Catarata: saiba mais sobre a doença que atinge 45% da população acima dos 65 anos.

26 abr 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Catarata, Notícias

Catarata

Atingindo mais de 160 milhões* de pessoas no mundo, a catarata é considerada a maior causa de cegueira evitável. No Brasil, são mais de 2 milhões*, com 120 mil novos casos todos os anos. Quanto antes diagnosticada e tratada, menores são as sequelas para os olhos.

A doença é caracterizada pela opacidade do cristalino, lente natural dos olhos. Isso causa uma visão nublada, como se os óculos estivessem embaçados. Com a evolução do problema, a pessoa passa a enxergar apenas vultos. Às vezes, o paciente se queixa de perda de contraste das cores, e troca frequentemente os graus dos óculos.

A causa mais comum da catarata é a senil, ou seja, o envelhecimento natural do cristalino ao longo da vida. Mas existe também uma forma mais rara da catarata, a chamada congênita, quando o bebê já nasce com a doença. Além dessas, existem também causas secundárias, como o uso de corticoides, doenças metabólicas, diabetes, uveítes, traumas e exposição excessiva à radiação ultravioleta.

O diagnóstico é feito pelo oftalmologista através do exame de biocroscopia, acompanhado de dilatação de pupila. Caso seja constatada a existência da catarata, exames complementares irão definir o diagnóstico. O tratamento é realizado através de cirurgia, pois não existem colírios ou qualquer outro tratamento clínico para a correção do problema. A cirurgia consiste na remoção do cristalino e aspiração do núcleo, com implante de lente intraocular.

Ainda tem dúvidas sobre a doença? Agora a Lotten Eyes conta com um novo canal de informação feito especialmente para você. O 0800 Lotten Eyes traz importantes informações sobre catarata como uma forma de prestação de serviços à comunidade. Sem custo algum, a população poderá saber mais sobre a doença, cirurgia, sintomas e tratamentos, além de poder agendar uma consulta.

Entre em contato conosco: 0800 887 1144

*Dados OMS

O que você precisa saber sobre a Cegueira Infantil

1 abr 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 500 mil crianças ficam cegas todos os anos, sendo a maioria no primeiro ano de vida. Só no Brasil, 33 mil crianças perdem a visão, sendo 28% por conta de doenças que poderiam ser evitadas, e 15% tratadas precocemente.

Motivos

Os principais motivos que levam a cegueira infantil são os erros de refração, a retinopatia da prematuridade, a catarata e o glaucoma congênito, as cicatrizes retinianas e corneanas, além do retinoblastoma e malformações oculares. Além destes, ainda na barriga da mãe, o zika vírus, a rubéola, a toxoplasmose e outras doenças infecciosas também podem levar o bebê a nascer com alguma deficiência visual.

Teste do olhinho

Para evitar estes casos de cegueira, o Teste do Olhinho se faz obrigatório para todos os recém-nascidos. O exame identifica alterações do reflexo de luz no fundo do olho, permitindo identificar diversas doenças a tempo de serem tratadas. No entanto, isso não quer dizer que o seu bebê não precise visitar o oftalmologista. Para garantir a saúde ocular da criança, é importante realizar uma consulta até o primeiro aninho de vida.

Primeiros anos de vida

É dever dos pais observarem os sinais que a criança dá. Não reagir a estímulos luminosos, demonstrar aversão à luz, lacrimejar excessivamente, manter os olhos sempre fechados, não ter interesse pelo o que está ao seu redor, não demonstrar reação ao ver a mãe, e esbarrar em objetos com frequência são sintomas que devem ser levados em conta.

Também é possível observar se a criança apresenta olhinhos desviados, mancha branca na pupila, pupilas muito dilatadas, de cor acinzentada ou opaca, ou se apresenta olhos sempre vermelhos e com secreção. Depois de completar dois anos, é preciso que a criança retorne ao oftalmologista no mínimo uma vez por ano, para realizar exames de rotina.

