Você sabe o que é Glaucoma?
Tal como o diabetes ou a hipertensão arterial sistêmica, o glaucoma é uma doença crônica onde a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce são o melhor remédio.
O glaucoma é um grupo de doenças que envolve danos ao nervo óptico, responsável por transmitir sinais visuais ao cérebro, onde são processados e se convertem em imagens.
Não se sabe ao certo o que causa estes danos, mas já está provado que o aumento da pressão intra-ocular é um dos principais fatores de risco associados ao glaucoma.
O glaucoma pode atingir pessoas de todas as raças, sexo, nacionalidade. Porém em algumas pessoas este risco é maior do que em outras.
São fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma:
• História familiar da doença
• Pressão intra-ocular alta
• Raça negra
• Miopia
• Uso crônico e prolongado de corticosteróides
• Trauma ocular
Muitos pacientes não sabem que tem glaucoma até que perdem uma boa parte da visão periférica, levando a uma visão tubular. A doença se desenvolve lentamente, isto explica porque muitos portadores vivem muitos anos antes de notar algum sintoma. Tal perda , infelizmente e irreversível.
O seu oftalmologista pode diagnosticar se você tem glaucoma ou risco para tal, antes de aparecerem os sintomas. Muitas vezes, exames complementares periódicos e seguimento são necessários para o diagnóstico e acompanhamento da doença.
O tratamento do glaucoma se baseia na diminuição da pressão intra-ocular. A pressão alvo a ser atingida para cada paciente deve ser individualizada caso a caso. Na maioria dos casos, o tratamento é inicialmente feito com colírios. Se não houver êxito seu médico pode indicar um procedimento cirúrgico ou a laser.
A melhor maneira de prevenir o glaucoma é realizar exames periódicos que permitirá o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado.
Dra. Ruth Rosenhek Schor
Especialista em Glaucoma.
Eliminando alguns mitos

É fato que o papel do oftalmologista vem se ampliando graças à tecnologia e em função do envelhecimento da população brasileira, mas julgo importante esclarecer, no velho capítulo dos óculos e lentes de contato, alguns mitos e alguns pontos de curiosidade.
Uma das principais razões pelas quais nossos pacientes nos procuram é para verificação e prescrição de lentes corretivas. O uso de lentes, corretivas ou não, não tem papel definidamente estabelecido no fato do grau aumentar ou não aumentar. Alguns estudos em macacos demonstraram que o uso dos óculos para miopia, em se tratando de jovens em fase de crescimento, poderia no caso do uso frequente na leitura aumentar a miopia, mas nem isso é definitivo. O fato é que quem não faz uso de correção refrativa adequada pode vir a apresentar inúmeros sintomas qualificados como astenopia, e que
se manifestam na forma de vermelhidão, lacrimejamento e dor de cabeça. Em resumo, isto significa dizer que não usar óculos traz sintomas desagradáveis, mas não aumenta e nem diminui o grau.
Outra pergunta que nos fazem sistematicamente diz respeito ao uso de óculos escuros e sua procedência. E aqui vale ressaltar que os óculos escuros têm, desde que manufaturados com material de boa qualidade, papel de filtro que protege os olhos do aparecimento de doenças que tem correlação com a radiação ultravioleta. Com o prolongamento da expectativa de vida, isso passa a ser importante, especialmente nos quadros de degeneração macular e catarata e, portanto, aqui fica também a recomendação positiva para seu uso. A origem destes óculos deve ser adequada e isto evidentemente dependerá da confiança em quem os vende.
Muito nos é questionado ainda sobre a leitura e a evolução dos graus refrativos e o pós-operatório de uma cirurgia ocular. A leitura não prejudica a visão e pode ser feita sempre. Logicamente que isso tem melhor efeito se realizado de forma adequada. Portanto, ler com grau inadequado, no escuro e ou com baixa luminosidade, em pós-operatório recente, não traz conforto, mas pode ser feito. Existem consequências momentâneas em forma de desconforto, mas que efetivamente não trazem prejuízos a médio e longo prazo.
Pacientes usuários nos questionam sobre os procedimentos refrativos e o uso de lentes de contato. A adaptação de uma lente de contato requer a supervisão médica e problemas momentaneamente inaparentes podem trazer consequências ruins a médio e longo prazo. Não é incomum vermos pacientes misturando produtos de manutenção de suas lentes de contato, que efetivamente são comprados desnecessariamente, levando a quadros irritativos. Afora isso, entendo que lentes podem ser usadas desde que as pessoas conheçam adequadamente os sintomas que possam significar que algo não está bem, e saibam manipular adequadamente o produto. Em havendo bom esclarecimento e bom entendimento, são recursos úteis e que proporcionam visão em muitos casos até superior aos próprios óculos.
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