Glaucoma é diferente de hipertensão

jul 3, 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Glaucoma

A doença ocular é causada, principalmente, pelo aumento da pressão—mas, dentro do olho, especificamente. Já a hipertensão é quando a pressão sobe no organismo todo. Entenda a diferença e a importância do check-up visual.
“Tenho hipertensão, logo, vou ter glaucoma”. “Tenho pressão alta no olho, então, tenho hipertensão”. A confusão entre os dois problemas é comum, mas, embora eles guardem alguma relação, trata-se de duas condições absolutamente distintas.
“O glaucoma é uma lesão no nervo óptico, responsável por captar a informação visual na retina e enviá-la ao cérebro, para que seja processada”, esclarece o Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.
A principal causa desse dano, segundo ele, é o aumento da pressão intraocular, que sobrecarrega o nervo óptico de forma progressiva, podendo evoluir para cegueira irreversível. Quando há sinais de prejuízo dessa estrutura, tem origem o quadro de glaucoma, propriamente dito.
Mas, afinal, por que a pressão dentro do olho aumenta? O personagem central dessa história é o humor aquoso, aquela substância que preenche e nutre estruturas oculares, como a córnea e o cristalino. “Em algumas situações, há um desequilíbrio entre a produção e a drenagem dele, ou seja, o corpo fabrica demais e elimina de menos. Isso faz com que o composto se acumule, exercendo maior pressão no interior do olho. E quem mais sofre com isso é o nervo óptico”, contextualiza o Dr. Hallim.
Por que acontece?
Há várias pesquisas científicas que correlacionam determinados fatores a um maior risco de a pressão intraocular subir, favorecendo o surgimento do glaucoma.
Pessoas com idade avançada, diabetes, hipertensão, miopia, histórico familiar de glaucoma (em pais, filhos ou irmãos), latinos e afrodescendentes são mais suscetíveis. Portanto, devem redobrar os cuidados.
Uma informação importante: a alteração da pressão intraocular, por si só, pode passar despercebida, já que, nem sempre, promove sintomas. Quando, eventualmente, aparecem incômodos como vermelhidão ou dor nos olhos e turvação da visão, pode ser tarde, com o glaucoma já instalado.
Prevenir é melhor
Detectar a pressão intraocular alta precocemente é uma oportunidade de controlá-la antes que prejudique o nervo óptico. E, se o problema não costuma dar sinais, o ideal é apostar em um check-up com um oftalmologista. Por isso, quem tem mais de 40 anos ou um dos fatores de risco deve agendar uma consulta com um especialista. Por meio de um exame simples, rápido e indolor, o médico consegue medir a pressão intraocular e, se necessário, prescrever um tratamento para mantê-la nos parâmetros da normalidade. “Existem medicamentos próprios para isso e até mesmo técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, que visam diminuir a pressão no interior do olho”, conclui o Dr. Hallim

Glaucoma é diferente de hipertensão

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