Dos três aos oito anos de idade, ainda é possível identificar alguns distúrbios de visão. Nesta fase, note se a criança cai com frequência, franze a testa para ver melhor, assiste TV muito próxima da tela, se inclina a cabeça pra um dos lados quando presta atenção ou se vira um dos olhos para fora quando está distraída em locais muito abertos, como parques.

Se perceber qualquer um destes sintomas, marque sem demora uma consulta com o oftalmologista. O tratamento precoce pode salvar a visão do seu filho por toda a vida.

Olhos vermelhos na piscina: você sabe por que isso acontece?

3 mar 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, Curiosidades

Morando num país tropical como o Brasil, com um clima quente durante quase o ano inteiro, é difícil resistir a um banho de piscina. Depois de alguns mergulhos, notamos que os nossos olhos vão ficando vermelhos, havendo ou não incômodo. Mas por que isso acontece?

Você deve ter pensado no excesso de cloro e outros produtos químicos utilizados para limpar a piscina, mas este não é exatamente o motivo. Segundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a razão dos olhos vermelhos é a presença de suor e urina na água. Sim, urina nos olhos.

O estudo ainda ressaltou que é muito mais fácil ficar com os olhos vermelhos em piscinas com grande concentração de pessoas, como em clubes, condomínios, hotéis ou parques aquáticos. Nesses lugares, as pessoas parecem se importar menos com a higiene do local.

O erro é acreditar que o cloro tem o poder de matar os microrganismos assim que entra em contato com eles. Embora sua função seja limpar a água, ele acaba se ligando às substâncias que tenta eliminar, produzindo compostos químicos irritativos que podem causar incômodo no nariz e coceiras na pele, além da vermelhidão nos olhos.

O mesmo vale para a transmissão de doenças infecciosas, como a conjuntivite. Por isso, se puder, evite piscinas coletivas. Mas caso não seja possível, use óculos para mergulho e proteja os seus olhos.

Você já ouviu falar sobre as lentes esclerais?

29 fev 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades, Lentes de Contato

As lentes esclerais mudaram consideravelmente a qualidade de vida de pacientes portadores de diversos tipos de anomalias na córnea, graças à sua revolucionária tecnologia de adaptação. Elas corrigem ametropias e diminuem as distorções das imagens com um conforto inédito aos usuários de lentes de contato.

A lente escleral se assemelha em tamanho a uma lente gelatinosa, e se apoia na parte branca do olho (esclera). Como não há toque na córnea, o conforto é um diferencial importante deste tipo de lente. Ela é indicada aos mais diversos tipos de patologias corneanas, como: ceratocone, degeneração marginal pelúcida, pós-lasik e pós-RK, síndrome do olho seco e pós-ceratoplastia penetrante (transplante de córnea).

Quando bem adaptadas, as lentes esclerais afastam a necessidade de procedimentos invasivos na córnea, como o transplante. Converse com seu oftalmologista e saiba mais!

Dra. Messody Zagury
CRM: 122646

O que você deve saber sobre um cão-guia

24 fev 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades

Com o dever de auxiliar os deficientes visuais a se locomoverem, os cães-guia possuem uma séria responsabilidade, por isso, são rigorosamente treinados. Eles se mantêm firmes, sempre à esquerda ou um pouco à frente do seu acompanhante, movendo-se apenas quando ordenado, e costumam ser aceitos em locais públicos.

Esses cães especiais são capazes de auxiliar o deficiente visual a caminhar ou a pegar um transporte público, evitando obstáculos e ignorando todo tipo de distração. Deitam-se silenciosamente enquanto seu acompanhante permanece sentado, e sempre param no topo ou pé de escadas até que receba ordem para avançar.

