Oftalmopatia de Graves: saiba o que é

12 mai 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Oftalmopatia de Graves

Oftalmopatia de Graves (OG) é a alteração da órbita provocada por uma doença da glândula tireóide, na maioria das vezes o hipertireoidismo. A presença do hipertireoidismo é um importante fator para o surgimento da doença ocular, mas existem outros que também estão ligados ao desencadeamento dessas alterações, como o stress e o fumo. Aliás, este último é um fator responsável tanto para a piora do quadro ocular, como da falha na resposta ao tratamento clínico.

A Oftalmopatia de Graves caracteriza-se por um deslocamento do globo ocular para frente (chamado de proptose) de um ou dos dois olhos. Isso ocorre devido a um aumento dos músculos oculares, que se tornam mais espessos, mas pode também ser causado por um acúmulo anormal de gordura na porção orbitária atrás dos olhos. Como a órbita é uma caixa óssea que não se distende, esse aumento do músculo e/ou da gordura provoca o deslocamento do globo ocular para fora. Essa é a alteração mais frequente, em menor ou maior grau, e que pode ser acompanhada por retração ou um leve edema da pálpebra superior, desconforto atrás do olho na forma de dor ou peso, lacrimejamento e/ou sintomas de olho seco. Nos casos mais graves, além de todos esses acima, ainda pode surgir diplopia (“visão dupla”), úlcera de córnea e baixa de visão.

O diagnóstico da OG é realizado através de exames laboratoriais e de imagem, quando necessários. A dosagem de hormônios da tireóide e de anticorpos relacionados a ela ajuda no diagnóstico da doença tireoidiana. Usualmente o T4 está elevado e o TSH está baixo. Os anticorpos anti-tireoperoxidase, anti-tireoglobulina e TRAB (anticorpo anti-receptor de tireoglobulina) estão elevados. Embora não seja tão frequente, alguns casos de OG podem cursar com hipotireoidismo e em outros os exames podem estar normais. Ou seja, os sintomas oculares precedem o aparecimento da doença da tireóide.

O desenvolvimento dos exames de imagem facilitou nosso entendimento da evolução da doença e contribuiu para o estadiamento e planejamento do tratamento. Um dos métodos mais simples, baratos e com bons resultados quando executado por profissionais especializados é a ultrassonografia de órbita. Além de detectar a presença do espessamento do músculo, ela avalia se há ou não inflamação no mesmo.

A tomografia é um exame mais complexo e envolve o uso de radiação. Portanto, não está indicado para todos os pacientes. Além de medir o espessamento dos músculos, a tomografia avalia a posição do globo ocular e do nervo óptico, enquanto que a ressonância fornece informação mais detalhada dessas estruturas e tem ajudado a estadiar a fase em que se encontra a doença.

O tratamento da OG deve ser sempre em conjunto. Cabe ao oftalmologista e ao endocrinologista, em conjunto, a escolha do melhor tratamento.

O tratamento é direcionado primeiro para o controle endocrinológico, através do uso de medicações, do iodo radioativo ou mesmo a completa remoção da glândula tireóide.

Na maioria dos casos de OG, o uso de lubrificantes oculares (colírio ou gel) para o olho seco é o único tratamento necessário para as pequenas alterações da superfície ocular. O tratamento é direcionado se há inflamação ou não na órbita. Reservamos o tratamento cirúrgico para os casos em que não houver melhora do quadro ocular com o tratamento clínico.

Dr. Luis Paves

Médico Oftalmologista

Claudio Lottenberg: uma mensagem do doutor

14 abr 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Notícias

Data: 18/4/2008
É com imenso orgulho e prazer que escrevo pela primeira vez neste espaço. Uma ferramenta destinada a ajudar você, de maneira rápida e descomplicada, a compreender e atualizar-se sobre tudo o que podemos entender sobre esta importante especialidade da medicina chamada oftalmologia.
Durante toda minha vida trabalhei no sentido de ajudar as pessoas a terem uma vida mais saudável, seja através da minha especialidade, oftalmologia, ou através de outras ações que desenvolvo no âmbito pessoal e profissional.
Desde o inicio da minha carreira na área médica, considerei a relação médico-paciente fundamental. Cultivar estas relações entre eu, médico, e meus pacientes, sempre foi objetivo primordial da minha conduta profissional. Obviamente as tarefas do dia-dia nos impedem de realizar na sua plenitude aquilo que considero ideal nesta relação. Felizmente, os avanços tecnológicos nos permitem atingir de maneira superficial uma parte deste objetivo.
Continuo acreditando que o contato pessoal é fundamental. Mas tudo aquilo que podemos fazer no sentido de melhorar sua qualidade de vida e estreitar nossos laços pessoais é extremamente válido. Este espaço foi criado com este intuito.
Desde já agradeço sua atenção.
Forte Abraço,
Cláudio Lottenberg.

