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Trauma Ocular

7 fev 2012 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Trauma ocular

Óculos de proteção com hastes ajustáveisO olho é um segmento do organismo extremamente frágil e, apesar de se abrigar dentro de duas estruturas ósseas, chamadas de órbitas, sua porção mais externa fica sujeita aos traumas oculares (contusos ou perfurantes).  As lesões que este órgão sofre podem significar, em inúmeras vezes, danos permanentes com seqüelas irreversíveis.

A principal causa de trauma ocular ainda é o acidente automobilístico, muito embora, o uso disseminado do cinto de segurança trouxe uma drástica diminuição do número de casos nos últimos anos. Sendo assim, na ocorrência de trauma nessa situação, é imprescindível o exame oftalmológico imediato.

É muito freqüente vermos traumas oculares que ocorrem no trabalho, especialmente naqueles que trabalham com ferro ou madeira. Por isso, marceneiros ou mecânicos devem usar equipamentos de segurança apropriados como os óculos protetores, muitas vezes fornecidos pela própria empresa.

Tempo de voltar às aulas, mas com cuidado adequado para os olhos. O trauma ocular está presente em inúmeras situações e muitas delas podem ser evitadas ou prevenidas.  Objetos pontiagudos como lápis e tesouras, podem causar ferimentos perfurantes por menor que seja o descuido principalmente nos pequenos estudantes. Quedas e brigas estão também entre os maiores causadores de traumas oculares. Nesses casos não há perfuração ocular, mas o globo ocular pode sofrer lesões mais complexas como hemorragias, fraturas de órbita ou descolamento de retina. Esses tipos de traumas podem não ser previsíveis ou difíceis de serem evitados, mas devem ser rapidamente reconhecidos e tratados pelo oftalmologista, a fim de não deixar danos permanentes.

Nos esportes as boladas (mas também as cotoveladas ou cabeçadas), estão entre os maiores causadores de traumas oculares e o futebol aparece em primeiro lugar como causa de trauma, seguido de esportes com uso de raquete (tênis e squash). Sempre que houver trauma ocular há necessidade de avaliação detalhada do oftalmologista para afastar possíveis danos, especialmente na retina. Os traumas oculares causados por bola de paintball são reconhecidos como os mais graves, dado à força que essas bolas atingem o globo ocular, por isso a recomendação do uso constante da máscara enquanto estiver praticando esse tipo de esporte.

Os pacientes que possuem um grau elevado de miopia têm que ter especial atenção aos traumas oculares já que a retina, nesses pacientes é muito mais frágil e sujeita a descolamento de retina. Atualmente há óculos especiais para práticas esportivas, garantindo uma maior proteção ao globo ocular.

Trauma ocular-hifema e seus cuidados

27 abr 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Trauma ocular

A estrutura da face e olhos tem a finalidade de proteger os olhos contra lesões. O globo ocular está localizado em uma cavidade circundada por uma borda óssea forte, isto é, a órbita e as pálpebras podem fechar rapidamente para formar uma barreira contra objetos estranhos fazendo com que o olho consiga suportar um impacto leve sem ser lesado.

Nas primeiras 24 horas após uma lesão ocular, o sangue que extravasa para o interior da pele em torno do olho normalmente produz uma equimose, comumente denominada “olho preto”. Quando ocorre a ruptura de um vaso sangüíneo da superfície do olho, esta se torna vermelha. Este sangramento comumente é de pequena intensidade. A lesão interna do olho, quando ocorre, é freqüentemente mais grave que a lesão superficial. O sangramento na câmara localizada na parte anterior do olho (hemorragia da câmara anterior, hifema traumático) é potencialmente grave e exige a atenção de um oftalmologista.

O sangramento recorrente e o aumento da pressão no interior do olho podem tornar a córnea manchada de sangue, o que pode reduzir a visão, como a catarata, e aumentar o risco de glaucoma durante o resto da vida. O sangue pode extravasar para o interior do olho, a íris (a parte colorida do olho) pode ser lacerada ou o cristalino pode ser deslocado. Podem ocorrer hemorragias na retina, a qual pode descolar da superfície subjacente, na parte posterior do olho. No início, o descolamento da retina pode gerar imagens com formas irregulares flutuantes ou flashes de luz e pode tornar a visão borrada, mas, a seguir, a visão reduz acentuadamente. Nas lesões graves, o globo ocular pode romper.

Hifema é uma apresentação freqüente em trauma ocular. Ocorre mais comumente em jovens do sexo masculino e quando tratado de forma adequada pode não deixar seqüelas severas. Porém, complicações como aumento da pressão intra-ocular e impregnação hemática da córnea podem resultar em baixa acuidade visual final. A intensidade e o mecanismo do trauma estão diretamente relacionados ao prognóstico visual. Caracteriza-se por um sangramento ocular localizado na câmara anterior do olho.

A preocupação inicial por parte de quem examina o paciente é a de classificar a quantidade de sangramento e avaliar o nível de pressão intraocular. Estes parâmentros são mandatórios para o acompanhamento do quadro clinico e seus desdobramentos terapêuticos. A maior preocupação por parte de quem cuida do paciente é a de evitar o ressangramento e isto se faz à custa de minimizar os esforços físicos com repouso, decúbito elevado no leito e monitoramento sistemático de aspectos biomicroscopicos como impregnação da córnea pelas células do sangue e acompanhamento da pressão. Exames que pressionem o olho são evitados na medida que isto pode precipitar ou levar a um novo sangramento. Ingestão liquida abundante é prescrita.

O fato é que a grande maioria destes pacientes tem boa evolução desde que sigam a risca a orientação médica. O maior risco é o de ressangramento que pode ocorrer em uma porcentagem que varia entre 1 e 38% de acordo com a literatura. Este risco é maior em pessoas de raça negra e traz piora no prognostico visual. Logicamente que este prognóstico não se encontra relacionado de forma direta somente ao tamanho do hifema, mas também ao grau de lesão de estruturas intraoculares. Pacientes submetidos ao trauma ocular e que tenham lesão de segmento ocular posterior (retina) apresentam pior prognóstico. O tratamento é realizado à base de repouso, administração de medicação antiinflamatória tópica (corticóide) e intervenção cirúrgica nos casos de falta de controle da pressão intraocular ou impregnação da córnea por sangue. O uso de antifibrinoliticos é discutivel na literatura. O ressangramento tem maior incidência entre o segundo e quinto dia quando ocorre a retração do coagulo e neste sentido é que se discute o uso de agentes fibrinolíticos.

Torna-se mandatório na avaliação de pacientes portadores de hifema traumático avaliar condições da retina que pode em função do trauma ser acometida e apresentar numa fase inicial ou tardia implicações importantes no prognostico visual.

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