As raças mais comuns para desempenhar esta função incluem força, inteligência, afabilidade e adaptabilidade, sendo elas o Labrador, Golden Retriever e Pastor Alemão. Seu treinamento é bastante rigoroso, durando cerca de 2 anos. Apesar do trabalho, estes cães também sabem se divertir nas horas vagas, além de serem satisfeitos em desempenhar seu serviço.

Para iniciar a relação do deficiente visual com um cão-guia é preciso, primeiramente, descobrir se existe afinidade entre os dois. É necessário unir cachorros e acompanhantes compatíveis, ou seja, os mais brincalhões com pessoas jovens, por exemplo. Esta fase de adaptações costuma durar aproximadamente 1 mês.

Apesar de serem mansos, não se deve mexer com um cão-guia em serviço. Por isso, não os toque nem ofereça algum alimento. Se você estiver com algum animal, controle-o para que não interaja com o cão-guia. Se o deficiente visual lhe pedir alguma ajuda, aproxime-se pelo lado direito (dele), deixando o lado esquerdo livre para o cão.

Se você conhece algum deficiente visual que precise de um amigão como este, a solução é procurar uma ONG especializada. O solicitante deve ser legalmente cego e possuir boa saúde física e mental.

Tatuagem nos olhos: Entenda os riscos

24 jan 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades

Uma prática que causa espanto em alguns e é admirada por outros. Desde 2010 ouvimos falar em pessoas que tatuaram a parte branca dos olhos, e esta já é uma prática comum entre os amantes da pintura corporal. O que muita gente parece não levar em consideração são os sérios riscos que isso pode trazer, incluindo manchas no rosto e até mesmo a cegueira total.

O método se espalhou quando dois presidiários norte-americanos surpreenderam as autoridades ao realizar o doloroso e perigoso procedimento dentro de suas celas, sem nenhum acompanhamento profissional. E por falar em profissionais, poucos tatuadores no mundo possuem a qualificação necessária para este tipo de procedimento.

A “eyeball tattoo” faz uso de uma agulha especial curva, que aplica o material como uma seringa, mas sem perfurar os olhos. A tinta usada é diferente das convencionais, sendo importada dos Estados Unidos, e aplicada em três pontos dos olhos.

Mas mesmo sendo feito por um tatuador qualificado, com tinta e agulhas específicas, tatuar os olhos coloca em risco um órgão nobre do corpo. Dentre as complicações do procedimento, estão as inflamações, catarata, glaucoma e cegueira total. Os prejuízos podem ocorrer imediatamente após o processo ou ao longo dos anos.

Quem se submete à prática, está correndo o risco de uma reação contra a substância que é infundida, pois não é possível saber o que a tinta pode provocar no olho, afinal, nele existem células responsáveis pela substituição de células mortas em sua superfície, e também por parte da produção lacrimal.

Por esses e outros motivos, especialistas desaprovam a “eyeball tattoo”.

Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo: saiba identificar os erros de refração

7 dez 2015 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades

Os erros de refração que podem ser corrigidos com óculos e lentes de contato são basicamente de 3 tipos: Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo.

Miopia: Trata-se de um olho grande no qual a imagem focal se forma antes da retina. O paciente míope tem dificuldade de enxergar objetos distantes, como placas de trânsito, legenda de filmes, rosto de pessoas distantes. A miopia é corrigida com lentes esféricas de grau negativo.

Hipermetropia: Trata-se de um olho pequeno, no qual a imagem focal se forma atrás da retina. O paciente hipermétrope tem dificuldade de enxergar objetos próximos, como celular, computador, leitura de livros.  A hipermetropia é corrigida com lentes esféricas de grau positivo.

Astigmatismo: Trata-se da diferença de curvatura vertical e horizontal da córnea, da qual se formam duas imagens focais. O paciente astigmata tem dificuldade de enxergar objetos tanto distantes como próximos.  O astigmatismo é corrigido com lentes cilíndricas.

