Outono: evite prejuízos à saúde dos olhos

3 mar 2017 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, De olho na saúde

Com o início do outono, a baixa umidade do ar e o tempo seco, é comum o aumento do número de casos de doenças oculares ligadas ao clima, como a Síndrome do Olho Seco e as alergias oculares.

Isso ocorre porque, nesta época do ano, os olhos ficam menos lubrificados,  mais expostos à poluição e, consequentemente, todos ficamos sujeitos a alergias e infecções. Mas com algumas dicas é possível se prevenir das principais doenças oculares de outono/inverno. Confira quais são e como evitá-las:

  • Olho seco

A baixa umidade do ar e o ressecamento da região ocular costumam causar a Síndrome do Olho Seco, caracterizada pela pouca ou má qualidade da lágrima, o que deixa a superfície dos olhos seca. Para evitá-la, o ideal é beber bastante líquido, incluir na dieta frutas e verduras ricas em vitaminas A e E, usar vasilhas de água para umedecer os ambientes, ter um lubrificante ocular por perto e, se possível, evitar ambientes com ar condicionado.

  • Alergias oculares

No outono, as alergias são muito comuns, mas existem várias formas de se proteger, como evitar plantas, flores e animais com pelo dentro de casa; manter os ambientes arejados e livres de objetos que acumulem pó em excesso; substituir a vassoura por aspirador de pó; e evitar esfregar ou coçar os olhos.

  • Conjuntivite

A conjuntivite é altamente contagiosa e, apesar de não ser grave, causa muito incômodo. Como método de prevenção, os oftalmologistas indicam lavar as mãos frequentemente; evitar aglomerações e locais fechados; não compartilhar objetos pessoais, como maquiagem, fronhas, toalhas ou colírios; e evitar levar as mãos aos olhos.

Gostou das dicas de prevenção? Os médicos ainda advertem que o uso inadequado de medicamentos pode agravar os problemas oculares. Por isso, em caso de qualquer sintoma ou incômodo nos olhos, procure um oftalmologista de confiança – só ele poderá indicar o tratamento adequado e evitar complicações.

Conheça os mitos sobre o astigmatismo

7 fev 2017 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Mito ou Verdade

O astigmatismo é caracterizado por uma diferença entre a curvatura da porção vertical e horizontal da superfície anterior da córnea. Dessa forma, a luz, quando atravessa as estruturas oculares, chega com “foco borrado” ao atingir a retina, o que torna a visão menos nítida.

Simples, não é? Não! Isso porque o astigmatismo é uma alteração comum, mas que sempre gera muitas dúvidas. Pensando nisso, separamos alguns mitos sobre este problema ocular:

  • MITO  1

“O astigmatismo sempre causa fotofobia (incômodo com a luz)”

Muitas pessoas associam o astigmatismo ao incômodo com a luz, como se esse sintoma fosse a única relação com essa alteração ocular. A verdade é que existem centenas de alterações que podem causar este sintoma, não apenas o astigmatismo.  Aliás, grande maioria dos pacientes que possuem o problema, não se queixam de fotofobia.

  • MITO 2

“Astigmatismo sempre causa dor de cabeça”

Nem sempre quem tem astigmatismo, sente dor de cabeça. No entanto, ela pode ocorrer em alguns casos. A dor de cabeça costuma estar mais presente em pacientes com menor grau de astigmatismo do que em maiores. Portanto, não é um sinal que possibilite qualquer diagnóstico.

  • MITO 3

“Quem tem astigmatismo, não pode doar a córnea”

O astigmatismo decorre de um defeito na curvatura da córnea, o que não traz, de forma alguma, contraindicação à doação. E o mesmo vale para outros problemas oculares.

  • MITO 4

“O astigmatismo pode desaparecer com lentes de contato”

Algumas pessoas pensam que o astigmatismo pode ser resolvido quando usamos lentes de contato, isso porque acredita-se que a lente faria uma pressão sobre a córnea que, aos poucos, voltaria ao normal.

Essa ideia, no entanto, não é verdadeira. O fato é que, com ou sem lente, o grau do astigmatismo faz o que está genética e ambientalmente predisposto a fazer: se tiver que aumentar, vai aumentar, independente do uso de lentes ou óculos. A lente pode proporcionar uma visão melhor enquanto for usada, nada mais que isso.

