Check-up oftalmológico – saiba quando fazer

28 mai 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Fazer uma avaliação completa com o oftalmologista é fundamental para avaliar a saúde dos olhos e favorece a identificação e o tratamento precoce de doenças que se desenvolvem sem sinais. Para cada fase da vida, há um tipo de avaliação e os exames adequados, que só um oftalmologista pode indicar. Conheça os principais benefícios do check-up oftalmológico e qual a periodicidade mais adequada para cada idade.

Zero a dois anos – Muitas doenças que afetam a visão podem ser prevenidas desde a gestação, com a realização do pré-natal, e após o nascimento da criança, com o teste de reflexo vermelho (TRV, ou teste do olhinho). Um feixe de luz é projetado nos olhos da criança para verificar a presença de alterações, como opacidades do cristalino, um sintoma da catarata congênita, e outras alterações causadas por doenças como glaucoma e descolamentos de retina tardios. O ideal é que ele seja realizado nos primeiros dias de vida, de preferência, ainda na maternidade, ou até os dois anos de idade. Além disso, é importante realizar um mapeamento de retina perto dos 18 meses de idade, para identificar possíveis tumores.

Infância – Como a visão pode levar até dez anos para se desenvolver, o ideal é levar a criança ao oftalmologista todos os anos, dos três aos dez anos de idade. Caso ela apresente algum problema de visão neste período, o médico deverá orientar a melhor periodicidade. A diminuição da capacidade visual mais comum em crianças e que não costuma apresentar sinais aparentes é a ambliopia. Os pais também podem observar se os filhos se aproximam muito os objetos ou da TV para ver, se estão enxergando bem a lousa na escola e se elas se queixam de dor de cabeça, se os olhos lacrimejam ou se eles sentem tontura e enjoo. Esses sinais podem indicar problemas de visão causados por erros de refração: miopia (má visão à distância), hipermetropia (visão próxima ruim) e astigmatismo (visão embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto). O desalinhamento dos olhos causado pelo estrabismo também é outra alteração que pode surgir nessa fase.

Adolescência e vida adulta – A partir dos 13 anos de idade, o adolescente pode apresentar problemas causados por erros de refração ou ceratocone, uma doença progressiva que gera mudanças frequentes no grau dos óculos, sem apresentar melhora satisfatória da visão após a troca. O problema faz com que a córnea fique com um formato parecido com um cone e pode afetar um ou os dois olhos. Caso o jovem tenha alguns desses problemas visuais, deve passar no oftalmologista pelo menos a cada seis meses. Além disso, o olho se desenvolve até os 18 anos e isso pode causar mudanças no grau dos óculos. Após os 18, já é possível fazer cirurgia para corrigir problemas de refração.

A partir dos 40 – Nessa faixa etária, um problema comum é a presbiopia ou vista cansada (dificuldade para enxergar de perto). Quem tem diabetes ou lúpus, também deve procurar uma avaliação do oftalmologista para complementar a avaliação do médico que está tratando a doença de base. A partir desta idade, também passa a ser muito importante verificar periodicamente a pressão ocular e fazer exames de fundo de olho, para prevenção e diagnóstico precoce do glaucoma. Nas mulheres, geralmente entre os 45 e 55 anos, ocorre a menopausa, alterações hormonais que afetam o metabolismo e a lubrificação dos olhos. Este quadro favorece o surgimento de doenças como a síndrome do olho seco e sintomas como vermelhidão, sensação de areia, ardor, coceira nos olhos e maior sensibilidade à luz. Mesmo se a mulher não apresentar nenhum sintoma, é recomendável que ela procure um oftalmologista anualmente a partir dos 40 anos ou ao apresentar qualquer alteração visual.

A partir dos 50 anos – A avaliação oftalmológica nessa fase pode ajudar a diagnosticar precocemente a Degeneração Macular Relacionada à Idade, ou DMRI, a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 65 anos, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Com a realização do exame de mapeamento de retina anualmente permite avaliar possíveis riscos de desenvolver a doença que pode ser controlado se identificada a tempo. Sua origem está no desgaste da mácula, área da retina responsável pelo centro da visão e que permite perceber detalhes, como reconhecer cores e o rosto das pessoas ou ler um livro. Os principais sintomas são embaçamento de visão e distorção de imagens.

