Bons hábitos para enxergar melhor e por mais tempo

11 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Consultar o oftalmologista periodicamente e conhecer os fatores que ameaçam a visão, prevenindo-os, é a melhor maneira de preservar a saúde ocular
Mais de 6,5 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência visual no Brasil, sendo que 582 mil destas são, de fato, cegas. Mas 80% dos casos poderiam ser evitados com cuidados simples ou detecção e tratamento precoces de problemas como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular, algumas das principais causas de perda de visão, segundo a Fundação Dorina Nowil para Cegos.
As precauções devem começar antes mesmo do nascimento, com um pré-natal adequado, vacinando a gestante contra doenças capazes de afetar a visão do bebê, a exemplo da rubéola. O recém-nascido também precisa passar por avaliação oftalmológica para rastrear alterações como a catarata congênita, iniciando tratamento antes que promovam danos irreversíveis.
Depois, o acompanhamento deve seguir pela infância, respeitando os intervalos recomendados pelo oftalmologista. Na fase adulta, as consultas devem ser anuais ou, em caso de doenças específicas, ainda mais frequentes.
O motivo é simples de entender. O aumento da pressão no interior dos olhos, por exemplo, é capaz de danificar o nervo óptico, evoluindo para um quadro chamado glaucoma, que está por trás da cegueira. Mas basta manter a pressão sob controle para evitar que isso aconteça.
O diabetes descontrolado também tem potencial de prejudicar os vasos sanguíneos da retina, ocasionando a perda da visão. Portanto, manter as taxas de açúcar equilibradas afasta a complicação. O mesmo vale para outras enfermidades, como a degeneração macular relacionada à idade, para as quais existem terapias capazes de desacelerar sua progressão.
Em resumo, vale ter em mente que identificar uma ameaça o quanto antes representa uma oportunidade de impedir que ela avance, comprometendo a capacidade de enxergar. Veja outras formas eficientes de manter sua visão protegida:
-Coloque uma película protetora nas telas para filtrar a luz visível e evitar prejuízos oculares.
-Nunca tome remédios ou use colírios por conta própria.
-Mantenha o esquema de vacinas em dia, prevenindo doenças que afetam a visão, como rubéola e meningite.
-Deixe produtos de limpeza, objetos cortantes e outros itens perigosos fora do alcance das crianças.
.-Use óculos escuros de boa qualidade, com filtro UV, sempre que sair ao sol.
-Evite traumas oculares, usando cinto de segurança e proteção para os olhos, ao realizar alguma atividade que os exponha a substâncias ou outras agressões.
-Mantenha uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, grãos e gorduras boas, como a das castanhas.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto (CRM-SP 117.127), oftalmologista da Lotten Eyes.

Olheiras: origem e tratamentos

10 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Existem diferentes tipos de olheiras. Elas podem ser genéticas ou surgir por diversos fatores. Saber identificar sua origem é importante para eleger o tratamento. Venha entender.

A olheira pode ser decorrente de:
1) Aumento na pigmentação (melanina) na pele: na maioria dos casos, são genéticas e se acentuam com o excesso de sol ou fricção. Descendentes de árabes, indianos ou negros têm maior tendência pois acumulam maior quantidade de melanina nas pálpebras.

2) Vasos sanguíneos aparentes: como a pele nessa região é muito fina, qualquer alteração vascular fica mais visível. A má circulação sanguínea local pode aumentar a concentração de hemossiderina (um pigmento ferroso do sangue) que acaba pigmentando a pele. Noites mal dormidas, estresse, excesso de café, álcool ou fumo alteram o fluxo sanguíneo na região e favorecem esse tipo de olheira.

3) Hipertrofia músculo orbicular ou bolsa de gordura proeminente: é quando há uma “sombra” logo abaixo do músculo ou bolsa proeminente.

4) Órbita profunda: nesses casos, o formato dos ossos deixa os olhos fundos, condição que se agrava com o envelhecimento devido à reabsorção de gordura.