Sintomas do astigmatismo

  • Visão embaçada;

  • Dificuldade para ver de perto;

  • Cansaço ocular e até dores ao redor dos olhos;

  • Visão ruim para perto ou longe.

Conseguiu solucionar algumas dúvidas sobre o astigmatismo, não é? Mas lembre-se, nenhuma dica substitui a avaliação de um profissional. Por isso, em caso de mais dúvidas ou qualquer desconforto visual, faça uma visita ao seu oftalmologista. Só ele pode determinar se você tem ou não algum problema de visão e ajudá-lo a enxergar ainda melhor!

Praia, sol e calor: cuidados com os seus olhos no verão

23 jan 2017 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

O verão chegou com tudo, acompanhado pelo sol forte, mormaço e dias quentes. Este é o momento em que a proteção contra os raios UV torna-se ainda mais importante do que em outros períodos. Mas para isso, apenas o uso de protetor solar e óculos escuros não é o suficiente.

Quer saber como se proteger na estação mais quente do ano da maneira correta? Confira os principais problemas que o verão pode trazer para os seus olhos e como evitar cada um deles.

Conjuntivite: o problema ocular mais comum no verão é a conjuntivite. Isso porque em função dos elevados níveis de temperatura, ocorre a multiplicação dos micro-organismos responsáveis pela doença. Para se proteger, o ideal é evitar mergulhar em piscinas com os olhos abertos e sem proteção, sempre lavar bem as mãos e evitar coçar os olhos sem antes estar com as mãos bem limpas.

Ressecamento das córneas: o uso excessivo de ar-condicionado e ventiladores nesta época contribui para o ressecamento das córneas, o que causa bastante irritação. Neste caso, o uso de colírios lubrificantes pode garantir maior conforto.

Pterígio: conhecido popularmente como “carne crescida”, o pterígio é uma lesão causada pelo crescimento fibrovascular de um tecido conjuntival na área de exposição ocular em direção à córnea. Há evidências que indicam que a maior causa do seu crescimento é a exposição aos raios ultravioleta.

Confira abaixo como diminuir os riscos de contrair essas e outras doenças oculares:

●     Utilize óculos de sol com proteção UV, chapéus e protetor solar com frequência.

●     Ao entrar no mar ou piscina, não mergulhe com os olhos abertos. Isso diminui o risco de contaminação com micro-organismos.

●     Evite o uso prolongado de ar-condicionado e realize limpeza frequente do mesmo para evitar o acúmulo de ácaros que podem causar conjuntivite alérgica.

●     Respeite os prazos de validade e regras de armazenamento de colírios.

●     Ao passar protetor solar, tome cuidado com a área dos olhos.

Prontinho! Agora é só providenciar seu kit básico para o verão e aproveitar a melhor estação do ano com a proteção que merece.

Exame oftalmológico pode levar ao diagnóstico toxoplasmose

15 dez 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

A toxoplasmose é um problema de saúde bastante comum, que causa uma série de sintomas, sendo que alguns estão associados a visão e, por isso, pode-se diagnosticá-la por meio de exames oftalmológicos. Alguns tipos de avaliação dos olhos, sejam as feitas pelo médico ou com o uso de equipamentos oftalmológicos, podem detectar muito mais do que problemas ligados à visão, como também algumas doenças sistêmicas. Estes exames de olho que diagnosticam problemas de saúde, geralmente são de rotina e levam pouco tempo para serem feitos.

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada por um parasita chamado Toxoplasma gondii. A contaminação pode acontecer por meio do contato com fezes de animais hospedeiros, ingestão de alimentos contaminados (principalmente carnes mal cozidas), ou ainda,  pode ser transmitida pela placenta da mãe durante a gestação, neste caso, a doença é chamada de toxoplasmose congênita.

No que diz respeito aos sintomas da toxoplasmose, esta doença pode ser silenciosa em organismos saudáveis, não apresentando sinais ou se manifestando como uma gripe normal. Os sintomas da toxoplasmose congênita pode aparecer apenas na adolescência do paciente.