Dos 60 anos em diante, o envelhecimento do cristalino (uma lente natural do olho, que focaliza as imagens) é acentuado e pode levar ao surgimento da catarata. Mas a doença pode aparecer em qualquer idade e, por isso, é importante ficar atento aos sintomas. O diagnóstico é realizado por meio de um exame oftalmológico que verifica a acuidade da visão e a transparência do cristalino.

Lotten nas empresas
A Lotten Eyes oferece o check-up oftalmológico gratuito para empresas. O serviço avalia a saúde ocular global dos funcionários, as peculiaridades do ambiente de trabalho (computador, ar condicionado), estilo de vida do indivíduo (esportes, lentes de contato) e fatores de risco (diabetes, glaucoma), com objetivo de promover o bem-estar e a saúde ocular. O acompanhamento inclui a avaliação de erros de refração, exame da córnea em lâmpada de fenda, câmara anterior, cristalino, vítreo e retina, além de testes complementares, quando necessário e orientações sobre eventuais alterações e hábitos que prejudicam a visão.
Para agendar, basta que o RH entre em contato pelo e-mail checkup@lotteneyes.com.br. Veja mais detalhes: http://www.lotteneyes.com.br/nosso-projeto/.

Envelhecimento e visão – por quê fazer um check-up da visão aos 40 anos

28 mai 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Passar por uma consulta com o oftalmologista pelo menos uma vez por ano é indicado para todas as idades. Mas, na faixa dos 40 anos, existe a possibilidade de identificar e tratar precocemente algumas doenças oculares relacionadas à idade e evitar a perda da visão no futuro. Além do envelhecimento do organismo, nessa faixa etária é comum a ocorrência de problemas sistêmicos, como diabetes e pressão arterial alta, e outros fatores como sedentarismo, que podem comprometer a saúde geral. Por isso, a Associação Americana de Oftalmologia recomenda que todos os adultos nessa faixa etária consultem um oftalmologista preventivamente e, a partir dos 65 anos, para acompanhar sinais de doenças relacionada ao envelhecimento.

Mas, vale lembrar que estas condições podem ocorrer e trazer danos à saúde em qualquer faixa etária. Por isso, quem já reúne essas características, apresenta sintomas ou história familiar de problemas oculares, como o glaucoma, e usa óculos ou lentes de contato também deve passar por check-ups regulares para verificar os graus e a condição das estruturas oculares. E, durante a avaliação, informar essas condições ao oftalmologista para que ele determine a periodicidade das consultas.

Confira a seguir as principais doenças oculares relacionadas ao envelhecimento:

Catarata – Esta doença faz com que o cristalino (a lente natural dos olhos) fique opaco e pode levar à perda de visão progressiva. A boa notícia é que dá para corrigir o problema com uma cirurgia, rápida e segura, devolvendo a visão. O melhor é que as técnicas modernas não só tratam o problema como possibilitam a correção de eventuais erros refrativos, a exemplo da miopia, astigmatismo e até da presbiopia. Mas não dá para descuidar: a catarata é a principal causa de cegueira reversível no Brasil. Além do envelhecimento, outros fatores, como o uso crônico de corticoides, doenças metabólicas, como o diabetes, uveítes (inflamações no interior dos olhos), trauma ocular e exposição excessiva à radiação solar são capazes de acelerar o seu surgimento.

Glaucoma – A doença é causada, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão intraocular, que pode prejudicar o nervo óptico. No início, causa perda da visão periférica, podendo evoluir para perda da visão. Os tratamentos existentes têm o objetivo de barrar sua progressão com o controle da pressão intraocular. Geralmente, são prescritos colírios e, quando eles não surtem os resultados esperados ou em casos mais graves da doença, pode ser indicada a cirurgia. Para obter um diagnóstico precoce, é importante visitar um oftalmologista regularmente.

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) – É a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 65 anos, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Mas, se identificada precocemente, a progressão da doença pode ser controlada. O problema tem origem no desgaste da mácula, área da retina responsável pelo centro da visão e que permite perceber detalhes, como reconhecer cores, feições ou ler um livro. Seus principais sintomas são embaçamento de visão, lento ou abrupto, e distorção de imagens. Quem tem mais de 50 anos, histórico familiar da doença ou pele, olhos claros, fuma ou se expõe muito ao sol deve realizar o exame de mapeamento de retina anualmente para rastrear a doença e saber qual é a melhor opção de tratamento, caso tenha.

