Neurite Óptica: saiba o que é e qual o tratamento adequado

29 ago 2011 por Lotten Eyes    17 Comentários    Postado em: Neurite Óptica

Neurite óptica (NO) é uma inflamação do nervo óptico que leva à diminuição – geralmente temporária – da visão. Muitos casos dessa doença estão associados ao aparecimento de outra, a Esclerose Múltipla. Porém, ela também pode ocorrer isoladamente. Nos casos onde há associação com Esclerose Múltipla, comumente a NO é a primeira manifestação dessa doença. Ocasionalmente, a NO pode ocorrer também após infecções envolvendo a órbita, os seios paranasais, ou infecções virais sistêmicas.

Sua incidência é maior em brancos do que em negros, além de afetar duas vezes mais mulheres do que homens. Geralmente aparece a primeira vez em adultos jovens, dos 20 aos 45 anos de idade. Há ainda casos em que afetam crianças – esses casos raramente progridem para Esclerose Múltipla. Estima-se que 75% das mulheres e 35% dos homens que apresentam o primeiro episódio de NO vão apresentar Esclerose Múltipla no futuro.

Pacientes com NO têm uma rápida perda da acuidade visual em um olho, e raramente nos dois olhos ao mesmo tempo. A queda visual pode ser discreta, em apenas uma parte do campo visual, ou até ocorrer a perda total da visão. Geralmente, a diminuição da visão está associada a uma dor retro orbitária durante a movimentação ocular e alteração da visão de cores. Também pode ocorrer queda de visão devido ao calor ou atividade física.

O diagnóstico da Neurite Óptica é realizado através do exame físico feito por um oftalmologista, exames laboratoriais,Campimetria VisualPotencial Evocado VisualRessonância Nuclear Magnética, que é também um instrumento importante para avaliar a existência ou a chance de se desenvolver Esclerose Múltipla.

Apesar de todos os estudos sobre esta doença, seu tratamento é atualmente controverso. Desse modo, desde a simples observação sem medicação, até a internação e o uso de medicação intravenosa podem ser o tratamento correto. A gravidade e o tempo de aparecimento dos sintomas vão direcionar o tratamento mais adequado. A melhora da visão é comumente gradual ao longo de algumas semanas. Porém, pode haver déficit residual, principalmente na visão de cores e de contraste, independente do tratamento escolhido.

O acompanhamento precoce e conjunto entre um oftalmologista e um neurologista é o mais indicado para prevenir ou amenizar as sequelas e a conversão para Esclerose Múltipla, tendo em vista preservar a qualidade de vida do paciente.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Olho seco: o que é, tipo de tratamento e como evitar

19 ago 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Olho seco

O olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade e/ou má qualidade da lágrima. Este distúrbio no filme lacrimal e na superfície ocular pode produzir áreas secas sobre a conjuntiva e a córnea, o que facilita o aparecimento de lesões. Os sintomas são de ardor, queimação, irritação, sensação de areia e corpo estranho nos olhos, fotofobia, dificuldade para ficar em lugares com ar condicionado ou em frente do computador e olhos embaçados ao final do dia, principalmente após muita leitura. Casos graves podem evoluir para úlcera e perfuração de córnea.

A doença pode ser causada pela exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, clima seco, etc.), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres, conjuntivite, pós cirurgia refrativa, diabetes, uso de determinadas drogas, doenças que causem infiltração ou inflamação da glândula lacrimal (como síndrome de Sjoegren), tuberculose, leucemia e Aids.

O diagnóstico é baseado, sobretudo, na história clínica e no exame oftalmológico através de testes específicos: medição da produção e evaporação das lágrimas (teste de Schirmer e tempo de ruptura do filme lacrimal).

O tratamento é basicamente sintomático. Recentemente, novas modalidades de tratamento com objetivo de atingir a causa do olho seco têm sido introduzidas. São elas:

Suplementação da lágrima: lágrimas artificiais para aumentar a umidade da superfície ocular e melhorar a lubrificação. A apresentação pode ser na forma de colírio ou gel.

Preservação da lágrima: a oclusão temporária ou definitiva dos pontos lacrimais.