Entretanto, em pessoas que adquirem a doença e estão com problemas de imunidade, os sinais podem aparecer na forma de doenças respiratórias, como pneumonia e tuberculose, além de convulsões e visão turva. Como os sintomas mudam de paciente para paciente, não são todos que apresentam problemas oculares, mas nos casos em que se atinge os olhos, as ocorrências mais comuns são as uveítes.

Problemas oculares causados pela toxoplasmose ocular

A toxoplasmose ocular é assim chamada quando sua manifestação causa problemas nos olhos. Este tipo de sintoma é mais comum em casos de toxoplasmose  congênita e pode aparecer de duas formas: uveítes anterior ou coriorretinite.

No primeiro caso, trata-se de uma lesão no olho que, se tratada corretamente, são mínimas a chances de sequelas. Já na coriorretinite, é uma inflamação na retina que deixa cicatrizes e, dependendo do tamanho desta marca, pode-se ter uma diminuição da visão, visto que a retina é responsável pela formação das imagens que são levadas ao cérebro. Um dos principais sintomas da toxoplasmose ocular é vermelhidão nos olhos, visão pontos pretos flutuando e diminuição da acuidade visual.

O exame oftalmológico que pode levar ao diagnóstico toxoplasmose é o exame de fundo de olho ou fundoscopia, em que o médico consegue avaliar a condição de vasos, artérias e nervos da retina por meio do transparente do olho. A detecção da toxoplasmose é confirmada com um exame de sangue.

A toxoplasmose pode ser curada com um tratamento adequado com base em antibióticos e ácido folínico. Mas, vale ressaltar que não é possível reverter os prejuízos causados pelas cicatrizes na retina, por isso, é importante ter todos os cuidados para evitar a toxoplasmose.

Doenças sistêmicas identificadas em exames oftalmológicos

Cuidar da saúde dos olhos vai muito além da visão. Com um exame oftalmológico simples, pode-se detectar a presença de doenças graves precocemente. Este diagnóstico faz toda a diferença no tratamento que tem mais chances de apresentar resultados positivos. Entre os problemas que podem ser identificados, estão:

●     Hipertensão arterial;

●     Doenças reumatológicas;

●     Aneurisma cerebral;

●     AIDS;

●     Esclerose múltipla;

●     Disfunções da tireoide;

●     Tuberculose;

●     Colesterol alto.

Saúde Ocular na gravidez: confira 4 sintomas que podem afetar a visão

5 dez 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, Curiosidades

A gestação é um período que traz diversas mudanças no corpo da mulher, algumas podem ser percebidas com o passar do tempo, como o crescimento da barriga, aumento dos seios e enjoos repentinos. Já outras, como pequenas mudanças na visão da futura mamãe, são quase imperceptíveis aos outros, mas causam grande desconforto.
Isso porque as mesmas alterações hormonais que resultam em inchaço, enjoo e mudanças de humor, também são responsáveis por causar desde uma pequena dificuldade para enxergar nitidamente, até o comprometimento da visão da criança em formação.

Confira as dicas que separamos sobre problemas comuns neste período e, ao menor sinal de qualquer sintoma, procure seu médico de confiança.

1 – Olho seco: é possível que ao longo da gestação a mulher sofra com alguns sintomas, como coceira e vermelhidão, causados por um desequilíbrio na quantidade de lágrimas ou evaporação excessiva. O problema pode vir ao longo da gestação e tende a desaparecer lentamente, após o nascimento do bebê.

2 – Manchas escuras no campo visual: este problema está associado a um problema comum na gravidez, a pré-eclâmpsia. Caracterizada pelo aumento da pressão arterial, o aparecimento de manchas ou pontos pretos no campo de visão estão entre as consequências da doença. Para detectar o problema precocemente, é importante fazer o exame de fundo de olho durante a gravidez.

3 – Alteração de grau: se você, gestante, usa óculos, pode ser que se surpreenda ao perceber que eles já não estão sendo suficiente. Isso porque a retenção de líquido e aumento de peso podem alterar a espessura da córnea, deixando a visão distorcida. Nesse caso, o ideal é procurar um oftalmologista para, se necessário, ajustar as lentes para o novo grau

4 – Sensibilidade à luz: este costuma ser um sintoma da enxaqueca, que pode ser acentuada na gestação por causa das variações hormonais. Neste caso, é importante conversar com seu ginecologista antes de usar qualquer tipo de medicamento.
Gostou das dicas? Em todo caso, principalmente neste período, é importante estar sempre em contato com seu oftalmologista, para buscar os melhores tratamentos e assegurar a sua saúde ocular e também a do seu bebê.