Siga essas dicas para atenuar as olheiras:

  • Durma bem: durante o sono ocorre uma drenagem linfática natural e um ciclo de renovação da circulação que melhoram o aspecto da pele ao redor dos olhos;
  • Proteja-se dos raios solares e use cremes clareadores, com orientação médica;
  • Faça compressas geladas: elas promovem a constrição de vasos no local e atenuam o tom arroxeado;
  • Faça uma drenagem linfática periocular, para estimular a circulação linfática e sanguínea da região dos olhos e melhorar a aparência “cansada”;
  • Evite fumar;
  • Hidrate-se bastante (beba pelo menos dois litros de água por dia).

Seja qual for o caso, consulte um oftalmologista para saber qual é o melhor o procedimento.

Fonte: Dra. Elisa Piantino, oftalmologista da Lotten Eyes.

Plástica com oftalmologia: conheça mais sobre tratamentos estéticos na região dos olhos

10 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Você sabia que o oftalmologista é o profissional adequado para realizar procedimentos estéticos e cirurgia plástica na região dos olhos? A região ocular é a que mais precocemente exibe os sinais do tempo porque a pele da área dos olhos é a mais fina do corpo humano e a mais sensível ao envelhecimento. E a oculoplástica é a subespecialidade oftalmológica que engloba os tratamentos de reconstrução e rejuvenescimento da região dos olhos. O oftalmologista oculoplástico o conhecimento em oftalmologia com os princípios de cirurgia plástica para alcançar o melhor resultado com mínimo risco de complicações.

Conheça alguns procedimentos existentes e indicações:

Os procedimentos menos invasivos, como aplicação de toxina botulínica (também conhecido como Botox®) e o preenchimento com Ácido Hialurônico são usados para amenizar os sinais da idade e melhorar a aparência.

No primeiro, há um relaxamento ou até mesmo uma paralisação da musculatura e consequente atenuação das rugas. Os resultados começam a aparecer depois de aproximadamente 48 horas após a aplicação e podem durar até 7 meses. A toxina botulínica também é utilizada para tratar problemas oculares como estrabismo e blefaroespasmo (espasmos das pálpebras). Já o procedimento feito com ácido hialurônico preenche rugas e sulcos, além de corrigir o volume e restaurar a harmonia facial.

Blefaroplastia
A cirurgia de blefaroplastia é realizada tanto para remover o excesso de pele e gorduras da região ao redor dos olhos quanto para reforçar os ligamentos de sustentação das pálpebras, rejuvenescendo e harmonizando a aparência. O procedimento é feito no hospital sob anestesia local e sedação e o paciente é liberado no mesmo dia. No pós-operatório, ele deve seguir as orientações recomendadas e o médico cirurgião acompanha de perto a evolução da cicatrização e resultado.

Fonte: Dra. Elisa Brasileiro Piantino, oftalmologista especializada em plástica ocular da Lotten Eyes.

Retinopatia diabética – como barrar a progressão

8 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A diabetes é uma doença crônica, caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), que pode acontecer quando não há produção de insulina ( o hormônio que atua no aproveitamento do açúcar como energia), o chamado tipo 1; ou quando a insulina tem dificuldade em exercer adequadamente suas funções podendo chegar até a falência total de sua produção (tipo 2).

O excesso de açúcar no sangue pode danificar órgãos, nervos e vasos sanguíneos de forma irreversível e causar outras doenças. Entre as que afetam os olhos estão a retinopatia diabética, a catarata e o glaucoma, além de desvios oculares, doenças da córnea e infecções.

Por isso, visitar um médico regularmente e fazer exames para verificar a ocorrência de diabetes também é fundamental para a boa visão. Cerca de 40% dos adultos com essa condição nem sabem que têm a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. E as pessoas com qualquer uma das variações da diabetes e as mulheres que tiveram diabetes gestacional devem passar pelo oftalmologista para realizar exames pelo menos uma vez por ano para verificar possíveis alterações oculares.

O que é a retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma alteração causada pela diabetes, que causa a deterioração dos vasos sanguíneos localizados no fundo do olho e que irrigam a retina. Nos seus estágios iniciais, a doença pode não manifestar sintomas, daí a importância do acompanhamento oftalmológico anual para quem tem diabetes. E, caso a doença seja diagnosticada, o acompanhamento deve ocorrer com uma frequência maior, dependendo da gravidade.

Como barrar a progressão?

A retinopatia diabética não tem cura, mas o controle da diabetes pode ajudar a barrar a sua evolução e o acompanhamento oftalmológico periódico pode reduzir em até 95% o risco de cegueira.

