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Como identificar problemas de visão na infância

19 set 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Estrabismo e ambliopia

Para garantir sempre a melhor visão à criança e um bom rendimento escolar, é muito importante levá-la ao oftalmologista para realizar todos os exames necessários

No Brasil, aproximadamente 33 mil crianças são cegas por doenças oculares e, pelo menos, outras 100 mil têm alguma deficiência visual, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) aponta que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de vista, como miopia e astigmatismo. A boa notícia é que cerca de 80% das causas de cegueira infantil podem ser prevenidas ou tratadas precocemente, com visitas frequentes ao oftalmologista ou oftalmopediatra, desde o nascimento aos dois primeiros anos de vida.

Isso por que o sistema visual leva cerca de dez anos amadurecer, o que favorece a correção de possíveis defeitos durante a infância. Até o primeiro ano de vida, ele ainda é imaturo do ponto de vista neurológico e, até o segundo, apresenta grande plasticidade sensorial. Além disso, é importante que ele receba estímulos visuais adequados.

Detecção precoce
Muitas doenças que afetam a visão podem ser evitadas desde a gestação, com a realização do pré-natal, e após o nascimento da criança, com o teste de reflexo vermelho (TRV, ou teste do olhinho) que, se realizado até os dois anos de vida, também pode identificar alterações nos olhos, provocadas por doenças como catarata congênita, glaucoma e descolamentos de retina tardios.

Cuidados com os bebês prematuros
Outra doença que pode ser evitada com a detecção precoce é a retinopatia da prematuridade, com a realização de exames de mapeamento de retina. Ela pode acometer bebês nascidos até a 32ª semana de gestação, com 1,5 quilo ou menos, e que precisam de suporte de oxigênio e internações prolongadas devido a complicações, como uma infecção generalizada (sepse). Se identificada entre a 4ª e a 6ª semana de vida, a enfermidade pode ser tratada com laser ou cirurgia.

Olho preguiçoso
A ambliopia, ou “olho preguiçoso”, é a diminuição da capacidade visual mais comum em crianças. O problema pode surgir desde o 1º ano, num dos olhos ou em ambos, sem lesão aparente. São possíveis causas a falta de estímulos adequados ou alterações como catarata congênita, desalinhamento dos olhos (estrabismo), diferença de grau entre os olhos ou altos graus de óculos não corrigidos. Os sintomas, geralmente, são imperceptíveis, mas, se detectados antes dos 7 ou 8 anos de idade, podem ser revertidos. Por isso, a realização do exame oftalmológico completo nessa fase é crucial. O tratamento varia de acordo com cada caso, com o uso de oclusão (tapa-olho), óculos ou colírio.

Estrabismo
O estrabismo é um desalinhamento dos olhos que, geralmente, tem início na infância. Os desvios podem ser convergentes (para dentro), divergentes (para fora) e verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro). Os tratamentos variam com cada um dos tipos e podem ser feitos apenas com o uso de óculos, com óculos e cirurgia ou somente com cirurgia e, em alguns casos, com toxina botulínica.

Catarata congênita
Também conhecida como catarata pediátrica, é uma das principais causas de cegueira na infância e de outros problemas visuais, como a ambliopia e estrabismo. A maioria dos casos acontece sem causa aparente ou é hereditária e, raramente, devido a distúrbios metabólicos (hipoglicemia ou hipocalcemia) ou infecções durante a gravidez, como por exemplo, por toxoplasmose ou rubéola. A doença pode ser identificada até os dois anos de vida da criança, com o teste do olhinho, e corrigida com cirurgia.

Glaucoma congênito
O glaucoma infantil tem como característica a pressão intraocular elevada e, se não tratada a tempo, pode lesionar o nervo óptico e prejudicar a capacidade de enxergar da criança. Também está entre as principais causas de cegueira em crianças no Brasil e pode ser evitada com a realização de exames pré-natais e do teste do reflexo vermelho. O tratamento é feito com cirurgia.

