Trauma Ocular
O olho é um segmento do organismo extremamente frágil e, apesar de se abrigar dentro de duas estruturas ósseas, chamadas de órbitas, sua porção mais externa fica sujeita aos traumas oculares (contusos ou perfurantes). As lesões que este órgão sofre podem significar, em inúmeras vezes, danos permanentes com seqüelas irreversíveis.
A principal causa de trauma ocular ainda é o acidente automobilístico, muito embora, o uso disseminado do cinto de segurança trouxe uma drástica diminuição do número de casos nos últimos anos. Sendo assim, na ocorrência de trauma nessa situação, é imprescindível o exame oftalmológico imediato.
É muito freqüente vermos traumas oculares que ocorrem no trabalho, especialmente naqueles que trabalham com ferro ou madeira. Por isso, marceneiros ou mecânicos devem usar equipamentos de segurança apropriados como os óculos protetores, muitas vezes fornecidos pela própria empresa.
Tempo de voltar às aulas, mas com cuidado adequado para os olhos. O trauma ocular está presente em inúmeras situações e muitas delas podem ser evitadas ou prevenidas. Objetos pontiagudos como lápis e tesouras, podem causar ferimentos perfurantes por menor que seja o descuido principalmente nos pequenos estudantes. Quedas e brigas estão também entre os maiores causadores de traumas oculares. Nesses casos não há perfuração ocular, mas o globo ocular pode sofrer lesões mais complexas como hemorragias, fraturas de órbita ou descolamento de retina. Esses tipos de traumas podem não ser previsíveis ou difíceis de serem evitados, mas devem ser rapidamente reconhecidos e tratados pelo oftalmologista, a fim de não deixar danos permanentes.
Nos esportes as boladas (mas também as cotoveladas ou cabeçadas), estão entre os maiores causadores de traumas oculares e o futebol aparece em primeiro lugar como causa de trauma, seguido de esportes com uso de raquete (tênis e squash). Sempre que houver trauma ocular há necessidade de avaliação detalhada do oftalmologista para afastar possíveis danos, especialmente na retina. Os traumas oculares causados por bola de paintball são reconhecidos como os mais graves, dado à força que essas bolas atingem o globo ocular, por isso a recomendação do uso constante da máscara enquanto estiver praticando esse tipo de esporte.
Os pacientes que possuem um grau elevado de miopia têm que ter especial atenção aos traumas oculares já que a retina, nesses pacientes é muito mais frágil e sujeita a descolamento de retina. Atualmente há óculos especiais para práticas esportivas, garantindo uma maior proteção ao globo ocular.
Uvas retardam e previnem aparecimento da degeneração macular associada à idade
A ingestão de uvas previne e também retarda o desenvolvimento da degeneração macular…
A ingestão de uvas previne e retarda o desenvolvimento da degeneração macular associada à idade, uma condição debilitante que afeta milhões de idosos em todo o mundo, sugere um estudo publicado no “Free Radical Biology and Medicine”.
A degeneração macular associada à idade é uma doença progressiva dos olhos, que conduz à deterioração do centro da retina, a mácula. Esta condição é a principal causa de cegueira em idosos. O envelhecimento da retina está associado com aumento dos níveis dos danos oxidativos e stress oxidativo que desempenha um papel importante no desenvolvimento da degeneração macular associada à idade. Leia mais »
6 ilusões de ótica incríveis
É oficial: não dá pra acreditar 100% no nosso cérebro. Ilusões de ótica como as listadas abaixo são criadas pela forma como o olho forma imagens e percebe cores, mas também se devem a “tilts” do cérebro. Há ainda as brincadeiras geométricas e os truques de perspectiva que enganam nossos olhos e a nossa mente.
A SUPER tem o especial “As Melhores Ilusões de Ótica De Todos Os Tempos”, você já conhece? Ele foi lançado ano passado, então não está mais à venda em bancas e livrarias, mas sempre há como buscar essas publicações em bancas mais “robustas” ou em sebos. As melhores da revista, você também pode ver aqui.
1. Não acredite nas cores
Acredite: nesta espiral, o “verde” e o “azul” são a mesma cor. O que acontece é que o nosso olho percebe as cores uma em relação às outras. Como as listras são muito fininhas, essa comparação “confunde” o tom de verde.
Como agir corretamente com um deficiente visual
O Instituto Benjamin Constant, a mais antiga instituição de educação para cegos do País e que mantém um curso de especialização em Oftalmologia credenciado pelo CBO, publicou material importante que visa diminuir a insegurança das pessoas que mantém contato com portadores de deficiência visual, seja de forma ocasional ou regular.
A lista que segue abaixo, com o título? Cuidados no relacionamento com pessoas cegas?, é uma espécie de código de etiqueta no qual a relação com as pessoas portadoras de deficiência visual, recebe uma orientação básica, desenhada pelo negativo, dizendo o que não se deve fazer no contato com o deficiente visual. Define-se, em linhas gerais, um modo de tratamento adequado às interações das quais ele participa.
