Estrabismo na infância: a importância da detecção precoce

10 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A falta de alinhamento dos olhos nem sempre é evidente, mas se identificada cedo, permite a correção de problemas que podem comprometer a visão, como a ambliopia.

O estrabismo é a falta de alinhamento ocular. Ela pode se manifestar em qualquer idade, mas, se detectada ainda na infância, até os sete anos, pode evitar a diminuição da capacidade visual. Isso porque ela pode levar à ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, que promove prejuízos à visão se não for tratada cedo.

Existem três tipos de estrabismo:

Convergente: quando o desvio dos olhos é para dentro;
Divergente: quando o desvio dos olhos é para fora;
Vertical: quando um dos olhos fica mais alto ou mais baixo que o outro.

Quando desconfiar?

Na maioria das vezes, o estrabismo só é percebido pelos familiares quando apresenta um grande ângulo de desvio. Mas, nem sempre o problema é evidente. Por isso, é muito importante levar a criança ao oftalmologista ainda no primeiro ano de vida.

Olho preguiçoso. O que é?

Trata-se de uma condição que afeta de 2% a 4% da população brasileira. Para evitar a visão dupla causada pelo desalinhamento ocular, a função do olho desviado é suprimida. Neste caso, as chances de recuperação são maiores se o tratamento for feito até os sete anos, quando a visão ainda está em desenvolvimento.

Tratamentos

Os tratamentos do estrabismo variam de acordo com o tipo e a causa do problema. Conheça as alternativas:

Óculos: indicados quando é possível restabelecer o alinhamento dos olhos com o uso deles ou de lentes de contato. Nesse caso, é necessário avaliar o paciente algumas semanas após a prescrição. Se os olhos estiverem na posição correta, é possível dar prosseguimento a essa estratégia terapêutica. Mas, se ainda desviarem, pode ser necessário recorrer à cirurgia.

Tampão ou oclusão: o principal objetivo desse tratamento não é curar o estrabismo, mas tratar a ambliopia provocada por ele. Como? Impedindo a visão do olho normal para exercitar a do “preguiçoso” . O tampão costuma ser usado por cerca de seis horas por dia. Nem sempre a adaptação é fácil, já que, no período de tratamento, a criança depende da visão comprometida para fazer suas atividades. Por isso, é muito importante que os familiares dêem suporte nesse primeiro momento. A tendência é que, com o tempo, a visão melhore e o tratamento se torne menos desagradável, até ser suspenso com orientação médica.

Exercícios ortópticos: são uma espécie de fisioterapia para os olhos, mas tem indicação específica, para casos discretos de estrabismo.

Toxina botulínica: é usada em casos específicos de estrabismo, como aqueles relacionados a paralisias musculares.

Prismas: consistem em um tipo de lente que aumenta o conforto visual de pacientes que apresentam visão dupla e costuma ser indicada na idade adulta.

Cirurgia: é recomendada para tratar boa parte dos estrabismos e também pode ser realizada na idade adulta.

Fonte: Dra. Francieli Agrizzi, oftalmopediatra e estrabóloga da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Degeneração macular relacionada à idade: tratamentos disponíveis para evitar a perda da visão

7 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A Degeneração Macular Relacionada à Idade, ou DMRI, é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 65 anos, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Mas, se identificada precocemente, a progressão da doença pode ser controlada.

O problema tem origem no desgaste da mácula, área da retina responsável pelo centro da visão e que permite perceber detalhes, como reconhecer cores e o rosto das pessoas ou ler um livro. Seus principais sintomas são embaçamento de visão, lento ou abrupto, e distorção de imagens.

Seca ou úmida?

Existem dois tipos de DMRI. A forma seca corresponde a 90% dos casos e pode provocar a perda de visão central de forma lenta, por levar à formação de uma cicatriz na mácula. Ela pode evoluir para a forma úmida, que representa 10% dos casos da doença, mas é a mais agressiva, responsável por 90% dos casos com grave perda de visão. Se não tratada precocemente, promove a formação de vasos anormais na mácula, que pode ocasionar hemorragia, formação de cicatriz e perda de visão repentina.

Fatores de risco

Todas as pessoas com mais de 50 anos – principalmente aquelas com algum fator de risco, como histórico familiar da doença ou pele, olhos claros, tabagistas e exposição solar acentuada – devem visitar o oftalmologista e realizar o exame de mapeamento de retina anualmente para avaliar possíveis riscos de desenvolver a doença.

Diagnóstico

Se o mapeamento de retina indicar suspeita em relação à Degeneração Macular Relacionada à Idade, o paciente deve procurar um especialista em retina, que poderá realizar exames como o OCT (Tomografia de Coerência Óptica, na sigla em inglês) e a angiofluoresceinografia. Eles são importantes para fechar o diagnóstico, pois verificam se há inchaço, lesões ou anomalias na retina e na mácula.