Estimulação da produção da lágrima: existem certos medicamentos que aumentam o lacrimejamento, como a pilocarpina. Porém, possuem uma série de efeitos colaterais que limitam a sua utilização.

Terapia anti-inflamatória: uso de colírio de corticóide tópico ou de imunomoduladores, como a ciclosporina tópica. A idéia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular.

Ácidos graxos essenciais: a suplementação alimentar com ácidos graxos, na forma de óleo de linhaça ou óleo de peixe, é uma alternativa útil no tratamento de olho seco. Eles possuem ação anti-inflamatória e melhoram a qualidade da porção lipídica da lágrima.

Algumas medidas gerais podem ser tomadas para evitar a evaporação excessiva da lágrima, como o uso de óculos especiais com proteção lateral, umidificadores de ar e o fechamento adequado dos olhos durante o sono. Evite correntes de ar oriundas de aparelhos de ar condicionado, leques, ventiladores ou aparelho de calefação. Masque chicletes sem açúcar para estimular a produção de saliva. Além disso, é muito importante proteger os olhos, evitando a exposição ao vento e ao sol, com protetores adequados.

Dra. Fabiana Bogossian Marangon – Médica Oftalmologista

Ergoftalmologia: a visão, o trabalho e as novas tecnologias

26 jul 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Ergoftalmologia

A Ergoftalmologia é uma área da ciência que estuda o sistema de trabalho, propondo o melhor relacionamento entre o trabalho e a visão. O objetivo principal é a prevenção e a administração de desconforto e doenças oculares em relação ao trabalho, visando máxima eficácia com máxima eficiência da função visual.

Esta área da ciência traz um maior entendimento sobre queixas de nossos pacientes que não apresentam correlação clinica, mas que têm sua causa no ambiente de trabalho. Com a popularização das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, os médicos oftalmologistas vêm recebendo pacientes com queixas comuns.  A pessoa começa a ter sensação de corpo estranho, fotofobia, intolerância à luz e olhos vermelhos. Vários pacientes apresentam disfunções na visão devido ao uso do computador.

Problemas como esse podem ser classificados como “astenopia ocupacional”, que se caracterizam por distúrbios oculares, irritativos ou funcionais, apresentados quando o aparelho visual tenta se superar através de mecanismos estressantes, excedendo sua própria capacidade fisiológica, e caracterizada por sintomas multiformes (superfície ocular, refração, motilidade ocular). Entre os sintomas oculares encontram-se ardência, lacrimejamento, algia periorbital, hiperemia conjuntival.  Já os visuais incluem visão ofuscada, diplopia e cansaço visual durante a leitura. As condições de iluminação de interiores, natural ou artificial, desenvolvem uma relação essencial no desenvolvimento da “astenopia ocupacional”.

O uso prolongado do computador pode causar, ainda, um cansaço visual conhecido como Síndrome do Uso do Computador. Os sintomas incluem  olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade á luz, sensação de peso nas pálpebras ou da fronte  e dificuldade  em conseguir foco. Outros sintomas são enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.

A visão não foi criada para encarar uma tela de computador durante muitas horas. Os monitores são compostos por pixels, nos quais o olho não consegue foco, resultando em tensão da musculatura ocular. Há ainda uma diminuição na frequência de piscar, o que provoca olhos secos e doloridos. Qualquer pessoa que passa pelo menos duas horas por dia em um computador está em risco de desenvolver essa síndrome.

AS CAUSAS  DESTES SINTOMAS SÃO UMA COMBINAÇÃO DOS SEGUINTES FATORES:

-Problemas visuais (miopia, hipermetropia, presbiopia);

-Condições inadequadas de uso (iluminação, posição, etc.);

-Hábito de uso do computador impróprio (horas de uso, sem descanso).

MEDIDAS PREVENTIVAS QUE PODEM REDUZIR O CANSAÇO VISUAL:

-Posicionar o monitor a uma distância de 50 a 60 cm dos olhos;

-O topo do monitor deve estar na altura dos olhos;

-Sala do computador bem iluminada; -Minimizar reflexos na tela;

-Filtro anti-reflexo na tela do computador;

-Descansos periódicos;

-Uso de óculos quando necessários (óculos têm grau adaptado pelo oftalmologista para a distância do monitor).

