Córnea mais fina e em formato de cone? É ceratocone!

28 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O ceratocone é uma doença progressiva que faz com que a córnea fique cada vez mais fina e abaulada, com semelhança ao formato de um cone. Geralmente, começa a se desenvolver na adolescência – dos 13 aos 18 anos – e pode afetar igualmente os dois olhos ou evoluir mais em um deles. Quem tem este problema, vê as imagens borradas e distorcidas, para longe e para perto e sente dor de cabeça pelo esforço realizado para enxergar. A evolução do quadro gera mudanças frequentes no grau dos óculos, sem apresentar melhora satisfatória da visão após a troca.

Como detectar?

Ao apresentar estes sintomas, procure um oftalmologista para a realização de exames para avaliação da córnea (clínico, topografia e paquimetria ultrassônica, por exemplo) e confirmação do diagnóstico. Por conta do seu caráter progressivo, a doença deve ser avaliada de perto pelo oftalmologista, inicialmente, a cada quatro meses.

Tratamentos

Para brecar a evolução do ceratocone e melhorar a qualidade da visão, pode ser indicado o uso de óculos ou lentes especiais, crosslinking (procedimento para fortalecer as fibras de colágeno da córnea, com o uso de colírio com vitamina B12 associado à exposição prolongada a uma luz especial) e, em último caso, o transplante da córnea. O oftalmologista deve avaliar qual é a solução mais indicada para cada caso.

Você sabia?

Coçar os olhos também pode influenciar a progressão do ceratocone, por isso, quem tem alergias pode sofrer mais. Uma solução é usar um colírio antialérgico indicado pelo oftalmologista.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto, oftalmologista da Lotten Eyes.

Cuidados com a saúde ocular durante a menopausa

26 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A menopausa é uma etapa da vida da mulher em que ocorre a última menstruação e, consequentemente, um declínio natural na produção de hormônios reprodutivos. Geralmente começa entre os 45 e 55 anos e traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher, inclusive, para os olhos. Por isso, nesta fase, é importante consultar um oftalmologista para avaliar o impacto dessas mudanças à saúde ocular.
O que acontece com os olhos?
As grandes alterações hormonais que ocorrem nesta fase da vida mulher provocam mudanças no metabolismo dos olhos e diminuem a produção do filme lacrimal e, consequentemente, a lubrificação dos olhos. Este quadro favorece o surgimento de doenças como a síndrome do olho seco e de sintomas como vermelhidão, sensação de areia, ardor, coceira nos olhos e maior sensibilidade à luz.
Segundo a Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (ABCCR), durante a menopausa, as chances de desenvolver catarata aumentam. A queda da produção de estrogênio altera a composição do cristalino (a lente natural do olho) e favorece a produção da proteína que causa a catarata, que era bloqueada pela ação do hormônio. Como consequência, a acuidade visual diminui e, com a progressão da doença, a nitidez da visão também.
Assim como a catarata, a doença macular relacionada à idade (DMRI) também está relacionada ao envelhecimento do organismo. O problema tem origem no desgaste da mácula, área da retina responsável pelo centro da visão e que permite perceber detalhes, como reconhecer cores e o rosto das pessoas ou ler um livro. Seus principais sintomas são embaçamento de visão, geralmente lento ou abrupto, e distorção de imagens.
Diagnóstico
O acompanhamento médico pode corrigir ou pelo menos minimizar os sintomas destas enfermidades, que podem ser diagnosticadas com exames de mapeamento de retina e biomicroscopia com lâmpada de fenda.
Prevenção
Após os 40 anos, mesmo se a mulher não apresentar nenhum sintoma, é recomendável que ela procure um oftalmologista anualmente ou ao apresentar qualquer alteração visual. Caso apresente alguma doença sistêmica, como diabetes, lúpus, procurar uma avaliação do oftalmologista para complementar a avaliação do médico que está tratando a doença de base.
Adotar hábitos saudáveis, praticar atividade física e proteger os olhos contra a radiação ultravioleta também ajuda a afastar doenças.
Fontes consultadas: Dra. Débora Espada (CRM 113.110/SP), oftalmologista da Lotten Eyes.