Estudos realizados mostram que pacientes com diabetes que controlam os níveis de glicose no sangue dentro dos níveis considerados saudáveis têm menos chances de desenvolver essa complicação ocular, assim como doenças renais ou dos nervos. Outros ensaios apontam que controlar a pressão alta e o colesterol pode reduzir a perda de visão entre pessoas com diabetes.

Sabendo que tem diabetes, o paciente deve manter uma rotina de monitoramento da glicemia, conforme a orientação médica, utilizando um aparelho portátil que mede os níveis de glicose a partir de uma gota de sangue obtida com um furo no dedo. Além disso, deve seguir o tratamento que combina o uso de medicamento prescrito pelo médico, alimentação correta e atividade física.

Tratamentos

Alguns procedimentos ajudam a estabilizar e amenizar as alterações no fundo do olho:

Fotocoagulação: aplicação de luz de laser, ajuda na estabilização da doença. O tratamento é feito no consultório e é necessária a dilatação da pupila;
Drogas anti-inflamatórias de longa duração: ajudam a reduzir o inchaço na retina e podem ajudar a melhorar a visão, com efeito que dura de 3 a 6 meses, podendo ser necessário reaplicar;
Terapia anti-VEGF (Ranibizumabe ou Bevacizumabe): são medicações antifator de crescimento, que combatem os vasos anormais;
Cirurgia de Vitrectomia: indicada em situações de descolamento da retina e hemorragia.

Fonte: Dr. Diego Verginassi, oftalmologista especializado em retina e vítreo da Lotten Eyes.

Cirurgia refrativa: evolução da técnica x rapidez na recuperação

4 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

As técnicas de cirurgia refrativa – procedimento que corrige miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo – evoluíram e o tempo de recuperação diminuiu bastante, com a possibilidade de uma cicatrização mais rápida nos procedimentos mais modernos.
O que todas as modalidades existentes têm em comum é que são seguras, realizadas em menos de dez minutos e sem necessidade de internação. São indicadas para quem tem problemas causados por erros de refração, ou seja, miopia (má visão à distância), hipermetropia ou presbiopia (visão próxima ruim) e astigmatismo (visão embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto) e está com o grau estável há pelo menos um ano (a diferença de grau de até 0,5 neste período). Por isso, quem tem menos de 18 anos não pode fazer, pois antes dessa idade, o grau não estabiliza.

O que mudou?
Na cirurgia realizada com a técnica convencional, de Ceratectomia Fotorrefrativa, ou PRK, uma fina película da córnea é totalmente removida, o que faz com que a recuperação seja mais lenta. Após a aplicação do laser para correção do erro refrativo, uma lente de contato terapêutica é colocada na superfície corneana para promover a cicatrização e o alívio do desconforto nos primeiros dias do pós-operatório.
Já nos procedimentos realizados com a técnica mais moderna, a Laser Assisted In Situ Keratomileusis, ou simplesmente Lasik, é utilizado um laser de femtosegundo para fazer o flap, uma área circular, com alta precisão, na superfície da córnea. Diferente da PRK, nesta técnica, a superfície da córnea não é retirada, mas levantada e jogada para trás, para acessar a parte intermediária da córnea e corrigir o erro de refração. Um segundo laser é utilizado para remodelar a superfície da córnea e atingir a graduação desejada. Finalizada essa etapa, o flap é recolocado e encaixado com precisão sobre a lente. Essa inovação reduziu o tempo de cicatrização da córnea, possibilitando ao paciente retornar mais rápido às atividades normais do dia a dia, com algumas restrições para esportes.

Dicas para melhor recuperação
Após a cirurgia, é importante evitar infecções e lesões por contato, com algumas medidas: durante o período de cicatrização, usar uma proteção ocular, seguir corretamente a medicação indicada pelo oftalmologista e evitar piscina, esportes de luta, contato e com bola, coçar os olhos e maquiagem.

Lembre-se: antes de fazer a cirurgia, é necessário realizar exame oftalmológico completo (avaliar o grau, a saúde do olho, o aspecto da córnea, da retina, a pressão ocular, entre outras coisas).

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto (CRM-SP 117.127), oftalmologista da Lotten Eyes.

