Navegação"Imagem tridimensional"

Alerta 3D!

19 mai 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Imagem tridimensional

Visão alterada, tontura, movimentos oculares involuntários, confusão, náuseas, enjôos, perda de consciência, convulsões, espasmos, desorientação, etc.

Se você sentir qualquer um desses sintomas, antes de só parar de assistir as imagens em 3D, quem sabe seja a hora de consultar um médico especialista.

Entrando em uma nova era, onde as maiores organizações estão apostando nesta nova tecnologia de imagem tridimensional, eu, como profissional da área da saúde, tenho visto em meu consultório, pacientes com estas e outras queixas, como dores de cabeça e no globo ocular, ardência, cansaço, que classificamos como astenopia. Sem contar aqueles que não conseguiram aproveitar o melhor do 3D, assistindo o filme inteiro com a visão embaçada e, portanto, sem colher os frutos desta inovação tecnológica. Isso tudo se acentua em pacientes estrábicos, com doenças neurológicas, como paralisias e perdas visuais severas em um dos olhos e até mesmo com muita diferença de grau de um olho para o outro que estão propensos a ter esses sintomas de forma ainda mais acentuada.

Para obter uma boa percepção do filme 3D é necessária boa acuidade visual em ambos os olhos e que haja fusão dessas imagens no cérebro.

Em uma sessão em 3D, é exibida na tela uma imagem com a sobreposição de duas imagens díspares horizontalmente. É como se fosse uma imagem do olho direito e outra do olho esquerdo. Os óculos polarizados fazem os olhos convergir, unificando as imagens, tornando-as nítidas e assim fazendo com que as imagens pareçam “saltar” da tela.

Se o expectador não consegue realizar esse movimento de convergência de maneira plena, é possível que venha a ter vários sintomas, como os descritos acima.

Sinto-me na obrigação, como médico oftalmologista, de levar até a população informações estas que julgo serem importantes e podem ser ainda melhor desfrutadas por cada um de vocês.

Os segredos das imagens 3D

8 mar 2010 por Lotten Eyes    1 Comentário     Postado em: Imagem tridimensional

A Estereoscopia ou visão de profundidade, ou ainda imagem 3D, é um fenômeno natural que ocorre quando uma pessoa observa uma cena qualquer. Trata-se da simulação de duas imagens da cena que são projetadas nos olhos em pontos de observação ligeiramente diferentes, que uma vez fundidos no cérebro fornecem informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma sensação de visão tridimensional.

A percepção de imagem estereoscópica pode ser obtida naturalmente através da disparidade na retina, que é o tecido sensível do olho humano. Outra forma disso ser obtido é aquilo que ocorre nos computadores onde imagens estéreas são geradas em forma de disparidade conhecida como efeito paralaxe.

Justaposição dos termos gregos stereo, relativo a dois (duplo), e scopos, relativo à visão (observador), estereoscopia diz respeito à visualização de um mesmo foco por dois mecanismos de captação de imagens. Em linhas gerais, é a imagem percebida pelo cérebro como resultado da combinação de duas imagens captadas por cada olho. Este par de imagens recebe o nome de par estereoscópico (do inglês stereo image pair), podendo ser captado por meio de máquinas fotográficas e câmeras filmadoras para posterior reprodução ou ser produzido por meio de softwares para modelagem virtual, como SkechtUp e 3DStudio MAX.

Os óculos 3D são óculos com filtros polarizantes e que criam imagens ligeiramente diferentes em cada olho, o que leva ao fenômeno de percepção de três dimensões.

A proposta da observação da trimidensionalidade no cinema e nos filmes de forma geral consiste na criação de imagens semelhantes que trazem ao cérebro a percepção acima descrita. Existem vários sistemas para que se obtenha a sensação de tridimensionalidade:

Anáglifo (óculos a duas cores): utilizam-se filtros de cores complementares, como vermelho e azul ou vermelho e verde. A imagem apresentada, por exemplo, em vermelho não é vista pelo olho que tem um filtro da outra cor. Este sistema, por seu baixo custo, emprega-se, sobretudo em publicações e também em monitores de computador e no cinema. Apresenta o problema da alteração das cores, perda de luminosidade e cansaço visual após uso prolongado. Normalmente o filtro vermelho é usado no olho esquerdo e o azul no olho direito.

Polarização: utiliza-se luz polarizada para separar as imagens da esquerda e da direita. O sistema de polarização não altera as cores, ainda que ocorra uma certa perda de luminosidade. Usa-se tanto em projeção de cinema 3D como em monitores de computador com telas de polarização alternativa. Hoje em dia é o sistema mais econômico para uma qualidade de imagem aceitável.

Alternativo: com este sistema se apresentam em sequência e alternativamente as imagens esquerda e direita, sincronizadas com óculos dotados de obturadores de cristal líquido, de forma que cada olho vê somente sua imagem correspondente. A uma freqüência elevada, a piscada de olhos torna imperceptível o truque. A técnica é utilizada em monitores de computador, TV e cinemas 3D de última geração.

Para que estas mecânicas funcionem, as pessoas devem ter um sistema visual bem desenvolvido, onde ambos os olhos trabalhem com boa visão de forma independente. Os erros refracionais devem estar corrigidos e a visão deve ter tido um processo de amadurecimento na infância que permita este tipo de trabalho de sinergia entre ambos os olhos. Existem pessoas que jamais terão percepção de profundidade adequada, valendo-se da experiência para sua atividade diária.

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