Oftalmopatia de Graves: o elo entre os olhos saltados e o hipertiroidismo

26 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A principal causa de olhos saltados em adultos jovens é a Oftalmopatia de Graves, uma doença autoimune (quando o sistema imunológico do corpo ataca as células saudáveis) causada pelo ataque de anticorpos aos músculos e à gordura localizados atrás dos olhos. Eles aumentam de tamanho e deslocam o globo ocular para frente, podendo comprometer a visão.

Os anticorpos também atacam a tireoide – glândula localizada no pescoço e responsável por regular órgãos importantes, como coração, cérebro, fígado e rins –, provocando uma produção exagerada de hormônio e causando o hipertiroidismo.

Diagnóstico

Como outras inflamações e tumores também podem deixar os olhos saltados, ao notar este sintoma, é crucial consultar um oftalmologista para avaliar as causas e buscar o tratamento adequado. Os principais sintomas do hipertiroidismo são ansiedade, nervosismo, palpitação, tremor e sudorese das mãos. Os sintomas oculares podem aparecer junto ou depois deles.

A avaliação é feita com exames clínicos, de imagem (tomografia computadorizada, ressonância e ultrassonografia ocular) e exames de sangue, para avaliar a função da tireoide.

Tratamentos

Quando há dor e inflamação nos olhos, o oftalmologista pode prescrever alta dosagem de corticoide ou radioterapia orbitária. Em casos mais graves, pode ser indicada uma cirurgia para diminuir a pressão que o músculo provoca sobre o nervo óptico. Também é imprescindível parar de fumar, pois o tabagismo é o principal fator de risco e agravamento da oftalmopatia de Graves.

O tratamento do hipertiroidismo costuma aliviar os sintomas oculares, por isso é essencial fazer o acompanhamento junto com um endocrinologista.

Fonte: Dr. Luis Paves, oftalmologista da Lotten Eyes.

Descolamento de retina: saiba como prevenir

21 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O exame de mapeamento de retina anual ajuda a identificar a doença precocemente
O descolamento de retina é uma doença grave e que, em muitos casos, pode levar à cegueira total. Ela pode ocorrer espontaneamente em qualquer pessoa, mas pacientes com alta miopia ou que tiveram algum tipo de trauma direto na região dos olhos têm maior risco de ter o problema.

Causas

Dentro dos olhos, há uma substância chamada humor vítreo, com consistência de gel e aderido à retina, que preenche toda a cavidade existente no fundo do olho. Com a idade, essa substância vai se “liquefazendo”, mas algumas partes podem estar mais aderidas e “puxar” a retina. Essa tração pode gerar um rasgo na retina e fazer com que o líquido se infiltre nessa região, causando o descolamento. Pacientes com alta miopia e trauma nos olhos têm maior chance de sofrerem esses rasgos, portanto, nesses casos, vale redobrar os cuidados.

Principais sintomas

O principal sintoma do descolamento é uma mancha na visão que não melhora e que progressivamente vai tomando conta de todo campo visual. Antes do descolamento ocorrer, o paciente pode perceber flashes de luz e o aparecimento súbito de pontos pretos na visão. Esses são sintomas de que o gel vitreo pode estar tracionando a retina e o paciente deve procurar o oftalmologista imediatamente.

Prevenção

Uma das principais recomendações para evitar o descolamento de retina é a realização do mapeamento de retina anual, pois este exame permite identificar lesões que favorecem o problema. Quando detectada essas lesões ou rasgos na retina, o médico pode realizar a fotocoagulação a laser, um tratamento com aplicação de laser no local.

Tratamento

O único tratamento disponível para o descolamento de retina é a cirurgia. Quanto mais precoce e inicial a detecção, melhores serão as condições de recuperação.

Fonte: Dr. Diego Verginassi, oftalmologista especializado em retina e vítreo da Lotten Eyes.

