Glaucoma: saiba o que é e os principais tipos de tratamento

19 jul 2011 por Lotten Eyes    15 Comentários    Postado em: Glaucoma

O Glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro.  Se não for tratada, a doença pode levar ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

O objetivo de qualquer tratamento para o glaucoma é reduzir ou estabilizar a pressão intra-ocular. Quando este objetivo é atingido, o dano as estruturas oculares, principalmente o nervo óptico, pode ser prevenido.

A maioria dos casos de glaucoma pode ser tratada clinicamente com colírios. Alguns pacientes podem necessitar de cirurgia ou laser para reduzir a sua pressão para níveis mais baixos.

Todos os procedimentos cirúrgicos para glaucoma tem como objetivo diminuir a produção do humor aquoso  (Fluido intra-ocular que nutre a parte anterior do olho) e/ou aumentar o fluxo de drenagem do mesmo.

Um deles é a trabeculoplastia, que é um procedimento realizado com laser e tem como objetivo facilitar o escoamento do humor aquoso. Pequenos furos são criados no ângulo de drenagem. Pode ser considerada como um tratamento primário nos pacientes que apresentam dificuldade na aderência ao tratamento com colírios.

Outro procedimento a laser é a iridotomia, que tem como objetivo criar uma comunicação entre o humor aquoso que fica atrás da íris (na câmara posterior) e o anterior a mesma. Com isso, evita o fechamento do ângulo de drenagem em olhos com ângulo estreito. Se uma iridotomia é realizada antes de ocorrer qualquer bloqueio do dreno com a íris, o paciente fica protegido de ter uma crise de glaucoma agudo. Ocasionalmente, será necessária medicação ou outro procedimento. Como podem ocorrer mais tarde na vida outros tipos de glaucoma além do glaucoma de ângulo fechado, continuam a ser necessários exames periódicos do olho.

A cirurgia convencional chamada de trabeculectomia cria um pequeno buraco de drenagem para escoamento do humor aquoso na esclera (parte branca do olho). Na maioria dos casos, a cirurgia é feita sob anestesia local.

Embora a taxa de sucesso da trabeculectomia seja alta, algumas vezes um único procedimento não é capaz de evitar a progressão da doença. Outra cirurgia e/ou tratamento com colírios podem ser necessários.

Em algumas condições, tais como olhos que não respondem a trabeculectomia e/ou medicação tópica, glaucoma neovascular, glaucoma pós transplante de córnea, pos-uveite, entre outros, a cirurgia de implante de válvula de drenagem (tubo) é indicada.

Em casos extremos, onde não houve sucesso com outros procedimentos, pode ser realizada a ciclofotocoagulação. Um laser de diodo é aplicado no corpo ciliar (estrutura responsável pela produção do humor aquoso) para cauterizá-lo e destruir parte do seu tecido. A quantidade de redução na produção aquosa é proporcional à quantidade do corpo ciliar destruído pelo laser.

E no futuro, o que esperar? Muitos novos procedimentos, tem sido desenvolvidos para melhorar a taxa de sucesso da cirurgia para glaucoma e reduzir as complicações associadas a cirurgia convencional. Alguns deles são: Ex-Press mini-shunt, trabectome,canaloplastia, esclerectomia profunda não penetrante. Embora cada uma destas técnicas tem vantagens potenciais, não há dados suficientes para apoiar a eficácia a longo prazo. Mais estudos serão necessários para comprovar sua superioridade em relação aos procedimentos atualmente realizados.

Ruth Rosenhek Schor

Médica Oftalmologista

Problemas de visão: Dr Claudio Lottenberg dá dicas no Programa Bem Estar

30 jun 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Na manhã desta quinta-feira, dia 30 de junho, o Dr. Claudio Lottenberg participou do Programa “Bem Estar”, da Rede Globo, que trata de assuntos ligados à saúde.

Durante o programa, o Dr. Claudio Lottenberg falou sobre os principais problemas de visão, como miopia, astigmatismo, hipermetropia, presbiopia e catarata, além de responder perguntas feitas através da internet por telespectadores.

Ele também deu dicas sobre os cuidados com os olhos que as pessoas devem ter no dia-a-dia, como a importância de lavá-los sempre, com atenção especial para as pálpebras, o que ajuda a evitar problemas como a conjuntivite.