Consultas Oftalmológicas: veja a importância de realizar regularmente

31 mar 2011 por Lotten Eyes    9 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão


Muito se questiona a respeito da necessidade e do melhor momento para se fazer uma consultaavaliação oftalmológica.

Ainda na infância, ajudados pelo médico pediatra, os pais devem obrigatoriamente prestar atenção no desenvolvimento ocular e tomar as devidas providências quando algum sinal anormal surge. Numa fase mais avançada, o menor necessita de avaliação pré-escolar e ainda consulta anualmente, quando já cursando os primeiros anos de educação formal. Portanto, cabe aos pais interagir com os pediatras e alinhar avaliações de acordo com conhecimento adquirido.

Os jovens já são mais orientados e para estes os sintomas passam a ser uma prerrogativa que os motiva a procurar um médico. Nas fases de maturidade, uma atenção maior deve ser dada em função de possíveis problemas ligados ao Glaucoma, que é uma doença degenerativa do nervo óptico e que leva a cegueira irreversível, podendo ou não cursar com pressão intraocular elevada.

Em minha clínica oftalmologica diáriamente vários são os pacientes submetidos a cirurgias refrativas, isto é, procedimentos que por meio de laser fazem a correção de grau. Nestes casos, no pós- operatório são prescritos colírios a base de corticóide e mesmo que temporariamente estes têm efeitos colaterais indesejáveis, podendo levar ao glaucoma e à catarata. Uma vez findado o período válido para a prescrição dos colírios, o uso deve ser eliminado e em momento algum estas medicações devem voltar a serem utilizadas sem orientação médica. Portanto, colírio é um nome genérico de um veículo de instilação médica mentosa ocular e que só pode ser usado se acompanhado por médico oftalmologista.

Temos recomendado aos nossos pacientes que façam seus retornos de consulta de maneira regular. No período mais precoce as consultas devem ocorrer mensalmente, sendo que em fases mais avançadas fica a critério médico determinar a frequência dessas consultas. Entretanto, um paciente submetido a um procedimento cirúrgico ocular, seja ele da natureza que for, deve ser revisto pelo menos entre uma e duas vezes ao ano. Muitas vezes vemos que isso não ocorre e, portanto, é vital que os pacientes sejam muito zelosos no sentido de conciliar suas agendas com o cuidado a saúde dos olhos.

Dr. Claudio Lottenberg

Conjuntivite: São Paulo vive surto e fica em alerta

21 mar 2011 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Notícias

A capital paulista está passando por uma epidemia de conjuntivite viral desde o mês passado. De acordo com informações do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Prefeitura, em 45 dias foram registrados 50.405 casos da doença na cidade. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitas pessoas não procuram auxílio médico para tratar a conjuntivite. A epidemia foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelo litoral até chegar à capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia – o esperado eram 60. No Hospital das Clínicas (HC) são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite. No Beneficência Portuguesa, foram notificados 114 casos nos primeiros 15 dias deste mês.

A conjuntivite é uma doença cuja causa pode ser infecciosa, nesse caso ela costuma ser transmitida por vírus ou bactéria e pode ser contagiosa; alérgica, que costuma ocorrer em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo), geralmente afetando os dois olhos, e não é contagiosa; e tóxica, que é causada por contato direto com algum agente tóxico, como colírios, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poluição do ar, sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro e tintas para cabelo.

No caso da conjuntivite contagiosa, a transmissão da doença se dá pelo contato. Assim, estar em ambientes fechados com pessoas infectadas, o uso de objetos contaminados, contato direto com pessoas que estejam com a doença, ou até mesmo pela água da piscina são formas de se contrair a conjuntivite. Os casos desse surto em São Paulo foram associados à forma viral da doença, que é contagiosa e provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa nos olhos.

Para se prevenir da conjuntivite, é muito importante lavar as mãos com frequência. Para os que já estão com a doença, é fundamental tomar outros cuidados, como não colocar as mãos nos olhos para evitar a recontaminação e evitar coçá-los para diminuir a irritação na região, lavar as mãos antes e depois de aplicar algum medicamento, não encostar o frasco do medicamento nos olhos, além de suspender o uso de lentes de contato. E é imprescindível também que quem esteja com conjuntivite procure sempre um oftalmologista para o devido diagnóstico e tratamento.

“Saúde no Brasil, além de recursos, necessita melhor administração”

9 mar 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

“Na verdade, o grande fator que faz a diferença na empregabilidade tecnológica é o capital humano, representado pelos médicos. O médico é quem atua na relação diária, é ele quem capta, indica e decide. Temos que fortalecer este elo e seria impróprio, um erro, imaginar o contrário. Não existe tecnologia que possa substituí-lo”, diz Claudio Lottenberg.