Idade escolar
Conhecer os problemas de visão mais comuns nessa fase é importante para garantir a melhor visão e um bom rendimento escolar à criança:

Miopia – Caracterizada pela má visão à distancia, a miopia pode ser hereditária e é causada por uma falha de refração, fenômeno responsável pela formação da imagem visual na retina, que faz com que objetos distantes sejam vistos desfocados e os que estão próximos, normais. Os pais devem desconfiar quando as crianças aproximam muito os objetos para ver, querem ficar muito próximas na TV ou não conseguem enxergar bem a lousa na escola. A capacidade visual parece melhorar fechando um pouco os olhos, mas a miopia não corrigida devidamente pode provocar dores de cabeça, lacrimejamento ou tensão ocular. O tratamento, na maioria dos casos, é feito com o uso de óculos com lentes que focam os raios de luz na retina e melhoram a visão. A cirurgia refrativa não é indicada em crianças, pois é necessário que a visão já esteja desenvolvida e que a correção da miopia esteja estabilizada.

Astigmatismo – Se a criança reclama de dor de cabeça ou cansaço nos olhos, ela pode ter astigmatismo, um tipo de erro refrativo em que o olho não consegue focar a luz na retina de forma uniforme e que faz com que a visão fique embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto. Ele ocorre devido à curvatura irregular da córnea ou irregularidades no cristalino, que podem estar relacionadas a fatores genéticos. O tratamento é feito com a prescrição de óculos, quando há astigmatismo significativo (para graus baixos, nem sempre precisam ser prescritos), que, se não corrigido, pode levar à baixa visão.

Hipermetropia – Este problema faz com que a criança tenha a visão embaçada, tanto de longe, como de perto. Se o grau de hipermetropia for elevado, precisará ser corrigido com óculos. Em alguns casos, a alta hipermetropia pode levar o paciente a fazer um esforço muito grande para focar e causar o desvio dos olhos para dentro (estrabismo convergente).

Fonte consultada: Francieli Agrizzi, oftalmopediatra e estrabóloga da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Mapeamento de retina: pra que serve?

14 set 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Diagnostico da visão

O exame permite analisar, de forma detalhada, o fundo do olho, em busca de alterações capazes de compro

meter a visão, para que possam ser corrigidas o mais precocemente possível. Entenda

A retina é uma das estruturas mais preciosas para a visão. É a região onde se formam as imagens para que, em seguida, sejam transmitidas ao cérebro, por meio do nervo óptico, onde são interpretadas. Portanto, cuidar bem dela é condição mandatória para enxergar bem por toda a vida.

Um dos exames mais precisos para checar suas condições é o chamado mapeamento de retina. Por meio dele, o oftalmologista consegue visualizar toda a retina, seus vasos sanguíneos e o nervo óptico, verificando se há alguma alteração significativa, como os danos provocados por diabetes, glaucoma, degeneração macular, uso de certos medicamentos e até pela miopia, além de eventuais tumores, malformações e outros problemas.

Por isso, mesmo quem não apresenta sintomas deve ser submetido a essa investigação periodicamente, conforme orientação do especialista.

O exame:

O procedimento é bem simples. No dia agendado, o paciente deve comparecer à clínica acompanhado, já que a análise exige a dilatação da pupila, o que costuma promover embaçamento visual, que perdura por algumas horas. Ou seja, nada de voltar dirigindo.

Antes do teste, propriamente dito, o paciente recebe a aplicação de um colírio e aguarda alguns minutos, até que a pupila esteja dilatada.

Então, o médico recorre a um aparelho chamado oftalmoscópio indireto, que une iluminação e uma lente especial, para observar, munuciosamente, as estruturas oculares.

Asma, rinite e visão: qual a relação entre elas?

