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Primavera: a estação das flores também exige cuidados especiais com a visão

17 ago 2017 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, De olho na saúde

A primavera chegou e trouxe com ela toda sua cor, com flores que dão vida e alegria a todos os lugares. Mas a estação mais bonita do ano também traz consigo a necessidade de alguns cuidados extras com a saúde dos olhos.

Por conta da liberação do pólen das árvores e plantas, a estação propicia o aparecimento de alergias oculares, principalmente em pessoas que já têm histórico de asma, rinite e dermatites. Mas com alguns cuidados é possível evitar prejuízos à visão, para que você possa aproveitar a primavera por completo. Confiras quais são eles:

  • Mantenha as mãos limpas

Essa é uma das principais dicas sempre que se fala sobre a saúde dos olhos. Isso porque, sem percebermos, acabamos coçando os olhos várias vezes por dia, e é aí que mora o perigo caso estejam contaminadas. Por isso, mantenha suas mãos sempre higienizadas (se possível, com álcool em gel).

  • Evite outros alérgenos

Além de pólen, fumaça e poluição, alguns cosméticos e produtos químicos também contribuem para o surgimento das alergias oculares. Neste caso, o ideal é evitar contato com essas substâncias.

  • Mantenha a casa limpa adequadamente

Na hora de limpar a casa, alguns cuidados são fundamentais para evitar as alergias, principalmente na primavera. Para isso, mantenha os ambientes arejados por pelo menos algumas horas do dia e evite usar vassouras na hora da limpeza. O recomendado é optar pelo pano molhado, que irá tirar a sujeita sem levantá-la.

  • Lave os cílios

Para ajudar a eliminar partículas que possam chegar a ter contato com os olhos ao longo do dia, o ideal é lavar os cílios com água, ou até xampu neutro e hipoalergênico. Isso reduz os riscos de irritação nos olhos.

  • Use óculos de sol

Quando estiver em ambientes abertos, não se esqueça dos óculos escuros com proteção UV adequada. Além de lhe protegerem do pólen e de partículas de poeira que possam cair nos olhos, eles ainda ajudam a prevenir diversas doenças oculares, como a catarata.

Gostou das dicas? Agora basta seguir todas elas e aproveitar os belos dias de primavera por completo. E lembre-se: além desses cuidados, é muito importante visitar um oftalmologista regularmente. Aproveite que tem sempre uma Lotten Eyes pertinho de você e agende sua consulta:www.lotteneyes.com.br/unidades

Dia Mundial de Combate ao Câncer: atenção aos tumores oculares

28 abr 2017 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

O câncer ocular é uma doença rara mas que exige atenção já que se manifesta de maneira silenciosa e tem desfecho ruim caso seja diagnosticado em fases avançadas. Os tipos mais conhecidos e frequentes são o melanoma de coróide e a retinoblastoma.

O melanoma de coróide é o tumor primário intraocular mais comum entre os adultos e geralmente incide homens e mulheres entre os 45 e 60 anos de idade. Na maioria das vezes seu inicío não apresenta sintomas que  só se apresentam quando o tumor já alcançou tamanho considerável para manifestar alterações visuais. Entre os sintomas causados em estágio avançados podemos citar: problemas para enxergar, manchas na visão e no olho, crescimento de um ponto escuro na íris, alteração no tamanho ou forma da pupila, entre outros. Por isso, o exame regular com médico oftalmologista é fundamental para a detecção precoce e tratamento mais efetivo.

Já a retinoblastoma é o tumor intraocular mais frequente na infância. Pode  se manifestar desde o nascimento até os 5 anos de idade. Na grande maioria dos casos não apresenta causas conhecidas e é caracterizado pelo desenvolvimento anormal da retina na infância.  Cerca de 10% dos casos ocorrem por hereditariedade, ou seja, na maioria dos casos não temos história na família. Seus principais sintomas são a alteração do reflexo do olho (“reflexo do olho de gato”) e o desvio do olhar (estrabismo).

Tumores oculares são doenças que podem levar a perda total da visão, do olhor e tem risco de metástases. Por isso, quanto antes diagnosticadas tem mais chances de cura. A melhor maneira de prevenir o câncer de olho é ficar atento aos sinais e sintomas de que há algo errado com a visão e consultar um oftalmologista periodicamente – pelo menos uma vez ao ano. Assim você evita uma série de problemas oculares e aumenta muito as chances de cura caso descubra algum tipo de tumor nos olhos.