Saúde ocular e produtividade

1 fev 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O check-up oftalmológico é um serviço oferecido pela Lotten Eyes, sem custo, para avaliar a saúde ocular dos colaboradores

A exposição cada vez mais frequente a telas de computadores, celulares e televisão e um número crescente de casos de miopia podem afetar a produtividade e a qualidade de vida das pessoas. A Organização Mundial da Saúde estima que daqui a 30 anos, metade da população mundial terá miopia. Além disso, esse e outros erros de refração, como hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, são as principais causa de deficiência visual no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Quando não corrigidos ou tratados adequadamente, comprometem a produtividade no trabalho e nos estudos e a qualidade de vida.

Visão vs. Produtividade

A boa visão dos funcionários é crucial para garantir o bem-estar no trabalho e a produtividade da empresa, pois favorece a realização das atividades diárias com agilidade e qualidade.

Veja outros benefícios:

• Enxergar sem esforço – Quem tem um problema de visão e não o corrige, muitas vezes sem perceber, abre e fecha os olhos, na tentativa de fixar a visão em objetos para conseguir observá-los;
• Economia de tempo – Menos esforço para enxergar significa menos tempo para finalizar uma tarefa;
• Produtividade aumentada – Enxergando melhor, fica mais fácil se atentar aos detalhes e perceber erros com mais facilidade;
• Melhoria da concentração – A eliminação de fatores incômodos, causados por problemas de visão, como dor de cabeça e esforço para enxergar, proporciona mais conforto e tranquilidade para a realização das funções e aumenta a concentração;
• Redução de problemas como dor de cabeça, dor ocular e cansaço, entre outros.

Óculos de Proteção

Algumas atividades exigem o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como por exemplo, os óculos protetores. Esses acessórios são muito importantes para prevenir acidentes oculares. Quem tem problemas de visão deve optar por modelos com grau.

Lotten nas empresas

Quer ter certeza de que a sua equipe está enxergando bem? É só agendar um check-up oftalmológico gratuito na sua empresa. A Lotten Eyes examina seus funcionários e fornece orientações sobre eventuais alterações e hábitos que prejudicam a visão.

Basta que o RH entre em contato pelo e-mail checkup@lotteneyes.com.br. Veja mais detalhes: http://www.lotteneyes.com.br/nosso-projeto/.

Secreção nos olhos: quando procurar um oftalmologista?

31 jan 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A secreção é motivo de preocupação quando é produzida em excesso, apresenta coloração amarela ou esverdeada, textura grudenta ou é acompanhada por algum sintoma como dor, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e ardência. Nesses casos, deve-se consultar um oftalmologista.

Como as remelas são produzidas?
A superfície ocular é a mucosa com maior exposição ao meio ambiente e compreende as pálpebras, a conjuntiva, a córnea e o filme lacrimal. Este último consiste em uma película que oferece proteção anatômica, fisiológica e imunológica, composta por três camadas: a mais interna, formada por muco, auxilia na umidade e permite a distribuição uniforme da lágrima. A segunda camada, a aquosa, mantém nossos olhos lubrificados e os defende de possíveis infecções. Por fim, a camada mais externa é oleosa, constituída por lipídeos, e ajuda a impedir a evaporação da lágrima.
Com o resfriamento do corpo, essa película se torna sólida, esbranquiçada e parecida com uma cera, o que ocorre mais à noite. Além disso, durante o sono, há um relaxamento dos ductos das glândulas que produzem o óleo. A anatomia da pálpebra faz com que essas secreções escorram e se acumulem nos cantos. Por isso, é comum acordarmos com “remelas” nos cantos dos olhos.

Quais as principais afecções oculares que causam secreções nos olhos?

Algumas doenças levam à instabilidade do filme lacrimal e comprometem a integridade da superfície ocular, podendo causar secreções. Veja alguns exemplos:

Conjuntivite: é uma inflamação na conjuntiva, a membrana transparente que recobre toda a região branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Os sintomas mais comuns são vermelhidão e secreção, que pode ser aquosa, com muco ou pus. Se a causa for viral, o quadro geralmente é autolimitado, mas, se for desencadeado por bactérias ou por algum agente tóxico ou alérgico, será necessário recorrer a medicamentos prescritos por um oftalmologista. Para amenizar os sintomas e aumentar o conforto visual, é recomendável fazer compressas geladas, além de usar colírio lubrificante, de preferência, sem conservantes, pois são menos tóxicos para a superfície ocular.

