Saúde Ocular na gravidez: confira 4 sintomas que podem afetar a visão

5 dez 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, Curiosidades

A gestação é um período que traz diversas mudanças no corpo da mulher, algumas podem ser percebidas com o passar do tempo, como o crescimento da barriga, aumento dos seios e enjoos repentinos. Já outras, como pequenas mudanças na visão da futura mamãe, são quase imperceptíveis aos outros, mas causam grande desconforto.
Isso porque as mesmas alterações hormonais que resultam em inchaço, enjoo e mudanças de humor, também são responsáveis por causar desde uma pequena dificuldade para enxergar nitidamente, até o comprometimento da visão da criança em formação.

Confira as dicas que separamos sobre problemas comuns neste período e, ao menor sinal de qualquer sintoma, procure seu médico de confiança.

1 – Olho seco: é possível que ao longo da gestação a mulher sofra com alguns sintomas, como coceira e vermelhidão, causados por um desequilíbrio na quantidade de lágrimas ou evaporação excessiva. O problema pode vir ao longo da gestação e tende a desaparecer lentamente, após o nascimento do bebê.

2 – Manchas escuras no campo visual: este problema está associado a um problema comum na gravidez, a pré-eclâmpsia. Caracterizada pelo aumento da pressão arterial, o aparecimento de manchas ou pontos pretos no campo de visão estão entre as consequências da doença. Para detectar o problema precocemente, é importante fazer o exame de fundo de olho durante a gravidez.

3 – Alteração de grau: se você, gestante, usa óculos, pode ser que se surpreenda ao perceber que eles já não estão sendo suficiente. Isso porque a retenção de líquido e aumento de peso podem alterar a espessura da córnea, deixando a visão distorcida. Nesse caso, o ideal é procurar um oftalmologista para, se necessário, ajustar as lentes para o novo grau

4 – Sensibilidade à luz: este costuma ser um sintoma da enxaqueca, que pode ser acentuada na gestação por causa das variações hormonais. Neste caso, é importante conversar com seu ginecologista antes de usar qualquer tipo de medicamento.
Gostou das dicas? Em todo caso, principalmente neste período, é importante estar sempre em contato com seu oftalmologista, para buscar os melhores tratamentos e assegurar a sua saúde ocular e também a do seu bebê.

Conjuntivite Alérgica

24 nov 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: De olho na saúde

Com o início da primavera e do verão, muitas pessoas começam ter a sensação de areia nos olhos, coceira e olhos vermelhos. Estes podem ser sintomas de conjuntivite alérgica. Outros sintomas que podem aparecer também são lacrimejamento e fotofobia.
Caso você tenha algum desses sintomas, procure um oftalmologista que poderá confirmar ou não o diagnóstico de conjuntivite alérgica. Diferentemente da conjuntivite viral e bacteriana, a conjuntivite alérgica não é infectocontagiosa, ou seja, não é transmitida através das pessoas.
O tratamento da conjuntivite alérgica é baseado em colírios antialérgicos, higiene das pálpebras e cílio, e colírios lubrificantes, muitas vezes, dependendo do grau da alergia, faz-se necessário uso de antialérgicos via oral também. O importante é fazer o diagnóstico e tratamento adequado para não sofrer com sintomas oculares desagradáveis. Procure seu oftalmologista!

Dra. Carolina Engelbrecht
CRM 140190

Alterações oftalmológicas do HIV

6 out 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Curiosidades

Estima-se que 36,7 milhões de pessoas no mundo estejam contaminadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).  A melhora e disponibilidade do tratamento, inclusive no Brasil, aumentou a sobrevida desses pacientes e, assim, uma grande diversidade de manifestações ocasionadas pelo HIV puderam ser estudadas. Importante diferenciar que a pessoa infectada pelo HIV pode não ter a doença AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – observada quando o vírus do HIV ataca o sistema de defesa do nosso corpo, diminuindo células como as CD4).

No olho, o HIV pode causar alterações desde as pálpebras até o nervo óptico. Porém, as principais alterações ocorrem no fundo do olho, sendo frequente, a uveíte – infecção de tecidos oculares. A primeira manifestação do HIV está relacionada a alteração dos pequenos vasos da retina – a chamada microangiopatia. Geralmente, nesse estágio inicial, o paciente não sente grandes mudanças da visão e o exame do fundo do olho, associado a outros exames complementares, como a angiofluoresceinografia, são fundamentais para detectar essa lesão inicial.