Retinoblastoma: tumor ocular em crianças

25 mar 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O retinoblastoma é um tipo de tumor no olho, próprio da infância, e que pode aparecer do nascimento aos cinco anos de idade, sendo mais comum antes dos 4 anos. Ele é maligno e originário de células da retina, a parte do olho responsável pela visão. Apesar de ser agressivo e ter potencial de causar cegueira, é passível de tratamento, se identificado precocemente. Quando acomete os dois olhos, pode indicar a presença da doença em outros órgãos ou sistemas. Quando acontece em um olho só, geralmente é esporádico.

Causas

O problema costuma estar associado a mutações em determinados genes que controlam o aparecimento de tumores, podendo ser ou não hereditário.

Quando desconfiar

Nas fases iniciais, o retinoblastoma não provoca sintomas, por isso, a avaliação oftalmológica nos primeiros meses de vida é fundamental. Com o aumento da lesão, o reflexo da pupila passa a apresentar uma alteração perceptível. Isso quer dizer que, diante do flash de uma câmera, os olhos ficam vermelhos na foto. Em crianças com retinoblastoma, o reflexo aparece branco e brilhante, semelhante aos olhos de um gato. Ao observar essa característica, o ideal é consultar um oftalmologista o quanto antes. Mas não espere esse sinal para buscar ajuda. A recomendação é levar seu filho ao oftalmologista periodicamente, como você verá a seguir.

Detecção precoce

A recomendação é visitar um especialista alguns dias após o nascimento e repetir os exames oculares após seis semanas de vida do bebê. Se tudo estiver bem, as consultas devem ser anuais, de acordo com a orientação do médico, até os cinco anos de idade. Mesmo se o teste do olhinho, realizado no momento do nascimento, for normal, a avaliação de um oftalmopediatra continua mandatória.

O médico irá avaliar o comportamento visual e resposta da criança à luz, bem como os movimentos e eventuais alterações em sua visão, além de checar as estruturas oculares e o fundo do olho. Isso ajuda a diagnosticar não só o retinoblastoma como outros problemas que podem surgir no nascimento, como a catarata congênita.

E se o tumor aparecer?

Atualmente, existem várias opções de tratamento disponíveis, entre elas, cirurgia, radioterapia, fotocoagulação, crioterapia, termoterapia e quimioterapia, que devem ser consideradas pelo especialista individualmente. Mesmo depois de finalizar o esquema terapêutico, a criança deverá fazer exames regulares, durante algum tempo, que costuma variar caso a caso. Se o retinoblastoma for hereditário, o controle deverá ser mais rigoroso, para rastrear possíveis tumores que podem vir associados.

Fonte: Dr. Diego Verginassi, oftalmologista especializado em retina e vítreo da Lotten Eyes.

Alimentação saudável para os olhos

20 mar 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Uma dieta nutritiva também beneficia a saúde ocular, ajudando, inclusive, a prevenir doenças.

Que a alimentação é determinante para a saúde do organismo, está mais do que claro. Mas, talvez, não seja tão óbvia a relação entre comer bem e enxergar com nitidez por anos a fio. O fato é que uma dieta balanceada tem um impacto significativo na visão. Isso porque alguns nutrientes, como vitaminas e sais minerais, contêm substâncias antioxidantes, ou seja, que combatem o processo natural de oxidação (e envelhecimento) dos tecidos, incluindo os oculares. Outros, como as gorduras benéficas, contribuem com a lubrificação dos olhos em quem sofre de ressecamento, por exemplo. Em resumo, suas escolhas alimentares têm potencial de contribuir com a saúde dos seus olhos.

Para se ter uma ideia, um estudo publicado pelo National Eye Institute (EUA) identificou que uma combinação de certos antioxidantes e zinco é capaz de baixar em 25% o risco de avanço da degeneração macular relacionada à idade, ou DMRI, que está por trás da perda de visão.

Este é só um dos exemplos. Veja outros nutrientes que favorecem a visão e em quais alimentos é possível encontrá-los:

Vitamina A – É essencial para o bom funcionamento dos olhos, devido à sua ação de combate ao envelhecimento de tecidos. Uma dieta pobre em vitamina A favorece a degeneração do cristalino, a lente natural dos olhos, e alterações no tecido da retina. Por essa razão, sua deficiência no organismo pode causar a cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros. Para que a vitamina seja produzida pelo organismo, é necessário ingerir alimentos com betacarotenos, pigmentos que constituem a mácula, região dos olhos responsável pela nitidez da visão. Além da cenoura, outros alimentos ricos em vitamina A são o mamão papaya, o brócolis, a abóbora, a manga, o espinafre, a laranja, a batata-doce, o ovo e o queijo, entre outros.