10 set 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Muitas pessoas que sofrem de alergias respiratórias tendem a coçar os olhos com frequência. E esse hábito, por sua vez, pode levar a um problema ocular que ameaça a visão. Entenda o problema.
A coceira ocular é um sintoma frequente entre pessoas que sofrem de alergias respiratórias, como asma e rinite. E qual a reação mais comum ao sintoma? Esfregar os olhos.
É aí que mora o problema. Com o passar do tempo, essa ação mecânica pode promover danos às estruturas oculares, como úlceras, além da possibilidade de evoluir para ceratocone.
A doença é caracterizada pela alteração da espessura e do formato da córnea, o tecido que permite a passagem da luz e é responsável por focar os objetos. Em pessoas com ceratocone, ela adquire um formato cônico, fazendo com que as imagens fiquem borradas e distorcidas.
Em estágios iniciais, a alteração visual pode ser corrigida com óculos, mas existe a probabilidade de ela evoluir a ponto de exigir um transplante de córnea.
Como prevenir?
A primeira orientação é evitar contato com os fatores que provocam a alergia. Isso varia de uma pessoa para outra, mas alguns dos gatilhos mais comuns são ácaros, pólen, pelos de animais e fungos.
Por isso, o ideal é manter os ambientes arejados e evitar carpetes, cortinas, bichos de pelúcias e outros itens que possam acumular poeira.
Se, mesmo assim, um quadro alérgico se manifestar, policie-se para não coçar os olhos. O melhor é aplicar compressas frias sobre os olhos fechados, seguir o tratamento antialérgico prescrito pelo médico e consultar um oftalmologista, para prescrever um tratamento ocular adequado.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes (SP).

Fotofobia

23 ago 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Nesta época do ano, os olhos podem ficar mais sensíveis à luz por causa do ressecamento de sua superfície, que é comum no inverno. Essa condição, por sua vez, favorece a ocorrência de micro ferimentos na córnea, chamados de ceratites, que podem ser tratados com o uso de colírios lubrificantes. Ou seja, na estação mais fria do ano, a fotofobia pode ser um alerta para a necessidade de reforçar a lubrificação.
No entanto, a fotofobia também pode ocorrer de forma idiopática, ou seja, espontânea, sem razão aparente. Indivíduos de olhos claros e pupilas maiores, por exemplo, costumam ser mais sensíveis à luz.
Outros fatores capazes de provocar fotofobia são conjuntivites alérgicas, úlceras , certos tipos de medicamentos, machucados e outras alterações na córnea, como o ceratocone, uma doença que altera o formato e a espessura da córnea. Por isso, na dúvida, é bom consultar um oftalmologista para investigar as causas do desconforto. Especialmente se ele for intenso ou vier acompanhado de embaçamento visual.
Com a realização do exame de biomicroscopia na lâmpada de fenda– uma análise por meio de um aparelho que une microscópio e iluminação–é possível verificar se os olhos apresentam sinais de inflamação e iniciar o tratamento adequado.
O uso de óculos escuros e a diminuição da luminosidade do computador também são alternativas para minimizar o incômodo. Por fim, vale ressaltar que, nem sempre, a origem da fotofobia está nos olhos. Em alguns casos, ela é um dos sintomas da enxaqueca.

Fotocoagulação: laser para tratar os olhos

20 ago 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

As aplicações ajudam a reparar danos à retina e aos seus vasos sanguíneos, provocados por algumas doenças. Conheça as vantagens do tratamento:

O procedimento é simples. O paciente chega à clínica e os especialistas fazem uma preparação, que consiste na aplicação de uma substância que dilata a pupila. Antes de iniciar a sessão, o médico também pinga um colírio anestésico. Finalmente, ele posiciona a cabeça da pessoa em uma aparelho e aciona os feixes de laser, direcionados à retina.

O objetivo é cicatrizar a região, danificada por doenças como a retinopatia diabética, em que o prejuízo é provocado pelo excesso de açúcar no sangue. Há ainda outra condição, chamada oclusão da veia da retina, em que ela fica obstruída, prejudicando o fluxo de sangue e a oxigenação local. Em caso de roturas na retina ou risco de descolamento, o recurso também é uma boa opção..

Considerando a gravidade de todas essas condições, a fotocoagulação é uma alternativa bastante promissora. A aplicação é rápida e, na maioria das vezes, indolor. Depois de alguns minutos, o indivíduo já está liberado, mas precisa da presença de um acompanhante, já que existe a possibilidade de ele sentir certo desconforto e embaçamento da visão ao término do tratamento.

Um recente estudo da Academia Americana em Oftalmologia comprovou que a fotocoagulação é um recurso positivo na cauterização da retina isquêmica (em que o fluxo sanguíneo está comprometido) e na preservação visual, em pacientes com retinopatia diabética.