Conjuntivite Alérgica

24 nov 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

Com o início da primavera e do verão, muitas pessoas começam ter a sensação de areia nos olhos, coceira e olhos vermelhos. Estes podem ser sintomas de conjuntivite alérgica. Outros sintomas que podem aparecer também são lacrimejamento e fotofobia.
Caso você tenha algum desses sintomas, procure um oftalmologista que poderá confirmar ou não o diagnóstico de conjuntivite alérgica. Diferentemente da conjuntivite viral e bacteriana, a conjuntivite alérgica não é infectocontagiosa, ou seja, não é transmitida através das pessoas.
O tratamento da conjuntivite alérgica é baseado em colírios antialérgicos, higiene das pálpebras e cílio, e colírios lubrificantes, muitas vezes, dependendo do grau da alergia, faz-se necessário uso de antialérgicos via oral também. O importante é fazer o diagnóstico e tratamento adequado para não sofrer com sintomas oculares desagradáveis. Procure seu oftalmologista!

Dra. Carolina Engelbrecht
CRM 140190

Alterações oftalmológicas do HIV

6 out 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades

Estima-se que 36,7 milhões de pessoas no mundo estejam contaminadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).  A melhora e disponibilidade do tratamento, inclusive no Brasil, aumentou a sobrevida desses pacientes e, assim, uma grande diversidade de manifestações ocasionadas pelo HIV puderam ser estudadas. Importante diferenciar que a pessoa infectada pelo HIV pode não ter a doença AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – observada quando o vírus do HIV ataca o sistema de defesa do nosso corpo, diminuindo células como as CD4).

No olho, o HIV pode causar alterações desde as pálpebras até o nervo óptico. Porém, as principais alterações ocorrem no fundo do olho, sendo frequente, a uveíte – infecção de tecidos oculares. A primeira manifestação do HIV está relacionada a alteração dos pequenos vasos da retina – a chamada microangiopatia. Geralmente, nesse estágio inicial, o paciente não sente grandes mudanças da visão e o exame do fundo do olho, associado a outros exames complementares, como a angiofluoresceinografia, são fundamentais para detectar essa lesão inicial.

Quando os níveis das células de defesa – CD4 –  caem para valores muito baixos, ocorre a principal infecção decorrente do HIV. Essa é a infecção da retina (retinite) pelo Citomegalovírus.  É uma doença grave que pode levar a cegueira se não for tratada corretamente pelo oftalmologista e infectologista. Felizmente, devido aos avanços do tratamento do HIV, a frequência dessa doença tem caído nos últimos anos.

Outra doença que pode aparecer é a Toxoplasmose ocular – causa mais comum de uveíte posterior no Brasil, mesmo em pacientes sem HIV.  A Toxoplasmose ocular causa uma infecção na retina e coroide e, dependendo da localização da lesão, pode ocasionar perda visual importante.

Nos últimos anos, houve um aumento dos casos de Sífilis no Brasil. Vale salientar que o exame oftalmológico é fundamental para se excluir a presença de sífilis ocular em pacientes HIV positivo.  No olhos, a sífilis pode alterar e modificar praticamente todos tecidos oculares. O exame pelo oftalmologista deve ser criterioso para diferenciar de outras doenças.

Os tratamentos atuais do HIV permitem ao paciente ter uma ótima qualidade de vida. Portanto, o acompanhamento desses pacientes deve ocorrer em conjunto com médicos oftalmologistas e infectologistas, a fim de detectar e combater precocemente as manifestações oculares do HIV.

Dr. Diego Monteiro Verginassi

Médico Oftalmologista – Retina Clínica e Cirúrgica

Bibliografia:

http://www.who.int/gho/en/

Boletim Sífilis 2015 – Ministério da Saúde – Brasil

Uveítes – Livro Conselho Brasileiro de Oftalmologia- Série Oftalmologia Brasileira.