Dra. Carolina Engelbrecht

CRM 140190

Saiba como evitar os riscos de doenças oculares no verão

7 dez 2015 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão

Durante o verão, os cuidados com a saúde devem ir além do protetor solar. As altas temperaturas favorecem o aparecimento de vírus, fungos e bactérias na água e em ambientes fechados, quentes e úmidos. Isso facilita o desenvolvimento de doenças oculares, então, fique atento.

Uma das doenças mais comuns neste período do ano é a conjuntivite, infecção que se dá na conjuntiva (membrana que recobre a parte branca do olho), podendo ser do tipo alérgica, bacteriana ou viral. Dentre os sintomas estão a coceira intensa, vermelhidão, inchaço e lacrimejamento.

Também comum no verão, a Ceratite é uma infecção que surge na córnea, sendo causada por fungos e bactérias. Os sintomas mais frequentes são a sensação de corpo estranho nos olhos e a vermelhidão.

O Pterígio é causado pela exposição em excesso e sem proteção aos raios ultravioletas, causando ardência e vermelhidão. A doença costuma atingir pessoas que trabalham expostas ao sol. Em longo prazo, pode provocar aumento do astigmatismo e perda parcial da visão.

A Catarata torna o cristalino (lente natural dos olhos) opaco, causando visão embaçada. A doença se manifesta, em média, aos 60 anos, mas uma exposição solar excessiva sem proteção ao longo da vida pode ocasionar o seu aparecimento precoce.

Confira abaixo algumas dicas para diminuir os riscos de contrair estas doenças:

- Utilize chapéus e óculos de sol com lentes que tenham proteção contra os raios UVA e UVB do sol. Se você não gosta dos óculos escuros, hoje já é possível encontrar tipos de grau com filtros;

- Compre seus óculos apenas em estabelecimentos confiáveis, com procedência conhecida e recomendação médica. Óculos sem proteção agridem ainda mais os olhos, pois a pupila se dilata quando se utiliza uma lente escura, o que favorece a entrada da radiação solar;

- Ao entrar no mar ou na piscina, não mergulhe com os olhos abertos. Isso diminui o risco de contaminação por micro-organismos que podem gerar conjuntivites e ceratites;

- Quem faz o uso de lentes de contato deve retirá-las antes de entrar na água. O uso facilita a infecção por micro-organismos, no caso de contato com os olhos;

- No caso de irritação nos olhos após sair da água, lave-os bem com algum colírio lubrificante. Caso não alivie, procure um oftalmologista;

- O uso prolongado do ar condicionado também deve ser evitado. Por diminuir a umidade do ambiente, os olhos ficam mais ressecados, podendo gerar desconfortos, como coceira e sensação de corpo estranho. O uso de colírio lubrificante pode ajudar, mas também é importante realizar a limpeza frequente do filtro do ar. O acúmulo de ácaros pode provocar conjuntivite alérgica;

- Respeite o prazo de validade e as regras de armazenamento dos colírios. Alguns produtos precisam ser armazenados na geladeira. Nunca compartilhe estes colírios com outra pessoa, pois isto, facilita a transmissão de infecções;

- Se você pratica atividade física ao ar livre, utilize faixas na cabeça para evitar que o suor escorra para os olhos. No rosto, utilize sempre o filtro solar adequado para esta área, tomando cuidado para que o produto não atinja os olhos;

- Se notar que algum corpo estranho entrou em seus olhos, tente não esfregar. Lave-os com soro fisiológico ou colírio lubrificante. Se não melhorar, procure o oftalmologista.

Siga estas dicas e curta o verão com proteção!