Quando os níveis das células de defesa – CD4 –  caem para valores muito baixos, ocorre a principal infecção decorrente do HIV. Essa é a infecção da retina (retinite) pelo Citomegalovírus.  É uma doença grave que pode levar a cegueira se não for tratada corretamente pelo oftalmologista e infectologista. Felizmente, devido aos avanços do tratamento do HIV, a frequência dessa doença tem caído nos últimos anos.

Outra doença que pode aparecer é a Toxoplasmose ocular – causa mais comum de uveíte posterior no Brasil, mesmo em pacientes sem HIV.  A Toxoplasmose ocular causa uma infecção na retina e coroide e, dependendo da localização da lesão, pode ocasionar perda visual importante.

Nos últimos anos, houve um aumento dos casos de Sífilis no Brasil. Vale salientar que o exame oftalmológico é fundamental para se excluir a presença de sífilis ocular em pacientes HIV positivo.  No olhos, a sífilis pode alterar e modificar praticamente todos tecidos oculares. O exame pelo oftalmologista deve ser criterioso para diferenciar de outras doenças.

Os tratamentos atuais do HIV permitem ao paciente ter uma ótima qualidade de vida. Portanto, o acompanhamento desses pacientes deve ocorrer em conjunto com médicos oftalmologistas e infectologistas, a fim de detectar e combater precocemente as manifestações oculares do HIV.

Dr. Diego Monteiro Verginassi

Médico Oftalmologista – Retina Clínica e Cirúrgica

Bibliografia:

http://www.who.int/gho/en/

Boletim Sífilis 2015 – Ministério da Saúde – Brasil

Uveítes – Livro Conselho Brasileiro de Oftalmologia- Série Oftalmologia Brasileira.

Dia do Idoso: saiba quais são as principais doenças oculares na terceira idade

30 set 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Cuidados com a visão, De olho na saúde

A visão tem um papel essencial em momentos de pura felicidade. Os idosos são o principal grupo atingido pelos problemas de visão, por isso, o cuidado deve ser redobrado. As principais doenças oculares na terceira idade são:

Catarata
Comum após os 50 anos de idade, a catarata consiste na perda da transparência do cristalino, lente natural dos olhos. A doença ocorre de maneira natural, embaçando a vista, e pode ser acelerada por diversas doenças, como diabetes. Segundo dados da OMS, a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Principal causadora de cegueira em pessoas acida dos 55 anos, a doença consiste na degeneração da retina. O DMRI surge com o embaçamento da vista e distorção das formas, evoluindo para a perda gradual e irreversível da visão. Quando detectada no início, pode ser controlada.

Glaucoma
É provocada pelo aumento da pressão ocular, provocando lesão no nervo ótico. O glaucoma raramente apresenta sintomas, aparecendo somente em estágios avançados da doença, podendo levar a cegueira irreversível.

Presbiopia
É conhecida como “vista cansada”, atingindo pessoas acima dos 40 anos. O problema se caracteriza pela perda da qualidade visual para perto.

Retinopatias
Ocasionada por complicações provocadas pela diabetes e hipertensão arterial, a doença altera os vasos sanguíneos e causa má circulação na retina. A retinopatia se instala lentamente e os sintomas incluem visão borrada, moscas volantes ou flashes, e até mesmo a perda repentina da visão.

Seja com a presença de sintomas ou não, é de extrema importância realizar exames periódicos com o oftalmologista, possibilitando uma possível identificação precoce de doenças.

A região ocular é a que mais precocemente exibe os sinais do tempo

15 set 2016 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: De olho na saúde

A pele da área dos olhos é a mais fina do corpo humano e a mais sensível ao envelhecimento, regido por fatores genéticos, alimentação, tabagismo e exposição solar.

Com o passar dos anos, ocorre a diminuição do colágeno e perda da elasticidade, o que acaba resultando na formação de rugas e flacidez da pele. Ocorre ainda perda de tecido ósseo e gorduroso, com queda da pele e tecidos moles em toda a face, especialmente ao redor dos olhos.