Blefarite: é uma inflamação das pálpebras e das estruturas associadas, incluindo pele, cílios e glândulas. Está relacionada à colonização das pálpebras por bactérias da flora normal da pele e à disfunção das chamadas glândulas meibomianas, com consequente aumento de oleosidade na região.
O problema pode vir acompanhado de irritação, lacrimejamento, secreção, sensação de areia, coceira, vermelhidão, crostas nos cílios, sensibilidade à luz e até dor ou diminuição da visão, alternando fases de piora com períodos assintomáticos. A base do tratamento é a higiene contínua das pálpebras, com compressas mornas e shampoo neutro, além do uso de lubrificantes, pomadas antibióticas e medicação oral, a critério médico. Por se tratar de uma doença crônica, deve ser acompanhada periodicamente por um oftalmologista.

Alterações palpebrais: trata-se de anormalidades na posição das pálpebras e dos cílios, como o entrópio (a pálpebra se dobra para dentro), o ectrópio (ela se dobra para fora), lagoftalmo (não fecha), triquíase (cílios crescem em direção aos olhos), entre outros, capazes de gerar prejuízo à integridade da superfície ocular e produzir sintomas como lacrimejamento, irritação e secreção. O tratamento deve ser direcionado à causa e realizado sempre pelo oftalmologista.

Olho seco: é uma doença multifatorial da lágrima e da superfície ocular, que resulta em instabilidade do filme lacrimal e sintomas como sensação de ressecamento e corpo estranho, queimação, vermelhidão, embaçamento transitório da visão e secreção. Pode ser devido à deficiência aquosa ou evaporativo, quando há disfunção das glândulas. O oftalmologista deve ser consultado para indicar o tipo de colírio mais adequado.

Fonte: Dra. Elisa Piantino, oftalmologista da Lotten Eyes (SP).

Conjuntivite no verão: saiba como se proteger

29 jan 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Praias, piscinas, aglomeração de pessoas… Tudo isso aumenta os riscos de pegar a doença nesta estação
No verão, cresce a probabilidade de contrair conjuntivite. A explicação é simples: as pessoas praticam mais atividades ao ar livre, frequentam locais com grande circulação de pessoas, como praias, clubes e piscinas. Ou seja, o contato direto entre elas é maior.
Por isso, confira algumas dicas valiosas para fugir dos surtos típicos do calor:

  • Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool antisséptico;
  • Evite coçar os olhos, sobretudo se as mãos não estiverem limpas;
  • Troque as toalhas de banho todos os dias e não as compartilhe com outras pessoas;
  • Substitua a roupa de cama com mais frequência.
  • Evite cumprimentar com as mãos ou dar beijos em pessoas que estejam com os olhos vermelhos ou com secreção aparente.
  • Redobre os cuidados em ambientes coletivos, como shoppings, cinemas, praia e piscina, para evitar o contágio;
    E se eu pegar conjuntivite?
    A principal orientação é consultar um oftalmologista para obter um diagnóstico preciso e o tratamento adequado, com a indicação correta de medicamentos. O médico também fornecerá um atestado para se ausentar do trabalho (ou da escola) por alguns dias, a fim de evitar a transmissão. Vale lembrar que a automedicação é perigosa, pois só um médico é capaz de identificar a causa da conjuntivite (bactéria, vírus ou agente tóxico) e indicar o tratamento apropriado.
    Como tratar o problema?
    A conjuntivite é uma inflamação na conjuntiva, a membrana transparente que recobre toda a região branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Na maioria das vezes, ela é causada por vírus e é autolimitada, ou seja, vai embora sozinha e os sintomas desaparecem em até 15 dias. Mas, se o quadro for desencadeado por bactérias ou um agente tóxico, é necessário recorrer a medicamentos específicos.
    Para amenizar os sintomas e aumentar o conforto visual, é recomendável fazer compressas com gaze e soro fisiológico gelado, além de usar colírio lubrificante, de preferência, sem conservantes, pois são menos tóxicos para a córnea.

E se não tratar, o que acontece?
Algumas conjuntivites podem gerar complicações à córnea e comprometer a visão, por isso, é importante seguir as orientações do oftalmologista.
Fonte: Dr. Gabriel Gorgone, médico cirurgião especialista em córnea da Lotten Eyes.