Retinopatia diabética – A retinopatia diabética é uma alteração decorrente da diabetes, que causa a deterioração dos vasos sanguíneos localizados no fundo do olho e que irrigam a retina. Nos seus estágios iniciais, a doença pode não manifestar sintomas, daí a importância do acompanhamento oftalmológico anual para quem tem diabetes. E, caso a doença seja diagnosticada, o acompanhamento deve ocorrer com uma frequência maior, dependendo da gravidade.

Não tenho sintomas, também preciso ir ao oftalmologista?

Sim. Além de avaliar a saúde geral dos olhos, essa medida pode ajudar a detectar doenças silenciosas. A partir dos 40, também é comum surgirem os primeiros sinais de idade, como rugas, excesso de pele, gorduras, olheiras e flacidez na região ao redor dos olhos e nas pálpebras. Além de cuidar da visão, o oftalmologista também é o profissional adequado para cuidar da estética ocular.

Fontes consultadas: Associação Americana de Oftalmologia e oftalmologistas da Lotten Eyes.

Estudo relaciona o glaucoma à má qualidade do sono

27 mai 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A qualidade do sono pode ser um indicador ou até a causa da doença. É o que propõe um estudo realizado nos Estados Unidos, pela da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, que avaliou as respostas de mais de 6,7 mil pessoas com glaucoma com mais de 40 anos de idade a uma pesquisa sobre o sono.
O glaucoma é uma doença crônica e degenerativa do nervo óptico (estrutura que envia as imagens do olho para o cérebro), normalmente associada ao aumento da pressão intraocular. Ele provoca um estreitamento do campo visual, fazendo com que a pessoa perca progressivamente a visão periférica. Como na maioria dos casos, é assintomático, o problema pode evoluir lentamente, durante meses ou até anos, sem que o paciente perceba.

O estudo associou o glaucoma aos problemas de sono a partir das seguintes descobertas:

As pessoas que dormiam por dez ou mais horas por noite apresentaram três vezes mais chances de ter danos no nervo óptico relacionados ao glaucoma do que aquelas que dormiam sete horas por noite.
Aquelas que dormiram em nove minutos ou menos tinham duas vezes mais chances de ter glaucoma do que aquelas que levavam de 10 a 29 minutos para adormecer.
As chances de ter perdas de visão foram três vezes maiores entre as pessoas que tiveram três horas ou menos ou dez ou mais horas de sono por noite, em comparação com aquelas que dormiram sete horas por noite.
As pessoas que disseram ter dificuldade em lembrar-se das coisas devido ao excesso de sono durante o dia tinham duas vezes mais chances de ter perda de campo visual do que aquelas que disseram não sentir sono durante o dia, nem notar problemas de memória.

De acordo com os autores do estudo, já se sabia que o sono saudável é benéfico para uma boa saúde geral e, com estudos como este, é possível acrescentar que o glaucoma pode estar relacionado a problemas de saúde do sono.

Fonte: Academia Americana de Oftalmologia.

Hábitos que protegem os olhos no dia a dia

6 mai 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A visão é um dos sentidos essenciais da nossa vida e o oftalmologista é o profissional responsável pela saúde dos nossos olhos, pálpebras e cílios. A adoção de alguns cuidados simples no dia a dia e um acompanhamento médico regular com este especialista contribuem para uma boa saúde ocular.

Tratamento e prevenção especializada

O oftalmologista é o profissional adequado para examinar as estruturas dos olhos e tratar possíveis problemas oculares de forma adequada. Os cuidados devem começar desde a gestação, com a realização de um pré-natal adequado, a vacinação contra doenças que podem afetar a visão do bebê, como a rubéola e a avaliação oftalmológica desde o nascimento.