LENTES DE CONTATO
Em virtude do crescimento de métodos avançados para correção da visão e de novas tecnologias para o seu manuseio e manutenção as lentes de contato têm suas indicações expandidas, elas são especialmente eficazes em certas profissões e atividades e são desejáveis por razões corretivas e estéticas.

As indicações incluem miopia, hipermetropia, alguns tipos de astigmatismo, presbiopia, ceratocone, correções estéticas, entre outros.
As contra indicações absolutas ou relativas incluem condições alérgicas e inflamatórias como infecções na córnea, excesso anormal de lágrimas, exoftalmia grave, pterígio, neoplasias conjuntivais ou de córnea ou outras alterações locais.
Todos os candidatos potenciais devem ser cuidadosamente examinados por um oftalmologista, pois há muitas pessoas para quem as lentes de contato não são recomendadas.
O uso inadequado de lentes de contato, técnica incorreta de aplicação ou remoção das lentes interferem no conforto e na fisiologia ocular, como pode causar escoriações e úlceras corneanas, e insuficiente circulação lacrimal sob as lentes.
Embora as vantagens superem as desvantagens, precauções e garantias devem ser entendidas por todos e não somente o usuário de lentes de contato.
BENEFÍCIOS
- Excelente opção para os olhos.
- Maior campo visual em relação aos óculos.
- Excelente acuidade visual.
- Ideal para a prática de esportes, reuniões, eventos, etc.
- Mais liberdade para certas atividades profissionais.
- Máximo conforto.
- Melhor saúde ocular devido à maior freqüência de troca.
- Maior higiene pela reposição freqüente das lentes.
- Maior conveniência em caso de perda ou rasgo da lente.
- Visual “mais jovem” para o usuário.
Orientações
- Lavar bem as mãos antes de tocar as lentes, aplicá-las ou removê-las;
- Manter mãos e unhas sempre limpas e curtas e com esmalte discreto;
- Para prevenir confusões, manusear primeiro sempre a lente direita, evitando assim a troca das mesmas;
- Limpe as lentes somente com a solução recomendada estéril;
- Respeitar o tempo prescrito pelo Oftalmologista sobre o tempo que pode ficar com as lentes e a validade das lentes;
- Limpar semanalmente o estojo de conservação em água e sabão (usar uma escovinha). Recomenda-se que o mesmo seja trocado a cada três meses;
- Nunca utilize água de torneira;
- Quando estiver com algum tipo de infecção não usar lentes evitando assim que a lente fique contaminada;
- As lentes são fabricadas em grande diversidade de tipos, matéria prima,sistema de produção e elaboração de parâmetros. Seu descarte pode ser diário, semanal, quinzenal.
Lembre se A decisão quanto ao tipo de lente e descarte deve ser tomada juntamente com o especialista em lentes de contato que, com a análise da receita médica, avaliação das medidas do olho, perfil do cliente e teste prático,selecionará a lente mais adequada.
Em 10 minutos cirurgia corrige miopia
Dr. Cláudio Lottenberg, oftalmologista e presidente do Hospital Albert Einstein, demonstra as duas técnicas cirúrgicas para correção de grau e discute seus benefícios e riscos.
Fonte: Veja – Saúde
Catarata: lentes e suas tecnologias
A catarata caracteriza-se como um quadro no qual o cristalino natural torna-se opaco, prejudicando a qualidade da imagem que é transmitida ao interior dos olhos.
Diante desta condição, este cristalino deve ser removido e substituído por um cristalino artificial que é a lente intra-ocular.
No momento em que ocorre a remoção cirúrgica do cristalino a sua substituição é feita por este implante e na dependência de suas características poderão ter melhores ou piores resultados em relação à multifocalidade. Isto significa dizer que pelas tecnologias atuais existem alternativas que podem ajudar o paciente a ter visão útil tanto para longe quanto para perto. Neste sentido, as lentes são classificadas como de dois tipos: as monofocais e as multifocais.
As lentes monofocais ofertam visão que traz nitidez para uma distancia fixa. As lentes multifocais pelas características de sua construção trazem a possibilidade que esta nitidez seja melhor em diferentes distancias. Evidentemente que cada caso é um caso, sendo que hoje existem alternativas de misturarem-se os dois tipos de lentes e o fato é que tudo visa maior conforto por parte do paciente.
Recomendo que o paciente sempre converse longamente com seu médico oftalmologista e tirem sempre todas as dúvidas para que possa entender não somente os ganhos, mas principalmente as limitações destas lentes intra-oculares.
Abraços,
Claudio Luiz Lottenberg
CRM-SP: 49.892
Programa Bem-Estar: Dr Claudio Lottenberg dará entrevista nessa quinta-feira
O Programa Bem-Estar, da Rede Globo, receberá o Dr. Claudio Lottenberg nesta quinta-feira(06/10) a partir das 10h00.