E quem já foi diagnosticado com DMRI, deve monitorar a qualidade da visão com frequência utilizando a tela de Amsler, um exame que é feito com um dos olhos fechados, olhando para um ponto central localizado no meio de um painel quadriculado. Dessa forma, é possível identificar precocemente os primeiros sinais de evolução para a forma úmida e evitar a perda da visão.

Tratamentos disponíveis

A indicação de cada tratamento depende de avaliação por um especialista em retina. As alternativas atualmente disponíveis são:

  • Injeção intravítrea: consiste na administração de medicamentos por meio de injeções no olho, que controlam a DMRI úmida, reduzindo o edema da mácula e, consequentemente, melhorando a visão. Embora pareça aflitivo, o procedimento é rápido e pouco incômodo. O custo-benefício compensa, já que ele melhora a visão em 90% dos casos, sendo que, em 40-50% deles, consegue-se um ganho de visão considerável. A terapia bloqueia o crescimento dos vasos anormais no fundo do olho e requer pelo menos três aplicações mensais para estabilizar a doença.
  • Terapia Fotodinâmica: é a injeção de uma substância na veia, posteriormente ativada com um aparelho de laser, que é aplicado no fundo do olho.
  • Fotocoagulação com laser: também se trata de aplicação de laser, com a pupila dilatada e a aplicação de um colírio anestésico.
  • Suplementação com vitaminas: pode reduzir a chance de progressão da forma seca para a úmida.

Fonte: Dr. Renato Palácios, oftalmologista especializado em retina da Lotten Eyes.

Monovisão: cirurgia de catarata e refrativa de uma vez só!

7 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Os pacientes que querem tratar de uma vez só a catarata e alguns problemas causados por erros refrativos como miopia, hipermetropia ou presbiopia, podem optar pela cirurgia realizada com a técnica de monovisão. Conheça mais sobre esse procedimento.
A catarata é uma alteração geralmente causada pelo envelhecimento do olho, que faz com que o cristalino fique parcial ou totalmente opaco, resultando em perda de visão progressiva, tanto para perto, como para longe, em um olho ou em ambos. Quem tem a doença e sofre de problemas refrativos como miopia (má visão à distância), hipermetropia ou presbiopia (visão próxima ruim) pode tratá-los de uma vez só com a cirurgia realizada com a técnica de monovisão.
Neste procedimento, são implantadas lentes intra-oculares monofocais, uma para perto, num olho, e a outra para longe, no outro, para reduzir o grau de miopia e substituir o cristalino danificado pela catarata. Após a cirurgia, o paciente terá o grau zerado em um olho e miopia residual (aproximadamente 1,5 grau), no outro.
Essa condição permitirá que ele enxergue com mais qualidade, apesar de não corrigir com perfeição a má visão de profundidade, também chamada de tridimensional—aquela que utilizamos para manobrar um carro, por exemplo. Por isso, ainda será necessário usar óculos nas atividades que exijam grande acuidade visual – dirigir e ler, por exemplo. Trata-se de uma técnica que melhora a visão de longe, mas não a de perto.
Adaptação
No pós-operatório, o cérebro e os olhos precisam se adaptar à nova forma de enxergar, o que pode levar de três a seis meses.
Quem pode fazer?

Quem tem o grau de miopia muito alto e deseja se livrar dos óculos por questões estéticas, por exemplo. Não há restrições em relação ao grau do erro refrativo. Mas é necessário passar por uma avaliação prévia com o oftalmologista e realizar exames pré-operatórios.
Por que fazer na Lotten Eyes?
A consulta e a avaliação para diagnóstico da catarata podem ser feitas em qualquer uma das 20 unidades da Lotten Eyes na Grande São Paulo, que aceitam mais de 30 convênios. Já os pacientes com diagnóstico confirmado de catarata devem procurar as unidades Jardins ou Morumbi, que oferecem atendimento especializado regularmente.
A cirurgia de catarata é realizada na unidade do Morumbi ou em ambiente hospitalar, de acordo com a condição clínica de cada paciente.
A rede é referência em cuidados com a saúde dos olhos, com mais de 30 mil procedimentos cirúrgicos realizados em quase 30 anos de experiência e mais 160 mil pacientes atendidos.
Entre seus diferenciais destacam-se o seu bloco cirúrgico completamente equipado, profissionais altamente qualificados e reconhecidos internacionalmente em várias especialidades e sua ampla rede de atendimento pré e pós-operatório, com salas modernas de medicina diagnóstica.
Confira os endereços em: www.lotteneyes.com.br

Dia Mundial da Acessibilidade: recursos que ampliam o acesso à internet

4 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Conheça algumas ferramentas disponíveis para promover a acessibilidade digital de pessoas com deficiência visual

Acessibilidade é a promoção de condições favoráveis à qualidade de vida das pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, que no Brasil, representam 45 milhões de indivíduos, ou 24% da população, das quais 7,2 milhões (3,2%) têm deficiências visuais .