Injeção no olho?

16 ago 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A chamada injeção intravítrea é uma terapia eficaz para barrar o comprometimento da visão provocado por algumas condições. Parece aflitivo? Pois saiba que o procedimento é rápido e causa pouco desconforto.
Algumas doenças dos olhos provocam o surgimento de vasos sanguíneos anormais na retina e prejudicam sua função de formar as imagens. Como consequência, ocorre a perda progressiva e irreversível da visão.

É o caso da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), que como o próprio nome sugere, consiste na deterioração da mácula (área central da retina) que processa os detalhes dos objetos. E também da retinopatia diabética, em que o excesso de açúcar no sangue é o responsável por afetar os vasos oculares. Além dessas doenças, o glaucoma de origem neovascular — que acomete o nervo óptico, cuja função é conduzir as imagens do olho ao cérebro – e as tromboses (quando vasos entopem e geram inchaço na retina) apresentam as mesmas complicações dos vasos anormais e, portanto, têm as injeções como recurso terapêutico.

O tratamento atua no bloqueio do mecanismo de proliferação dos vasos anômalos. No entanto, é necessário manter o acompanhamento e repetir o procedimento se houver recorrência da situação.
Por mais aflitiva que pareça a introdução de uma agulha no olho, a injeção é praticamente indolor e dura poucos minutos. O paciente entra na sala e o médico aplica um colírio anestésico. Aí vem a picada e mais uns minutinhos de repouso. Em seguida, o paciente está liberado para voltar pra casa.

O tratamento é bastante seguro e as complicações, como infecção ou descolamento de retina, são muito raras. É natural que o paciente sinta um desconforto discreto após deixar a clínica oftalmológica, mas, no dia seguinte já pode retomar sua rotina. A exceção é a atividade física, que deve ser interrompida por um curto período, conforme orientação médica.

Catarata pode causar cegueira. Fique atento aos sintomas

1 ago 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo. A causa mais comum é o envelhecimento do cristalino – uma lente natural do olho, que focaliza as imagens -, acentuado, em média, após os 60 anos. Mas a doença pode aparecer em qualquer idade e, por isso, é importante ficar atento aos sintomas.

“A pessoa com catarata tem uma piora gradual da visão, que muitas vezes é confundida simplesmente com a necessidade de mudar os óculos. Ela passa a ver as coisas com menos nitidez tanto para longe como também para perto”, explica o Dr. Hallim Féres Neto, oftalmologista da Lotten Eyes.

Fatores de risco

Além da idade avançada, existem outros fatores de risco que aumentam as chances do diagnóstico de catarata. Entre eles, está o tabagismo, consumo de álcool, exposição excessiva à luz do sol, diabetes e até o uso contínuo de alguns medicamentos, como corticóides.

“A catarata causa piora progressiva na visão, alterações do grau e problemas na definição de contraste e cores. Nos casos mais graves, pode levar à cegueira”, alerta o especialista.

Diagnóstico e tratamento

Para evitar que a doença progrida, é importante identificá-la o quanto antes. O diagnóstico é realizado por meio de um exame oftalmológico, onde verifica-se a visão e a transparência do cristalino (essa lente vai aos poucos impedindo a imagem de entrar no olho). Nos casos mais graves – quando a catarata provoca perda de visão -, contudo, é possível reverter a cegueira por meio de uma cirurgia, como explica o Dr. Hallim:

“A cirurgia é muito segura, com a remoção do cristalino e sua troca por uma lente acrílica artificial, em um procedimento que se chama facoemulsificação. Nessa troca, podemos inclusive escolher uma nova lente que compense as dificuldades de grau que o paciente tinha antes (miopia ou astigmatismo, por exemplo), permitindo, em alguns casos, que ele possa largar os óculos”.

Saiba como limpar suas lentes de contato

31 jul 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Lentes de contato são uma ótima opção para quem não gosta de usar óculos ou não conseguiu se adaptar a esses acessórios. Existem basicamente quatro tipos de lentes: diárias, quinzenas, mensais, e anuais (de troca programada). É importante consultar o oftalmologista para que ele recomende a lente mais adequada, já que cada pessoa tem uma necessidade de correção visual e um estilo de vida diferente.