O acompanhamento oftalmológico regular deve seguir por toda vida, de acordo com a recomendação do especialista. Esse cuidado possibilita:

Identificar doenças que não apresentam sintomas precocemente e evitar possíveis complicações;
Detectar, acompanhar e tratar adequadamente problemas como miopia (má visão à distância), hipermetropia ou presbiopia (visão próxima ruim) e astigmatismo (visão embaçada ou desfocada, tanto de longe, quanto de perto), ajustar o grau dos óculos ou realizar cirurgias corretivas;
Obter um diagnóstico precoce e/ou tratar a progressão de doenças como glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, catarata e muitas outras, e reduzir as chances de cegueira;
Tratar corretamente sintomas, como ardência, dor ou qualquer outra alteração dos olhos;
Realizar procedimentos estéticos e cirurgia plástica na região dos olhos com a possibilidade de obter o melhor resultado com um mínimo risco de complicações.

Cuidados no dia a dia

Ao se expor ao sol, use um óculos de sol que cubra toda a área dos olhos e que tenha proteção contra raios ultravioleta (UVA e UVB) para evitar a agressão dos olhos pelos raios solares. E na hora de fazer a compra, procure lojas e marcas reconhecidas e compre um modelo;
Nunca recorra a tratamentos como óculos, lentes de contato e colírios por conta própria;
Coloque uma película protetora nas telas para filtrar a luz visível e evitar prejuízos oculares;
Deixe produtos de limpeza, objetos cortantes e outros itens perigosos fora do alcance das crianças para evitar ferimentos nos olhos;
Evite traumas oculares, usando cinto de segurança e proteção para os olhos, ao realizar alguma atividade que os exponha a substâncias ou outras agressões.
Mantenha uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, grãos e gorduras boas, como a das castanhas;
Quem tem diabetes deve manter as taxas de açúcar equilibradas para evitar prejudicar os vasos sanguíneos da retina e, consequentemente, a visão.

Cirurgia de glaucoma – conheça as técnicas disponíveis e critérios para eleger cada uma

29 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O glaucoma é uma doença causada, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão intraocular, que pode prejudicar o nervo óptico. No início, causa perda da visão periférica, podendo evoluir para perda da visão. Os tratamentos existentes têm o objetivo de barrar sua progressão com o controle da pressão intraocular. Para obter um diagnóstico precoce, é importante realizar um check-up clínico e cardiológico e visitar um oftalmologista regularmente.

Principais tratamentos

Os procedimentos existentes buscam diminuir a pressão intraocular com a redução da quantidade de humor aquoso (substância que preenche as estruturas oculares). Geralmente, são prescritos colírios e, quando eles não surtem os resultados esperados ou em casos mais graves da doença, pode ser indicada a cirurgia. As técnicas disponíveis podem ser ambulatoriais ou hospitalares, geralmente realizadas com anestesia local, são seguras e individualizadas – a escolha depende da avaliação médica e do caso de cada paciente. As principais são:

Trabeculoplastia (SLT) – Indicada para pacientes em estágios mais iniciais da doença e que apresentam dificuldade em manter o tratamento com colírio. Aplica-se um laser que potencializa a drenagem do humor aquoso represado. A intervenção é realizada no trabeculado – uma parte do olho que funciona como um ralo de chuveiro, responsável pela drenagem do humor aquoso. Nos pacientes com glaucoma, ele é mais fechado e o líquido fica retido, fazendo a pressão subir.

Trabeculectomia – Utilizando um bisturi, o trabeculado é reconstruído com a criação de um canal de escoamento do líquido.

Implante de válvula de drenagem – Um pequeno tubo é introduzido dentro do olho, possibilitando que o humor aquoso seja drenado para a região externa.

Cirurgias ciclo destrutivas – É um conjunto de técnicas cirúrgicas que interfere na produção do líquido aquoso (e não no trabeculado), alterando a estrutura responsável por fabricá-lo. São indicadas para alívio da dor, em pacientes que apresentam a doença em estágio avançado e a visão comprometida.

Cirurgias Minimamente Invasivas de Glaucoma (MIGS, na sigla em inglês) – São técnicas mais recentes, que estimulam o canal a drenar mais o humor aquoso, utilizando um dispositivo que é implantado no interior do olho. Elas são indicadas para casos leves e moderados e podem ser associadas à cirurgia de catarata.

Lembre-se: só um oftalmologista pode indicar exames básicos para acompanhar a evolução do glaucoma e o tratamento mais adequado.