LUZ AZUL

Uma das causas da degeneração macular, a luz azul está presente no espectro luminoso, dentro de uma faixa de 380 a 520 mm. A exposição  a ela causa lesões nas células melanocíticas do epitélio pigmentar da retina, dependendo do tempo de exposição e intensidade.

A prevalência de a degeneração macular senil é menor que 2% até os 55 anos, entre 10 e 12% entre 55 e 65 anos, e maior que 30% acima de 75 anos. A incidência, entretanto, está aumentando. Estudos revelam que ela triplicará  nos próximos 25 anos, levando-se em conta uma vida média de 75 anos.

A luz azul está presente nas lâmpadas de halogênio metálicas, cujo uso tem sido muito difundido devido à maior durabilidade e baixo custo.

Dr. Fernando Paulo Maia – Médico Oftalmologista

Glaucoma: saiba o que é e os principais tipos de tratamento

19 jul 2011 por Lotten Eyes    15 Comentários    Postado em: Glaucoma

O Glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro.  Se não for tratada, a doença pode levar ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

O objetivo de qualquer tratamento para o glaucoma é reduzir ou estabilizar a pressão intra-ocular. Quando este objetivo é atingido, o dano as estruturas oculares, principalmente o nervo óptico, pode ser prevenido.

A maioria dos casos de glaucoma pode ser tratada clinicamente com colírios. Alguns pacientes podem necessitar de cirurgia ou laser para reduzir a sua pressão para níveis mais baixos.

Todos os procedimentos cirúrgicos para glaucoma tem como objetivo diminuir a produção do humor aquoso  (Fluido intra-ocular que nutre a parte anterior do olho) e/ou aumentar o fluxo de drenagem do mesmo.

Um deles é a trabeculoplastia, que é um procedimento realizado com laser e tem como objetivo facilitar o escoamento do humor aquoso. Pequenos furos são criados no ângulo de drenagem. Pode ser considerada como um tratamento primário nos pacientes que apresentam dificuldade na aderência ao tratamento com colírios.

Outro procedimento a laser é a iridotomia, que tem como objetivo criar uma comunicação entre o humor aquoso que fica atrás da íris (na câmara posterior) e o anterior a mesma. Com isso, evita o fechamento do ângulo de drenagem em olhos com ângulo estreito. Se uma iridotomia é realizada antes de ocorrer qualquer bloqueio do dreno com a íris, o paciente fica protegido de ter uma crise de glaucoma agudo. Ocasionalmente, será necessária medicação ou outro procedimento. Como podem ocorrer mais tarde na vida outros tipos de glaucoma além do glaucoma de ângulo fechado, continuam a ser necessários exames periódicos do olho.

A cirurgia convencional chamada de trabeculectomia cria um pequeno buraco de drenagem para escoamento do humor aquoso na esclera (parte branca do olho). Na maioria dos casos, a cirurgia é feita sob anestesia local.

Embora a taxa de sucesso da trabeculectomia seja alta, algumas vezes um único procedimento não é capaz de evitar a progressão da doença. Outra cirurgia e/ou tratamento com colírios podem ser necessários.

Em algumas condições, tais como olhos que não respondem a trabeculectomia e/ou medicação tópica, glaucoma neovascular, glaucoma pós transplante de córnea, pos-uveite, entre outros, a cirurgia de implante de válvula de drenagem (tubo) é indicada.

Em casos extremos, onde não houve sucesso com outros procedimentos, pode ser realizada a ciclofotocoagulação. Um laser de diodo é aplicado no corpo ciliar (estrutura responsável pela produção do humor aquoso) para cauterizá-lo e destruir parte do seu tecido. A quantidade de redução na produção aquosa é proporcional à quantidade do corpo ciliar destruído pelo laser.

E no futuro, o que esperar? Muitos novos procedimentos, tem sido desenvolvidos para melhorar a taxa de sucesso da cirurgia para glaucoma e reduzir as complicações associadas a cirurgia convencional. Alguns deles são: Ex-Press mini-shunt, trabectome,canaloplastia, esclerectomia profunda não penetrante. Embora cada uma destas técnicas tem vantagens potenciais, não há dados suficientes para apoiar a eficácia a longo prazo. Mais estudos serão necessários para comprovar sua superioridade em relação aos procedimentos atualmente realizados.