Veja abaixo a entrevista na íntegra ao Programa Bem Estar sobre problemas com a visão:

Saiba mais sobre a entrevista do Dr Claudio Lottenberg e sobre os problemas de visão, clicando aqui.

Catarata: saiba mais

16 jun 2011 por Lotten Eyes    8 Comentários    Postado em: Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino (a lente natural do nosso olho) cuja causa mais frequente é o processo natural de envelhecimento dos olhos, que ocorre a partir dos 40 anos, sendo o aparecimento dos sintomas principalmente a partir dos 50 anos.  A catarata senil é comumente bilateral e simétrica. Outras causas comuns são:

  • Trauma: geralmente unilateral, ocorre independente da idade
  • Uso de medicamentos: como corticosteróides;
  • Doenças, como diabetes, galactosemia, doenças renais;
  • Congênita: presente ao nascimento;
  • Infecções e inflamações oculares;
  • Cirurgias intra-oculares prévias, como vitrectomia, e cirurgias antiglaucomatosas.

O desenvolvimento da catarata pode ser muito lento, levando anos para se notar sintomas acentuados, mas também pode aumentar mais rapidamente e, portanto comprometendo a visão de uma forma importante, sendo necessária a cirurgia de catarata para a reabilitação visual.

A cirurgia de catarata é feita através da emulsificação do cristalino, isto é, o núcleo é microfragmentado por uma ponteira ultrassônica, e então aspirado.

Após retirado todo o cristalino, é implantado uma lente intra-ocular no lugar que antes ficava o cristalino. Essa lente possui um determinado grau, calculado nos exames pré-operatórios, e que substitui o grau dos óculos para a distância de longe em muitos casos e dependendo do tipo da lente, podendo até deixar o indivíduo independente dos óculos em todas as distâncias.

Tipos de lentes:

Atualmente há vários tipos de lentes. Cada lente tem sua determinada indicação, que deve ser feita pelo médico oftalmologista especialista.

Hoje em dia, as lentes podem corrigir a visão nas distâncias de perto e de longe ao mesmo tempo, podem corrigir o astigmatismo, ou simplesmente restabelecer a visão ao que era antes de se desenvolver a catarata.

A cirurgia de catarata dura em média 20 minutos e a anestesia é feita através de colírios, possibilitando ao paciente retornar a sua casa logo após o procedimento.

Após a cirurgia de catarata o paciente deve usar os colírios de forma correta conforme orientação de seu médico oftalmologista para evitar inflamações e infecções manter um repouso relativo, isto é, não deve fazer esforços físicos, para se evitar complicações pós-operatórias.

Dra. Cristina Carossa – Oftalmologista Especialista em Catarata

Oftalmologia pediátrica: cuidados com a visão nas férias escolares

16 jun 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Hipermetropia, Miopia, Oftalmologia Pediátrica

A chegada das férias escolares é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças, através da oftalmologia pediátrica. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.

Algumas crianças são míopes (pessoa que tem miopia) e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal. A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.

A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.

Além disso, durante as férias é preciso ter alguns cuidados especiais com os olhos das crianças. Por exemplo, na prática de atividades esportivas. É comum que pacientes nos procurem devido a traumas com bolas de paintball, tênis, entre outros esportes que têm riscos menores. Portanto, é importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.

É importante, também, ter atenção em outras atividades, como as que utilizam “armas de brinquedo” que possam conter materiais com algum tipo de detrito e que podem invadir as estruturas oculares, mesmo que externas. Cuidado, também, com arame farpado, líquidos de baterias velhas, etc.

Clínica Oftalmológica Lotten Eyes: sempre próxima de você

3 jun 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Notícias

A Clínica Oftalmológica Lotten Eyes, fundada em 1989, pelo Dr. Claudio Luiz Lottenberg, possui oito unidades espalhadas pela cidade de São Paulo.

Para os pacientes de Perdizes, temos uma Clínica Oftalmológica localizada na Avenida Francisco Matarazzo, 404, conjunto 1002. Já para quem mora na Zona Norte, oferecemos a Unidade Santana, localizada na Rua Alfredo Pujol, 285, conjunto 81.