Quer saber como está a sua visão? A Lotten Eyes têm clínicas espalhadas por toda grande São Paulo. Acesse, encontre a mais próxima de você e agende uma consulta:http://www.lotteneyes.com.br/unidades/

A saúde dos seus olhos merece o melhor cuidado!

Referencia: Iatrogenias e Manifestação ocular de doenças sistêmicas, Oncologia Ocular – Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Revisão: Dr Diego Monteiro Verginassi

“Saúde no Brasil, além de recursos, necessita melhor administração”

9 mar 2011 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

“Na verdade, o grande fator que faz a diferença na empregabilidade tecnológica é o capital humano, representado pelos médicos. O médico é quem atua na relação diária, é ele quem capta, indica e decide. Temos que fortalecer este elo e seria impróprio, um erro, imaginar o contrário. Não existe tecnologia que possa substituí-lo”, diz Claudio Lottenberg.

Acesse a matéria completa em: http://www.ibef.com.br/ibefnews/pdfs/153/pingpong.pdf

Por uma saúde sustentável

19 nov 2010 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

A resistência da sociedade civil brasileira ao retomo da CPMF é legítima e revela um amadurecimento de sua atuação política. Protestar contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira não representa, como eventualmente possa parecer, uma atitude mesquinha de se evitar prejuízos financeiros pessoais.
Diferentemente disso, esse posicionamento mostra que a nação aumentou seu grau de exigência por transparência e mais rigor no acompanhamento da captação e principalmente, do destino dos recursos públicos.

Com clareza sobre a distribuição dos montantes arrecadados para o sistema de saúde aplicação de maior inteligência administrativa, o brasileiro seria suficiente mente compreensivo com a adoção de taxas dessa natureza, já que estaria mais seguro com a concretização das ações do Estado nessa arca.

No mundo todo, a carga tributária aumenta ao longo da história para atender aos interesses coletivos e às mudanças influenciadas, por exemplo, pelo crescimento populacional, oscilações econômicas e conseqüentes fenômenos de ordem sociológica. Nem sempre as medidas relacionadas a impostos criaram mobilizações de oposição. É algo a ser analisado e mais um indicativo de que o governo deve reconhecer que a resolução de problemas nessa área deve ser focada mais em estrutura do que somente em subterfúgios paliativos de financiamento.

Sabemos que os custos da saúde tendem a aumentar pelas novas e importantes tecnologias, por conta da ausência de bons programas de prevenção e, principalmente, pelo envelhecimento populacional, que é considerado o fator que mais irá sobrecarregar as finanças do SUS em um futuro próximo. Por conta dessa realidade, a população precisa exigir mais ações institucionalmente sustentáveis e perenes.
A Emenda 29, de setembro de 2000. Assegura os recursos mínimos para financiamento das ações e serviços públicos de saúde. A definição sobre o que significa o gasto nessa área passou a dificultar o desvio de dinheiro para outros fins. No entanto, precisamos de uma metodologia que permita controlar esses recursos dentro do próprio sistema de saúde. E isso é um dos diversos pontos sensíveis de uma gama de ajustes para a resolução sustentável dos desafios do SUS.

É preciso aplicar modelos de gestão mais eficazes para aperfeiçoar o uso do aparelho disponível. Além da falta de regulação para destinar verbas, estamos carentes de uma organização gerencial mais qualificada na administração pública, com capacidade técnica e entendimento das necessidades e peculiaridades regionais. Falta também esclarecer lideranças e a própria sociedade sobre o fato de que saúde não se constrói apenas com mais leitos e unidades hospitalares – destino de recursos provenientes de impostos como a CPMF. É por conta desse tipo de mentalidade que se perpetuam as deficiências de um serviço que deveria dar conta de um direito universal para o nosso desenvolvimento como nação.
Para lidar com uma nova realidade da medicina, que tenta responder às necessidades grandes demanda e altos custos, o profissional de saúde não pode se limitar ao conhecimento técnico da prática hospitalar. A nova gestão exige um perfil que entenda os desafios da área e se integre as práticas de excelência, que vão desde a aplicação de protocolos médicos mais bem delineados a modelos de atendimento que buscam mais prevenir do que tratar. A necessidade é clara, mas sempre nos deparamos com a fraqueza de capacitação de mão de obra e a tradicional morosidade e burocracia do funcionalismo publico.