O Dr. Claudio Lottenberg já esteve outras vezes no programa abordando os principais assuntos relacionados a visão, e dessa vez o tema será sobre a higiene e o cuidado com os olhos que todos devem ter no dia-a-dia. Essas dicas serão de extrema importância para toda a população, pois esses pequenos cuidados podem evitar o surgimento de infecções, entre outros.
Não perca o Programa Bem-Estar desta quinta-feira!
Blefarite: o que é, quais os sintomas e como tratar
Com a umidade relativa do ar em São Paulo tão baixa estes dias, as queixas de olho seco são muito frequentes, e em quem apresenta blefarite os sintomas costumam ser mais intensos.
A Blefarite é a alteração ocular mais comum no mundo, geralmente relacionada com a colonização exagerada das pálpebras por bactérias da flora normal da pele. Esta colonização é exacerbada na presença de aumento de oleosidade dessa região devido disfunções das glândulas de meibômio – que produzem a parte oleosa da lágrima.
Pode apresentar-se de diversas maneiras, como olho seco, conjuntivite, hordéolos e calázios, e em casos avançados triquíase e até úlcera de córnea. Está intimamente ligada a alterações sistêmicas como rosácea, dermatite seborreica e síndrome de Sjögren.
Geralmente os pacientes apresentam queixas não específicas como irritação, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, pálpebras ou olhos vermelhos, alterações dos cílios, fotofobia e até dor e diminuição da visão. É uma doença crônica que alterna fases de piora com períodos assintomáticos. Nos casos avançados é comum ver alterações palpebrais devido as pequenas cicatrizem que se formam ao longo dos anos, podendo mudar a posição dos cílios e causando desconforto.
A base do tratamento é um comprometimento de longo prazo com a higiene palpebral. Compressas mornas seguidas de limpeza com uma mistura de água e shampoo neutro uso de pomadas antibióticas são usualmente usados. Algumas vezes há a necessidade de medicação oral por um certo período. Além disso o uso de lágrimas atificiais para mais conforto até a melhora do quadro, e também o tratamento das alterações sistêmicas relacionadas devem ser consideradas. Quem usa lente de contato deve ter mais atenção aos cuidados de higiene e armazenamento das lentes, uma vez que a uma chance maior de contaminação.
Apesar de trabalhoso o tratamento para a blefarite é simples. Disciplina do paciente é essencial para a melhora da qualidade vida. Por ser uma doença crônica é muito importante o acompanhamento periódico com um oftalmologista.
Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista
Neurite Óptica: saiba o que é e qual o tratamento adequado
Neurite óptica (NO) é uma inflamação do nervo óptico que leva à diminuição – geralmente temporária – da visão. Muitos casos dessa doença estão associados ao aparecimento de outra, a Esclerose Múltipla. Porém, ela também pode ocorrer isoladamente. Nos casos onde há associação com Esclerose Múltipla, comumente a NO é a primeira manifestação dessa doença. Ocasionalmente, a NO pode ocorrer também após infecções envolvendo a órbita, os seios paranasais, ou infecções virais sistêmicas.
Sua incidência é maior em brancos do que em negros, além de afetar duas vezes mais mulheres do que homens. Geralmente aparece a primeira vez em adultos jovens, dos 20 aos 45 anos de idade. Há ainda casos em que afetam crianças – esses casos raramente progridem para Esclerose Múltipla. Estima-se que 75% das mulheres e 35% dos homens que apresentam o primeiro episódio de NO vão apresentar Esclerose Múltipla no futuro.
Pacientes com NO têm uma rápida perda da acuidade visual em um olho, e raramente nos dois olhos ao mesmo tempo. A queda visual pode ser discreta, em apenas uma parte do campo visual, ou até ocorrer a perda total da visão. Geralmente, a diminuição da visão está associada a uma dor retro orbitária durante a movimentação ocular e alteração da visão de cores. Também pode ocorrer queda de visão devido ao calor ou atividade física.
O diagnóstico da Neurite Óptica é realizado através do exame físico feito por um oftalmologista, exames laboratoriais,Campimetria Visual, Potencial Evocado Visual e Ressonância Nuclear Magnética, que é também um instrumento importante para avaliar a existência ou a chance de se desenvolver Esclerose Múltipla.
Apesar de todos os estudos sobre esta doença, seu tratamento é atualmente controverso. Desse modo, desde a simples observação sem medicação, até a internação e o uso de medicação intravenosa podem ser o tratamento correto. A gravidade e o tempo de aparecimento dos sintomas vão direcionar o tratamento mais adequado. A melhora da visão é comumente gradual ao longo de algumas semanas. Porém, pode haver déficit residual, principalmente na visão de cores e de contraste, independente do tratamento escolhido.
O acompanhamento precoce e conjunto entre um oftalmologista e um neurologista é o mais indicado para prevenir ou amenizar as sequelas e a conversão para Esclerose Múltipla, tendo em vista preservar a qualidade de vida do paciente.
Dr. Hallim Feres Neto – Médico Oftalmologista
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Comentários
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