Dotada de infra-estrutura humana e tecnológica capaz de responder às mais diferentes e complexas doenças oculares, a Lotten Eyes vem ao longo dos anos expandindo suas competências e, ao mesmo tempo, buscando descentralizar seu atendimento, abrangendo as diferentes regiões da cidade de São Paulo.

Contamos com projetos de parceria com diversas empresas, disponibilizando valores e parcelamentos diferenciados em cirurgias e procedimentos.

Nossa equipe está sempre inovando para melhor atender os nossos clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros.

Para mais informações, visite o nosso site da Lotten Eyes.

Venha nos conhecer!

Atenciosamente,

Dra. Karen Traiman Coji – Diretora da Unidade Perdizes

Dr. Rodrigo Amaral – Médico responsável da  Unidade Santana

Conjuntivite: dicas sobre cuidados e transmissão

30 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Conjuntivite

A conjuntivite é um processo inflamatório nos olhos que demanda alguns cuidados quanto à transmissão e o tratamento desta doença ocular. Saiba algumas dicas abaixo:

SE VOCÊ ESTÁ COM CONJUNTIVITE

  • A conjuntivite viral pode levar de uma até três semanas em média para se resolver completamente.
  • A transmissão da conjuntivite se dá pelo CONTATO, com a secreção ou lágrimas. Por isso, não se deve nunca colocar a mão nos olhos.
  • Cuidado para não deixar a casa contaminada. Atenção para não pegar em maçanetas, controles-remotos, teclados, etc. antes de lavar as mãos.
  • Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização.
  • Lave sempre as mãos ou use álcool em gel se colocar a mão nos olhos.
  • Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados.
  • Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias.
  • Use apenas o colírio indicado pelo seu médico oftalmologista e água filtrada ou tratada.
  • Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível.
  • Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista.

SE VOCÊ ESTÁ PERTO DE ALGUÉM COM CONJUNTIVITE

  • Não existe remédio para prevenir a conjuntivite.
  • Não coloque a mão nos seus olhos NUNCA. O vírus não vai voar e alcançá-los sozinho.
  • Não divida toalhas, travesseiros ou qualquer objeto que possa estar contaminado.
  • A qualquer sinal de olho vermelho ou irritado, procure seu oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Retinoblastoma: O que é?

23 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Retinoblastoma

Retinoblastoma é o câncer ocular mais comum da infância. Ele ocorre nas células da retina que se localizam no fundo do olho. Acomete bebês entre 06 e 24 meses, apesar de aparecer em idades mais precoces, ou então mais tardias. É um tumor raro, ocorre em 01 entre 15 mil crianças, e estima-se que afeta de 250 a 300 crianças a cada ano nos Estados Unidos. No mundo, aproximadamente 5 mil crianças são acometidas por ano.

O retinoblastoma afeta igualmente meninos e meninas, de todas as raças. A doença afeta apenas um olho, em 70% dos casos, e ambos os olhos em 30% das crianças. Em algumas situações, há uma história familiar em um parente ou mesmo os próprios pais já foram acometidos. Mas na maioria dos casos não há outro membro da família que tenha o tumor.

A causa do retinoblastoma é desconhecida. Não parece estar relacionada à nutrição, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas ou qualquer outra doença materna na gravidez. Não está relacionada, também, a toxinas do ambiente. O tumor pode surgir em uma criança saudável, que tenha nascido com boas condições de saúde.

O retinoblastoma surge de uma célula única da retina doente e é invisível no início do desenvolvimento. Mais tarde, uma pequena lesão branca é observada na retina, mas não é visível aos pais e também não afeta a criança nesta fase. Com o passar do tempo, o tumor cresce e forma uma lesão branca vascularizada, o que leva a baixa de visão e pode se manifestar por um desvio nos olhos (estrabismo) ou então num reflexo branco da pupila, conhecido como leucocoria. Outras doenças também podem causar a leucocoria. Portanto, nem sempre é indicativo do retinoblastoma.

Uma vez que há a suspeita de retinoblastoma, é necessário realizar uma avaliação oftalmológica completa, sob dilatação da pupila, que inclui o exame de fundo de olho. É necessária, também, uma avaliação clínica feita pelo pediatra ou oncopediatra, que inclui: exame físico, tomografia ou ressonância cerebral e de órbitas, exames de sangue, análise da medula óssea, entre outros, com o objetivo de detectar sinais de câncer que possa ter espalhado pelo organismo da criança.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico, seguido de estadiamento através do exame sob narcose. O exame de ultrassom ocular confirma o diagnóstico do retinoblastoma e determina sua espessura ou altura.