Vitamina C – É mais uma aliada contra o desenvolvimento de catarata e degeneração macular relacionada à idade. Sem contar que auxilia na redução da pressão intraocular, minimizando o risco de glaucoma (lesão do nervo óptico devido ao aumento da pressão). A vitamina C é encontrada em alimentos como acerola, goiaba, mamão, pimentão, brocólis, couve de Bruxelas, morango, abacaxi, laranja, kiwi, melão cantaloupe, couve-flor, couve, framboesa, acelga, tomate e limão.

Vitamina E – Estudos mostram que, quando associada a outras vitaminas, ela ajuda a desacelerar a progressão da DMRI. Algumas de suas fontes são amêndoas, brócolis, amendoim, espinafre, semente de girassol, azeite, mamão, kiwi, cenoura, pepino, abacate, couve e castanha-do-Pará.

Zinco – Os olhos apresentam uma grande concentração deste mineral em sua constituição e ele tem um papel fundamental para a cicatrização e função imunológica. É encontrado em alimentos como grão-de-bico, ervilha, feijão, carne vermelha e cereais integrais.

Luteína – Essas substâncias também são antioxidantes importantes, que protegem os olhos da exposição à luz, desacelerando a evolução de doenças como a catarata e a degeneração macular relacionada à idade. Brócolis, milho, pimentão e ovos são ricos em luteína, mas, em alguns casos, o oftalmologista também pode optar por prescrever suplemento da substância.

Ácidos Graxos e Ômega-3 – São gorduras essenciais, que desempenham importantes funções no desenvolvimento e no funcionamento do cérebro e da retina. Como não são produzidas pelo nosso corpo, só podem ser obtidas por meio da ingestão de alimentos como linhaça, óleo de soja, chia, nozes, sardinha, atum, arenque, anchova, e algas marinhas. Esse tipo de gordura também contribui com o alívio do olho seco, um problema que acomete cerca de 50% da população. Em condições normais, os olhos têm uma camada gordurosa, composta por ômegas, entre outras substâncias. Dessa forma, a ingestão de suplementos do nutriente, principalmente à base de óleo de linhaça, ajudam o paciente que tem uma tendência ao ressecamento ocular.

Fonte: Dr. Gabriel Gorgone, oftalmologista da Lotten Eyes.

Córnea mais fina e em formato de cone? É ceratocone!

28 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O ceratocone é uma doença progressiva que faz com que a córnea fique cada vez mais fina e abaulada, com semelhança ao formato de um cone. Geralmente, começa a se desenvolver na adolescência – dos 13 aos 18 anos – e pode afetar igualmente os dois olhos ou evoluir mais em um deles. Quem tem este problema, vê as imagens borradas e distorcidas, para longe e para perto e sente dor de cabeça pelo esforço realizado para enxergar. A evolução do quadro gera mudanças frequentes no grau dos óculos, sem apresentar melhora satisfatória da visão após a troca.

Como detectar?

Ao apresentar estes sintomas, procure um oftalmologista para a realização de exames para avaliação da córnea (clínico, topografia e paquimetria ultrassônica, por exemplo) e confirmação do diagnóstico. Por conta do seu caráter progressivo, a doença deve ser avaliada de perto pelo oftalmologista, inicialmente, a cada quatro meses.

Tratamentos

Para brecar a evolução do ceratocone e melhorar a qualidade da visão, pode ser indicado o uso de óculos ou lentes especiais, crosslinking (procedimento para fortalecer as fibras de colágeno da córnea, com o uso de colírio com vitamina B12 associado à exposição prolongada a uma luz especial) e, em último caso, o transplante da córnea. O oftalmologista deve avaliar qual é a solução mais indicada para cada caso.

Você sabia?

Coçar os olhos também pode influenciar a progressão do ceratocone, por isso, quem tem alergias pode sofrer mais. Uma solução é usar um colírio antialérgico indicado pelo oftalmologista.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da Lotten Eyes.