Ruth Rosenhek Schor

Médica Oftalmologista

Problemas de visão: Dr Claudio Lottenberg dá dicas no Programa Bem Estar

30 jun 2011 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Na manhã desta quinta-feira, dia 30 de junho, o Dr. Claudio Lottenberg participou do Programa “Bem Estar”, da Rede Globo, que trata de assuntos ligados à saúde.

Durante o programa, o Dr. Claudio Lottenberg falou sobre os principais problemas de visão, como miopia, astigmatismo, hipermetropia, presbiopia e catarata, além de responder perguntas feitas através da internet por telespectadores.

Ele também deu dicas sobre os cuidados com os olhos que as pessoas devem ter no dia-a-dia, como a importância de lavá-los sempre, com atenção especial para as pálpebras, o que ajuda a evitar problemas como a conjuntivite.

Veja abaixo a entrevista na íntegra ao Programa Bem Estar sobre problemas com a visão:

Saiba mais sobre a entrevista do Dr Claudio Lottenberg e sobre os problemas de visão, clicando aqui.

Catarata: saiba mais

16 jun 2011 por Lotten Eyes    8 Comentários    Postado em: Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino (a lente natural do nosso olho) cuja causa mais frequente é o processo natural de envelhecimento dos olhos, que ocorre a partir dos 40 anos, sendo o aparecimento dos sintomas principalmente a partir dos 50 anos.  A catarata senil é comumente bilateral e simétrica. Outras causas comuns são:

  • Trauma: geralmente unilateral, ocorre independente da idade
  • Uso de medicamentos: como corticosteróides;
  • Doenças, como diabetes, galactosemia, doenças renais;
  • Congênita: presente ao nascimento;
  • Infecções e inflamações oculares;
  • Cirurgias intra-oculares prévias, como vitrectomia, e cirurgias antiglaucomatosas.

O desenvolvimento da catarata pode ser muito lento, levando anos para se notar sintomas acentuados, mas também pode aumentar mais rapidamente e, portanto comprometendo a visão de uma forma importante, sendo necessária a cirurgia de catarata para a reabilitação visual.

A cirurgia de catarata é feita através da emulsificação do cristalino, isto é, o núcleo é microfragmentado por uma ponteira ultrassônica, e então aspirado.

Após retirado todo o cristalino, é implantado uma lente intra-ocular no lugar que antes ficava o cristalino. Essa lente possui um determinado grau, calculado nos exames pré-operatórios, e que substitui o grau dos óculos para a distância de longe em muitos casos e dependendo do tipo da lente, podendo até deixar o indivíduo independente dos óculos em todas as distâncias.

Tipos de lentes:

Atualmente há vários tipos de lentes. Cada lente tem sua determinada indicação, que deve ser feita pelo médico oftalmologista especialista.

Hoje em dia, as lentes podem corrigir a visão nas distâncias de perto e de longe ao mesmo tempo, podem corrigir o astigmatismo, ou simplesmente restabelecer a visão ao que era antes de se desenvolver a catarata.

A cirurgia de catarata dura em média 20 minutos e a anestesia é feita através de colírios, possibilitando ao paciente retornar a sua casa logo após o procedimento.

Após a cirurgia de catarata o paciente deve usar os colírios de forma correta conforme orientação de seu médico oftalmologista para evitar inflamações e infecções manter um repouso relativo, isto é, não deve fazer esforços físicos, para se evitar complicações pós-operatórias.

Dra. Cristina Carossa – Oftalmologista Especialista em Catarata

Oftalmologia pediátrica: cuidados com a visão nas férias escolares

16 jun 2011 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Hipermetropia, Miopia, Oftalmologia Pediátrica

A chegada das férias escolares é uma ótima oportunidade para realizar um check-up oftalmológico nas crianças, através da oftalmologia pediátrica. Estima-se que de 10 a 15% das crianças em idade escolar apresentam problemas oculares que podem influenciar o comportamento e o desempenho acadêmico.

