pupila.

Drogas usadas para uso sistêmico como diuréticos, sulfinamidas e inibidores da anidrase carbônica podem causar quadros de agudização de miopia.

Os achados aqui descritos tem mérito na orientação de nossos pacientes. Como muitos dos termos são técnicos, caso haja alguma dúvida, aconselho que você procure seu médico e as esclareça. Vale lembra que, em conjunto com o seu clinico, alguns destes medicamentos podem ser substituídos, já outros simplesmente merecem ser monitorados.

Um abraço,

Claudio Lottenberg.

Trauma ocular-hifema e seus cuidados

27 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Trauma ocular

A estrutura da face e olhos tem a finalidade de proteger os olhos contra lesões. O globo ocular está localizado em uma cavidade circundada por uma borda óssea forte, isto é, a órbita e as pálpebras podem fechar rapidamente para formar uma barreira contra objetos estranhos fazendo com que o olho consiga suportar um impacto leve sem ser lesado.

Nas primeiras 24 horas após uma lesão ocular, o sangue que extravasa para o interior da pele em torno do olho normalmente produz uma equimose, comumente denominada “olho preto”. Quando ocorre a ruptura de um vaso sangüíneo da superfície do olho, esta se torna vermelha. Este sangramento comumente é de pequena intensidade. A lesão interna do olho, quando ocorre, é freqüentemente mais grave que a lesão superficial. O sangramento na câmara localizada na parte anterior do olho (hemorragia da câmara anterior, hifema traumático) é potencialmente grave e exige a atenção de um oftalmologista.

O sangramento recorrente e o aumento da pressão no interior do olho podem tornar a córnea manchada de sangue, o que pode reduzir a visão, como a catarata, e aumentar o risco de glaucoma durante o resto da vida. O sangue pode extravasar para o interior do olho, a íris (a parte colorida do olho) pode ser lacerada ou o cristalino pode ser deslocado. Podem ocorrer hemorragias na retina, a qual pode descolar da superfície subjacente, na parte posterior do olho. No início, o descolamento da retina pode gerar imagens com formas irregulares flutuantes ou flashes de luz e pode tornar a visão borrada, mas, a seguir, a visão reduz acentuadamente. Nas lesões graves, o globo ocular pode romper.

Hifema é uma apresentação freqüente em trauma ocular. Ocorre mais comumente em jovens do sexo masculino e quando tratado de forma adequada pode não deixar seqüelas severas. Porém, complicações como aumento da pressão intra-ocular e impregnação hemática da córnea podem resultar em baixa acuidade visual final. A intensidade e o mecanismo do trauma estão diretamente relacionados ao prognóstico visual. Caracteriza-se por um sangramento ocular localizado na câmara anterior do olho.

A preocupação inicial por parte de quem examina o paciente é a de classificar a quantidade de sangramento e avaliar o nível de pressão intraocular. Estes parâmentros são mandatórios para o acompanhamento do quadro clinico e seus desdobramentos terapêuticos. A maior preocupação por parte de quem cuida do paciente é a de evitar o ressangramento e isto se faz à custa de minimizar os esforços físicos com repouso, decúbito elevado no leito e monitoramento sistemático de aspectos biomicroscopicos como impregnação da córnea pelas células do sangue e acompanhamento da pressão. Exames que pressionem o olho são evitados na medida que isto pode precipitar ou levar a um novo sangramento. Ingestão liquida abundante é prescrita.

O fato é que a grande maioria destes pacientes tem boa evolução desde que sigam a risca a orientação médica. O maior risco é o de ressangramento que pode ocorrer em uma porcentagem que varia entre 1 e 38% de acordo com a literatura. Este risco é maior em pessoas de raça negra e traz piora no prognostico visual. Logicamente que este prognóstico não se encontra relacionado de forma direta somente ao tamanho do hifema, mas também ao grau de lesão de estruturas intraoculares. Pacientes submetidos ao trauma ocular e que tenham lesão de segmento ocular posterior (retina) apresentam pior prognóstico. O tratamento é realizado à base de repouso, administração de medicação antiinflamatória tópica (corticóide) e intervenção cirúrgica nos casos de falta de controle da pressão intraocular ou impregnação da córnea por sangue. O uso de antifibrinoliticos é discutivel na literatura. O ressangramento tem maior incidência entre o segundo e quinto dia quando ocorre a retração do coagulo e neste sentido é que se discute o uso de agentes fibrinolíticos.

Torna-se mandatório na avaliação de pacientes portadores de hifema traumático avaliar condições da retina que pode em função do trauma ser acometida e apresentar numa fase inicial ou tardia implicações importantes no prognostico visual.

Projeto “De olho na saúde dos seus olhos”: check-up oftalmológico nas empresas

8 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Check-up empresarial

Assim como qualquer área médica, em oftalmologia a prevenção é atualmente não só um instrumento que detecta doenças mais precocemente, mas é através dela que é possível trabalhar o conceito de qualidade de vida.

O uso permanente de computador e a quantidade de informações visuais obrigam a utilização do “grau” dentro da mais alta conformidade. Os procedimentos refrativos também são avanços tecnológicos que tornam o nosso dia-a-dia mais prazeroso.

Isso sem falar na importância de medir a pressão intra-ocular, fundamental na detecção e prevenção de glaucoma. Um outro quadro que chama muito a atenção dos pacientes e dos médicos é a catarata. A prevenção de todas essas ocorrências tem seu foco na qualidade de vida. Afinal, com aumento da sobrevida das pessoas, é possível viver mais e melhor.

Com equilíbrio e, sobretudo, a vigilância permanente de nossa saúde, estamos contribuindo para o sentido amplo de viver com qualidade.

Por esta razão que você, o responsável pela área de recursos humanos, ou um funcionário dedicado que se preocupa com a qualidade de vida de seus colegas, poderá avaliar a necessidade da realização do Check Up Oftalmológico – “DE OLHO NA SAUDE DOS SEUS OLHOS” que estamos oferecendo e dos benefícios que ele irá trazer a equipe de funcionários de sua empresa.

A avaliação oftalmológica representa muito mais que uma mera troca de óculos, ela procura dados e fatos que possam prevenir lesões irreversíveis, como por exemplo, o Glaucoma.

Para maiores informações sobre esse serviço, entre em contato com: checkup@lotteneyes.com.br

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