A escolha do tratamento é individualizada para cada criança e vai depender da avaliação médica, do tamanho da lesão, da localização, da idade, se o olho contralateral também está comprometido e das condições sistêmicas. Os tratamentos disponíveis são: quimiorredução, radioterapia com placa, radioterapia com feixe externo, enucleação, termoterapia, fotocoagulação com laser e crioterapia. O principal objetivo do tratamento é salvar a vida da criança, assim como manter a estrutura do olho, preservar a visão e também manter o aspecto estético do olho.

Para qualquer doença ocular, o diagnóstico precoce e o tratamento realizado no melhor momento, por um oftalmologista experiente, é a melhor abordagem. É importante trazer a criança no primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina, para detectar alterações que são relativamente comuns, como erros refrativos (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), estrabismo, ambliopia (visão preguiçosa), alterações do canal da lágrima e, muito raramente, um tumor ocular.

Dra. Erika Yasaki – Especialista em Retina

Dra. Claudia Faria – Oftalmopediatra

Oftalmopatia de Graves: saiba o que é

12 mai 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Oftalmopatia de Graves

Oftalmopatia de Graves (OG) é a alteração da órbita provocada por uma doença da glândula tireóide, na maioria das vezes o hipertireoidismo. A presença do hipertireoidismo é um importante fator para o surgimento da doença ocular, mas existem outros que também estão ligados ao desencadeamento dessas alterações, como o stress e o fumo. Aliás, este último é um fator responsável tanto para a piora do quadro ocular, como da falha na resposta ao tratamento clínico.

A Oftalmopatia de Graves caracteriza-se por um deslocamento do globo ocular para frente (chamado de proptose) de um ou dos dois olhos. Isso ocorre devido a um aumento dos músculos oculares, que se tornam mais espessos, mas pode também ser causado por um acúmulo anormal de gordura na porção orbitária atrás dos olhos. Como a órbita é uma caixa óssea que não se distende, esse aumento do músculo e/ou da gordura provoca o deslocamento do globo ocular para fora. Essa é a alteração mais frequente, em menor ou maior grau, e que pode ser acompanhada por retração ou um leve edema da pálpebra superior, desconforto atrás do olho na forma de dor ou peso, lacrimejamento e/ou sintomas de olho seco. Nos casos mais graves, além de todos esses acima, ainda pode surgir diplopia (“visão dupla”), úlcera de córnea e baixa de visão.

O diagnóstico da OG é realizado através de exames laboratoriais e de imagem, quando necessários. A dosagem de hormônios da tireóide e de anticorpos relacionados a ela ajuda no diagnóstico da doença tireoidiana. Usualmente o T4 está elevado e o TSH está baixo. Os anticorpos anti-tireoperoxidase, anti-tireoglobulina e TRAB (anticorpo anti-receptor de tireoglobulina) estão elevados. Embora não seja tão frequente, alguns casos de OG podem cursar com hipotireoidismo e em outros os exames podem estar normais. Ou seja, os sintomas oculares precedem o aparecimento da doença da tireóide.

O desenvolvimento dos exames de imagem facilitou nosso entendimento da evolução da doença e contribuiu para o estadiamento e planejamento do tratamento. Um dos métodos mais simples, baratos e com bons resultados quando executado por profissionais especializados é a ultrassonografia de órbita. Além de detectar a presença do espessamento do músculo, ela avalia se há ou não inflamação no mesmo.

A tomografia é um exame mais complexo e envolve o uso de radiação. Portanto, não está indicado para todos os pacientes. Além de medir o espessamento dos músculos, a tomografia avalia a posição do globo ocular e do nervo óptico, enquanto que a ressonância fornece informação mais detalhada dessas estruturas e tem ajudado a estadiar a fase em que se encontra a doença.

O tratamento da OG deve ser sempre em conjunto. Cabe ao oftalmologista e ao endocrinologista, em conjunto, a escolha do melhor tratamento.