Precisamos contar com profissionais capacitados, para lidar com desafios gerenciais relativos a planejamento e altos custos. Ao passo que a medicina avança, a tecnologia encarece a prestação de serviços, e a indústria de insumos hospitalares e farmacêuticos se aquece pela busca frenética por lucratividade. Isso dificulta a ponta da cadeia responsável pelo rendimento ao paciente.
Conceitualmente, o SUS é um bom sistema e realizou diversas ações lúcidas, como o Programa Saúde da Família e a aplicação das AMAS, mas está carente de um Plano Diretor, que amplie a visão estreita até então incapaz de resolver seus principais problemas. O retomo da CPMF vai dar continuidade ao estimulo do desperdício de dinheiro público, estendendo e talvez amplificando suas deficiências. Antes de consolidar as origens de seu financiamento, o SUS precisa de plataforma estrutural consistente, que possibilite mais transparência. Isso só poderá ser viabilizado com avançadas praticas de gestão e continuidade da exigência do brasileiro por ações sensatas, eticamente inquestionáveis e de caráter duradouro.

CLÁUDIO LUIZ LOTTENBERG
EX-SECRETÁRIO DA SAÚDE DE SÃO PAULO, É PRESIDENTE DO HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN

Matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo” em 14/11/2010.

A Receita de Obama para a saúde

27 abr 2009 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

“O impacto financeiro das inovações tecnológicas é uma questão que preocupa responsáveis por saúde pública no mundo inteiro”

Desde que o presidente Barack Obama assumiu o comando da Casa Branca, o mundo acompanha com expectativa suas decisões relativas à economia e às relações internacionais. Tudo o que ele disse sobre esses temas no discurso de posse repercutiu intensamente e continua no foco dos analistas.

Mas há outros pontos importantes na agenda política do novo presidente, mencionados na posse, que merecem destaque, como os cuidados com a saúde da população. Durante a campanha que o levou a uma eleição histórica, o candidato prometeu curar os males do sistema de saúde americano, que, entre outros sintomas, deixou 47 milhões de pessoas sem assistência.

E, no discurso no qual relembrou os desafios a serem enfrentados por seu governo, apresentou a receita para tratar do problema: “Vamos restaurar a ciência ao seu lugar de direito e empregar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade da saúde e reduzir seus custos”. Em espiral ascendente nas últimas décadas, atualmente cinco vezes acima da inflação do país, os gastos com saúde nos EUA absorvem 16% do Produto Interno Bruto, representando US$ 2,3 trilhões no ano passado.

Segundo estimativas, 40% desse total se devem às sucessivas inovações tecnológicas introduzidas no campo da medicina, consideradas uma das principais causas da elevação dos custos dos serviços de saúde para os pacientes, os hospitais, os governos e a sociedade em geral.

O impacto financeiro das inovações tecnológicas é uma questão que preocupa responsáveis por saúde pública no mundo inteiro. No Brasil não deveria ser diferente, porque esse custo supera qualquer outro indicador de crescimento econômico e, principalmente, a capacidade de pagamento dos usuários.

Um procedimento de angioplastia (desobstrução de artérias), por exemplo, que custava R$ 9.400 em 2001, hoje custa R$ 55.000, um aumento de 485%. Um estudo sobre a estrutura de custos da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Israelita Albert Einstein mostrou que os preços dos medicamentos subiram 170% nos últimos dez anos. Observa-se é que parte substancial dos recursos contabilizados na área de saúde é drenada para a indústria de equipamentos, próteses, remédios e fornecedores de outras novidades nas mais diversas especialidades.

Indiferentes ao distanciamento cada vez maior da capacidade de pagamento das famílias, dos planos de assistência e do governo, algumas empresas vão aumentando seus lucros, valorizando o preço das suas ações nas Bolsas e tendo como única preocupação os dividendos dos acionistas. No modelo vigente, os elevados investimentos realizados em pesquisas são decididos em função do planejamento mercadológico das empresas, considerando objetivos de “market share” ou de rentabilidade.