No Brasil, esse direito é garantido pelo Decreto Nº 5.296/2004, que estabelece desde a obrigatoriedade de disponibilizar rampas e banheiros adaptados em edificações para pessoas em cadeira de rodas, à oferta de ferramentas, recursos e serviços destinados ao uso de computadores, celulares e internet. Tudo isso contribui para promover a independência e a inclusão desse público na sociedade e ampliar suas habilidades funcionais.

Nesse Dia Mundial da Acessibilidade, conheça alguns recursos de acessibilidade na Web para deficientes visuais:

Audiodescrição – É um recurso fundamental para que pessoas cegas, com baixa visão ou deficiência intelectual possam compreender conteúdos audiovisuais, como filmes, eventos e postagens em redes sociais. Um exemplo de audiodescrição é a legenda #descriçãodaimagem, que descreve o há numa imagem. As emissoras de TV também são obrigadas a exibir produções adaptadas com esse recurso.

Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG 2.0) – O World Web Consortium (W3C) é a organização responsável pela elaboração e atualização das recomendações para tornar o conteúdo Web mais acessível a um maior número de pessoas com deficiências, incluindo cegueira e baixa visão, surdez e baixa audição, incapacidade de fala, fotossensibilidade, entre outras. As diretrizes estabelecem o padrão de navegação utilizando tecnologias inclusivas de hardware e periféricos (mouse, teclado, monitor, áudio etc.) e a utilização de programas especiais para navegadores (Internet Explorer, Firefox, Opera e outros) e leitores de sites, entre outras recomendações. O conteúdo está disponível em: https://www.w3.org/Translations/WCAG20-pt-PT/.

Leitores de tela – São sistemas desenvolvidos para auxiliar pessoas cegas, com baixa visão ou com dificuldades na digitação a navegar em computadores, smartphones e links de sites que não adotam os padrões internacionais de acessibilidade, usando o teclado ou a tela do celular, apertando a tecla Tab ou a seta para baixo, programas de comando de voz ou sintetizadores de voz. Para saber qual é a melhor forma de navegação, é necessário consultar o manual do leitor de telas. Confira algumas sugestões de programas disponíveis:
DOSVOX: sistema gratuito para Windows ou Linux, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Jaws: serviço pago de leitura de tela que permite usar todo o sistema Windows, disponível em vários idiomas;
Nitrous Voice Flux: controla o computador por voz (gratuito);
NVDA: software livre para leitura de tela para Windows, disponível em vários idiomas;
Orca: software de código aberto e gratuito para Linux;
Screen Reader for Blind (Shine Plus): este leitor de telas gratuito é uma opção ao aplicativo nativo do Android, o TalkBack, que oferece algumas funções diferentes, como ditar;
TalkBack: é o leitor de tela nativo do Google em dispositivos Android. Ele oferece feedback falado para usar o aparelho sem olhar para a tela e permite acessar o sintetizador de voz;
Virtual Vision: leitor de tela em português do Brasil;
VoiceOver: leitor de tela disponível nos aparelhos da Apple. Baseado em gestos, permite realizar várias funções, como tirar fotos, usar aplicativos, fazer ligações, enviar mensagens de texto etc.
YeoSoft Text: leitor de tela em inglês e português.

Leitor de livros digitais: a Fundação Dorina Nowill oferece o leitor de livros digitais Dorina Daisy Reader Mais (DDReader+), desenvolvido para pessoas com deficiência visual e baixa visão, em formato DAISY 3.0 (Windows), em português, inglês e espanhol. Os livros podem ser lidos por voz sintetizada, narração pré-gravada ou somente em texto na tela. O DDReader tem como requisito obrigatório a instalação de uma voz sintetizada no idioma a ser usado. Assim, além de ter instalado o sistema SAPI5 da Microsoft (que é parte do sistema Windows), é necessário ter uma voz no idioma escolhido. Para entrar em contato com a fundação, acesse o site www.fundacaodorina.org.br ou telefone para (11) 5087-0999.

Ampliador de tela para pessoas cegas ou de baixa visão – Aumenta a fonte das letras utilizando o zoom nativo do navegador, pressionando as teclas “Ctrl” e “+” para aumentar todo o site e “Ctrl” e “-“ para diminuir. Para voltar ao padrão, pressione “Ctrl” e “0”.

Teclas de atalho por navegadores: atalhos de teclado que permitem que pessoas com deficiências visual ou motora utilizem o teclado para navegar pelas páginas web com seus browsers, ao invés de usar o mouse. Exemplos:
Internet Explorer: http://www.acessibilidadelegal.com/33-teclas-ie.php
Chrome: http://www.acessibilidadelegal.com/13-chrome.php
Firefox:http://www.acessibilidadelegal.com/33-teclas-ff.php

Navegação por tabulação: a tecla Tab permite navegar por elementos que recebem ação do usuário no site, tais como links, botões, campos de formulário e outros, na ordem em que eles são apresentados na página. Para retornar, Shift + Tab e para acessar as informações textuais, usar as setas direcionais.