Dia do Idoso: saiba quais são as principais doenças oculares na terceira idade

30 set 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, De olho na saúde

A visão tem um papel essencial em momentos de pura felicidade. Os idosos são o principal grupo atingido pelos problemas de visão, por isso, o cuidado deve ser redobrado. As principais doenças oculares na terceira idade são:

Catarata
Comum após os 50 anos de idade, a catarata consiste na perda da transparência do cristalino, lente natural dos olhos. A doença ocorre de maneira natural, embaçando a vista, e pode ser acelerada por diversas doenças, como diabetes. Segundo dados da OMS, a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Principal causadora de cegueira em pessoas acida dos 55 anos, a doença consiste na degeneração da retina. O DMRI surge com o embaçamento da vista e distorção das formas, evoluindo para a perda gradual e irreversível da visão. Quando detectada no início, pode ser controlada.

Glaucoma
É provocada pelo aumento da pressão ocular, provocando lesão no nervo ótico. O glaucoma raramente apresenta sintomas, aparecendo somente em estágios avançados da doença, podendo levar a cegueira irreversível.

Presbiopia
É conhecida como “vista cansada”, atingindo pessoas acima dos 40 anos. O problema se caracteriza pela perda da qualidade visual para perto.

Retinopatias
Ocasionada por complicações provocadas pela diabetes e hipertensão arterial, a doença altera os vasos sanguíneos e causa má circulação na retina. A retinopatia se instala lentamente e os sintomas incluem visão borrada, moscas volantes ou flashes, e até mesmo a perda repentina da visão.

Seja com a presença de sintomas ou não, é de extrema importância realizar exames periódicos com o oftalmologista, possibilitando uma possível identificação precoce de doenças.

A região ocular é a que mais precocemente exibe os sinais do tempo

15 set 2016 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: De olho na saúde

A pele da área dos olhos é a mais fina do corpo humano e a mais sensível ao envelhecimento, regido por fatores genéticos, alimentação, tabagismo e exposição solar.

Com o passar dos anos, ocorre a diminuição do colágeno e perda da elasticidade, o que acaba resultando na formação de rugas e flacidez da pele. Ocorre ainda perda de tecido ósseo e gorduroso, com queda da pele e tecidos moles em toda a face, especialmente ao redor dos olhos.

O enfraquecimento do septo orbitário propicia o surgimento das bolsas gordurosas palpebrais, levando a um aspecto de inchaço e cansaço. Frequentemente, as alterações palpebrais relacionadas ao envelhecimento podem causar prejuízo na oclusão e até exposição ocular, com sintomas de ardor, vermelhidão e lacrimejamento.

A correção do excesso de pele, flacidez e bolsas adiposas, assim como o tratamento de doenças palpebrais, estão na área de atuação da Oculoplástica, uma subespecialidade oftalmológica que engloba tratamentos de reconstrução e rejuvenescimento periocular.

Dra. Elisa B. Piantino
CRM-SP 130.538

Existe cura para a cegueira parcial?

9 set 2016 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Mito ou Verdade

Atingindo mais de 25% das pessoas acima de 75 anos, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. No Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas sofrem com o problema, segundo dados da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).

Cerca de 90% dos casos correspondem à forma seca da DMRI, de evolução mais lenta, enquanto os outros 10% apresentam a forma úmida, bem mais agressiva e caracterizada por hemorragias que comprometem o tecido da retina. Atualmente, o tratamento consiste na aplicação de lasers ou injeções com medicamentos que inibem a formação de novos vasos sanguíneos.

Contudo, uma novidade tem despertado a atenção de quem sofre com a cegueira parcial. Cientistas das Universidades Stanford (EUA) e Strathclyde (Escócia) desenvolveram um novo tratamento que funciona através de uma prótese capaz de captar informações visuais e enviá-las ao cérebro. A notícia foi publicada nas revistas Nature Communications e Science News.

O sistema é formado por um par de óculos equipados com uma câmera, que envia as imagens captadas para um computador de bolso. Ele é o responsável por processar a informação visual e enviar lasers infravermelhos para óculos e, consequentemente, para os olhos. Dentro dos olhos, na região da retina, há microchips que são estimulados com a entrada do laser infravermelho e convertem os dados para um sinal elétrico que vai para o cérebro, atingindo a região responsável pela visão.

Apesar de no Brasil não haver nenhuma pesquisa deste gênero, estes avanços estão cada vez mais próximos de se tornar uma realidade para quem sofre com os efeitos da doença.

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