Novas tecnologias e melhores perspectivas para 2010: OCT, Visante e Intralase

jan 18, 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Exames

Iniciaremos 2010 com um novo e muito diferenciado parque tecnológico a disposição de você, nosso paciente.

O Intralase é uma tecnologia pautada por um tipo de laser que age concentrando grandes volumes de energia sob um mesmo ponto, permitindo cortes precisos de uma estrutura ocular chamada córnea. Com isso, torna-se possível uma melhoria significativa nos planejamentos e nas execuções das cirurgias corneanas. E aqui me refiro aos transplantes de córnea, às cirurgias refrativas e aos implantes de anel realizados em pacientes portadores de ceratocone. O grau de reprodutibilidade é enorme e a acurácia é diferenciada, o que nos permitirá realizar transplantes mais bem planejados, com interfaces mais bem definidas e, portanto, com melhores resultados pós-operatórios. Nos casos dos flaps em cirurgias refrativas, que permitem a realização da correção do grau, estes serão mais finos e, portanto, com menor prejuízo para a estrutura do globo ocular, levando a uma interface muito mais lisa e com chances de vir a criar menos aberrações. Os anéis intracorneanos passarão a ter sua profundidade melhor estabelecida com diminuição do grau de extrusão.

Ao mesmo tempo também já dispomos de aparelhos de grande importância para análise da córnea e que permitem diagnósticos mais detalhados. Já em funcionamento, estamos utilizando dois novos recursos, o OCT de segmento anterior e o Visante. Eles permitem analisar e documentar adequadamente as estruturas do segmento anterior e, particularmente, a córnea, o cristalino e o ângulo do segmento anterior. Isso permite um melhor entendimento de doenças relacionadas à córnea, novas perspectivas para minimizar procedimentos terapêuticos e indicar outros que até então traziam dúvidas para sua aplicabilidade, valendo aqui a particularização do ceratocone. Ainda vale ressaltar a importância destas propedêuticas para um melhor entendimento do glaucoma e até mesmo da catarata. São recursos novos, diferenciados e que contribuem quando bem utilizados para uma melhor prática assistencial oftalmológica.

Feliz 2010.

Claudio Lottenberg.

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