Naturalmente, isso não contempla trabalho em rede (que evitaria ter muita gente fazendo o mesmo nada para nada) nem a prática assistencial -e muito menos o que seria o principal para a medicina, que é a pesquisa translacional, ou seja, procurar conectar a investigação científica ao tratamento dos pacientes, a chamada pesquisa na beira do leito, aquela pesquisa que efetivamente agrega valor ao tratamento.

Nem todas as inovações agregam valor ao atendimento do paciente, que é quem deve ser considerado o cliente nesse processo. Por isso é preciso determinar com precisão quando uma terapêutica, um produto ou um equipamento é realmente superior ao que está em uso no momento. A escolha entre o que agrega valor e o que agrega apenas custo para a sociedade é uma tarefa complexa. Como nem todos os profissionais dispõem de recursos para uma análise criteriosa, prevalecem as estratégias de venda dos fornecedores.

Assim, os interesses comerciais se sobrepõem às demandas sociais. E as “maravilhas da tecnologia”, mesmo que não melhorem a qualidade dos serviços, continuam inflacionando os custos da assistência médica.

Já se disse, com razão, que o que é bom para os Estados Unidos não é necessariamente bom para o Brasil. Os sistemas de saúde dos dois países são diferentes, os valores de investimentos em ambos também são muito diferentes, mas, quando se trata do impacto das inovações tecnológicas, elevando os custos dos serviços a níveis preocupantes, a situação e os riscos são os mesmos. E, nesse caso, a receita do presidente Obama pode estar indicando o melhor remédio.

Ensaio sobre a transparência

23 out 2008 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

Escrevi este artigo para o jornal Folha de São Paulo no dia 06 de outubro abordando a questão da transparência na área da saúde. Com a chegada das eleições, transparência é um tema que ganha importante destaque, ainda mais se tratando de saúde. Espero que gostem.

Fala-se muito em transparência hoje no Brasil, no mundo corporativo, no cenário político e até nas relações pessoais, pede-se, cobra-se transparência. Mas o fato é que a transparência deixou de ser um processo de observação cristalina para assumir um discurso de políticas de averiguação de custos engessadas que pouco ou quase nada retratam as necessidades de populações distintas.

E, em nome de um cenário confuso, isso vem ocultando, na saúde, dados positivos das organizações sociais e vem servindo como uma bandeira jurídica que, no mínimo, mereceria um melhor entendimento, pois as leis, em tese, são criadas para aprimorar a dinâmica do entendimento social, e não para alimentar uma indústria que se afasta progressivamente das necessidades dos cidadãos.

Transparência em saúde é, sim, o custo de cada processo. Mas é, sobretudo, o entendimento pleno de como funciona, como atende, e como beneficia o cidadão. Alguém com justa e adequada formação tem questionado esses valores da assim chamada transparência.

O SUS é uma referencia global em termos de equidade social, mas ainda deixa muito a desejar nos quesitos integralidade, universalidade e mesmo qualidade. Conceitualmente apresenta números atribuídos, mas na prática, ainda merece grandes aprimoramentos. A política de Estado tem evoluído no sentido de encontrar respostas a tais necessidades.

Quando São Paulo cria organizações sociais e o governo ecoa com propostas com fundações é porque, dentro dos grupos técnicos, com um certo e compreensível tempero político, existe a percepção de que algo tem que ser feito a mais para de fato levar a saúde a toda a população.

Discute-se sua natureza jurídica, mas não a inserção da excelência e dos benefícios do modelo de gestão de algumas entidades privadas na prestação dos serviços. Isso em nada nega os princípios propostos pelo SUS, que preconiza o direito de todos e o dever do Estado de garantir a saúde, mas não explicita quem deve prestá-la.

Imaginar que possamos transformar o sistema em função das necessidades da saúde, deixando de reconhecer que há outras formas de garantir a transparência, significa menosprezar o conhecimento da sociedade.

A inserção da iniciativa privada em modelos mais avançados que o nosso e de maior justiça social não é novo. A Espanha o faz há muitos anos, como acontece em outros países europeus, onde os indicadores de qualidade de vida e de desempenho são superiores aos nossos e aos dos EUA.