Aplicativos (Android e iOS) – O CittaMobi, app que informa opções de transporte público, tem uma versão desenvolvida especialmente para deficientes visuais – basta ter o app instalado e ativar a função TalkBack do smartphone.

Sites especializados/entidades:
Bengala Legal: www.bengalalegal.com;
Fundação Dorina Nowill: www.fundacaodorina.org.br.

e-MAG – É o modelo de acessibilidade em Governo Eletrônico adotado pelo Governo Brasileiro para disponibilizar informações oficiais em portais como o do Ministério da Saúde, por exemplo. Ele está alinhado às recomendações internacionais e estabelece padrões de comportamento acessível para todos os sites governamentais brasileiros.

Referências:
https://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo.html?busca=1&id=1&idnoticia=2965&t=pns-2013-dois-anos-mais-metade-nascimentos-ocorreram-cesariana&view=noticia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art112
http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/09/cresce-numero-de-pessoas-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-formal
http://portalms.saude.gov.br/acessibilidade#navigation
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-os-cegos-usam-a-internet/
http://www.bengalalegal.com/capitulomaq
https://www.fundacaodorina.org.br/blog/o-que-e-audiodescricao/
http://oampliadordeideias.com.br/6-leitores-de-tela-para-seu-computador/
http://www.acessibilidadeandroid.com.br/video-demonstrando-os-gestos-e-funcoes-do-shine-plus/

Miopia, hipermetropia, astigmatismo? Veja o tipo de cirurgia mais indicado

30 nov 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Os problemas de visão causados por erros refrativos, como miopia (má visão à distância), hipermetropia ou presbiopia (visão próxima ruim) e astigmatismo (visão embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto) atingem mais de 14 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Por isso, a cirurgia refrativa é tão popular.

Além de ser um procedimento extremamente seguro e que não precisa de internação, é realizado em menos de dez minutos, por meio de um equipamento que emite luz ultravioleta para remodelar a superfície da córnea e modificar sua curvatura para corrigir os erros refrativos.

Técnicas
Existem duas técnicas de cirurgia refrativa: a PRK e a Lasik. Ambas são seguras, rápidas e proporcionam os mesmos resultados, além de conforto e qualidade de vida para realizar as tarefas do dia a dia, praticar esportes e viajar. O que as diferencia é o tempo de recuperação, que geralmente é menor quando se opta pela Lasik. Para saber qual é a tecnica mais recomendada, é necessário realizar exames para avaliar o grau, a saúde do olho e o aspecto da córnea.

Ceratectomia Fotorrefrativa (PRK)
Uma fina película da camada que reveste a córnea é removida e é aplicado o laser para correção do erro refrativo. Terminado o procedimento, uma lente de contato terapêutica é colocada na superfície corneana para promover a cicatrização e o alívio do desconforto nos primeiros dias do pós-operatório. O período de recuperação é um pouco mais longo que na cirurgia de Lasik, correspondente ao tempo necessário para regeneração do tecido que foi removido. Por isso, ela é mais apropriada para pacientes jovens, com graus mais elevados e córneas mais finas.

Lasik (Laser Assisted In Situ Keratomileusis) com laser de femtosegundo
A técnica remodela a curvatura da córnea para corrigir o erro refrativo, tornando-a mais plana, em casos de miopia, mais inclinada, se a pessoa tiver hipermetropia ou mais regular, se o problema for astigmatismo. O método lança mão de dois tipos de laser: o primeiro realiza um corte circular, de alta precisão, na superfície da córnea, por meio do qual o médico acessa a região intermediária. O segundo laser é utilizado para remodelá-la e atingir a graduação desejada, definida com base nos exames pré-operatórios, levando-se em conta o grau, a curvatura e a espessura da córnea. Finalizada essa etapa, o tecido corneano é recolocado e encaixado perfeitamente na lente. Como essa camada externa não é removida, a cicatrização ocorre em até 48 horas, ou seja, o tempo de recuperação é menor.

Quem pode fazer?
É elegível à cirurgia quem tem um dos problemas de refração mencionados anteriormente e está com o grau estável há pelo menos um ano (variação de até 0,5 neste período). Considerando que isso não costuma acontecer antes dos 18 anos, não dá para operar antes dessa idade. O procedimento também é contraindicado em casos de doença na córnea.

Por que fazer na Lotten Eyes?
Em seus quase 30 anos de experiência em cuidados com a saúde dos olhos e mais 160 mil pacientes atendidos, a Lotten Eyes é uma referência na realização de procedimentos cirúrgicos, com mais de 30 mil realizados, entre os quais, cirurgias refrativas.
Além de contar com profissionais qualificados, reconhecidos internacionalmente e constantemente atualizados, em várias especialidades, dispõe de um bloco cirúrgico completamente equipado.
Outra vantagem é a sua ampla rede de atendimento pré e pós-operatório, com salas modernas de medicina diagnóstica e 20 consultórios em diversas regiões da Grande São Paulo, o que permite escolher a unidade mais próxima para agendar as consultas e exames. E o melhor de tudo é que são aceitos mais de 30 convênios.