Para as lentes de troca programada, porém, os cuidados com a higienização devem ser redobrados para evitar infecções. A limpeza correta evita desde conjuntivite até complicações mais graves, como úlcera de córnea.
Confira as dicas do Dr. Dr. Hallim Féres Neto, oftalmologista da Lotten Eyes:

  1. Faça a higienização todos os dias antes de dormir
  2. Lave bem as mãos e seque-as com uma toalha limpa
  3. Retire a lente de contato de um olho e coloque-a na palma de sua mão
  4. Derrame a solução prescrita pelo seu oftalmologista sobre a lente, cobrindo-a. Não utilize soro fisiológico!
  5. Enxague-a com a solução
  6. Coloque a lente de contato no estojo e cubra-a com a solução.
  7. Feche o estojo e repita o procedimento com a lente do outro olho.
  8. Ao acordar, retire as lentes do estojo e faça novamente a limpeza com a solução.

Como perceber se o seu filho tem algum problema de visão

31 jul 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

É possível identificar se uma criança está com dificuldades para enxergar já nos primeiros anos de vida, evitando complicações futuras. Venha entender como

Normalmente, as crianças não dão indícios muito claros de que não estão enxergando bem. Além da dificuldade para verbalizar os sintomas, elas entendem como normal o embaçamento da visão. Por isso, é importante ficar atento para identificar os sinais mais sutis.

“Às vezes, a criança não se move com tanta firmeza, ou cai muito. Os pais, automaticamente, associam essa dificuldade com problemas motores, quando na verdade ela pode estar enxergando mal”, alerta a Dra. Francieli Agrizzi, oftalmopediatra da Lotten Eyes. “Preste atenção se ela se aproxima muito dos livros, da lousa ou da televisão para enxergar melhor , aperta os olhinhos pra ver com nitidez ou ainda se tem queixas de dor de cabeça, apresenta lacrimejamento ou estrabismo (“vesgueira”). Até o desinteresse por leitura ou baixo rendimento escolar podem ser sinais de alerta.”

Outra maneira de detectar um problema é por meio de fotos. Os pais podem tirar uma fotografia e observar o reflexo vermelho na área da pupila de seus filhos.

“Nosso olho funciona como uma ‘câmera fotográfica’, o que torna possível vermos o reflexo vermelho da retina em algumas fotos tiradas com flash. Para que esse reflexo seja visto, é importante que o eixo óptico visual esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e saída de luz pelo orifício pupilar. Caso seja possível identificar alguma mancha branca ou acinzentada, ou ainda diferença entre os reflexos dos dois olhos, é necessário procurar imediatamente um oftalmologista para uma avaliação mais completa”, explica a especialista.

Plasticidade visual

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, três em cada vinte crianças de até 10 anos apresentam alguma dificuldade para enxergar. Como a visão se desenvolve nos primeiros anos de vida, o quanto antes um problema for diagnosticado e tratado, maior a possibilidade de corrigi-lo.

“90% da visão se desenvolve até os dois anos de idade. É o período de maior plasticidade visual. Os outros 10%, até oito, nove anos. Tudo que conseguirmos detectar mais precocemente é melhor. Toda e qualquer alteração durante essa fase, que não tenha sido corrigida, pode acarretar prejuízos à visão para o resto da vida. Vemos muitas crianças usando tampão, devido ao que chamamos de “olho preguiçoso” – quando a visão em um dos olhos está reduzida – e isso deve ser tratado na infância. Temos recursos e equipamentos específicos para examinar as crianças e tratá-las desde cedo”, reforça a Dra. Francieli.