Fonte: Dr. Luís Guilherme Milesi Pimentel (CRM 139093), oftalmologista especialista em glaucoma da Lotten Eyes.

Conjuntivite no outono: saiba como se proteger

25 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

O ar mais seco e empoeirado e a concentração de pessoas em ambientes mais fechados favorece os quadros de conjuntivite alérgica

A queda da umidade relativa do ar, característica do outono, contribui para o aumento da poeira e da circulação de partículas que causam alergia , tornando o ambiente propício para a ocorrência de quadros de conjuntivite alérgica, comuns nesta época do ano. Esses quadros tendem a se agravar no inverno, quando as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados.

Cuidados preventivos

  • Limpe os ambientes internos com panos úmidos e lave as roupas de cama, toalhas, cortinas, vestuário com mais frequência para remoção de agentes alérgenos, como ácaros e pelos de animais;
  • Se possível, remova carpetes e use umidificadores de ar;
  • Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool antisséptico;
  • Evite coçar os olhos, sobretudo se as mãos não estiverem limpas;
  • Use óculos de sol com proteção UVA e UVB.

E se eu tiver conjuntivite?

A principal orientação é consultar um oftalmologista para obter um diagnóstico preciso e o tratamento adequado, com a indicação correta de medicamentos. O médico também fornecerá um atestado para se ausentar do trabalho (ou da escola) por alguns dias, a fim de evitar a transmissão, caso a conjuntivite seja viral. Vale lembrar que a automedicação é perigosa, pois só um médico é capaz de identificar a causa da conjuntivite e indicar o tratamento apropriado.

Como tratar o problema?

A conjuntivite é uma inflamação na conjuntiva, a membrana transparente que recobre toda a região branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Quando o quadro é desencadeado por bactérias ou um agente alérgico, é necessário recorrer a medicamentos prescritos pelo médico. Mas, se for viral, ela é autolimitada, ou seja, vai embora sozinha e os sintomas desaparecem em até 15 dias.

Para amenizar os sintomas e aumentar o conforto visual, é recomendável fazer compressas com gaze e soro fisiológico gelado, além de usar colírio antialérgico ou lubrificante, de preferência, sem conservantes, pois são menos tóxicos para a córnea.

E se não tratar, o que acontece?

Algumas conjuntivites podem gerar complicações à córnea e comprometer a visão, por isso, é importante seguir as orientações do oftalmologista.

Fonte: Dr. Gabriel Gorgone, médico cirurgião especialista em córnea da Lotten Eyes.

Bons hábitos para enxergar melhor e por mais tempo

11 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Consultar o oftalmologista periodicamente e conhecer os fatores que ameaçam a visão, prevenindo-os, é a melhor maneira de preservar a saúde ocular
Mais de 6,5 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência visual no Brasil, sendo que 582 mil destas são, de fato, cegas. Mas 80% dos casos poderiam ser evitados com cuidados simples ou detecção e tratamento precoces de problemas como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular, algumas das principais causas de perda de visão, segundo a Fundação Dorina Nowil para Cegos.
As precauções devem começar antes mesmo do nascimento, com um pré-natal adequado, vacinando a gestante contra doenças capazes de afetar a visão do bebê, a exemplo da rubéola. O recém-nascido também precisa passar por avaliação oftalmológica para rastrear alterações como a catarata congênita, iniciando tratamento antes que promovam danos irreversíveis.
Depois, o acompanhamento deve seguir pela infância, respeitando os intervalos recomendados pelo oftalmologista. Na fase adulta, as consultas devem ser anuais ou, em caso de doenças específicas, ainda mais frequentes.
O motivo é simples de entender. O aumento da pressão no interior dos olhos, por exemplo, é capaz de danificar o nervo óptico, evoluindo para um quadro chamado glaucoma, que está por trás da cegueira. Mas basta manter a pressão sob controle para evitar que isso aconteça.
O diabetes descontrolado também tem potencial de prejudicar os vasos sanguíneos da retina, ocasionando a perda da visão. Portanto, manter as taxas de açúcar equilibradas afasta a complicação. O mesmo vale para outras enfermidades, como a degeneração macular relacionada à idade, para as quais existem terapias capazes de desacelerar sua progressão.
Em resumo, vale ter em mente que identificar uma ameaça o quanto antes representa uma oportunidade de impedir que ela avance, comprometendo a capacidade de enxergar. Veja outras formas eficientes de manter sua visão protegida:
-Coloque uma película protetora nas telas para filtrar a luz visível e evitar prejuízos oculares.
-Nunca tome remédios ou use colírios por conta própria.
-Mantenha o esquema de vacinas em dia, prevenindo doenças que afetam a visão, como rubéola e meningite.
-Deixe produtos de limpeza, objetos cortantes e outros itens perigosos fora do alcance das crianças.
.-Use óculos escuros de boa qualidade, com filtro UV, sempre que sair ao sol.
-Evite traumas oculares, usando cinto de segurança e proteção para os olhos, ao realizar alguma atividade que os exponha a substâncias ou outras agressões.
-Mantenha uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, grãos e gorduras boas, como a das castanhas.