Cuidados com a saúde ocular durante a menopausa

26 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A menopausa é uma etapa da vida da mulher em que ocorre a última menstruação e, consequentemente, um declínio natural na produção de hormônios reprodutivos. Geralmente começa entre os 45 e 55 anos e traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher, inclusive, para os olhos. Por isso, nesta fase, é importante consultar um oftalmologista para avaliar o impacto dessas mudanças à saúde ocular.
O que acontece com os olhos?
As grandes alterações hormonais que ocorrem nesta fase da vida mulher provocam mudanças no metabolismo dos olhos e diminuem a produção do filme lacrimal e, consequentemente, a lubrificação dos olhos. Este quadro favorece o surgimento de doenças como a síndrome do olho seco e de sintomas como vermelhidão, sensação de areia, ardor, coceira nos olhos e maior sensibilidade à luz.
Segundo a Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), durante a menopausa, as chances de desenvolver catarata aumentam. A queda da produção de estrogênio altera a composição do cristalino (a lente natural do olho) e favorece a produção da proteína que causa a catarata, que era bloqueada pela ação do hormônio. Como consequência, a acuidade visual diminui e, com a progressão da doença, a nitidez da visão também.
Assim como a catarata, a doença macular relacionada à idade (DMRI) também está relacionada ao envelhecimento do organismo. O problema tem origem no desgaste da mácula, área da retina responsável pelo centro da visão e que permite perceber detalhes, como reconhecer cores e o rosto das pessoas ou ler um livro. Seus principais sintomas são embaçamento de visão, geralmente lento ou abrupto, e distorção de imagens.
Diagnóstico
O acompanhamento médico pode corrigir ou pelo menos minimizar os sintomas destas enfermidades, que podem ser diagnosticadas com exames de mapeamento de retina e biomicroscopia com lâmpada de fenda.
Prevenção
Após os 40 anos, mesmo se a mulher não apresentar nenhum sintoma, é recomendável que ela procure um oftalmologista anualmente ou ao apresentar qualquer alteração visual. Caso apresente alguma doença sistêmica, como diabetes, lúpus, procurar uma avaliação do oftalmologista para complementar a avaliação do médico que está tratando a doença de base.
Adotar hábitos saudáveis, praticar atividade física e proteger os olhos contra a radiação ultravioleta também ajuda a afastar doenças.
Fontes consultadas: Dra. Débora Espada (CRM 113.110/SP), oftalmologista da Lotten Eyes.

Oftalmopatia de Graves: o elo entre os olhos saltados e o hipertiroidismo

26 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A principal causa de olhos saltados em adultos jovens é a Oftalmopatia de Graves, uma doença autoimune (quando o sistema imunológico do corpo ataca as células saudáveis) causada pelo ataque de anticorpos aos músculos e à gordura localizados atrás dos olhos. Eles aumentam de tamanho e deslocam o globo ocular para frente, podendo comprometer a visão.

Os anticorpos também atacam a tireoide – glândula localizada no pescoço e responsável por regular órgãos importantes, como coração, cérebro, fígado e rins –, provocando uma produção exagerada de hormônio e causando o hipertiroidismo.

Diagnóstico

Como outras inflamações e tumores também podem deixar os olhos saltados, ao notar este sintoma, é crucial consultar um oftalmologista para avaliar as causas e buscar o tratamento adequado. Os principais sintomas do hipertiroidismo são ansiedade, nervosismo, palpitação, tremor e sudorese das mãos. Os sintomas oculares podem aparecer junto ou depois deles.

A avaliação é feita com exames clínicos, de imagem (tomografia computadorizada, ressonância e ultrassonografia ocular) e exames de sangue, para avaliar a função da tireoide.

Tratamentos

Quando há dor e inflamação nos olhos, o oftalmologista pode prescrever alta dosagem de corticoide ou radioterapia orbitária. Em casos mais graves, pode ser indicada uma cirurgia para diminuir a pressão que o músculo provoca sobre o nervo óptico. Também é imprescindível parar de fumar, pois o tabagismo é o principal fator de risco e agravamento da oftalmopatia de Graves.

O tratamento do hipertiroidismo costuma aliviar os sintomas oculares, por isso é essencial fazer o acompanhamento junto com um endocrinologista.

Fonte: Dr. Luis Paves, oftalmologista da Lotten Eyes.

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