Sol e poluição predispõem ao pterígio

6 nov 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Este crescimento benigno do tecido ocular pode gerar incômodo e, em casos extremos, comprometer a visão. Aprenda a prevenir

O pterígio se caracteriza pelo espessamento da conjuntiva, a membrana que reveste a parte interna da pálpebra e a superfície da córnea.

Embora seja benigna, a alteração é capaz de gerar desconforto, como sensibilidade ocular, irritação, ardência e alterações no grau, principalmente astigmatismo. Em casos extremos, há o risco dessa pele crescer e tampar a pupila, afetando a visão. “O ideal é impedir que a situação chegue a esse ponto, pois, mesmo que seja feita a cirurgia, o problema pode deixar uma cicatriz no local. E, se essa cicatriz ficar na frente da pupila, a visão pode não voltar ao normal após o procedimento”, avisa o Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

O primeiro conselho é lidar com os fatores de risco, a fim de reduzir a probabilidade de ter pterígio. “A exposição regular ao sol, a ambientes secos e com poluição, favorecem o crescimento do tecido”, explica o Dr. Hallim.

Por essa razão, ele recomenda o uso de óculos escuros com proteção UV, mesmo em dias nublados, para barrar o efeito nocivo dos raios ultravioleta. E, nos dias secos, o melhor é ter sempre um colírio lubrificante à mão, aplicando-o quando houver ressecamento dos olhos.

É de família! Saiba como prevenir problemas de visão hereditários

6 nov 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Os erros de refração, como miopia, astigmatismo e hipermetropia, são os exemplos mais comuns de problemas de visão com componente genético, ou seja, se uma pessoa apresenta alteração, há risco dos seus descendentes também manifestarem.

Embora esse não seja um fator determinante, já que o meio ambiente também influencia na probabilidade de desenvolver doenças, ele aumenta a predisposição, o que justifica caprichar na prevenção e, se necessário, iniciar o tratamento precocemente. Quer um bom argumento? Estima-se que cerca de 40% dos casos de deficiência visual sejam causados por doenças oculares hereditárias, a exemplo do glaucoma.

Grau de parentesco

Algumas doenças são transmitidas por meio de genes do pai, da mãe ou até de tios, como é o caso de glaucoma e estrabismo. Por isso, se tiver casos dessas doenças na família, vale acompanhar mais de perto.

Quando avaliar?

A associação norte-americana de oftalmopediatria preconiza que a primeira avaliação em consultório aconteça aos 18 meses de idade. Como a visão pode levar até dez anos para se desenvolver, o ideal é que a primeira consulta oftalmológica seja feita até os três anos de idade.

Principais exames

Com o teste do olhinho, é possível identificar opacidades do cristalino, um sintoma da catarata congênita, e alterações do fundo do olho. Por isso, é fundamental que ele seja realizado nos primeiros dias de vida, de preferência, ainda na maternidade. Trata-se de um exame indolor, em que um feixe de luz é projetado nos olhos da criança, para verificar a presença de alterações.

Depois da primeira consulta, é importante seguir com o acompanhamento uma vez ao ano, até os 10 anos e, depois disso, conforme a necessidade orientada pelo médico.

Diante da suspeita de problemas de visão congênitos, o especialista pode recorrer a outros métodos diagnósticos, como a biomicroscopia, que verifica estrutura dos olhos, a tonometria, para medir a pressão ocular e o mapeamento de retina.

Principais doenças oculares hereditárias

Miopia – Caracterizada pela má visão à distancia, se não corrigida devidamente, pode provocar mau rendimento na escola, lacrimejamento ou tensão ocular. O tratamento, na maioria dos casos, é feito com o uso de óculos, com lentes que focam os raios de luz na retina e melhoram a visão. A cirurgia refrativa não é indicada em crianças, pois é necessário que a visão já esteja desenvolvida e que a correção da miopia já tenha estabilizado, o que geralmente ocorre só na fase adulta.

Astigmatismo – É um tipo de erro refrativo em que o olho não consegue focar a luz na retina de maneira uniforme, provocando embaçamento e dificuldade de focar objetos, tanto de longe, quanto de perto. Ele ocorre devido a irregularidades da córnea ou do cristalino, que podem estar relacionadas a fatores genéticos. O tratamento é feito com a prescrição de óculos, quando há astigmatismo significativo que, se não for corrigido, pode levar à baixa visão.

Hipermetropia – Também faz com que a visão fique embaçada, tanto de longe, como de perto. Se o grau de hipermetropia for elevado, precisará ser corrigido com óculos. Caso contrário, exigirá um esforço ocular muito grande para focar, favorecendo o surgimento de dores de cabeça e o desvio dos olhos para dentro (estrabismo convergente).