Problemas de visão e tontura

28 jan 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Dor de cabeça, vista embaçada e olho seco são alguns sintomas que geralmente levam as pessoas ao consultório do oftalmologista. Mas episódios de tontura também podem representar alterações na visão. Por isso, vale a pena consultar um oftalmologista. A Dra. Carolina Engelbrecht, oftalmologista da Lotten Eyes, explica como a avaliação pode ajudar a identificar se o desequilíbrio está relacionado à saúde dos olhos.

Quais problemas de visão podem causar tontura? Por quê?
Todas as doenças que afetam a visão podem causar tontura, afinal, o sentido é importante para a percepção do indivíduo no espaço. Qualquer alteração, como a falta ou o uso inadequado de óculos, erros refracionais (miopia, astigmatismo, hipermetropia), catarata, glaucoma, problemas de retina, do movimento dos olhos (estrabismos) e da córnea podem ser gatilhos para essa sensação.

É válido consultar um oftalmologista em caso de tontura? Por quê?
Sim. Com a consulta e a realização de exames oftalmológicos, é possível verificar se o paciente tem alguma alteração ocular capaz de provocar tontura. Obviamente, ela não é um sintoma exclusivo da área oftalmológica, pois existem diversas doenças com essa manifestação. Por isso, avaliações com médicos de outras especialidades, como um otorrinolaringologista e um neurologista, também são recomendadas.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
Se houver suspeita de que a tontura é desencadeada por problemas visuais, costumamos solicitar a realização de um exame ocular completo, que inclui a avaliação de erros de refração, exame da córnea em lâmpada de fenda, câmara anterior, cristalino, vítreo e retina, além de testes complementares, quando necessário. Dependendo do diagnóstico, indicamos um tratamento para a melhoria dos sintomas, como prescrição de óculos e colírios específicos.

Trocar de óculos ou começar a usar lentes de contato também pode gerar tontura? O que fazer nesses casos?
Sim. No começo do uso dos óculos, principalmente dos multifocais, existe um período de adaptação do cérebro e isso pode causar tontura. Deve-se persistir e aumentar gradativamente o tempo de uso para adaptação. Geralmente, um mês é suficiente. Mas, se o desconforto continuar, o melhor é procurar um oftalmologista.

Cirurgia de glaucoma: quando ela é indicada?

17 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Conheça os procedimentos existentes para diminuir a pressão intraocular

O glaucoma é uma doença causada, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão intraocular, que pode prejudicar o nervo óptico e comprometer a visão. Embora não tenha cura, é possível barrar sua progressão com o controle da pressão, que inicialmente é feito com o uso de colírios prescritos pelo oftalmologista. No entanto, quando os medicamentos não surtem os resultados esperados ou em casos mais graves da doença, pode-se recorrer à cirurgia.

Os procedimentos cirúrgicos existentes têm o objetivo de baixar a pressão intraocular, diminuindo a quantidade de humor aquoso – a substância que preenche as estruturas oculares. Eles não exigem preparo, são feitos com anestesia local e não requerem internação – o paciente volta para casa no mesmo dia.

Veja quais são as principais técnicas disponíveis:

Trabeculoplastia (SLP) – É um procedimento ambulatorial, simples e rápido, que diminui a pressão intraocular, utilizando um laser que potencializa a drenagem do humor aquoso represado. Para isso, a intervenção é realizada no trabeculado – uma parte do olho que funciona como um ralo de chuveiro, responsável pela drenagem do humor aquoso. Nos pacientes com glaucoma, ele é mais fechado e o líquido fica retido, fazendo a pressão subir.
O método é indicado para pacientes em estágios mais iniciais da doença e que apresentam dificuldade em manter o tratamento com colírio.

Trabeculectomia – É uma cirurgia realizada com bisturi, com o intuito de reconstruir o trabeculado, criando um canal de escoamento do líquido.

Implante de válvula de drenagem – Consiste na introdução de um pequeno tubo dentro do olho, possibilitando que o humor aquoso seja drenado para a região externa.