Algumas crianças são míopes (pessoa que tem miopia) e costumam se aproximar muito dos objetos para enxergar bem. Elas podem ter dificuldade para ver bem de longe e chegam a evitar brincadeiras ao ar livre. Outras apresentam hipermetropia e podem ficar cansadas, sonolentas e desatentas quando lêem. Quando a criança apresenta o problema em apenas um dos olhos fica ainda mais difícil observar alguma alteração, pois ela tem comportamento absolutamente normal. A maioria das crianças não sabe quando não enxergam bem. Elas acreditam que não enxergar bem de longe ou mais embaçado seja normal.

A detecção e o tratamento precoces de doenças oculares nas crianças são muito importantes não só para evitar o comprometimento visual permanente, já que algumas doenças oculares só têm tratamento na infância, como também evitar atraso no aprendizado e no desenvolvimento da criança.

Além disso, durante as férias é preciso ter alguns cuidados especiais com os olhos das crianças. Por exemplo, na prática de atividades esportivas. É comum que pacientes nos procurem devido a traumas com bolas de paintball, tênis, entre outros esportes que têm riscos menores. Portanto, é importante ressaltar a necessidade de proteger os olhos em determinadas modalidades esportivas. O olho localiza-se em um estojo ósseo (órbita), mas esta não é suficiente para proteção em todas as condições advindas de traumatismos.

É importante, também, ter atenção em outras atividades, como as que utilizam “armas de brinquedo” que possam conter materiais com algum tipo de detrito e que podem invadir as estruturas oculares, mesmo que externas. Cuidado, também, com arame farpado, líquidos de baterias velhas, etc.

Clínica Oftalmológica Lotten Eyes: sempre próxima de você

3 jun 2011 por Lotten Eyes    4 Comentários    Postado em: Notícias

A Clínica Oftalmológica Lotten Eyes, fundada em 1989, pelo Dr. Claudio Luiz Lottenberg, possui oito unidades espalhadas pela cidade de São Paulo.

Para os pacientes de Perdizes, temos uma Clínica Oftalmológica localizada na Avenida Francisco Matarazzo, 404, conjunto 1002. Já para quem mora na Zona Norte, oferecemos a Unidade Santana, localizada na Rua Alfredo Pujol, 285, conjunto 81.

Dotada de infra-estrutura humana e tecnológica capaz de responder às mais diferentes e complexas doenças oculares, a Lotten Eyes vem ao longo dos anos expandindo suas competências e, ao mesmo tempo, buscando descentralizar seu atendimento, abrangendo as diferentes regiões da cidade de São Paulo.

Contamos com projetos de parceria com diversas empresas, disponibilizando valores e parcelamentos diferenciados em cirurgias e procedimentos.

Nossa equipe está sempre inovando para melhor atender os nossos clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros.

Para mais informações, visite o nosso site da Lotten Eyes.

Venha nos conhecer!

Atenciosamente,

Dra. Karen Traiman Coji – Diretora da Unidade Perdizes

Dr. Rodrigo Amaral – Médico responsável da  Unidade Santana

Conjuntivite: dicas sobre cuidados e transmissão

30 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Conjuntivite

A conjuntivite é um processo inflamatório nos olhos que demanda alguns cuidados quanto à transmissão e o tratamento desta doença ocular. Saiba algumas dicas abaixo:

SE VOCÊ ESTÁ COM CONJUNTIVITE

  • A conjuntivite viral pode levar de uma até três semanas em média para se resolver completamente.
  • A transmissão da conjuntivite se dá pelo CONTATO, com a secreção ou lágrimas. Por isso, não se deve nunca colocar a mão nos olhos.
  • Cuidado para não deixar a casa contaminada. Atenção para não pegar em maçanetas, controles-remotos, teclados, etc. antes de lavar as mãos.
  • Ande sempre com lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogue-os fora após o uso. Não guarde os lenços contaminados no bolso para reutilização.
  • Lave sempre as mãos ou use álcool em gel se colocar a mão nos olhos.
  • Não use lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados.
  • Separe sua toalha de rosto e travesseiro, de preferência troque a fronha e a toalha todos os dias.
  • Use apenas o colírio indicado pelo seu médico oftalmologista e água filtrada ou tratada.
  • Faça compressas frias várias vezes por dia e lave o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível.
  • Em caso de baixa de visão, procure novamente seu oftalmologista.