O tratamento é direcionado primeiro para o controle endocrinológico, através do uso de medicações, do iodo radioativo ou mesmo a completa remoção da glândula tireóide.

Na maioria dos casos de OG, o uso de lubrificantes oculares (colírio ou gel) para o olho seco é o único tratamento necessário para as pequenas alterações da superfície ocular. O tratamento é direcionado se há inflamação ou não na órbita. Reservamos o tratamento cirúrgico para os casos em que não houver melhora do quadro ocular com o tratamento clínico.

Dr. Luis Paves

Médico Oftalmologista

Claudio Lottenberg: uma mensagem do doutor

14 abr 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Notícias

Data: 18/4/2008
É com imenso orgulho e prazer que escrevo pela primeira vez neste espaço. Uma ferramenta destinada a ajudar você, de maneira rápida e descomplicada, a compreender e atualizar-se sobre tudo o que podemos entender sobre esta importante especialidade da medicina chamada oftalmologia.
Durante toda minha vida trabalhei no sentido de ajudar as pessoas a terem uma vida mais saudável, seja através da minha especialidade, oftalmologia, ou através de outras ações que desenvolvo no âmbito pessoal e profissional.
Desde o inicio da minha carreira na área médica, considerei a relação médico-paciente fundamental. Cultivar estas relações entre eu, médico, e meus pacientes, sempre foi objetivo primordial da minha conduta profissional. Obviamente as tarefas do dia-dia nos impedem de realizar na sua plenitude aquilo que considero ideal nesta relação. Felizmente, os avanços tecnológicos nos permitem atingir de maneira superficial uma parte deste objetivo.
Continuo acreditando que o contato pessoal é fundamental. Mas tudo aquilo que podemos fazer no sentido de melhorar sua qualidade de vida e estreitar nossos laços pessoais é extremamente válido. Este espaço foi criado com este intuito.
Desde já agradeço sua atenção.
Forte Abraço,
Cláudio Lottenberg.

Consultas Oftalmológicas: veja a importância de realizar regularmente

31 mar 2011 por Lotten Eyes    9 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão


Muito se questiona a respeito da necessidade e do melhor momento para se fazer uma consultaavaliação oftalmológica.

Ainda na infância, ajudados pelo médico pediatra, os pais devem obrigatoriamente prestar atenção no desenvolvimento ocular e tomar as devidas providências quando algum sinal anormal surge. Numa fase mais avançada, o menor necessita de avaliação pré-escolar e ainda consulta anualmente, quando já cursando os primeiros anos de educação formal. Portanto, cabe aos pais interagir com os pediatras e alinhar avaliações de acordo com conhecimento adquirido.

Os jovens já são mais orientados e para estes os sintomas passam a ser uma prerrogativa que os motiva a procurar um médico. Nas fases de maturidade, uma atenção maior deve ser dada em função de possíveis problemas ligados ao Glaucoma, que é uma doença degenerativa do nervo óptico e que leva a cegueira irreversível, podendo ou não cursar com pressão intraocular elevada.

Em minha clínica oftalmologica diáriamente vários são os pacientes submetidos a cirurgias refrativas, isto é, procedimentos que por meio de laser fazem a correção de grau. Nestes casos, no pós- operatório são prescritos colírios a base de corticóide e mesmo que temporariamente estes têm efeitos colaterais indesejáveis, podendo levar ao glaucoma e à catarata. Uma vez findado o período válido para a prescrição dos colírios, o uso deve ser eliminado e em momento algum estas medicações devem voltar a serem utilizadas sem orientação médica. Portanto, colírio é um nome genérico de um veículo de instilação médica mentosa ocular e que só pode ser usado se acompanhado por médico oftalmologista.

Temos recomendado aos nossos pacientes que façam seus retornos de consulta de maneira regular. No período mais precoce as consultas devem ocorrer mensalmente, sendo que em fases mais avançadas fica a critério médico determinar a frequência dessas consultas. Entretanto, um paciente submetido a um procedimento cirúrgico ocular, seja ele da natureza que for, deve ser revisto pelo menos entre uma e duas vezes ao ano. Muitas vezes vemos que isso não ocorre e, portanto, é vital que os pacientes sejam muito zelosos no sentido de conciliar suas agendas com o cuidado a saúde dos olhos.

Dr. Claudio Lottenberg

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