Cirurgias ciclo destrutivas – Esse conjunto de técnicas cirúrgicas não interfere no trabeculado, mas na produção do líquido, alterando a estrutura responsável por fabricá-lo. Elas são indicadas para alívio da dor em pacientes que apresentam a doença em estágio avançado e a visão comprometida.

NOVIDADE – As técnicas mais recentes são as Cirurgias Minimamente Invasivas de Glaucoma, MIGS, na sigla em inglês. Elas estimulam o canal a drenar mais o humor aquoso, utilizando um dispositivo que é implantado no interior do olho. Esses métodos são indicados para casos leves e moderados e podem ser associados à cirurgia de catarata.

Antes de realizar qualquer uma das intervenções, é necessário passar por um check-up clínico e cardiológico, além de exames básicos para acompanhar a evolução do glaucoma, como Retinografia, Paquimetria, Campo Visual e Tomografia de Coerência Óptica (OCT).

Fonte: Dr. Luís Guilherme Milesi Pimentel, oftalmologista especialista em glaucoma da Lotten Eyes.

Estrabismo na infância: a importância da detecção precoce

10 dez 2018 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A falta de alinhamento dos olhos nem sempre é evidente, mas se identificada cedo, permite a correção de problemas que podem comprometer a visão, como a ambliopia.

O estrabismo é a falta de alinhamento ocular. Ela pode se manifestar em qualquer idade, mas, se detectada ainda na infância, até os sete anos, pode evitar a diminuição da capacidade visual. Isso porque ela pode levar à ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, que promove prejuízos à visão se não for tratada cedo.

Existem três tipos de estrabismo:

Convergente: quando o desvio dos olhos é para dentro;
Divergente: quando o desvio dos olhos é para fora;
Vertical: quando um dos olhos fica mais alto ou mais baixo que o outro.

Quando desconfiar?

Na maioria das vezes, o estrabismo só é percebido pelos familiares quando apresenta um grande ângulo de desvio. Mas, nem sempre o problema é evidente. Por isso, é muito importante levar a criança ao oftalmologista ainda no primeiro ano de vida.

Olho preguiçoso. O que é?

Trata-se de uma condição que afeta de 2% a 4% da população brasileira. Para evitar a visão dupla causada pelo desalinhamento ocular, a função do olho desviado é suprimida. Neste caso, as chances de recuperação são maiores se o tratamento for feito até os sete anos, quando a visão ainda está em desenvolvimento.

Tratamentos

Os tratamentos do estrabismo variam de acordo com o tipo e a causa do problema. Conheça as alternativas:

Óculos: indicados quando é possível restabelecer o alinhamento dos olhos com o uso deles ou de lentes de contato. Nesse caso, é necessário avaliar o paciente algumas semanas após a prescrição. Se os olhos estiverem na posição correta, é possível dar prosseguimento a essa estratégia terapêutica. Mas, se ainda desviarem, pode ser necessário recorrer à cirurgia.

Tampão ou oclusão: o principal objetivo desse tratamento não é curar o estrabismo, mas tratar a ambliopia provocada por ele. Como? Impedindo a visão do olho normal para exercitar a do “preguiçoso” . O tampão costuma ser usado por cerca de seis horas por dia. Nem sempre a adaptação é fácil, já que, no período de tratamento, a criança depende da visão comprometida para fazer suas atividades. Por isso, é muito importante que os familiares dêem suporte nesse primeiro momento. A tendência é que, com o tempo, a visão melhore e o tratamento se torne menos desagradável, até ser suspenso com orientação médica.

Exercícios ortópticos: são uma espécie de fisioterapia para os olhos, mas tem indicação específica, para casos discretos de estrabismo.

Toxina botulínica: é usada em casos específicos de estrabismo, como aqueles relacionados a paralisias musculares.

Prismas: consistem em um tipo de lente que aumenta o conforto visual de pacientes que apresentam visão dupla e costuma ser indicada na idade adulta.

Cirurgia: é recomendada para tratar boa parte dos estrabismos e também pode ser realizada na idade adulta.

Fonte: Dra. Francieli Agrizzi, oftalmopediatra e estrabóloga da clínica Lotten Eyes, em São Paulo.

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