SE VOCÊ ESTÁ PERTO DE ALGUÉM COM CONJUNTIVITE

  • Não existe remédio para prevenir a conjuntivite.
  • Não coloque a mão nos seus olhos NUNCA. O vírus não vai voar e alcançá-los sozinho.
  • Não divida toalhas, travesseiros ou qualquer objeto que possa estar contaminado.
  • A qualquer sinal de olho vermelho ou irritado, procure seu oftalmologista.

Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista

Retinoblastoma: O que é?

23 mai 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Retinoblastoma

Retinoblastoma é o câncer ocular mais comum da infância. Ele ocorre nas células da retina que se localizam no fundo do olho. Acomete bebês entre 06 e 24 meses, apesar de aparecer em idades mais precoces, ou então mais tardias. É um tumor raro, ocorre em 01 entre 15 mil crianças, e estima-se que afeta de 250 a 300 crianças a cada ano nos Estados Unidos. No mundo, aproximadamente 5 mil crianças são acometidas por ano.

O retinoblastoma afeta igualmente meninos e meninas, de todas as raças. A doença afeta apenas um olho, em 70% dos casos, e ambos os olhos em 30% das crianças. Em algumas situações, há uma história familiar em um parente ou mesmo os próprios pais já foram acometidos. Mas na maioria dos casos não há outro membro da família que tenha o tumor.

A causa do retinoblastoma é desconhecida. Não parece estar relacionada à nutrição, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas ou qualquer outra doença materna na gravidez. Não está relacionada, também, a toxinas do ambiente. O tumor pode surgir em uma criança saudável, que tenha nascido com boas condições de saúde.

O retinoblastoma surge de uma célula única da retina doente e é invisível no início do desenvolvimento. Mais tarde, uma pequena lesão branca é observada na retina, mas não é visível aos pais e também não afeta a criança nesta fase. Com o passar do tempo, o tumor cresce e forma uma lesão branca vascularizada, o que leva a baixa de visão e pode se manifestar por um desvio nos olhos (estrabismo) ou então num reflexo branco da pupila, conhecido como leucocoria. Outras doenças também podem causar a leucocoria. Portanto, nem sempre é indicativo do retinoblastoma.

Uma vez que há a suspeita de retinoblastoma, é necessário realizar uma avaliação oftalmológica completa, sob dilatação da pupila, que inclui o exame de fundo de olho. É necessária, também, uma avaliação clínica feita pelo pediatra ou oncopediatra, que inclui: exame físico, tomografia ou ressonância cerebral e de órbitas, exames de sangue, análise da medula óssea, entre outros, com o objetivo de detectar sinais de câncer que possa ter espalhado pelo organismo da criança.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico, seguido de estadiamento através do exame sob narcose. O exame de ultrassom ocular confirma o diagnóstico do retinoblastoma e determina sua espessura ou altura.

A escolha do tratamento é individualizada para cada criança e vai depender da avaliação médica, do tamanho da lesão, da localização, da idade, se o olho contralateral também está comprometido e das condições sistêmicas. Os tratamentos disponíveis são: quimiorredução, radioterapia com placa, radioterapia com feixe externo, enucleação, termoterapia, fotocoagulação com laser e crioterapia. O principal objetivo do tratamento é salvar a vida da criança, assim como manter a estrutura do olho, preservar a visão e também manter o aspecto estético do olho.

Para qualquer doença ocular, o diagnóstico precoce e o tratamento realizado no melhor momento, por um oftalmologista experiente, é a melhor abordagem. É importante trazer a criança no primeiro ano de vida para uma consulta oftalmológica de rotina, para detectar alterações que são relativamente comuns, como erros refrativos (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), estrabismo, ambliopia (visão preguiçosa), alterações do canal da lágrima e, muito raramente, um tumor ocular.

Dra. Erika Yasaki – Especialista em Retina

Dra. Claudia Faria – Oftalmopediatra

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