Catarata congênita – É uma das principais causas de cegueira na infância e de outros problemas visuais, como a ambliopia e o estrabismo. A maioria dos casos acontece sem causa aparente ou é hereditária. Em outros, mais raros, ocorre como consequência de distúrbios metabólicos (hipoglicemia ou hipocalcemia) ou infecções durante a gravidez, como toxoplasmose ou rubéola. Para evitar prejuízos à visão, que está em plena formação, é necessário diagnosticá-la até os dois anos de vida da criança, partindo para a correção cirúrgica. .
Ceratocone – É uma doença ocular não inflamatória, que afeta o formato e a espessura da córnea, acarretando uma percepção distorcida das imagens. Na sua fase inicial, apresenta-se como um astigmatismo irregular, levando o paciente a trocar o grau dos óculos com frequência. O diagnóstico definitivo é feito com exames clínicos e de imagem. Os tratamentos variam entre prescrição de óculos, lentes de contato específicas e cirurgia.

Estrabismo – O estrabismo é um desalinhamento dos olhos que, geralmente, tem início na infância. Os desvios podem ser convergentes (para dentro), divergentes (para fora) ou verticais (um olho fica mais alto do que o outro). As possibilidades de tratamento incluem uso de óculos, cirurgia ou os dois tratamentos combinados. Quando há indicação específica, os médicos recorrem à toxina botulínica como método terapêutico.

Glaucoma congênito – O glaucoma infantil tem como característica a pressão intraocular elevada que, se não for tratada a tempo, pode lesionar o nervo óptico e prejudicar a capacidade de enxergar. A doença está entre as principais causas de cegueira irreversível em crianças no Brasil. O tratamento é feito com cirurgia e uso de colírios.

Fontes: Hallim Feres Neto, oftalmologista, e Francieli Agrizzi, oftalmopediatra e estrabóloga, da clínica Lotten Eyes (SP).

Colírio: perigo da automedicação

31 out 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Poluição, ar condicionado, exposição frequente à tela do computador e do celular… Tudo isso pode deixar os olhos irritados e provocar uma vontade irresistível de pingar umas gotas de colírio.

Mas, cuidado! Esse hábito, aparentemente inofensivo, pode causar problemas graves de visão, ao invés de tratar a origem do desconforto. “Lembre-se de que o colírio é um medicamento com via de administração ocular, que deve ser prescrito pelo oftalmologista”, avisa o Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Os riscos da automedicação são os mesmos relativos ao uso indiscriminado de qualquer outro tipo de remédio, como comprimidos ou pomadas. Ou seja, pode desencadear efeitos colaterais indesejados e até agravar uma doença já existente”, alerta o médico.

Por isso, sempre que sentir qualquer desconforto nos olhos ou dificuldade de enxergar, resista à tentação e procure um oftalmologista.

Colírio é medicamento

Existem vários tipos, fabricados com substâncias diferentes, para tratar as mais diversas doenças oculares. Há os colírios lubrificantes, antibióticos, anti-inflamatórios hormonais (com corticoide) e não-hormonais (sem corticoide), antialérgicos, antiglaucomatosos (para tratamento de glaucoma), anestésicos e midriáticos (que dilata a pupila para exame), entre outros.

O tamanho do perigo

Veja as consequências da automedicação com cada tipo de colírio

Lubrificantes

Também conhecidos como “lágrima artificial”, tratam o ressecamento dos olhos. Embora sejam vendidos sem prescrição médica e não causem danos por uso prolongado, também não são capazes de tratar eventuais doenças por trás do sintoma — eles apenas amenizam o incômodo. Por isso, na dúvida, melhor consultar um profissional. Caso o seu oftalmologista prescreva um lubrificante, dê preferência aos sem conservantes, principalmente quando há necessidade de usar o produto muitas vezes ao dia, já que esse componente pode ser tóxico para a córnea.

Antibióticos

Existem diversas classes de antibióticos e cada uma é eficaz para combater certos tipos de bactérias. Portanto, não adianta tratar a conjuntivite com o mesmo antibiótico receitado a um vizinho. Outro erro comum é interromper as aplicações quando os sintomas diminuem. Além de não surtir efeito, o tratamento equivocado favorece a multiplicação de bactérias resistentes, o que só agrava a situação.

Anti-inflamatórios com corticoide

Também existem várias classes, para diferentes tipos de inflamações. Por isso, é necessário um diagnóstico adequado para um uso correto e seguro.
Se um colírio com corticoide for usado de forma equivocada para tratar uma conjuntivite pelo vírus da herpes, por exemplo, há risco de o problema piorar.

Sem contar que o uso indiscriminado de corticoide aumenta a pressão intraocular de quem é suscetível, favorecendo o glaucoma, uma lesão no nervo óptico que afeta a visão. A Sociedade Brasileira de Glaucoma estima que um terço dos casos da doença no Brasil sejam desencadeados por esse motivo. Por fim, outro efeito colateral do uso de corticoide sem critério é a possibilidade de acelerar o aparecimento de catarata.