Acesse a matéria completa em: http://www.ibef.com.br/ibefnews/pdfs/153/pingpong.pdf

Retinopatia: saiba os riscos para a visão do diabético

16 fev 2011 por Lotten Eyes    3 Comentários    Postado em: Retinopatia

Diabetes é uma doença crônica que tem se tornado mais frequente com o envelhecimento da população e a adoção de hábitos de vida pouco saudáveis.

O olho é umas das estruturas do nosso organismo que sofre as consequências da diabetes, quando esta não é bem cuidada.

A retina é a região vascularizada do fundo do olho que pode apresentar hemorragias, alterações dos vasos e inchaço no centro da visão, o que vai gerar sintomas de baixa acuidade visual quando houver um comprometimento importante. Mas quando bem monitoradas, as alterações podem ser detectadas de forma precoce e passamos a cuidar delas mais de perto. Ou seja, uma consulta com um oftalmologista periodicamente deve fazer parte da rotina de uma pessoa que tem diabetes, mesmo sem nenhum sintoma na visão.

As alterações no fundo do olho devido ao diabetes são conhecidas como Retinopatia Diabética. Existem dois tipos:

Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP): é a forma inicial da doença. É detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causando hemorragia e vazamento de líquido na retina, que é conhecido como Edema de Mácula Diabético. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da RDNP e podem até não apresentar nenhum sintoma visual.

Retinopatia diabética proliferativa (RDP): apresenta grande risco de perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer os nutrientes para o fundo do olho e, por consequência, há a formação de vasos anormais que causam o sangramento.

Os estágios inicias da Retinopatia Diabética normalmente não apresentam sintomas visuais. Somente o exame com a pupila dilatada pode detectar se há alguma alteração no fundo do olho antes mesmo que os sintomas apareçam. Quanto mais cedo forem tratadas as alterações, maiores serão as chances de preservar a visão. Os pacientes com diabetes devem realizar pelo menos um exame de fundo de olho por ano e, caso apresentem alguma alteração da Retinopatia Diabética, são necessárias consultas mais frequentes. Os sintomas (nos estágios moderado e avançado da doença) são: perda de visão central e periférica, vista embaçada e distorcida, além de manchas na visão.

O controle cuidadoso da diabetes deve ser feito com uma dieta adequada, uso de medicamentos hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação destes tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista e que são a principal forma de evitar a Retinopatia Diabética.

Os pacientes diabéticos têm uma maior predisposição de apresentar outras doenças oftalmológicas, como catarata, glaucoma, desvios oculares, doenças da córnea e susceptibilidade a infecções. Portanto, o acompanhamento periódico com o oftalmologista é importante para a prevenção, o controle e o tratamento de quem possui diabetes.

Dra. Erika Sayuri Yazaki, especialista em retina.

Dr. Claudio Lottenberg no “Marília Gabriela Entrevista”

14 fev 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

No último domingo de Fevereiro, dia 13, o Dr. Claudio Lottenberg foi o convidado do programa “Marília Gabriela Entevista”, no canal GNT. A entrevista fez parte da programação dedicada à saúde durante o mês de fevereiro. Ao longo da conversa com a apresentadora, o Dr. Claudio falou de temas como o comando do Hospital Albert Einstein, a criação de um complexo hospitalar sustentável, o seu trabalho no período em que foi Secretário Municipal da saúde, e até a questão do aborto.

Veja no vídeo abaixo um trecho da entrevista:

Fonte: http://gnt.globo.com/mariliagabrielaentrevista/Noticias/Medico-fala-sobre-a-legalizacao-do-aborto-no–Marilia-Gabriela-Entrevista-.shtml
Se você quiser ver o programa na íntegra, ele será reapresentado pelo GNT nos seguintes horários:
Terça (15), às 22h30
Quarta (16), às 5h00, 10h30 e 14h00
Sábado (19), às 14h00

Saúde ocular infantil: cuidados com a visão no volta às aulas

8 fev 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Oftalmologia Pediátrica

O início do ano letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.
Algumas crianças são míopes e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal.
A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.
Ultimamente tem aumentado muito o número de escolas que exigem exame oftalmológico no início do ano letivo. Esta medida contribui bastante para identificar problemas na visão e deveria se tornar rotina em todos os colégios.
A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.

Dra. Claudia Faria
Oftalmologista

Dilma compara vítimas do nazismo com as de ditaduras

28 jan 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

A Presidente Dilma Rousseff comparou as vítimas do nazismo a todos os perseguidos e mortos por “ditaduras e guerras injustas”.

A presidente, que foi torturada durante o regime militar no Brasil (1964-1985), se emocionou ao falar da importância do “exercício da memória” quando participou de evento em memória às vítimas do Holocausto em Porto Alegre.