O enfraquecimento do septo orbitário propicia o surgimento das bolsas gordurosas palpebrais, levando a um aspecto de inchaço e cansaço. Frequentemente, as alterações palpebrais relacionadas ao envelhecimento podem causar prejuízo na oclusão e até exposição ocular, com sintomas de ardor, vermelhidão e lacrimejamento.

A correção do excesso de pele, flacidez e bolsas adiposas, assim como o tratamento de doenças palpebrais, estão na área de atuação da Oculoplástica, uma subespecialidade oftalmológica que engloba tratamentos de reconstrução e rejuvenescimento periocular.

Dra. Elisa B. Piantino
CRM-SP 130.538

Existe cura para a cegueira parcial?

9 set 2016 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Mito ou Verdade

Atingindo mais de 25% das pessoas acima de 75 anos, a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. No Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas sofrem com o problema, segundo dados da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).

Cerca de 90% dos casos correspondem à forma seca da DMRI, de evolução mais lenta, enquanto os outros 10% apresentam a forma úmida, bem mais agressiva e caracterizada por hemorragias que comprometem o tecido da retina. Atualmente, o tratamento consiste na aplicação de lasers ou injeções com medicamentos que inibem a formação de novos vasos sanguíneos.

Contudo, uma novidade tem despertado a atenção de quem sofre com a cegueira parcial. Cientistas das Universidades Stanford (EUA) e Strathclyde (Escócia) desenvolveram um novo tratamento que funciona através de uma prótese capaz de captar informações visuais e enviá-las ao cérebro. A notícia foi publicada nas revistas Nature Communications e Science News.

O sistema é formado por um par de óculos equipados com uma câmera, que envia as imagens captadas para um computador de bolso. Ele é o responsável por processar a informação visual e enviar lasers infravermelhos para óculos e, consequentemente, para os olhos. Dentro dos olhos, na região da retina, há microchips que são estimulados com a entrada do laser infravermelho e convertem os dados para um sinal elétrico que vai para o cérebro, atingindo a região responsável pela visão.

Apesar de no Brasil não haver nenhuma pesquisa deste gênero, estes avanços estão cada vez mais próximos de se tornar uma realidade para quem sofre com os efeitos da doença.

Os olhos e suas incríveis curiosidades

30 ago 2016 por Lotten Eyes    2 Comentários    Postado em: Notícias

Já parou para pensar no quão incrível são os nossos olhos? O olho humano é um sistema óptico complexo, formado por um sistema fisiológico com inúmeros componentes. São órgãos fotossensíveis, que possibilitam uma análise minuciosa quanto à forma dos objetos, sua cor e intensidade de luz refletida. Em outras palavras, ele é capaz de perceber a luz e transformar essa percepção em impulsos elétricos.

Confira algumas curiosidades!

- Um adulto normal pisca, em média, 24 vezes por minuto. Isso dá um total de 1,2 segundo de cegueira por minuto, o que corresponde, numa vida de 70 anos, a 21 dias sem enxergar.

- Nossas pupilas dobram de tamanho quando vemos aqueles que amamos.

- Fechar os olhos durante o espirro é um reflexo natural que serve para resguardar a região dos olhos das gotículas de secreção.

- Os olhos azuis surgiram há cerca de 10 mil anos, graças à uma mutação genética.

- Somente 2% das pessoas têm olhos verdes.

- Cerca de 1% têm olhos de cores diferentes.

- Um em cada 12 homens é daltônico, tendo certa deficiência visual das cores.

- A íris dos seus olhos possui cerca de 260 características próprias, sendo que na sua digital existem apenas 40.

Eles são realmente incríveis!

Daltonismo: Saiba mais sobre o problema que atinge 1 a cada 12 homens

30 ago 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

Também chamado de discromatopsia, o daltonismo é uma alteração visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores. Na maioria das vezes, a alteração está geneticamente ligada ao cromossomo X, ocorrendo com maior frequência entre os homens. Isso porque eles possuem apenas um cromossomo X, enquanto as mulheres possuem dois.