E se eu tiver um problema e não usar os colírios prescritos corretamente?

Depende da doença. Uma conjuntivite provocada por vírus é, geralmente, autolimitada, ou seja, pode desaparecer sozinha. Já o glaucoma não tratado pode levar à cegueira.

O jeito certo de usar

Siga rigorosamente as orientações do oftalmologista, em relação ao tempo de utilização, dosagem, intervalos e número de aplicações do medicamento.

Antes de pingar, lave bem as mãos. Evite encostar a tampa e o frasco em superfícies ou nos cílios. Depois, guarde o colírio em um local limpo e apropriado (siga as recomendações da bula).

Se sentir qualquer incômodo durante o uso, como ardência, vermelhidão ou irritação, informe ao médico. Ao término do tratamento, descarte a medicação.

Caso esteja usando mais de um tipo de colírio, espere 15 minutos entre as aplicações.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Colírio: perigo da automedicação

15 out 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Poluição, ar condicionado, exposição frequente à tela do computador e do celular… Tudo isso pode deixar os olhos irritados e provocar uma vontade irresistível de pingar umas gotas de colírio.

Mas, cuidado! Esse hábito, aparentemente inofensivo, pode causar problemas graves de visão, ao invés de tratar a origem do desconforto. “Lembre-se de que o colírio é um medicamento com via de administração ocular, que deve ser prescrito pelo oftalmologista”, avisa o Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Os riscos da automedicação são os mesmos relativos ao uso indiscriminado de qualquer outro tipo de remédio, como comprimidos ou pomadas. Ou seja, pode desencadear efeitos colaterais indesejados e até agravar uma doença já existente”, alerta o médico.

Por isso, sempre que sentir qualquer desconforto nos olhos ou dificuldade de enxergar, resista à tentação e procure um oftalmologista.

Colírio é medicamento

Existem vários tipos, fabricados com substâncias diferentes, para tratar as mais diversas doenças oculares. Há os colírios lubrificantes, antibióticos, anti-inflamatórios hormonais (com corticoide) e não-hormonais (sem corticoide), antialérgicos, antiglaucomatosos (para tratamento de glaucoma), anestésicos e midriáticos (que dilata a pupila para exame), entre outros.

O tamanho do perigo

Veja as consequências da automedicação com cada tipo de colírio

Lubrificantes

Também conhecidos como “lágrima artificial”, tratam o ressecamento dos olhos. Embora sejam vendidos sem prescrição médica e não causem danos por uso prolongado, também não são capazes de tratar eventuais doenças por trás do sintoma — eles apenas amenizam o incômodo. Por isso, na dúvida, melhor consultar um profissional. Caso o seu oftalmologista prescreva um lubrificante, dê preferência aos sem conservantes, principalmente quando há necessidade de usar o produto muitas vezes ao dia, já que esse componente pode ser tóxico para a córnea.

Antibióticos

Existem diversas classes de antibióticos e cada uma é eficaz para combater certos tipos de bactérias. Portanto, não adianta tratar a conjuntivite com o mesmo antibiótico receitado a um vizinho. Outro erro comum é interromper as aplicações quando os sintomas diminuem. Além de não surtir efeito, o tratamento equivocado favorece a multiplicação de bactérias resistentes, o que só agrava a situação.

Anti-inflamatórios com corticoide

Também existem várias classes, para diferentes tipos de inflamações. Por isso, é necessário um diagnóstico adequado para um uso correto e seguro.
Se um colírio com corticoide for usado de forma equivocada para tratar uma conjuntivite pelo vírus da herpes, por exemplo, há risco de o problema piorar.

Sem contar que o uso indiscriminado de corticoide aumenta a pressão intraocular de quem é suscetível, favorecendo o glaucoma, uma lesão no nervo óptico que afeta a visão. A Sociedade Brasileira de Glaucoma estima que um terço dos casos da doença no Brasil sejam desencadeados por esse motivo. Por fim, outro efeito colateral do uso de corticoide sem critério é a possibilidade de acelerar o aparecimento de catarata.

E se eu tiver um problema e não usar os colírios prescritos corretamente?

Depende da doença. Uma conjuntivite provocada por vírus é, geralmente, autolimitada, ou seja, pode desaparecer sozinha. Já o glaucoma não tratado pode levar à cegueira.

O jeito certo de usar

Siga rigorosamente as orientações do oftalmologista, em relação ao tempo de utilização, dosagem, intervalos e número de aplicações do medicamento.

Antes de pingar, lave bem as mãos. Evite encostar a tampa e o frasco em superfícies ou nos cílios. Depois, guarde o colírio em um local limpo e apropriado (siga as recomendações da bula).

Se sentir qualquer incômodo durante o uso, como ardência, vermelhidão ou irritação, informe ao médico. Ao término do tratamento, descarte a medicação.