Teste do olhinho

Também conhecido como Teste do Reflexo Vermelho, o teste o olhinho é realizado em muitos estados do Brasil já na primeira semana de vida do recém-nascido, de preferência ainda na maternidade. É um exame simples, rápido e indolor, que detecta doenças congênitas, como catarata, glaucoma ou tumores (retinoblastoma). É importante realizá-lo, mas ele não exclui outros exames necessários, como explica a médica:

“O teste consiste na percepção do reflexo vermelho, que aparece ao ser incidido um feixe de luz sobre a superfície retiniana. É um exame de extrema importância, mas mesmo estando normal, não exclui a necessidade de um avaliação oftalmológica mais completa com o oftalmopediatra no primeiro ano de vida. Por exemplo, se a criança tiver alguma diferença de grau entre um olho e outro, ou qualquer outra alteração periférica, só o exame sob dilatação das pupilas será capaz de detectar.”

Cirurgia Refrativa: diminua ou até elimine a dependência de óculos e lentes de contato

18 jul 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Uma cirurgia a laser, segura, indolor e sem necessidade de internação, permite que os portadores de deficiências oculares – como miopia, hipermetropia e astigmatismo –passem a enxergar melhor. Venha entender mais

De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% da população mundial têm miopia, que apresenta, como principal sintoma, a dificuldade em enxergar objetos que estão distantes. Somando outras alterações oculares, como hipermetropia e astigmatismo, o percentual fica ainda maior. O resultado disso? A necessidade de óculos de grau e lentes de contato, acessórios que, embora auxiliem a pessoa a ver com mais nitidez, podem causar incômodo e se tornar indesejáveis.
Com um procedimento seguro e rápido, chamado cirurgia refrativa, dá para diminuir o uso ou até aposentá-los de vez. “O procedimento corrige, principalmente, miopia, hipermetropia e astigmatismo. Em algumas situações, conseguimos melhorar também a presbiopia (popularmente conhecida como “vista cansada”, mais comum após os 40 anos)”, explica o Dr. Hallim Féres Neto, oftalmologista da Lotten Eyes.
Existem algumas técnicas para realizar a cirurgia refrativa. “Para corrigir o erro utilizamos um aparelho chamado Excimer Laser Refracional, que altera o formato da córnea (uma das lentes do olho, um tecido transparente localizado na parte anterior do olho). O procedimento dura cerca de 6 ou 7 minutos para os dois olhos.”

Segurança e eficácia

Além da simplicidade e da rapidez, a cirurgia é considerada extremamente eficaz, segura e confortável, com a aplicação de apenas algumas gotas de um colírio anestésico. “Estudos mais recentes indicam que 90% dos pacientes ficam com grau residual menor ou igual a 0,50. Menos de 5% precisam continuar usando óculos ou lentes de contato, ou ainda necessitam de um novo procedimento futuramente”, dizHallim. “É uma das cirurgias mais realizadas no mundo, de forma segura. Quando há alguma complicação, geralmente tem relação com uma indicação incorreta. Por isso, é necessária uma avaliação completa para determinar se a cirurgia refrativa é recomendável”.

Pós-operatório: retorno rápido à rotina sem grandes complicações

Como dispensa a necessidade de internação, o paciente pode voltar ao trabalho em até três dias. “Em uma semana, as outras atividades usuais, como treino na academia, também podem ser retomadas. Alguns esforços mais intensos, porém, exigem um tempo maior de recuperação. Para natação, esportes com luta e bola, o paciente precisa esperar, aproximadamente, 30 dias”, avisa o especialista.

O pós-operatório não apresenta grandes complicações. Entre os efeitos colaterais, está a possibilidade de algum desconforto e sensibilidade à luz. Nesses casos, a recomendação é utilizar óculos escuros enquanto os sintomas persistirem. Se os olhos ficarem um pouco mais secos, o paciente pode recorrer aos colírios lubrificantes.

Quem não pode operar
Para evitar riscos, o oftalmologista deve avaliar o paciente por meio de exames pré-operatórios e determinar não somente quando é preciso realizar a intervenção, mas também a melhor técnica a ser utilizada em cada caso. Conheça algumas contraindicações:

  • Idade inferior a 18 anos.
  • Gestantes.
  • Prescrição de óculos ou lentes de contato instável nos últimos dois anos.
  • Histórico de herpes ocular no último ano.
  • Doenças do colágeno (como artrite reumatóide e lúpus).
  • Doenças da córnea, como ceratocone.

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