Fonte: Dr. Hallim Feres Neto (CRM-SP 117.127), oftalmologista da Lotten Eyes.

Olheiras: origem e tratamentos

10 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Existem diferentes tipos de olheiras. Elas podem ser genéticas ou surgir por diversos fatores. Saber identificar sua origem é importante para eleger o tratamento. Venha entender.

A olheira pode ser decorrente de:
1) Aumento na pigmentação (melanina) na pele: na maioria dos casos, são genéticas e se acentuam com o excesso de sol ou fricção. Descendentes de árabes, indianos ou negros têm maior tendência pois acumulam maior quantidade de melanina nas pálpebras.

2) Vasos sanguíneos aparentes: como a pele nessa região é muito fina, qualquer alteração vascular fica mais visível. A má circulação sanguínea local pode aumentar a concentração de hemossiderina (um pigmento ferroso do sangue) que acaba pigmentando a pele. Noites mal dormidas, estresse, excesso de café, álcool ou fumo alteram o fluxo sanguíneo na região e favorecem esse tipo de olheira.

3) Hipertrofia músculo orbicular ou bolsa de gordura proeminente: é quando há uma “sombra” logo abaixo do músculo ou bolsa proeminente.

4) Órbita profunda: nesses casos, o formato dos ossos deixa os olhos fundos, condição que se agrava com o envelhecimento devido à reabsorção de gordura.

Siga essas dicas para atenuar as olheiras:

  • Durma bem: durante o sono ocorre uma drenagem linfática natural e um ciclo de renovação da circulação que melhoram o aspecto da pele ao redor dos olhos;
  • Proteja-se dos raios solares e use cremes clareadores, com orientação médica;
  • Faça compressas geladas: elas promovem a constrição de vasos no local e atenuam o tom arroxeado;
  • Faça uma drenagem linfática periocular, para estimular a circulação linfática e sanguínea da região dos olhos e melhorar a aparência “cansada”;
  • Evite fumar;
  • Hidrate-se bastante (beba pelo menos dois litros de água por dia).

Seja qual for o caso, consulte um oftalmologista para saber qual é o melhor o procedimento.

Fonte: Dra. Elisa Piantino, oftalmologista da Lotten Eyes.

Plástica com oftalmologia: conheça mais sobre tratamentos estéticos na região dos olhos

10 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

Você sabia que o oftalmologista é o profissional adequado para realizar procedimentos estéticos e cirurgia plástica na região dos olhos? A região ocular é a que mais precocemente exibe os sinais do tempo porque a pele da área dos olhos é a mais fina do corpo humano e a mais sensível ao envelhecimento. E a oculoplástica é a subespecialidade oftalmológica que engloba os tratamentos de reconstrução e rejuvenescimento da região dos olhos. O oftalmologista oculoplástico o conhecimento em oftalmologia com os princípios de cirurgia plástica para alcançar o melhor resultado com mínimo risco de complicações.

Conheça alguns procedimentos existentes e indicações:

Os procedimentos menos invasivos, como aplicação de toxina botulínica (também conhecido como Botox®) e o preenchimento com Ácido Hialurônico são usados para amenizar os sinais da idade e melhorar a aparência.