Isso tem sua lógica, na medida em que estas sociedades se preocupam também com os custos, mas se acostumaram a lidar com dados sobre os quais quase nada é debatido por parte de nossos mandatários da esfera política. A esfera técnica se esforça e demosntra esse conhecimento, mas, no âmbito político, isso em nada parece afetar a consciência dos que se candidatam aos cargos majoritários. Para eles, trata-se da terceirização da saúde, e não de um debate que se pauta pelo entendimento daquilo que pode ser mais efetivo e eficiente.

Ocorre, portanto, um afastamento das necessidades reais com foco no pior dos valores, que é baseado no dinheiro. E partindo de quem, a rigor, defende a saúde como direito social.

O grau de complexidade de uma organização de saúde é enorme e só tende a crescer, por conta de fatores como o envelhecimento da população, novas tecnologias e o papel da indústria farmacêutica. Quanto mais complexo um sistema, maior o número de conflitos. Imagine um Estado pesado, com natureza licitatória lenta, com rigidez de contratações de pessoal e, portanto, sem vocação para lidar com essas demandas, querendo atuar com um mínimo de qualidade.

Aqueles que acreditam na capacidade do Estado de exercer esse papel fogem por completo do conhecimento dos mínimos quesitos de qualidade em saúde, em que o tempo e a agilidade são absolutamente vitais.

Imaginar que a saúde pode esperar no dia-a-dia ou que as contratações podem se dar ao luxo de aguardar pela obsolescência quase imediata de produtos fragmentados é o mesmo que premiar a incompetência que limita a capacidade criativa de quem deve a rigor ser monitorado dentro de indicadores de eficiência.

O Brasil é um país enorme, com grandes heterogeneidades. Seus habitantes tem necessidades singulares. Aqueles com aptidão a ajudá-los, se não estimulados por cenários competitivos, estarão fadados a não encontrar motivação para o exercício de suas funções.

Albert Einstein defendia que, em termos de justiça e verdade, não existiria diferença entre pequenos e grandes problemas: “Para assuntos relativos ao tratamento das pessoas, todos são importantes”. Portanto, trata-se de ver aquilo que é melhor para o cidadão. E, ai, basta a leitura dos indicadores. Essa é a verdadeira transparência.

Qualidade, um conceito mais amplo

2 out 2008 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

No Congresso da Alascsa (Asociación Latinoamericana de Cirujanos de Córnea, Catarata, y Segmento Anterior) que aconteceu em Buenos Aires em um final de semana (4 e 5 de outubro) fui convidado para falar acerca do conceito de qualidade em oftalmologia e entendi que essa informação é útil, tanto para os profissionais quanto para os leigos.

Confunde-se qualidade com o conceito de sofisticação tecnológica. Confunde-se qualidade com o conceito que se atribui ao conforto de instalações físicas. E estes, embora também sejam atributos de uma boa prática, não são os melhores elementos que espelham o conceito da qualidade.

O Institute of Medicine, do Ministério da Saúde Americano, traz no conceito da qualidade um vínculo com a geração de valor. E este valor é representado por algumas áreas de maior importância, sendo a principal delas aquela que se aproxima da segurança do paciente. Qualidade pode ainda estar ligada a atendimento efetivo, eficiente, em prazo adequado e de forma contínua. Assim fica latente que a qualidade de um processo está diretamente representada pelo fato de gerar valor à prática assistencial e que oferte principalmente segurança àqueles que dela necessitam.

Na Oftalmologia, é latente o surgimento de tecnologias novas a cada momento. A remuneração acaba sendo feita em cima destes atributos tecnológicos e não necessariamente do resultado processual. Isto leva a uma prática abusiva em termos de tecnologia e que não necessariamente não reverte à bem de um melhor atendimento oftalmológico. O futuro propõe uma mecânica de relacionamento diferente, na qual os profissionais serão remunerados de acordo com o resultado de suas práticas e não mais pelos dados de cada uma das ações que são realizadas. Isto pressupõe que cada um desses profissionais irá, de forma mais ponderada, avaliar aquilo que agrega valor e evidentemente eliminar desperdícios que não agreguem valor e no sentido mais objetivo, que não agreguem segurança.

Defendo a incorporação tecnológica como um processo qualitativo, mas a enxergo dentro de uma mecânica de equidade que reflete o espírito de inclusão social, tão importante em qualquer economia deste planeta.

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