“Lembrar Auschwitz-Birkenau é lembrar todas as vítimas de todas as guerras injustas, todas as ditaduras que tentaram calar seres humanos”, disse Dilma, com a voz embargada.

Em discurso no evento da Conib (Confederação Israelita do Brasil), a presidente afirmou que seu governo não irá “compactuar com nenhuma forma de violação dos direitos humanos em qualquer país”.

Ela havia feito afirmação semelhante no final do ano passado em entrevista ao “The Washington Post”, ao ser perguntada sobre o apoio do governo Lula (2003-2010) ao Irã.

A presidente, que tenta fazer deslanchar em seu governo a Comissão da Verdade para examinar o período da ditadura, insistiu na importância da “memória”.

Segundo ela, “a memória é uma arma humana para impedir a repetição da barbárie”. Parte do discurso foi lido, mas Dilma também improvisou.

O evento de hoje foi a primeira visita oficial dela ao Rio Grande do Sul, Estado onde fez carreira política. O presidente Lula participou nos últimos seis anos do evento de 27 de janeiro, dia internacional em memória às vítimas do Holocausto.

A presidente afirmou ainda que o Holocausto “inaugurou uma época de violência industrializada”, com a “tortura científica”.

Antes de Dilma discursar, o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, comparou as torturas sofridas por judeus durante a Segunda Guerra com aquelas que a presidente foi submetida na ditadura brasileira. “A senhora, presidente Dilma Rousseff, sabe melhor que todos o que significa ser torturada, [...] o que este tipo de agressão pode significar para alguém, por mais que sobreviva.”

Antes do evento, Lottenberg comentou o que chamou de mudança na política brasileira em relação ao Irã. Apesar de dizer que os ataques a Israel são do presidente do Irã, não dos iranianos, ele se disse “feliz em saber que a presidente [Dilma] tem posição diferente daquela que o presidente Lula manifestou no passado”.

Fonte: Folha de São Paulo, 28 de janeiro de 2011.

Verão e férias: cuide bem dos seus olhos

5 jan 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

O verão não pode ser um obstáculo na qualidade de sua saúde ocular. Caso alguns cuidados sejam tomados, você evitará muitas das razões que lhe fazem procurar um médico oftalmologista em condições de emergência.

1-Uso de óculos com filtro solar (óculos escuros)

Muitos pacientes nos procuram por queimadura solar em suas córneas, o que efetivamente poderia ser evitado caso estivessem fazendo uso de óculos com proteção a radiação ultravioleta, além da utlização criteriosa de lubrificante ocular (lágrima artificial). Quadros desta natureza são denominados genericamente como ceratite e a dor é muito forte. Afora isto vale lembrar que a velocidade da evolução da catarata é muito maior em pacientes que não usam óculos escuros quando comparados aos que os utilizam

2-Proteção dos olhos nas tarefas caseiras

Não menos freqüente, o fato de nossos pacientes nos procurarem em função de acidentes domésticos é fruto de tarefas que normalmente não realizamos e que nas férias são objeto inclusive de recreação. Trata-se de um trabalho manual de carpintaria, uma soldadura e que exigem de TODOS óculos de proteção de maneira rotineira.

3-Proteção dos olhos em praticas esportivas

Há um aforisma que diz quanto maior a bola menor a consequência do trauma. Quem sabe por isto que cada vez mais nos procuram pacientes em função de traumas com paintball, bola de tênis, afora os demais que podem ter riscos menores, mas que efetivamente existem. Portanto, importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.

4-Contato com substâncias químicas

Muito cuidado na utilização imprópria de colírios. Recebemos muitos pacientes, que por falta de organização dos frascos similares aos de colírios, utilizam indevidamente substâncias para outras finalidades, o que podem ocasionar infamações, lesões oculares. Além disto, não é infrequente que nas piscinas entremos em contato com substâncias irritativas, infecciosas ou não , mas que causam forte desconforto. Em ambas situações, a conduta é a de lavar intensamente com água corrente e no máximo utlizar-se lubrificante tópico ocular. Recomenda-se que o paciente seja examinado por um médico especialista.
Cuidado com mordidas de insetos, pois a região ao redor dos olhos é altamente infectante, além disto, é uma região onde não podemos colocar repelente.

5-Outros cuidados

Recomendo ainda cuidado com uso de “armas de brinquedo” que possam conter materiais que eliminem algum tipo de detrito e que possam invadir as estruturas oculares mesmo que externas. Cuidados com arame farpado, líquidos de baterias velhas e minha especial recomendação para os cuidados extras que devem ter os pacientes que tenham sido submetidos previamente a cirurgias oculares e cirurgia refrativa em particular.

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