No primeiro, há um relaxamento ou até mesmo uma paralisação da musculatura e consequente atenuação das rugas. Os resultados começam a aparecer depois de aproximadamente 48 horas após a aplicação e podem durar até 7 meses. A toxina botulínica também é utilizada para tratar problemas oculares como estrabismo e blefaroespasmo (espasmos das pálpebras). Já o procedimento feito com ácido hialurônico preenche rugas e sulcos, além de corrigir o volume e restaurar a harmonia facial.

Blefaroplastia
A cirurgia de blefaroplastia é realizada tanto para remover o excesso de pele e gorduras da região ao redor dos olhos quanto para reforçar os ligamentos de sustentação das pálpebras, rejuvenescendo e harmonizando a aparência. O procedimento é feito no hospital sob anestesia local e sedação e o paciente é liberado no mesmo dia. No pós-operatório, ele deve seguir as orientações recomendadas e o médico cirurgião acompanha de perto a evolução da cicatrização e resultado.

Fonte: Dra. Elisa Brasileiro Piantino, oftalmologista especializada em plástica ocular da Lotten Eyes.

Retinopatia diabética – como barrar a progressão

8 abr 2019 por Lotten Eyes    Comentários desativados    Postado em: Notícias

A diabetes é uma doença crônica, caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar do sangue (hiperglicemia), que pode acontecer quando não há produção de insulina ( o hormônio que atua no aproveitamento do açúcar como energia), o chamado tipo 1; ou quando a insulina tem dificuldade em exercer adequadamente suas funções podendo chegar até a falência total de sua produção (tipo 2).

O excesso de açúcar no sangue pode danificar órgãos, nervos e vasos sanguíneos de forma irreversível e causar outras doenças. Entre as que afetam os olhos estão a retinopatia diabética, a catarata e o glaucoma, além de desvios oculares, doenças da córnea e infecções.

Por isso, visitar um médico regularmente e fazer exames para verificar a ocorrência de diabetes também é fundamental para a boa visão. Cerca de 40% dos adultos com essa condição nem sabem que têm a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. E as pessoas com qualquer uma das variações da diabetes e as mulheres que tiveram diabetes gestacional devem passar pelo oftalmologista para realizar exames pelo menos uma vez por ano para verificar possíveis alterações oculares.

O que é a retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma alteração causada pela diabetes, que causa a deterioração dos vasos sanguíneos localizados no fundo do olho e que irrigam a retina. Nos seus estágios iniciais, a doença pode não manifestar sintomas, daí a importância do acompanhamento oftalmológico anual para quem tem diabetes. E, caso a doença seja diagnosticada, o acompanhamento deve ocorrer com uma frequência maior, dependendo da gravidade.

Como barrar a progressão?

A retinopatia diabética não tem cura, mas o controle da diabetes pode ajudar a barrar a sua evolução e o acompanhamento oftalmológico periódico pode reduzir em até 95% o risco de cegueira.

Estudos realizados mostram que pacientes com diabetes que controlam os níveis de glicose no sangue dentro dos níveis considerados saudáveis têm menos chances de desenvolver essa complicação ocular, assim como doenças renais ou dos nervos. Outros ensaios apontam que controlar a pressão alta e o colesterol pode reduzir a perda de visão entre pessoas com diabetes.

Sabendo que tem diabetes, o paciente deve manter uma rotina de monitoramento da glicemia, conforme a orientação médica, utilizando um aparelho portátil que mede os níveis de glicose a partir de uma gota de sangue obtida com um furo no dedo. Além disso, deve seguir o tratamento que combina o uso de medicamento prescrito pelo médico, alimentação correta e atividade física.

Tratamentos

Alguns procedimentos ajudam a estabilizar e amenizar as alterações no fundo do olho:

Fotocoagulação: aplicação de luz de laser, ajuda na estabilização da doença. O tratamento é feito no consultório e é necessária a dilatação da pupila;
Drogas anti-inflamatórias de longa duração: ajudam a reduzir o inchaço na retina e podem ajudar a melhorar a visão, com efeito que dura de 3 a 6 meses, podendo ser necessário reaplicar;
Terapia anti-VEGF (Ranibizumabe ou Bevacizumabe): são medicações antifator de crescimento, que combatem os vasos anormais;
Cirurgia de Vitrectomia: indicada em situações de descolamento da retina e hemorragia.

Fonte: Dr. Diego Verginassi, oftalmologista especializado em retina e vítreo da Lotten Eyes.

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