Muitas vezes, o problema manifesta-se através da dificuldade de distinguir o verde do vermelho. Mas muitas pessoas sequer sabem que são daltônicas: como sentir falta de algo que nunca se viu? O principal método para diagnosticar o daltonismo se faz a partir de um simples teste.

O teste de cores de Ishihara consiste na exibição de figuras – letra ou números – desenhadas em pontinhos de tonalidades diferentes, facilmente identificadas por pessoas com uma visão normal. Já os daltônicos, têm dificuldade para decifrar as figuras. O teste recebeu este nome devido ao Dr. Shinobu Ishihara (1879-1963), um professor da Universidade de Tóquio que foi o criador deste teste em 1917.

Inspirada no teste de cores de Ishihara, neste vídeo a Lotten Eyes te ajuda a descobrir se você é portador do problema visual:

Se você notar alguma dificuldade neste teste, pode significar que você é portador de algum grau de daltonismo. Mas não se preocupe, esta é uma limitação simples de lidar. O importante é procurar o seu oftalmologista para um diagnóstico correto.

Seria possível corrigir o grau de longe e perto em uma única lente?

6 jul 2016 por Lotten Eyes    6 Comentários    Postado em: Notícias

Sim! Existem várias maneiras de corrigir a deficiência para a visão de perto tão comum que ocorre após os 40 anos, chamada de presbiopia, ou vista cansada. As lentes capazes de corrigir problemas de visão para longe e perto se chamam multifocais. São lentes gelatinosas, disponíveis em vários tipos de opção de descarte e que atendem diversos graus.

Outra opção para correção de longe e perto é a técnica de adaptação chamada monovisão. Neste método, um olho (geralmente o dominante) é adaptado pra longe e o outro, para perto. Parece confuso, mas no período de adaptação ocorre o que chamamos de neuroadaptação, onde o paciente consegue fundir as imagens e enxergar de longe e perto sem dificuldades.

Para córneas muito irregulares ou ainda com alto astigmatismo, é possível corrigir a visão longe e perto com lentes rígidas. Consulte seu oftalmologista, só ele será capaz de decidir qual o melhor método para o seu caso.

Dra. Messody Zagury
CRM: 122646

Você usa lentes de contato? Fique atento a essas dicas!

6 jul 2016 por Lotten Eyes    Sem Comentários    Postado em: Notícias

As lentes de contato são hoje a alternativa preferida de muitas pessoas em relação aos óculos de grau. Entretanto, esta opção requer cuidados específicos. Confira abaixo algumas dicas importantes para suas lentes não se tornarem um problema.

1 – Manuseio: Todo cuidado é pouco! Estar em um ambiente adequado, como o banheiro, e sempre com as mãos higienizadas, faz com que as lentes se mantenham seguras.

2 – Tempo de validade: Muito popular entre os adeptos das lentes, as descartáveis possuem duração média de um mês. Não obedecer ao prazo do produto pode causar vista embaçada, olhos vermelhos e sensação de corpo estranho.

3 – Limpeza: Não use soro fisiológico, água ou qualquer outro líquido que não seja a solução especial para lentes.

4 – Crianças: Há quem tenha receio, mas não existe comprovação de problemas na visão de crianças causados pelo uso da lente. Vale ressaltar apenas que a garotada precisa ser bem orientada e mais “vigiada”, em função da pouca idade.

5 – Dormir: Esse é um dos principais problemas para quem usa lente. Cochilar por um período curto não causa danos aos olhos. Contudo, o problema está em criar o hábito de dormir de um dia para o outro com elas. O uso frequente das lentes aumenta as chances de infecção, pois não permitem uma oxigenação adequada da córnea.

6 – Mar ou piscina: Nestas situações, inclusive durante o banho, o indicado é deixar as lentes de lado. A água apresenta impurezas, que podem contaminar as lentes, inclusive machucar os olhos.

7 – Coloridas e sem grau: Não apresentam nenhum problema ao usuário, desde que usadas com orientação de um especialista. Inclusive, os cuidados devem ser os mesmos de uma lente de grau.

Apesar das dicas, vale lembrar que a indicação e adaptação de qualquer tipo de lente de contato devem ser acompanhadas por um oftalmologista.

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