Caso esteja usando mais de um tipo de colírio, espere 15 minutos entre as aplicações.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

Como prevenir os problemas de visão mais comuns entre as mulheres

15 out 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Causas genéticas, hormonais e imunológicas favorecem doenças oculares no sexo feminino. Saiba mais

Por diversos fatores, as mulheres são mais suscetíveis a problemas de visão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, duas a cada três pessoas cegas no mundo são mulheres. Biologicamente, por razões genéticas, hormonais e imunológicas, algumas doenças são prevalentes entre o sexo feminino. Além disso, apesar de apresentarem viverem mais – no Brasil, a expectativa de vida das mulheres é 79,4 anos, enquanto a dos homens é 72,9, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – em muitos países, as mulheres estão mais vulneráveis economicamente e, por isso, têm menos acesso à informação, ao oftalmologista e aos tratamentos.
Confira na entrevista com a Dra. Débora Espada (CRM 113.110/SP), oftalmologista da rede de clínicas oftalmológicas Lotten Eyes, quais as são essas doenças.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, duas a cada três pessoas cegas no mundo são mulheres. Por que as mulheres são mais suscetíveis a determinados problemas de visão?
Em primeiro lugar, por que as mulheres vivem mais que os homens, por isso, podem ter problemas de visão causados pelo envelhecimento, por exemplo, ou por alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa, como a síndrome do olho seco.
Em segundo lugar, as alterações hormonais que ocorrem na gestação podem causar doenças sistêmicas, como hipertensão arterial e diabetes gestacional.
Outro agravante é a situação socioeconômica das mulheres. Em lugares menos desenvolvidos, elas têm mais dificuldade de acessar unidades de saúde, pois, muitas vezes, ficam distantes da residência, têm menor escolaridade e estão em desvantagem financeira. Tudo isso dificulta a aquisição de medicamentos, lentes e óculos.
Quais são as doenças oculares mais comuns entre as mulheres e como preveni-las?
As mulheres têm maior predisposição genética a terem doenças reumatológicas, como lúpus, artrite reumatóide e esclerose múltipla, que causam a síndrome do olho seco.
A segunda doença que mais acomete mulheres é a doença macular relacionada à idade (DMRI), causada pela exposição à luz solar. Geralmente, ocorre em pessoas com idade mais avançada e, por isso, mais em mulheres, já que elas vivem mais.
Outra doença comum é a retinopatia diabética, por conta da diabetes que pode ocorrer durante a gestação.
Já as grandes alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa e o período que a antecede (climatério) podem causar síndrome do olho seco e catarata. Elas podem alterar o metabolismo do olho e criar condições favoráveis ao surgimento dessas enfermidades.
Por último, devido às doenças imunológicas prevalentes entre mulheres, como o lúpus, é comum a ocorr6encia de doenças oculares inflamatórias nas mulheres.
Para prevenir todas essas doenças é importante adotar hábitos de vida saudáveis, praticar atividades físicas e, principalmente, proteger os olhos contra a radiação ultravioleta. Evite comprar óculos em lugares que não pareçam confiáveis, dando preferência a óticas especializadas, e óculos que tenham o selo do Inmetro de garantia de proteção dos olhos contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta. E quando não puder utilizá-los, usar algum outro tipo de proteção, como chapéu ou boné.
Quais são as causas biológicas?
As causas genéticas, hormonais e imunológicas resumem bem as doenças citadas.
Existem exames específicos que a mulher deve fazer? Com qual periodicidade?
É importante sempre procurar um oftalmologista em qualquer alteração visual. E após os 40 anos, mesmo se a mulher não apresentar nenhum sintoma, é recomendável que ela procure um oftalmologista anualmente e, caso apresente alguma doença sistêmica, como diabetes, lúpus, procurar uma avaliação do oftalmologista para complementar a avaliação do medico que está tratando a doença de base.

Os exames de mapeamento de retina e biomicroscopia com lâmpada de fenda podem identificar todas essas doenças citadas.

Quais as doenças comuns durante a gravidez e qual a importância de redobrar a prevenção nesse período?
Os edemas causados pelo inchaço que é comum neste período podem causar alterações na visão, de forma transitória, como por exemplo, aumentar o grau de miopia. Após o nascimento do bebê, com a queda hormonal, a visão volta ao normal. A gestante não deve se assustar, mas deve fazer um acompanhamento oftalmológico nessa fase.
Também é recomendável que ela vá ao oftalmologista caso ela tenha diabetes gestacional, toxoplasmose ou sífilis, pois elas podem causar alterações sérias na visão da mãe e do feto e por isso, é importante que elas sejam diagnosticadas e tratadas pelo oftalmologista precocemente.
Que outros cuidados as mulheres podem adotar para evitar problemas de saúde ocular?
O uso de maquiagem e lentes de contato pode levar a certas infecções oculares, por isso, vale redobrar os cuidados com a higiene ao manusear lentes de contato e com maquiagens. Evite usar maquiagem emprestada ou dormir sem retirá-la, prevenindo alergias, herpes e infecções.

-