Tremor nas pálpebras: um sinal para tirar o pé do acelerador

7 dez 2015 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

Quem nunca sentiu aquele famoso tremor nas pálpebras? Além de irritante e impossível de ser controlado, pode durar dias. Apesar de parecer inofensivo, é bom ficar atento: este tremor é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem e que é preciso relaxar. Conheças as principais causas:

- Fadiga: pode ser causada pelo uso contínuo de computadores ou monitores. Nestes casos, há necessidade de se intercalar períodos de trabalho com períodos de descanso dos olhos, ou seja, a mudança de foco durante 15 minutos;

- Estresse: deve-se tentar evitar ou resolver as condições ou as situações do ambiente de trabalho ou familiar que estejam ligadas ao aumento da ansiedade;

- Secura nos olhos: também pode estar relacionada ao uso contínuo de computadores. Usar colírios lubrificantes preventivamente é indicado, assim como aumentar a umidificação do ambiente de trabalho;

- Cafeína: se a causa for associada ao consumo excessivo de cafeína, de bebidas energéticas ou de cigarro, deve-se reduzir ou suspender seu consumo;

- Não identificadas: sugere-se a consulta oftalmológica completa com objetivo de se avaliar a função muscular das pálpebras, a superfície ocular, erros refracionais ou fundo de olho.

Queimaduras e traumas oculares: como realizar os primeiros socorros?

19 nov 2015 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: saúde

Nas últimas semanas, tivemos nas redes sociais vários posts relacionados a queimaduras e traumas oculares com superbonder, despertando a curiosidade na população sobre o que fazer nestes casos. Nas discussões, percebemos o quanto estamos despreparados para lidar com estes episódios.

Sempre que algum líquido entra em contato com a superfície ocular, este pode acarretar uma queimadura química com consequências das mais diversas, desde uma simples hiperemia conjuntival (olho vermelho) até mesmo consequências mais graves como úlceras coreanas, inflamação intraocular, elevação de pressão intraocular, necrose da superfície ocular ou até mesmo perfuração do globo ocular.

Em todos os casos, mesmo se tratando de substâncias ácidas ou básicas, não devemos tentar neutralizar o agente nocivo com outro agente, ou seja, não devemos colocar uma substância básica para neutralizar uma substância ácida que caia nos olhos. A orientação em todos os casos é evitar que mais agente nocivo caia nos olhos e lavá-los com água corrente.

Assim a solução é lavar em exaustão a superfície ocular com água mineral ou água filtrada. Se não utilizar água corrente como torneira ou chuveiro, utilizar mais de 3 litros de água. Neste caso, o excesso não fará mal. Feito isso, procure atendimento médico de urgência com oftalmologista para avaliar os danos e a necessidade de colírios, pomadas e medicações. Com a super cola é um pouco diferente, quando entra em contato com a superfície ocular acaba polimerizando, ou seja, endurece e ganha a sua propriedade de aderência. É por isso que neste tipo de temos, na maioria das vezes, os cílios superiores e inferiores colados uns nos outros.

A queimadura não é o mais devastador aqui, mas sim os cílios “colados” uns nos outros, que assustam e muito pacientes e acompanhantes.  Fique calmo! Aqui, da mesma forma, devemos lavar a superfície ocular e procurar atendimento oftalmológico. Às vezes é possível retirar a cola aderida com pinças apropriadas, outras vezes é necessário cortar os cílios próximos à base palpebral e aguardar que cresçam novamente com o tempo.

Por último, mas não menos importante, vamos falar de corpo estranho ocular. “Caiu um cisco no meu olho. Retire pra mim?” Quantas vezes já não escutamos isso? Nunca devemos tentar sozinhos, sem a ajuda de um oftalmologista.

Essa tentativa pode piorar algum machucado já ocasionado, podendo levar bactérias e infeccionar, causando uma ferida que antes não estava infectada. E a pior consequência, caso tenha ocorrido uma perfuração do globo ocular, retirar o corpo estranho pode acarretar em extravasamento de conteúdo intraocular que estava tamponado com o corpo estranho.

Com estas dicas podemos cuidar inicialmente do ferimento ocular e prosseguir com a consulta o mais rápido possível com oftalmologista para garantir a saúde de nossos olhos.

Dr. Rodrigo Arantes de Souza Lima
CRM-SP 141481

-